terça-feira, 13 de novembro de 2012

Qualidade de vida e suas influências no resultado das empresas - Leonardo Siqueira Borges


A qualidade de vida no trabalho é sempre um grande desafio da administração das organizações, pois afeta diretamente a vida dos funcionários e traz, como consequência, resultados para as organizações. O presente artigo tratará sobre os fatores que influenciam a qualidade de vida nas empresas

Estamos passando nos últimos tempos, após a crise, por um ambiente globalizado. Presenciamos o aquecimento do mercado para todos os segmentos e tipos de organizações que visam aproveitar a oportunidade para se tornarem mais competitivas e, consequentemente, gerarem mais resultados. Isso, por sua vez, faz com que exijam cada vez mais dos funcionários a capacidade de cobrança e vivem sob pressão.

Porém algumas empresas, com visão sistêmica, já perceberam que o investimento na qualidade de vida no trabalho, além de melhorar o bem-estar de seus funcionários permite também a melhoria dos resultados.

Segundo Vasconcelos (2001), "A construção da qualidade de vida no trabalho ocorre a partir do momento em que se olha a empresa e as pessoas como um todo", portanto não podemos vê-la de forma individual, só empresa ou apenas formada por funcionários. É preciso que exista uma visão integrada das duas partes.

A qualidade de vida no trabalho não significa apenas ter um bom salário ou benefícios atraentes. Com certeza isso ajuda, mas existem outras vertentes que as empresas precisam se preocupar para poder gerar satisfação para seus funcionários. Abaixo, destaco algumas dimensões que possibilitam geração da melhoria da qualidade de vida no trabalho.

Identidade da tarefa - O funcionário precisa saber a importância da realização de suas tarefas e compreender o valor da sua atividade.

Significado da tarefa - O profissional deve ter a percepção clara do que realiza no seu trabalho e os impactos do seu trabalho para o todo. Ele necessita entender que sua atividade, embora seja parte do processo, refletirá no resultado final do trabalho.

Autonomia - O funcionário precisa ter a responsabilidade pessoal de planejar e executar suas atividades. A empresa necessita dar oportunidade para o funcionário pensar, usar sua criatividade para resolver problemas no seu dia a dia. Essa é a oportunidade de gerar melhorias no seu posto de trabalho.

Feedback - Refere-se às informações de seu próprio trabalho. O seu superior deve, constantemente, dar retornos para os membros da sua equipe sobre como estão no desempenho de suas tarefas. É bom ressaltar que o feedback não apenas um retorno negativo, pois os elogios e os agradecimentos também são importantes e estimulam as pessoas. A ideia do feedback é simples, mas tem uma grande importância. Durante o retorno dado para o trabalhador, permite-se a realização de uma autoanálise, visando melhorias em sua conduta pessoal e profissional, além da correção de possíveis falhas na execução das suas atividades.

Além dessas dimensões básicas (muitas vezes, não percebíveis nas organizações), temos também alguns fatores que destaco como importantes para uma boa qualidade de vida no trabalho. Segundo o modelo adequado de Chiavenato (1999), QVT compreende, ainda:

Compensação justa e adequada - Ter salário adequado à função e equidade interna e externa.

Condições de segurança e saúde - Uma jornada de trabalho adequada e um ambiente físico seguro e saudável.

Oportunidade de crescimento contínuo - Possibilidade de visualizar a carreira e ter crescimento profissional.

Integração social na organização - Respeito às leis trabalhistas, liberdade de expressão e normas, rotinas claras da organização.

Trabalho e espaço social de vida - Papel balanceado entre trabalho e vida pessoal.

Relevância Social - Imagem da empresa e responsabilidade social pelos produtos e serviços.


Percebam que estamos falando de ações muitas vezes simples, nada parecidas como a de "inventar a roda" ou algo extremamente complicado de se fazer, mas que trazem resultados valiosos. 

Às vezes, pecamos por querer fazer o perfeito e nos esquecemos de fazer o básico. 

Precisamos estimular o pensamento. 

E sempre lembro: as ações preventivas são muito melhores que as corretivas.

Você consegue perceber que isso faz a diferença no seu dia a dia para melhorar sua qualidade de vida?

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