segunda-feira, 2 de maio de 2016

EMPOWERMENT - Mara Cristiane Favero

Temos uma jornada interessante por aqui, e  para isso convido você para uma breve viagem. Viagem que pode trazer surpresas e novas possibilidades. Vamos lá?!

Quando você olha para sua vida profissional hoje, como você se vê? 

Motivado, criativo, tomando riscos calculados ou não? 

E com seus pares, sua relação permite que o clima seja de partilha, apoio, contribuindo para o crescimento de todos, ou o que reina é o espírito de grupo, que diga-se de passagem é muito diferente do espírito de equipe… 

E subordinados você tem? 

Eles sentem-se a vontade para contribuir com idéias, assumir erros, tem autonomia para tomar decisões. 

Não vale mentir… 

E com sua chefia, como você é? 

Tem iniciativa ou espera determinações?


Você pode estar perguntando em “Que surpresas estas perguntas podem me trazer?” Estas respostas nos permitem perceber se estamos numa empresa onde há empowerment ou não e se contribuo neste processo… E o melhor de tudo, ter opções de escolhas sobre o que deseja fazer a partir de agora!

E o que é empowerment? Segundo Chiavenato(2005), o empowerment parte da idéia de dar às pessoas, o poder, a liberdade e a informação para tomarem decisões e participarem ativamente da organizações, que é sustentado por 4 pilares:

  • Poder: Dar poder às pessoas, delegando autoridade e responsabilidade em todos os níveis da organização,
  • Motivação: Proporcionar motivação às pessoas para incentivá-las continuamente,
  • Desenvolvimento: Dar recursos às pessoas em termos de capacitação e desenvolvimento individual e profissional,
  • Liderança: Proporcionar liderança na organização.


Trabalhando com estes pilares, cria-se um clima de confiança, liberdade, com sentimento de reconhecimento e o tão desejado comprometimento e engajamento. O que possibilita grande motivação e uma bela vantagem competitiva…

Ou seja, podemos usar as respostas que tivemos para perceber como estamos vivendo este conceito, se estamos transmitindo este poder – empowerment – à todos, ajudando a realçar o que há de melhor. Assim fortaleceremos a  crença da eficácia. Veja a diferença que isso pode trazer…

Possuímos poder quando nos sentimos livres para tomar iniciativas e cometer erros sem medo de represálias. 

E vamos voltar a pergunta, Como você se vê?!


OS 12 MAIORES ATRIBUTOS DA LIDERANÇA - Luiz Almeida Marins Filho

"Liderança" é um tema que vem sendo discutido desde os mais remotos tempos pelo homem. 

Ser líder, formar líderes, parece ser um desafio constante do homem e das organizações. Aqui vão alguns resultados de pesquisa feitas na Europa com mais de 500 executivos de todos os tipos de industria. Essa pesquisa é muito interessante. Ela mostra coisas simples, objetivas e fornece conselhos úteis para todos nós que desejamos vencer, alcançar o sucesso pessoal e profissional.

Espero que a leitura atenta destas descobertas e seus comentários possam trazer benefícios reais aos leitores.

DISPOSIÇÃO PARA TENTAR O QUE NÃO FOI TENTADO ANTES

Nenhum empregado deseja ser guiado por um administrador a quem falte coragem e autoconfiança. É o estilo de liderança positiva aquele eu ousa nas tarefas e se vale de oportunidade não tentadas anteriormente. 

Um Gerente de Vendas bem sucedido irá às ruas e venderá junto com seus vendedores quando o mercado está difícil ou quando o pessoal de vendas encontrar-se sob extrema pressão. Tal gerente sabe que se arrisca a tornar-se impopular. Contudo, ao liderar pelo exemplo, manterá a motivação da equipe.

AUTO MOTIVAÇÃO
O Gerente que não consegue se auto-motivar não tem a menor chance de ser capaz de motivar os outros.

UMA PERCEPÇÃO AGUDA DO QUE É JUSTO
Esta é uma grande qualidade de um líder eficaz e a fim de ter o respeito da equipe, o gerente deve ser sensível ao que é direito e justo. O estilo de liderança segundo o qual todos são tratados de forma justa e igual sempre cria uma sensação de segurança. Isso é extremamente construtivo e um grande fator de nivelamento.

PLANOS DEFINIDOS
O líder motivado sempre tem objetivos claros e definidos e planejou a realização de seus objetivos. Ele planeja o trabalho e depois trabalha o seu plano coma participação de seus subordinados.

PERSEVERANÇA NAS DECISÕES
O gerente que vacila no processo decisório mostra que não está certo de si mesmo, ao passo que um líder eficaz decide depois de ter feito suficientes considerações preliminares sobre o problema. Ele considera mesmo a possibilidade de a decisão que está sendo tomada vir a se revelar errada.

Muitas pessoas que tomam decisões erram algumas vezes. Entretanto, isto não diminui o respeito que os seguidores têm por elas. Sejamos realistas: um gerente pode tomar decisões certas, mas um líder eficaz decide e mostra sua convicção e crença na decisão ao manter-se fiel a ela, sabendo, no entanto, reconhecer quando erra. Assim, seu pessoal tem força para sustentar aquela decisão junto com o gerente.

O HÁBITO DE FAZER MAIS DO QUE AQUILO PELO QUAL SE É PAGO
Um dos ônus da liderança é a disposição para fazer mais do que é exigido do pessoal. O gerente que chega antes dos empregados e que deixa o serviço depois deles é um exemplo deste atributo de liderança.

UMA PERSONALIDADE POSITIVA
As pessoas respeitam tal qualidade. Ela inspira confiança e também constrói e mantém uma equipe com entusiasmo.

EMPATIA
O líder de sucesso deve possuir a capacidade de colocar-se no lugar de seu pessoal, de ser capaz de ver o mundo pelo lado das outras pessoas. Ele não precisa concordar com essa visão, mas deve ser capaz de entender como as pessoas se sentem e compreender seus pontos de vista.

DOMÍNIO DOS DETALHES
O líder bem sucedido entende e executa cada detalhe do seu trabalho e, é evidente, dispõe de conhecimento e habilidade para dominar as responsabilidades inerentes à sua posição.

DISPOSIÇÃO PARA ASSUMIR PLENA RESPONSABILIDADE
Outros ônus da liderança é assumir responsabilidade pelos erros de seus seguidores. Caso um subalterno cometa um erro, talvez por incompetência, o líder deve considerar que foi ele quem falhou. Se o líder tentar mudar a direção dessa responsabilidade, não continuará liderando e dará insegurança a seus seguidores. O clichê do líder é:"A responsabilidade é minha".

DUPLICAÇÃO
O líder de sucesso está sempre procurando maneiras de espelhar suas habilidades em outras pessoas. Dessa forma ele faz os outros evoluírem e é capaz de "estar em muitos lugares diferentes ao mesmo tempo".
Talvez este seja um dos maiores atributos de um líder: ser capaz de desenvolver outros lideres. Pode-se julgar um líder pelo número de pessoas em que ele refletiu os seus talentos e fez evoluir.

UMA PROFUNDA CRENÇA EM SEUS PRINCÍPIOS
A expressão "A menos que batalhemos por alguma causa, nos deixaremos levar por qualquer causa"resume bem a importância de ter-se uma causa pela qual valha a pena viver e trabalhar. Nada cuja aquisição tenha valor é muito fácil. O líder de sucesso tem a determinação de atingir objetivos não importando os obstáculos que surjam pelo caminho. Ele acredita no que está fazendo com a determinação de batalhar por sua realização.


Minha sugestão é a de que você leia uma, duas ou três vezes cada um desses atributos e medite cada um deles à luz de sua própria realidade como um profissional que tem a função de gerenciar, comandar, liderar pessoas. 

Detenha-se sobre cada um dos atributos e dê a você mesmo uma nota de zero a 10 em cada um deles, fazendo um propósito de auto–aperfeiçoamento. Repita essa auto-avaliação semanalmente.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

8 coisas que profissionais extraordinários dizem todos os dias

Um profissional extraordinário revoluciona o modo como as coisas acontecem no ambiente de trabalho. Essa mudança começa a partir da atitude mais simples: a fala

Algumas expressões simples podem modificar a sua relação com equipe e empresa em geral. Usando as palavras certas você pode buscar novas soluções para problemas antigos, fazer a diferença no trabalho e desenvolver as suas ideias. 

Quer fazer uma enorme diferença no dia alguém? Confira algumas coisas que você deve dizer todos os dias aos seus empregados, colegas, familiares e amigos.

1. "A minha ideia é essa, alguém sugere algo diferente?"

Talvez você esteja no comando, mas isso não significa que é o mais inteligente e perspicaz na equipe. Para desenvolver bons projetos, o trabalho em equipe é essencial. Você precisa justificar suas decisões com lógica e não com autoridade. Faça com que todos compreendam os processos para que a ideia seja trabalhada em conjunto.


2. "Eu estava errado"

Errar é humano, e faz parte do processo de amadurecimento profissional. Quando você está errado, não sinta vergonha dos seus colegas, apenas diga que você estava errado e assuma as consequências deste equívoco. Você não vai perder o respeito. Ao contrário, você vai aumentar o seu profissionalismo e credibilidade.


3. "Isso foi incrível"
Saiba fazer os elogios certos no momento adequado. Essas palavras  aumentam a motivação e dedicação  dos profissionais. Por isso, não deixe de fazer um elogio quando necessário.


4. "Obrigado"

Dizer as palavras básicas da boa educação nunca é demais. Seja educado com todas as pessoas do seu ambiente de trabalho. Isso vai mostrar que além de profissional, você também tem respeito pelos outros.


5. "Você pode me ajudar?"

Quando você precisar de ajuda, independentemente do tipo de auxílio, basta dizer com sinceridade e humildade, "você pode me ajudar?". Isso vai mostrar vulnerabilidade, respeito e disposição para ouvir - o que, aliás, são todas as qualidades de um grande líder. E são todas as qualidades de um grande amigo.


6. "Me desculpe"

Todos nós cometemos erros, então precisamos pedir desculpas por palavras, ações, omissões e todas as vezes que falhamos no trabalho. Diga que você está arrependido, e assuma as responsabilidades pelo erro cometido.


7. "Você pode me ensinar?"

Conselho é temporário, o conhecimento é para sempre. Quando você pede para alguém ensinar ou mostrar algo, várias coisas acontecem. Primeiro você mostra que respeita a pessoa que te ensina. Além disso, revela também que confia em sua experiência, habilidade e conhecimento e a partir desta experiência você começa a avaliar melhor o valor do aprendizado.


8. "Posso ajudar?"

Muitas pessoas acreditam que pedir ajuda é interpretado como um sinal de fraqueza. Então, a grande maioria hesita em pedir ajuda. Mas a verdade é que todos nós precisamos de ajuda. Então, a ideia é arregaçar as mangas e ajudar quem precisa.


Cinco maneiras de se tornar mais criativo

A maioria das pessoas aspira a ser criativa e ter uma visão original que as faça se destacar da multidão. Mas será a criatividade um processo aleatório ou será algo que pode ser cultivado e desencadeado usando alguma técnica?

Cientistas de todo o mundo estão explorando o que acontece no cérebro que precede o momento "eureca", fundamentando cada vez mais a ideia de que a criatividade pode ser treinada.

As pesquisas sugerem cinco coisas que podem ajudar você soltar seu lado criativo.

Fazer as coisas de forma diferente

Se você quer chegar a soluções inovadoras para um problema que está lhe incomodando, então fazer algo tão simples quanto mudar aspectos de sua rotina diária pode levar a um insight criativo.

A psicóloga Simone Ritter, da Universidade Radboud (Holanda), descobriu que algo tão simples quanto mudar a maneira de fazer o seu sanduíche costumeiro pode ajudar a aumentar os níveis de criatividade.

Ela afirma que as pessoas devem procurar experiências inesperadas se quiserem pensar de forma diferente, e assim abordar os problemas sob uma nova perspectiva.

Alterar sua rotina diária pode resultar em mudanças no seu cérebro.

Rotas neurais muito usadas são abandonadas, e novas conexões feitas entre as células cerebrais. Isto pode levar a ideias novas e originais.

Elimine as distrações

Você também pode tentar treinar seu cérebro para eliminar as distrações, não uma distração para descansar a mente, mas o tipo de distração que tire você do seu foco.

Os neurocientistas acreditam que os momentos de insight ocorrem no lado direito do cérebro, numa área próxima à fronte, chamada giro temporal superior anterior.

As pesquisas sugerem que há um aumento significativo nas ondas cerebrais de alta energia (chamadas de ondas gama) que irrompem a partir deste ponto quando o momento eureca acontece.

O professor John Kounios, da Universidade Drexel (EUA), afirma que, pouco antes do momento eureca, há uma explosão de ondas alfa - associadas com o relaxamento, na parte de trás da cabeça.

As pessoas recebem um monte de informações visualmente, mas essas ondas alfa permitem que o cérebro faça uma leve pausa muito parecido com o que acontece quando você pisca os olhos.
Isso permite que ideias muito tênues borbulhem para a superfície na forma de um insight.

Trabalhe em tarefas mundanas

Outra atividade para ajudar a acionar suas ondas cerebrais criativas pode ser trabalhar em algo que requeira pouca ou nenhuma reflexão - essa sim, uma distração para relaxar.

"Se você está sem saber o que fazer, faça uma pausa. Permita que os processos inconscientes tomem conta. Mas, em vez de apenas ficar sentado, faça uma caminhada, tome uma chuveirada ou faça algo como jardinagem," explica o professor Jonathan Schooler, da Universidade da Califórnia em Santa Barbara (EUA).

Gregor Mendel, frequentemente descrito como o "pai da genética", passou anos pacientemente estudando e contando ervilhas e abelhas.

Subestimado durante sua vida, ele foi o primeiro a descobrir as leis da hereditariedade.

Várias pesquisas mostram que uma boa distração pode facilitar a solução criativa de problemas.

Não tenha medo de improvisar e correr riscos

O Dr. Charles Limb, da Universidade Johns Hopkins (EUA), afirma que todo mundo é criativo, mesmo que não perceba isso.

"Se as pessoas pensarem sobre seu comportamento diário... a maior parte dele não está previsto, é improvisado. As pessoas realmente não planejam cada segundo o que vão fazer," diz ele.

Ele afirma que os músicos de jazz, juntamente com os rappers, ilustradores e cartunistas, quando estão improvisando, experimentam mudanças em uma área na parte da frente do cérebro chamada córtex pré-frontal.

"É a parte do cérebro que faz de nós seres humanos. Observamos um desligamento do córtex pré-frontal nesses artistas," disse o pesquisador.

Pessoas como essas estão menos propensas a sentir que têm que controlar seu comportamento, e por isso são mais propensas a assumir riscos.

Apenas deixe sua mente vagar

O Dr. Rex Jung, da Universidade do Novo México (EUA), também observou que, quando as pessoas estão envolvidas no processo criativo, há uma clara mudança nos lobos frontais.

Quando há menos atividade nos lobos frontais, é mais provável que você tenha uma ideia original.

O Dr. Jung descreve o fenômeno como uma "hipofrontalidade transitória".

Ele afirma que é possível acionar esse estado cerebral temporário meditando ou dando uma longa caminhada.

Sua ideia original também pode ficar trovoando em sua mente inconsciente por um tempo antes de se tornar consciente. Ou seja, embora o "momento ahá" possa parecer instantâneo, muita coisa acontece antes de você tomar conhecimento consciente da nova ideia.

De acordo com as pesquisas do Dr. Jung, cérebros inventivos são menos lotados e menos organizados, e assim o tráfego nervoso é desacelerado.

Isso dá a oportunidade para a realização de conexões incomuns, mesmo que leve algum tempo para que essas conexões se estabeleçam e seus resultados apareçam.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Atitude - Max Gehringer

Muitos funcionários já ouviram referências, positivas ou negativas, a algumas de suas atitudes. 

Tem gente que não consegue progredir na carreira porque não tem atitude. Tem gente que progride apesar das atitudes. E tem gente que usa a palavra como escapatória, como se ela fosse auto-explicativa, para não ter que dar maiores explicações.

Realmente, hoje em dia atitude é uma palavra abundante em sinônimos. Por exemplo:

De ‘decisão’: “Precisamos tomar uma atitude”.

De ‘comportamento’: “Não gostei nem um pouco dessa sua atitude”.

De ‘ação’: “São atitudes como essa que fazem um grande vendedor”.

De ‘determinação’: “O time voltou para o segundo tempo com mais atitude”.

De ‘posição’: “Ele está assumindo uma atitude preguiçosa”.

De ‘aceitação’: “Você precisa ter uma atitude menos crítica com relação à empresa”.

De si mesma: “Eu acho que tudo na vida é uma questão de atitude”.

De ‘sei lá’: “Ah, ela tem, assim, atitude, sabe?”.

Atitude é exatamente a mesma coisa que aptidão (a palavra original era ‘aptidude’). E significava ‘estar preparado, física e mentalmente, para executar uma tarefa’. 

O aluno que aprendeu a tabuada, e sabia multiplicar oito vezes nove, sem recorrer a uma calculadora, tinha uma atitude. Só que, aí, a palavra perde completamente o charme. Porque atitude dá a impressão de ser algo muito mais cósmico.

No Dicionário Houaiss, a primeira definição de atitude é “a maneira como o corpo (humano ou animal) está posicionado”. Atitude seria, portanto, a chamada ‘pose’ – e sei que muita gente concordará com isso. 

Na maioria dos casos, atitude é mais embalagem do que conteúdo. 

E, por falar em animais, o leão, por exemplo, é um que tem atitude. E, como todo chefe cheio de atitude, o leão vivia incomodado com os súditos que não mostravam atitude. Principalmente a tartaruga. 

E disse o leão: “Se você pensar bem, cara tartaruga, o ser humano nada mais é que um macaco que teve atitude. E veja onde ele conseguiu chegar na carreira”. Meia hora depois, a tartaruga moveu a cabeça, concordando.

E o leão continuou: “Não é que eu queira me gabar, mas veja o meu caso. Em minha casa, quem vai à caça é minha senhora, dona leoa. Além disso, ela cria nossos filhotes. O que eu sei fazer é rugir. Por isso, minha vida se resume a comer bem, a fazer sexo, e a dar ordens. Sabe por que? Porque eu tenho atitude”. E a tartaruga, após 45 minutos, assentiu. Já demonstrando impaciência com tamanha preguiça, o leão perguntou se a tartaruga tinha entendido o feedback.

E a tartaruga, uma hora depois, respondeu: 

“Sabe, Vossa Majestade? Eu não quero ser rei. Nem pretendo ser o mais veloz dos animais. Nem o mais bonito, nem o mais forte. Essa é a minha atitude: eu quero ser o que sou, e não o que os outros querem que eu seja. 

Eu já disse isso para o seu falecido bisavô. E, um dia, vou dizer para o seu bisneto”. E os dois ficaram se olhando, ambos convencidos de que o outro jamais entenderia o que é atitude. 

Do mesmo modo que alguns chefes e alguns subordinados se olham, todos os dias. Porque um sempre acha que atitude é o que já tem de sobra. E o outro sempre acha que atitude é o que está faltando.



terça-feira, 19 de abril de 2016

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL PARA LIDERAR EM TEMPOS DE CRISE - João Marcelo Furlan

 “Inteligência emocional é a competência mais utilizada para liderar em tempos de crise.”

O atual momento do país provoca uma sensação geral de insegurança em relação à vida profissional. Para um líder, isso não é diferente, pois ele também está sob pressão e ainda precisa “segurar as pontas”.

Este é o momento para os gestores usarem a inteligência emocional para incentivar e motivar ainda mais a equipe. As americanas Coca-Cola e Hallmark são exemplos reais de êxito obtido a partir do fortalecimento dessa competência. Elas tiveram, respectivamente, 15% e 25% de melhora na produtividade depois de terem recebido treinamento focado em inteligência emocional.
Para manter-se firme um líder precisa estar com a equipe em harmonia e motivada, senão, não há entregas. É preciso ter cuidado para não perder o controle e ameaçar os colaboradores, mesmo que indiretamente. Ameaça gera conflito e conflito, desmotivação e isso pode contaminar todo o time.
Deixo quatro estratégias de inteligência emocional a serem aplicadas no dia a dia com a equipe para liderar com sabedoria em tempos de instabilidade. Veja:

1- Fazer ressignificação

Os colaboradores já escutam muitas coisas ruins sobre o cenário e o líder não precisa ficar reforçando isso. É preciso fazer com que as pessoas pensem positivamente e não se desmotivem pensando em possíveis cortes, por exemplo. 
Sente com cada colaborador da equipe e explique que nesse momento a empresa tem que inovar mais, fortalecer as relações e gerar novas parcerias e que ele é peça-chave para que isso aconteça. 
Mostre a sua importância para a organização.

2– Pedir permissão

Quando for expressar um ponto de vista, dar sugestões ou até mesmo uma crítica, peça “licença” ao colaborador. 
O ato de pedir permissão fará com que ele se sinta respeitado e importante e isso certamente estabelecerá uma relação de confiança entre vocês.

3 – Perguntar e ouvir

Faça perguntas abertas, que não limitem as respostas do time em “sim” ou “não”. 
O líder tem que ser mais próximo nessa fase instável, precisa ouvir mais e ser realmente um coach. 
Isso ajuda a descobrir o que a equipe está pensando e contribui para redefinição de estratégias, caso seja necessário.

4 – Tratar o seu time como cliente número um

Já disse Ken Blanchard, o guru mundial da liderança: “A sua equipe deve ser o seu cliente número um”. 
Se o líder ficar pensando em somente fazer dinheiro para a empresa, ele não vai conseguir resultados, por isso, trate o seu time como cliente e dê o devido valor a ele.
Equipe sem engajamento não tem como apresentar mais. O segredo é desfocar do problema e começar a construir a solução. Em vez de ficar olhando apenas os números decrescentes da empresa e o gap das metas, olhe para sua equipe e dê forças e encorajamento para que ela esteja mais empenhada com os desafios.
A inteligência emocional representa 60% do sucesso de gestores que vão da supervisão à presidência. Tenha essa competência como aliada e faça da crise um trampolim para alcançar mais e melhores resultados.
Texto de João Marcelo Furlan, Sócio Fundador da Enora Leaders para o Portal Administradores.com 


sexta-feira, 15 de abril de 2016

11 habilidades que o mercado exige e a faculdade não ensina

Um diploma na parede e notas elevadas no boletim nem sempre são garantia de sucesso profissional futuro; entenda os motivos.

São Paulo – Sair da formatura com notas elevadíssimas em todas as disciplinas não é garantia de que o recém-formado seja um excelente profissional. Ao contrário.

Especialistas consultados por EXAME.com são unânimes ao afirmar que entre os conhecimentos compartilhados nas universidades brasileiras e o que o mercado de trabalho exige para o crescimento na carreira há uma grande lacuna. E não estamos falando apenas de preparo técnico.


“Faltam aquelas competências que os americanos chamam de “soft skills”, como comunicar-se bem, avaliar o que cada um é capaz, montar e motivar uma equipe, além de uma série de outras coisas que levam à uma performance melhor”, diz Armando Dal Colletto, diretor acadêmico da Business School São Paulo.

1 Ser multicultural (na prática)

Fora a possibilidade de ter um intercambista na turma ou estudar por um período em uma universidade estrangeira, poucas são as iniciativas oficiais de muitas universidades por aí para colocar os alunos em contato direto com diferentes culturas.

No mercado de trabalho o cenário é outro: o chefe pode ser coreano, o colega da mesa ao lado, espanhol, a empresa parceira, indiana e o cliente, chinês. A falta de profissionais qualificados no país, a internacionalização das empresas brasileiras e o desembarque de grupos globais por aqui aproximou a rotina corporativa do cenário de Babel.

E inglês fluente não é tudo. De detalhes culturais para negociar melhor até gestos pequenos que contribuem para um boa convivência: “É preciso um entendimento das diversidades”, afirma Dal Coleto.

2 Trabalhar em equipe

Não se engane: os tradicionais trabalhos em grupos da faculdade quase não preparam ninguém para atuar em uma equipe. Motivo? “Quando organizam os grupos de trabalho, os alunos escolhem seus amigos, pessoas com quem se identificam e, no mínimo, a partir de pontos que os aproximam”, diz coach educacional Renato Casagrande.

Na vida profissional, a história é diferente. Ninguém (exceto o próprio chefe) escolhe com quem vai trabalhar. E, ao contrário da tônica típica dos grupos de faculdade (em que as pessoas tendem a ser parecidas), para uma equipe dar certo no trabalho é essencial que seja composta por pessoas com perfis complementares e, portanto, diferentes, afirma o especialista.

“E, além de tudo, os alunos não aprendem a compartilhar ideias: Para facilitar a própria vida, dividem tarefas”, diz Casagrande.


3 Fazer networking

Seja por ficar centrado no próprio círculo de amigos e até por uma questão cultural, a faculdade raramente desmistifica a capacidade de fazer networking ou expandir sua rede de contatos profissionais.

“As pessoas têm vergonha de se aproximar dos outros com uma segunda intenção”, diz Gustavo Furtado, fundador da Tricae. E as universidades quase nunca criam meios para que esta visão seja mudada. “Nos Estados Unidos, em todo e qualquer evento as pessoas são estimuladas a se apresentar e falar a sua história”, diz.

4 Ser interdisciplinar

Na faculdade, as disciplinas até podem ser apresentadas em dias ou semestres diferentes. Mas, na rotina corporativa, o conhecimento adquirido de cada uma delas deve ser usado de forma integrada – algo que, infelizmente, o ensino tradicional ainda não sabe manejar.

“As pessoas aprendem a resolver problemas de forma separada e, de repente, precisarão resolver todos estas questões em um problema só”, diz o coach educacional Renato Casagrande.

5 Falar em público

“Nas apresentações de trabalho, geralmente, só fala quem já tem boas habilidades de comunicação. O mais analítico tende a não falar”, diz Joseph Teperman, sócio-diretor da Flow. E, na carreira, apresentar-se em público é quase um requisito básico em todas as carreiras – mesmo que seja para uma plateia composta apenas por seus chefes.

6 Como escolher a carreira

A decisão por qual curso superior seguir é apenas o primeiro passo em direção a escolha da carreira que é mais coerente com você. Assim que o diploma é entregue na colação de grau é que começam as verdadeiras escolhas decisivas para a trajetória profissional.

O problema é que a faculdade ensina pouco para este momento. “Não há parceria com as empresas ou consultorias de recrutamento. O profissional sai da faculdade sem saber onde estão e quais são as principais oportunidades do mercado”, diz Furtado, da Tricae.

Muitas vezes, sem saber muito bem qual rumo seguir. “A pessoa acaba seguindo a carreira daquele primeiro estágio que ela conseguiu ou parte para um jogo de tentativa e erro”, diz Teperman.

7 Liderar e gerir pessoas

Exceto por quem se aventura em uma empresa júnior, centros acadêmicos, atléticas ou outros movimentos estudantis, raras são as chances que um graduando tem para treinar a arte de liderar uma equipe. E isso demanda inteligência emocional, resiliência, capacidade para delegar e motivar pessoas. “Tem uma parte da rotina do executivo, que nem um curso de pós ajuda”, afirma Maurício Trezub, CEO da Ciashop.

8 Contratar

“Contratar pessoas para trabalhar com você não é a mesma coisa que convidar um colega para fazer um trabalho”, diz Maurício Trezub, CEO da Ciashop. E muita gente só descobre o tamanho deste desafio quando tem que recrutar pela primeira vez.

“A ajuda, muitas vezes, vem de um superior imediato”, diz Teperman. Mas nem sempre aparece. “Muitos acham que as únicas pessoas boas são aquelas que são espelho deles próprios em vez de profissionais com características complementares aos deles”, afirma.

9 Negociar

Nas estruturas tradicionais que a maioria dos cursos de graduação estão assentados há pouco espaço para que o aluno tenha voz e, consequentemente, aprenda a negociar. No máximo, as discussões e os acordos são fechados dentro dos grupos de trabalho – feitos, geralmente, com pessoas parecidas. “Não se aprende a vender ou comprar uma ideia. As pessoas chegam muito ingênuas no mercado”, diz Teperman.

10 Ler ambientes

No mundo corporativo é preciso ser autêntico, mas também é essencial se adequar. “Antes de se soltar é importante entender qual é a cultura daquela área para, então, vestir a máscara corporativa”, diz Teperman. Na faculdade, esta adequação raramente é uma exigência. “Se você era da turma da frente nunca foi obrigado a sentar com a turma de trás”, afirma.

11 Portar-se em uma reunião

“As empresas estão mais participativas e menos patriarcais. Com isso, os mais novos são envolvidos nas reuniões desde cedo”, afirma Teperman. Seja por não saber ler ambientes direito, negociar ou falar em público, poucos recém-formados estão prontos para encarar esta missão.


Fonte: V2V