sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Problemas Pessoais

É sempre muito delicado fazer crítica às pessoas, ainda mais quando o assunto é muito pessoal. Porém, acredito que, num ambiente profissional, o bem da empresa é o que vale e, se um de seus profissionais não estiver de acordo com o que a empresa espera, o ideal é falar o quanto antes, para evitar que aquela pessoa manche a imagem da organização. Esse é o caso de profissionais que possuem problemas com mau hálito, odores embaixo dos braços, vestuários inadequados e outras situações que incomodam aos demais colegas e podem, até, passar uma imagem de desleixo para clientes. 

Infelizmente, normalmente as pessoas que possuem problemas como esses não sabem que os tem. Eles simplesmente não percebem seus próprios odores, ou não se atentam para inadequação de uma determinada vestimenta. Tratar de assuntos como esses, torna-se, portanto, uma tarefa muito delicada, o que requer da empresa certo jogo de cintura para ferir o mínimo possível o ego de quem recebe a notícia. 

Acredito que o primeiro passo é escolher uma pessoa que tenha habilidade para levar situações como essa de uma forma mais leve, sem se embaraçar entre as palavras e, com isso, tornar a situação ainda mais delicada. É importante que essa pessoa tenha uma relação saudável com o profissional desavisado, mas que ela imponha certo tipo de respeito. É fundamental que a mensagem seja passada da forma correta, ou seja, tem que ficar claro que se trata de uma orientação e que ela deve ser seguida. Um local tranquilo é o mais recomendado para abordar esse tipo de assunto, já que a pessoa precisa estar à vontade. Desta forma, o entendimento fica mais fácil, e a crítica pode ser compreendida com mais clareza. 

É importante, também, que quem vá dar a notícia, esteja preparado para uma má recepção. Nem todo mundo sabe lidar com críticas. Alguns se zangam, outros ficam tristes e se ofendem, outros ainda simplesmente relevam a informação como se nem acreditassem no que lhes foi dito. Uma boa maneira de não constranger a pessoa, é mostrando que aquilo é falado em seu favor, para evitar futuros problemas com outras pessoas ou outras empresas. Pode ser uma maneira, inclusive, de evitar piadinhas maldosas, exclusões ou outros tipos de situações que só prejudicam a pessoa.

Assim como qualquer outra crítica, é fundamental que, ao conversar com a pessoa que tem esses problemas, alguma solução seja oferecida logo em seguida. Por exemplo, no caso de maus cheiros, avise a pessoa que aquilo pode ser proveniente de algum problema de saúde e que o ideal é procurar um médico, ou coisa do tipo. No caso de vestuários enganosos, a solução pode ser a aquisição de uniformes para aquele profissional, ou, se essa não for a política da empresa, quem sabe não caberá a indicação de uma revista de moda ou de programas de TV que ensinam sobre a forma certa de se vestir?! Outra boa saída é desenvolver um manual de integração, onde contenham todas essas informações. Assim, todos os funcionários que já estão na empresa, ou que ainda irão entrar, terão a oportunidade de se inteirar da cultura organizacional, assim como a forma que as pessoas que ali trabalham devem se vestir e/ou se comportar.

Conheço casos de pessoas que deixaram de ser promovidas por problemas como esses que citei. Infelizmente, aliás, tudo isso é muito mais comum do que podemos imaginar. Algumas vezes, trata-se de desleixo. Quando o problema é esse, a empresa acaba repensando se aquele profissional realmente é merecedor da promoção. A lógica é simples: se ele não é capaz de cuidar da própria higiene, imagine como tratará seu trabalho. Em outros casos, e eu, sinceramente, não sei qual é pior, o problema está na saúde do colaborador. Eles se cuidam, são extremamente higiênicos, mas, mesmo assim, exalam maus odores. O que fazer? Só procurando auxílio médico mesmo, como citei anteriormente. Não acredito que nenhuma das situações não possa ser contornada. Quando há vontade, é possível qualquer coisa.
O que não pode acontecer é que um problema de tal importância se torne empecilho para o almejado crescimento profissional. 


quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Tecnologia: use com moderação

Uma das coisas mais comuns no meio corporativo, hoje em dia, é o uso da tecnologia a favor da rapidez em que as coisas acontecem. Notebooks, smartphones e outros equipamentos que facilitam, e muito, a nossa vida tão corrida e atribulada. Afinal, nos dias de hoje, quem não estiver conectado corre sérios riscos de ficar para trás, tanto no que diz respeito à informação, como no que diz respeito ao fechamento de negócios. Aliás, convenhamos, uma coisa está diretamente atrelada à outra. 

Porém, como tudo nessa vida, há o lado negativo de tanta positividade: o uso desenfreado de tais tecnologias acaba gerando certo desconforto no meio empresarial. Afinal, até para usar nossos celulares precisamos ser educados. Explico: quantas vezes você se viu num elevador com uma pessoa que falava alto ao celular? Ou, quantas vezes você estava numa reunião que fora interrompida por alguém que precisava atender ao celular? Ou, pior, quantas vezes o seu almoço com aquele colega de trabalho foi cortado ao meio porque o aparelho dele tocou e ele parou tudo para atender?

Acreditem, há forma adequada de usar seu celular. Eu diria, aliás, que cabe melhor dizer que a maioria de nós usa o celular de forma inadequada. Em reuniões de trabalho, por exemplo, por mais informal que ela seja, os aparelhos devem ficar desligados. Se é uma reunião profissional, independente se você é o chefe ou o subordinado, ela não deve ser interrompida por nada, nem mesmo por um telefonema para você. Essa regra só deve ser quebrada, caso seja um cliente (eles sempre terão preferência), ou uma ligação pessoal extremamente importante, mas, nesse caso, avise antes da reunião começar que você, possivelmente, irá receber uma ligação importante. Assuntos pessoais que podem ser considerados de tal maneira: a mulher grávida que está próximo de dar a luz; alguém doente na família que pode precisar te ligar; chamadas da escola do filho; ou outros assuntos que você julgue realmente relevantes. Atenção, só você é capaz de priorizar os assuntos que irá tratar. Cabe a você filtrar tais ligações. E, se for o caso de precisar atender, peça licença e saia para atender longe da reunião. Se não der para desligar o telefone, coloque pelo menos no vibracall. 

E, por falar em vibracall, é nesse perfil que o seu aparelho deve ficar dentro da empresa. Acontece de sairmos da mesa em alguns momentos e se o telefone toca, sem que você esteja na mesa para atendê-lo, seu toque incomodará seus colegas. Por isso, ou deixe-o no vibracall, ou carregue-o sempre contigo. Se optar pelo toque, escolha os mais tradicionais, nada da música da última moda na balada. Deixe esses para quando você estiver fora do ambiente profissional. 

É claro que existem outras regrinhas básicas, como falar baixo quando precisar atender ao telefone em meio a outras pessoas, não se prolongar em conversas intermináveis, retorna à ligações perdidas o quanto antes etc. 

Porém, sinto-me na obrigação de falar sobre a nova onda que tomou conta dos escritórios: os smartphones. Eles são, sem dúvidas, extremamente úteis para profissionais de todos os tipos, já que podem checar seus e-mails de onde estiverem, ou acessar a internet e obter as informações que necessitarem. Durante uma reunião, por exemplo, é possível buscar dados que faltam para solucionar algum problema posto na mesa de discussões. 

Mas, infelizmente, há quem os utilize de forma extretamente deselegante. São pessoas que, normalmente, não param de fuçar os aparelhinhos.
Durante uma reunião, por exemplo, essas pessoas passam mais tempo curvados sobre a pequena tela, do que prestando atenção no que diz o porta-voz da reunião. E, não adianta dizer que a atenção não está sendo desviada, pois é inevitável que isso aconteça.

Esse é, sem dúvida, um dilema. Ter as informações em tempo real é uma ótima maneira de competir com nossos concorrentes. Alguns negócios são fechados por causa da agilidade em que os clientes são atendidos. Porém, lá dentro da empresa, ou em reuniões com clientes, ficar o tempo todo checando e-mails que chegam de cinco em cinco segundos no smartphone é extremamente deselegante.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

“COMO TORNAR SEUS FILHOS, CRIANÇAS OU JÁ ADOLESCENTES, LÍDERES DE SUAS VIDAS”

Há alguns dias, estive no lançamento da mais nova obra de John Maxwell, chamado Livro de Ouro da Liderança, reunindo os princípios mais importantes destilados em cerca de 40 anos de estudos. Maxwell já vendeu mais de 13 milhões de livros, e escolheu o Brasil para lançamento de seu trabalho mais recente.

Durante o talk show organizado pela Thomas Nelson Brasil, na livraria Cultura, alguém perguntou como poderia ajudar seus filhos a liderarem suas vidas.

Maxwell pensou um pouco e disse: ‘quando eu era menino, os garotos da vizinhança recebiam mesada para jogar o lixo da casa, cortar a grama ou arrumar a bagunça do quintal. Então, fui até meu pai e disse: ‘o filho do vizinho recebe uma mesada para ajudar em casa. Eu acho que mereço também’. Ele me olhou nos olhos e respondeu: ‘você faz parte da família, John, e o trabalho de casa todos nós fazemos e ninguém recebe por isso. Se você acha que tem que receber, antes vou descontar o seu custo, que inclui os nove meses que sua mãe o carregou na barriga. Você ainda vai ficar devendo’.

Nunca mais pedi mesada pelo trabalho em casa, continuou Maxwell. Mas meu pai pagava uma mesada. Só que era diferente. Ele pagava a mim e meus irmãos para nós lêssemos livros. Ele trazia um livro para cada um de nós. Então, todos os dias durante o jantar tínhamos que falar sobre as idéias do autor e qual nossa opinião sobre o capitulo que havíamos lido.

Assim, todos os dias líamos algumas páginas e falávamos sobre isso ao jantar. Quando terminávamos o livro, meu pai dava o preço de capa do livro para nós, em mesada. Assim, se um livro custava o equivalente a 30 reais, era o que ele nos pagava, depois de terminada a leitura. Isso nos ensinou a ler e entender os livros – coisa que muitos garotos americanos não conseguem fazer hoje – porque tínhamos que explicar o que estávamos lendo, para ele e minha mãe. Além disso, aprendemos a terminar os livros, o que hoje os especialistas chamam de acabativa, que é o que falta para muita gente. Até porque, para que pudéssemos receber a mesada, tínhamos que ler até a última página.

Em terceiro lugar, aprendi a não trocar dinheiro pelo tempo de trabalho, como faz a maior parte das pessoas, mas pela qualidade do meu trabalho. Trabalhamos muito tempo em muitas situações diferentes de graça, para outros, apenas para que pudéssemos aprender alguma coisa. Isso deixou meu irmão milionário. E eu e minha irmã também não podemos reclamar. Já vendi mais de 13 milhões de livros – e olha que faço isso no meu tempo livre. Até hoje somos voluntários em alguma atividade.

Por último, descobri que isso me tornou muito mais maduro, na escola e na vida. Eu não era, nem sou, mais inteligente que os outros, nem memorizava melhor as informações. Também não tirava notas mais altas que meus colegas.

Mas descobri que isso não é tão importante. Descobri que nossas escolhas é que são importantes. Quando olhava para as escolhas dos meus colegas, me perguntava como podiam fazer escolhas tão pobres. Quando os via trocando a chance de aprender mais, por alguma festa, um show, ou mais uma saída com os amigos, mais uma loucura qualquer, na universidade, comecei a ver que eu era diferente. Quando os via torrando seus últimos dólares em um carro, ou em alguma idéia mirabolante, achava incrível seus valores – ou a falta deles. Tinha me tornado diferente, porque passei anos lendo o que eles não leram, aprendendo o que eles não aprenderam e escolhendo ficar com pessoas que sabiam muito mais que eu, e não as mais populares.

Meu pai também aparecia na escola, no meio da aula, e me tirava para assistir alguma palestra ou seminário de algum palestrante famoso que estava na cidade. Se era grátis, nós estávamos lá. Se dava para pagar, também. Os professores não entendiam porque ele nos ajudava a “cabular” aulas, mas ele dizia: a aula você pega com um colega. Assistir esta palestra novamente, talvez demore anos’. Assim, em aprendia o que ninguém aprendia, porque meus irmãos e eu éramos os únicos adolescentes nestas palestras.

Fiz isso com meus filhos que, hoje, fazem com meus netos. Eu os pagava para que pudessem ler e os levava para palestras, seminários e workshops nos quais nenhum pai pensaria em levar os filhos. Porque informações nossos filhos terão na escola, na internet ou em alguma enciclopédia. Mas as escolhas que eles farão depende daquilo que existe dentro deles. E isso é marcado pelas pessoas que os cercam, pelos livros que eles tiverem lido e pelo tempo de qualidade que viveram com pessoas dispostas a ajuda-los. Isso, nenhuma escola vai ensinar.

Todos os adolescentes que se tornam felizes, equilibrados em bem sucedidos, fazem escolhas poderosas – algumas vezes, muito difíceis e impopulares”.

Escolhas. Maxwell destaca a importância das escolhas para a sua vida e a de seus filhos. Ajude os adolescentes a fazerem suas próprias escolhas, e eles saberão como fazer o resto. Em seus casamentos, em seus empreendimentos e em sua vida interior.


terça-feira, 28 de outubro de 2014

Educação & Desafios

Gilclér Regina
Fiquei me perguntando por muito tempo: O que educação tem a ver com sucesso? Qual a importância de se ter desafios? Uma conclusão que cheguei é que desafios extraordinários produzem pessoas extraordinárias. E isso é um processo educacional.

Quando uma pessoa se frustra duas reações acontecem. A primeira é de raiva e a segunda de tristeza. Mas você precisa saber que a frustração faz parte da vida e isso faz parte da educação para o sucesso. Quando você trabalha com metas tem que entender que a palavra mais importante é foco e esta deve vir somada à palavra atitude. Isso é educação, pois você acabará percebendo que quando faz antes o que está em segundo lugar, perde o foco. Isto é, não saberá trabalhar prioridades.

Há casais que brigam e repetem constantemente que vão se separar,  que não aguentam mais e como tudo aquilo que você pensa acaba crescendo, com o tempo, acabam mesmo se separando.

Assim, se você pensa em medo, em dor, em tristeza, em alegrias, em resultados, em riqueza... Tudo isso crescerá e irá gerar uma forte tendência de virar realidade.

Um tubarão não cresce quando colocado no aquário. Ele só crescerá no mar. Assim também, a educação para o sucesso força você a sair do aquário, da telinha, a pensar grande e voltar-se para o alto.

Não há nada pior que levantar de manhã e não ter objetivos, não saber o que vai fazer. Salvo quando está curtindo suas férias.

Você deve ter sonhos, mas os desafios da educação te ensinam a trabalhar com metas. Um sonho sem metas é uma mera fantasia, não te leva a lugar nenhum. O professor sabe que seus sonhos passam pelo conhecimento, mas na verdade, te preparam para a vida, para enfrentar o mundo, a concorrência, tudo...

Se você tem dificuldade de ler, leia um livro pequeno para começar. Não vá querer ler a biblioteca inteira de uma vez. Metas são assim, com números. Isso se chama termômetro educacional.

Como foram construídas as pirâmides? Pedra por pedra...

Como Noé fez a arca? Tábua por tábua...

Simples assim. Pequenos números que se tornam gigantes.

E você? O que está esperando? Na maratona da vida, as pequenas metas nos levam a realização dos grandes sonhos.Educação é preparar-se para sonhar e fazer. Simples assim.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

Colaboração Jorge Pedro

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Seja feliz pelo que você é

Você é feliz? Para responder a essa pergunta, certamente você responderá outras: tenho a família que eu gostaria de ter? Meu emprego satisfaz minhas expectativas? Ganho o que considero bom para viver? Sou rodeado por pessoas que considero boas para estarem comigo?... e tantas outras perguntas. Se observarmos bem, perceberemos que nossa felicidade sempre está relacionada, de alguma forma, a desejos e sonhos. Exatamente por isso, o assunto que abordo hoje começa com um convite a uma reflexão: o que você tem almejado para sua vida? 

Para sermos felizes, precisamos, antes, identificar o que nos causa essa sensação. Aliás, a que sensação me refiro? Felicidade é o que nos faz sentirmos satisfeitos, realizados, alegres com a forma que as coisas têm acontecido. É por isso que, identificando o que nos causa essa felicidade, torna-se fácil ir em busca disso. Por exemplo, se viajar é uma coisa lhe causa uma sensação de realização, logo você saberá o que precisa fazer para alcançar essa satisfação. Alcançando o que deseja, será feliz!

Ser feliz não significa ter muito dinheiro, uma mansão digna de novela das nove, o carro do ano e todos os equipamentos de última geração lançados no último mês. A não ser que esses sejam os seus desejos. É por isso que volto à pergunta: o que você tem almejado para sua vida?

Para conquistar o que buscamos é preciso, antes, saber o que queremos. Isso tem um pouco a ver com planejamento (assunto abordado na semana passada), porém, tem muito mais a ver com estilo de vida, aspirações, conformidade e, principalmente, com o que você faz para alcançar as coisas que quer. 

Infelizmente, vivemos em uma sociedade em que o que se prega é que para ser bem sucedido é preciso estar numa posição de liderança, ganhando salários exorbitantes e, com isso, conseguir comprar todos os bens materiais a que se tem direito. Mas, com tantos exemplos que já presenciei é muito possível perceber que não é exatamente assim que as coisas funcionam. Pelo contrário. Há muitos profissionais que trabalham na área operacional, ou que não têm salários tão bons assim, mas que se sentem as pessoas mais abonadas deste mundo. Isso, certamente, porque são pessoas seguras, que não precisam provar nada pra ninguém, que contam com uma família amorosa ao lado e que, principalmente, têm consciência do que realmente às fazem felizes. 

Assim como, lamentavelmente, existem milhares de pessoas enriquecendo cada vez mais, dedicando-se mais e mais aos seus trabalhos, porém, esquecendo-se de dar uma atençãozinha especial às questões que realmente lhe fazem bem. Um exemplo clássico é do executivo que, por falta de tempo, deixa de praticar esportes, coisa que sempre gostou. A falta do esporte faz com que ele se sinta infeliz, mesmo que não perceba de onde exatamente vem a sensação de fracasso. Sim, pois a sensação contrária à satisfação do sucesso é o fracasso. E, muitas vezes, para o profissional se sentir realmente feliz, faltaria apenas o tempo para jogar aquela pelada do fim de semana com os amigos. 

Socializar-se, cuidar da família, praticar esportes, praticar hobbies e ter um tempo para ficar só consigo mesmo são as ações que mais fazem falta às pessoas que se sentem infelizes. O problema é que, muitas vezes, o x da questão não é identificado. Numa altura dessas, vocês devem estar se perguntando: como ser feliz, tendo tantas contas para pagar ao fim do mês? Se pararmos para pensar, muitas das contas poderiam ser eliminadas. Será que você precisa pagar uma prestação do carro tão alta? Será que precisa mesmo manter alguns luxos? O quê, dessas coisas, te faz mais feliz: manter os luxos, ou abrir mão deles e não ter que se preocupar tanto com as contas? Não é à toa que tantas pessoas dizem que “dinheiro, quanto mais se tem, mais se gasta”. As pessoas raramente ficam plenamente satisfeitas com as pequenas coisas da vida. As que, eu diria, realmente trazem a felicidade: um fim de tarde inteiramente dedicado a um filho, um happy hour com os amigos, um fim de semana com a esposa. Vivemos tão alienados em se destacar profissionalmente, que esquecemos de todo o resto. 

Antes de finalizar, porém, preciso explicar que defendo completamente o desenvolvimento profissional e o destaque no mercado de trabalho. Porém, o que não pode acontecer é a sua felicidade ser ignorada por um simples desejo consumista. Repito: ser feliz é satisfazer-se com o que você deseja. O que vale para o mundo inteiro, pode não valer para você. Por isso, escolha bem o que almeja.

Pense nisso!

DICAS:

• Aprenda a descobrir bons momentos em coisas simples da vida. Às vezes, colocar em prática uma receita com o filho, faz de um fim de semana algo muito mais prazeroso;

• Presenteie-se, não só com bens materiais, mas com viagens, passeios e descobertas de novos lugares;

• Dedique-se ao que almeja;

• Comemore suas conquistas;

• Pare de lamentar pelo que você não tem e valorize o que tem!


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Seleção e Intuição

Paulo Roberto Teixeira

Seleção. Dizem que é uma "escolha fundamentada". Baseada em fundamentos os mais diversos. Técnicas são aprimoradas. Atualmente, figura a tal "seleção por competências". Muito provavelmente outras técnicas vão surgir. Mas todas elas aprimoram a dimensão mensurável do ato de selecionar pessoas. Ainda que nosso foco seja nas "competências", "habilidades", "valores" e por aí vai, não tem jeito, seleção é escolher pessoas; e pessoas em sua totalidade. A divisão é uma mera tentativa de quantificar alguns aspectos. Tentativa! Inadvertidamente, a intuição apreende o resto. O mais importante? Não sei. Este artigo é apenas um convite à reflexão, e não uma resposta. Por se tratar de pessoas, a intuição é tão presente quanto a existência concreta do candidato e do selecionador num processo seletivo. 
A seleção de pessoal aprimora-se continuamente. Ainda bem. Mescla de ciência e arte, muitas vezes imprime no candidato a imagem (e alguns dizem que é a mais importante) que ele terá daquela organização que lhe está avaliando. De fato, todos já estão convencidos disto. Porém, desconfio que a tal "imagem" que o profissional-candidato leva da empresa contratante não é tão atrelada à precisão técnico-científica do processo seletivo, mas sim à postura, à abordagem, à empatia e, claro, à respeitabilidade que o profissional de seleção apresentou ao longo do processo. Tão importante quanto conduzir com maestria uma entrevista ou aplicar um teste, é abordar o candidato com respeito, cordialidade, interesse e, me perdoem os cientistas, leveza de espírito. 
Leveza de espírito. Conceito aparentemente abstrato. E parece abstrato, de fato, justamente devido à dificuldade de materializá-lo em palavras. Ou talvez porque caibam tantas palavras que, por mais que sejamos prolixos, sempre faltará algo. Mas a tal leveza de espírito é ação, é existência material, é tão concreta quanto esta tela de computador ou esta folha de papel. A atmosfera na qual ocorre um processo de seleção é naturalmente tensa. Seleção nada mais é que avaliação. Avaliar é atribuir valor. É atribuir valor a coisas muito pessoais, individuais, subjetivas até. Num processo mais tradicional, há duas pessoas numa sala: um que entrevista (que avalia) e outro que é entrevistado (avaliado). Por mais descontraído que seja, trata-se de um momento que sempre carrega alguma tensão, algum desconforto, sobretudo para o candidato. Alguém está "dando notas", atribuindo valor às minhas competências, às minhas atitudes, aos aspectos da minha subjetividade e, inevitavelmente, aos meus princípios pessoais. 
Leveza de espírito. Demonstrar interesse pelo candidato e suas histórias. Surpreender-se. Frustrar-se junto com ele. Sentir e pressentir. Sorrir com facilidade. Refletir suas expressões. Compreensão antes de explicação. Não se deixar seqüestrar por preconceitos, mas deixar "em cima da mesa" suas intuições. 
Pois é: "deixar em cima da mesa" suas intuições. Não adianta, ainda que vivamos numa sociedade que nos petrifica, ainda somos humanos (não sei até quando, mas ainda somos...). Pressentimento, intuição, fenômenos que, inevitavelmente, fazem parte da nossa relação com o mundo. E, sobretudo, nas relações humanas. Há aqueles que nos dizem para jogar fora os pressentimentos e as intuições, como se estas coisas fossem algum tipo de fraqueza; como se as coisas que pressinto e intuo de nada servissem, pois a verdade deve vir tão somente da racionalidade, da técnica, do método. 
Sei não. Tenho medo das certezas. Defendo que a intuição é legítima. Num processo de seleção, assim como em todas as relações humanas, ela está presente e deve fazer parte do conjunto das nossas conclusões. Há de se tomar muito cuidado para não utilizá-la como pretexto que justifica preconceitos. Por isto, conclamo: leveza de espírito. Preconceito é um negócio pesado. Afunda como âncora e nos deixa imóveis, amargos, míopes. Nada disso tem a ver com a intuição. 
O que sinto e pressinto de meu candidato deve ser levado em conta, porque antes de ser profissional, sou gente. Antes do teste e da entrevista, tem meu olhar. E tudo isto em seu conjunto, em sua inter (e intra) relação, ao final do processo, forma um retrato falado daquele candidato. Sim, retrato falado: uma tentativa de ilustrar a face de alguém. Algumas coisas são certas. Outras são erradas. Mas enfim, um retrato - ainda que falado - precisa ser feito. Mas é ilusão pensarmos que para fazer este retrato é necessário somente o aprimoramento técnico. Seleção envolve necessariamente relação humana. E um melhoramento efetivo só ocorre, de fato, com um melhoramento afetivo: o profissional de seleção tem que gostar de pessoas. 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

O Estilo Brasileiro de Empreender

Segundo os dados da pesquisa GEM 2010 (Global Entrepreneurship Monitor) 110 milhões de pessoas de 59 países estavam focadas em abrir uma empresa em 2010, enquanto 140 milhões estavam em processo de execução de novas empresas. São 250 milhões de empreendedores envolvidos na fase inicial da atividade empresarial.

Somente no Brasil, o levantamento feito pela GEM em parceria com o Sebrae e o Sesi/Senai mostra que a chamada “taxa de empreendedorismo” subiu de 2009 para 2010 de 15,3% para 17,5% da população economicamente ativa.

Os jovens brasileiros estão empreendendo mais; adaptam-se melhor às novas necessidades do mercado, demonstram iniciativa para buscar novas oportunidades e informações sobre o seu negócio. Estão mais antenados às novas tecnologias e se preparam muito mais. Do total de jovens no Brasil entre 18 e 24 anos, 15% empreendem o equivalente a 3,82 milhões de pessoas, segundo pesquisa divulgada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Para empreender com sucesso, acima de qualquer coisa, você precisa de autoconhecimento. Empreendedorismo é puro autoconhecimento, busca de oportunidade e iniciativa, que exige muita preparação e experiência no ramo de negócio. Para explicar o sucesso nos negócios, o autor Malcolm Gladwell, de livros espetaculares como Blink. A decisão num piscar de olhos, e de o Ponto da Virada, relata em seu novo livro: Fora de série: Outliers, a teoria de que uma pessoa precisa de 10 mil horas de dedicação em uma determinada atividade para construir uma carreira de sucesso, ou 98% de transpiração e 2% de inspiração, sabendo utilizar a seu favor as desvantagens e fraquezas de seu legado histórico, para aproveitar e agarrar as oportunidades.

Segundo Gladwell, empreendedorismo se aprende por meio de duas estratégias básicas: a primeira diz respeito a capitalizar em cima de suas forças, os pontos fortes, e a segunda tem relação com a compensação de suas fragilidades, os seus pontos fracos.Para explicar o sucesso dos ” fora de série”, os resultados das pesquisas indicaram que, para ser bom em alguma coisa, você tem de gastar cerca de 10 mil horas praticando, ou seja; 10 mil horas equivalem a dez anos de trabalho em algo durante 4 horas por dia.

Pesquisas realizadas pelo especialista Pedro Mello, autor do livro: Startup Brasil, com empreendedores brasileiros, que duraram cerca de três anos, mostram que o principal fator de sucesso do empreendedor é o autoconhecimento. A visão holística e altruísta, contribui de forma considerável para identificar o perfil do empreendedor de sucesso e mais nove estilos de comportamento:

Estilo 1. Empreender com a cara e a coragem: É o indivíduo que não tem medo do fracasso, não tem medo de correr riscos. Pessoas que empreendem pela coragem são ótimas para abrir novos caminhos, são determinadas e estão sempre dispostas a colocar a mão na massa. Empreendedores são pragmáticos, e para começar não costumam perder tempo na prepararação do plano de negócios. Iniciando a fase de crescimento, valorizam sim, a importância do planejamento. Sabe que é preciso ter grande iniciativa e muita acabativa.

Estilo 2. Empreender com parceria: Empreender através de parcerias é o estilo de pessoas flexíveis e cordiais, que possuem a habilidade de conectar aos outros, gerando relacionamentos profissionais e duradouros. Valoriza a conversa com os clientes, colaboradores, parceiros de negócios e fornecedores. O empreendedor não é um lobo solitário, não vive sozinho, pois gosta de trabalhar em equipe.

Estilo 3. Empreender com inovação: O empreendedor evita a rotina quando busca a renovação de seus produtos e do próprio negócio. São motivados por novos projetos, apaixonados e otimistas, mas devem cuidar do foco de seu negócio principal, com uma visão ampliada, não deve sair investindo em dezenas de projetos ao mesmo tempo, sem a devida profundidade e atenção.

Estilo 4. Empreender com idealismo: É um grande agregador de pessoas, está sempre cercado de amigos, desde a infância, e lidera com responsabilidade. Seus familiares e amigos são simpatizantes de suas causas.

Estilo 5. Empreender com senso de poder: Sao pessoas pragmáticas, líderes natos, organizados e disciplinados. É do tipo empreendedor empresário, que consegue misturar uma certa dose de iniciatva e ambição para iniciar novos empreendimentos com a capacidade gerencial necessária para administrá-los.

Estilo 6. Empreender com o conhecimento: São pessoas mais introspectivas em que prevalece a busca pelo entendimento profundo de como as coisas funcionam. Para empreender, costumam valorizar a ciência, a pesquisa e o estudo.

Estilo 7. Empreender com a comunicação: O estilo de comunicador, criativo e com grande capacidade de animar os outros , se relaciona de forma brilhante para vender seus produtos, serviços e ideias. Tem capacidade administrativa, e visão sistêmica da organização, cuidando com atenção das áreas de finanças e contabilidade.

Estilo 8. Empreender com a intuição: Utiliza sua intuição para se tornar mais assertivo em seus negócios, o que economiza tempo e energia que poderiam ser facilmente desperdiçados em atividades desnecessárias. São pessoas sensatas e bons ouvintes, capazes de animar, motivar as pessoas da equipe.

Estilo 9. Empreender com a estabilidade: Indivíduos com ótima capacidade de organização, trabalham com austeridade na gestão financeira. São cumpridores de normas e processos. O empreendedor com estabilidade, é focado na criação de ambientes sólidos e disciplinados.

Muitos destes estilos são encontrados em empreendedores brasileiros, casos de sucesso, publicados no livro Startup Brasil: Miguel Krigsner – O Boticário; Alexandre Costa – Cacau Show; Romero Rodrigues – Buscapé; Mauricio de Souza – História em Quadrinhos.

Por Rosival Fagundes – Consultor do Sebrae.