sexta-feira, 24 de abril de 2015

Quer trabalhar de casa? O que você deve saber antes de largar o escritório

Ricardo Marchesan

Acordar na hora que quiser, fazer seu próprio horário, cuidar das tarefas de casa e ainda, se bobear, parar uns minutinhos para ver TV. É essa a visão que muitos têm quando se fala em home office, o popular trabalhar de casa.
Mas especialistas alertam que não é fácil se adaptar a esse tipo de trabalho, apesar de vantagens claras, como a economia (de tempo e dinheiro) com transporte. "É um sonho, mas não é simples e não funciona para todo mundo", afirma Marcia Vazquez, consultora da Thomas Case & Associados, empresa de consultoria de carreira.
Por isso, reunimos algumas dicas para ajudar a se adaptar e buscar esse sonho.

Meu trabalho permite trabalhar de casa?

Nem todas as profissões combinam com o trabalho de casa. O ideal é que sejam áreas de elaboração de projetos, envolvam criatividade e inovação, ou que o trabalho dependa menos da interação direta entre as pessoas, como desenvolvimento de software, por exemplo.
Algumas empresas formam setores inteiros apenas com funcionários trabalhando de casa. Outras ainda são resistentes ao modelo. Mas o funcionário pode levar a ideia aos seus superiores.
"Primeiro é preciso avaliar a cultura da empresa. Saber que, em uma companhia conservadora, a possibilidade não existe, por exemplo", afirma Mara Beckert, professora de MBA da FGV Management.
Outra forma de avaliar se a proposta vai ser bem aceita é observar o que a empresa valoriza. "Veja se os gestores gostam que o funcionário chegue cedo e fique até mais tarde. Isso mostra que eles relacionam a presença com produtividade", diz Yukiko Takaishi, diretora da Stato, consultoria de gestão de pessoas.

Eu consigo me preparar?

Não é todo mundo que se adapta ao trabalho de casa. É um processo que leva tempo e precisa de esforço. "Três meses é um bom período para saber se vai se acostumar", afirma Mara Beckert.
Ela também aconselha que o processo seja feito aos poucos, trabalhando poucos dias por semana de casa e os demais indo ao escritório.
Os outros moradores também têm de entender que estar em casa não significa estar disponível. "É a síndrome do 'já que'. 'Já que você está aqui, pode comprar leite?', 'já que está aqui, recebe o marceneiro?'", afirma Yukiko Takaishi.

Eu sou organizado?

Um dos maiores obstáculos é a disciplina. Organizar seu dia para cumprir horários e metas, sem se distrair ou perder a produtividade. É importante definir horário de almoço e intervalos, assim como a hora que começa e para de trabalhar.
Mas não é porque o profissional tem um perfil mais desorganizado que ele não pode se adaptar ao trabalho em casa, afirma Marcia Vazquez. "A personalidade não muda, mas é possível modificar comportamentos e atitudes".
Mara Beckert considera muito importante ter uma agenda com as metas para cada tarefa, e não esquecer de se recompensar.
"O perigo de trabalhar sozinho é perder a motivação porque muitas vezes as metas ficam mais soltas", afirma Beckert. "Por isso é importante se recompensar em cada sucesso alcançado. Pode ser ir dar uma volta na praça com o cachorro, tomar um sorvete ou assistir a um filme, o que preferir".

Cabe um escritório na minha casa?

Uma das formas de evitar a confusão entre o trabalho e os afazeres da casa é delimitar bem o espaço. Se não é possível transformar um cômodo em escritório e precisa trabalhar no quarto, por exemplo, separe o ambiente com um biombo ou cortina.
O espaço também deve ser bem pensado, com cadeira e mesa adequadas e boa iluminação.
Segundo Mara Beckert, uma boa dica é utilizar uma das paredes do seu espaço de trabalho e transformar em uma lousa, onde vai anotar todas as tarefas que devem ser cumpridas no dia, com o grau de importância.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Está esperando uma promoção? Veja 9 atitudes para chamar atenção do chefe

Ricardo Marchesan

A concorrência para conseguir uma promoção é grande. Em um mercado competitivo, onde a formação e a habilidade dos integrantes da equipe podem ser parecidas, atitudes e comportamentos no dia a dia ajudam a chamar atenção do chefe.
Segundo Eliane Figueiredo, diretora presidente da Projeto RH, empresa de seleção de profissionais, o primeiro mandamento para ser promovido é ter foco, tanto nos resultados quanto no cliente.
O pecado, no caso, é mirar apenas na promoção. "O foco principal é fazer um excelente trabalho. E não apenas na sua tarefa, mas também em como ela impacta a área e os resultados da organização", afirma Rúbria Coutinho, especialista em RH. "Primeiro vem a qualidade do trabalho, depois o reconhecimento".
As especialistas apontaram atitudes que ajudam os profissionais a entrar na fila da promoção.

Saiba se está no lugar certo

Antes de investir tempo (e dinheiro) em uma promoção, é preciso ter certeza de que está realmente no lugar certo. "Muitas vezes, o profissional está lutando por uma promoção, mas o que ele acredita não é o mesmo que a empresa valoriza", afirma Rúbria Coutinho. "Tenha certeza de suas ambições. Saiba se tem carreira naquelas empresas que o interessam, para aí sim fazer o investimento"

Deixe claro o seu desejo

Nem todo mundo deseja subir os degraus corporativos. Muitos gostam de suas funções e preferem ficar onde estão. Nem sempre o chefe sabe quem quer ser promovido ou não, mas uma conversa franca pode resolver isso.
"A gente ainda tem muito pudor de ficar esperando chance, esperando ser reconhecido. É preciso deixar claro que tem ambição e entender o que é esperado, se tem chances de crescer", afirma Rúbria Coutinho. "Uma conversa aberta economiza muito investimento errado, tanto da empresa quanto do profissional".

Aja como se fosse o dono da empresa

O comprometimento é uma das características mais valorizadas pelos gestores. Para manter esse foco, segundo Eliane Figueiredo, uma boa estratégia é agir como se a empresa fosse sua.
Mas isso não significa sair por aí dando ordens e criticando o trabalho dos outros
"É preciso olhar com os olhos do dono. Como se tivesse uma filial ou a área fosse sua. É preciso se comprometer, estar preocupado com valores da empresa e com o que interfere nos resultados da equipe", afirma a diretora.

Conheça outras áreas

Ficar olhando apenas o próprio umbigo não é uma boa. O melhor é conhecer o que acontece a sua volta, buscando compreender como funcionam outras áreas da empresa, principalmente as que têm relação direta com o seu trabalho.
"Não é apenas uma curiosidade. Quanto mais eu conheço, mais posso sugerir, dar ideias e propor aprimoramento", afirma Eliane Figueiredo.

Esteja aberto a críticas

A avaliação, ou feedback, pode ter um gosto amargo, mas é uma chance de mostrar preocupação com o seu rendimento e capacidade de reação.
"É importante reagir positivamente à avaliação, tanto dos colegas quanto do gestor, que eventualmente pode ser negativa. É preciso ver isso como uma oportunidade de melhorar", diz Eliane Figueiredo.
Algumas empresas podem não ter o costume de avaliar seus funcionários. Nesse caso, basta pedir que seu chefe ou gestor o faça. É mais uma chance de mostrar seu interesse e comprometimento.

Compartilhe conhecimento

Segundo Rúbria Coutinho, antigamente o pensamento dominante era de que, se compartilhar seu conhecimento, o profissional pode virar dispensável para a empresa.
"A lógica hoje é diferente. Quanto mais compartilho, mais tenho a oportunidade de saltar a outra posição", afirma.
Além disso, ensinar o que sabe é preparar alguém para ocupar o seu lugar quando a promoção chegar, outra atitude valorizada por gestores.

Reconheça seus erros

Erros acontecem e culpar a situação ou os outros definitivamente não é a melhor estratégia para contorná-los.
Primeiro reconheça a falha, em seguida, proponha o que pode ser feito para resolver ou mudar a situação.
"O gestor não quer um funcionário que assuma o erro e não faz nada. Também não adianta ficar chorando na mesa do chefe", afirma Eliane Figueiredo. "É preciso mostrar que errou, mas também analisou, refletiu e já apresentar uma proposta diferente."

Encontre modelos

Por que se desgastar, desbravando um caminho desconhecido, se outros já seguiram a mesma rota? Procure modelos dentro da empresa, que conseguiram objetivos parecidos com os que busca.
"Encontre profissionais bem-sucedidos na empresa. Entenda a trajetória daquela pessoa e o que a empresa valorizou nele", afirma Rúbria Coutinho.

Invista em você mesmo

Um curso ou uma pós são ótimas maneiras de mostrar seu desejo de crescer. E não basta ficar esperando a empresa pagar.
"Tem gente que troca de carro mas não paga uma pós. Depois não dá para dizer que é sorte ou azar. Tem de definir prioridades", afirma Eliane Figueiredo. "Se a prioridade é a promoção, tem de investir mais em si do que no carro".

Fonte: http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2015/03/26/esta-esperando-uma-promocao-veja-9-atitudes-para-chamar-atencao-do-chefe.htm

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Não seja adequado

Para ser valorizado, você precisa ser maior do que o próprio cargo


A cena se repete. O profissional está num processo de seleção no qual são exigidas diversas qualificações. Ele é aprovado, começa a trabalhar na empresa e descobre que nada do que foi exigido antes será usado no seu dia-a-dia.

O exemplo clássico é o conhecimento de línguas estrangeiras. Muitas organizações exigem que o candidato a uma vaga saiba inglês ou espanhol, mas esses idiomas nunca são necessários na atividade para a qual ele é contratado.

Esse tipo de situação gera desconforto. As empresas parecem querer pessoas superqualificadas para desempenhar funções que não requerem grandes qualificações.

Esse desconforto atinge todos os tipos de profissional. Os que têm as qualificações exigidas podem ficar frustrados ao perceber, após a contratação, que elas não eram indispensáveis. Os que não as têm reclamam do excesso de exigências. Afirmam que têm as competências necessárias para a vaga em disputa, mas são injustamente afastados de qualquer chance.

Para desfazer essa ambigüidade, é preciso que tenhamos consciência de que a avaliação de um candidato não se restringe mais às habilidades específicas do cargo ocupado.

Um profissional que domina uma língua estrangeira, tem pós-graduação ou possui especializações é sempre mais valorizado, mesmo que essa língua, pós-graduação ou especialização não tenham relação direta com seu trabalho. Isso porque esses conhecimentos aparentemente excedentes indicam que se trata de alguém com capacidade de aprendizado, interesse no autodesenvolvimento e maior amplitude de visão.

O mesmo vale para quem já está empregado. É comum a queixa de subaproveitamento por parte de profissionais que sabem muitas coisas que não usam diretamente em seu trabalho. No entanto, se não possuíssem esse excedente de saber, essas pessoas provavelmente não estariam ocupando aquele cargo. É por saberem mais do que o necessário que elas se mantêm empregadas.

Uma organização moderna precisa desses excedentes de saber. O profissional também. Essas reservas de conhecimento constituem uma energia potencial acumulada. É isso que permite à empresa reagir prontamente a novos cenários e a novos desafios, que surgem cada vez com mais freqüência.

Essa reflexão nos propõe um desafio. Qual é nosso tamanho em relação ao cargo que ocupamos? Em quanto nós conseguimos exceder as exigências de nossa função atual?

Ao contrário do que parece, se nós somos perfeitamente adequados, se preenchemos exatamente aquilo que é necessário, sem nenhuma sobra, já entramos perigosamente na região da insuficiência.

Buscar a excelência -- e, antes disso, a competitividade no mercado -- significa possuir sempre mais habilidades do que o necessário, saber sempre mais do que o suficiente. Em outras palavras, ser sempre melhor do que o cargo que ocupamos, seja qual for o nível dentro da estrutura empresarial. Pois os profissionais perfeitamente adequados nunca são lembrados para subir na carreira. São, também, mais facilmente substituíveis por outros profissionais igualmente conformados com os limites de seus cargos.

Artigo de autoria de Simon M. Franco, publicado na Edição 812 da Revista EXAME 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Está com medo da crise? Veja o que fazer em um mercado de trabalho ruim

Depois de um período com baixas taxas de desemprego -em que o Brasil atingiu o pleno emprego, segundo o governo- o mercado de trabalho dá sinais de fraqueza. 
De acordo com o IBGE, o desemprego em fevereiro chegou a 5,9%, crescendo tanto na comparação com janeiro, quanto com o mesmo mês de 2014. Em janeiro efevereiro o país registrou corte de vagas formais, segundo dados do Caged (cadastro de empregados com carteira assinada, do Ministério do Trabalho).
O cenário pode assustar, mas crise econômica não significa que não haja contratações. "O que não se vê muito são vagas novas, de expansão de negócios. Mas vagas de substituição sempre vão existir", afirma Jacqueline Resch, sócia-diretora da empresa Resch RH, consultoria de recrutamento e seleção.
Essa também é a visão de Richard Vinic, coordenador da pós em marketing e vendas da FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado) e diretor da 2B, especializada em treinamento empresarial. "Dados que vêm das áreas de seleção mostram que há vagas em aberto. E não são poucas."
Segundo eles, é importante lembrar que contratação não depende só do mercado. "Um terço é fator externo, um terço é comportamento e um terço conhecimento", diz Vinic.
Confira dicas dos especialistas para os profissionais -empregados ou não- enfrentarem um mercado de trabalho em crise.

Mantenha a auto-estima

Segundo Vinic, a primeira dificuldade enfrentada por quem está desempregado é a confiança.
"É preciso cuidado com a questão emocional. Às vezes, a gente perde para nós mesmos", afirma. "Ao ver as notícias não favoráveis da economia, pode cair em um conformismo".
É importante lembrar que existem vagas abertas. A questão é encontrar uma posição para as suas competências.

Avalie seu trabalho

Vale tanto para quem está em busca, quanto para quem está empregado e teme cortes. Com mais desempregados, a concorrência aumenta.
"As pessoas passam por ciclos.  Há momentos em que estamos investindo mais na vida profissional e em outros não", diz Jacqueline Resch. "Talvez o profissional, mesmo contratado, deva voltar a ficar atento e pensar em sua empregabilidade".
Reveja as avaliações de seus superiores, caso a empresa  tenha um processo formal de retorno. "A avaliação é um guia. Faz um retrato do desempenho e apresenta oportunidades de desenvolvimento", afirma Jacqueline Resch.

Busque conhecimento

Em um mercado competitivo, nunca é bom abandonar por completo os estudos e o aprimoramento profissional. Isso é mais importante durante a crise. Quem está desempregado deve dividir o tempo entre procurar oportunidades e se aprimorar. E o orçamento apertado pode ser contornado.
"Hoje há muitas soluções disponíveis, cursos a distância, inclusive gratuitos, ou palestras", diz Richard Vinic.
Resch afirma que as redes sociais são outra forma de driblar a falta de dinheiro. "Pode buscar grupos de discussão em redes como o LinkedIn. É uma forma de se expôr [ao mercado] e entrar em contato com conhecimento". 
E isso ainda gera oportunidades de networking. "De repente, o palestrante ou seu colega de curso é um contratante", afirma Vinic.

Ative contatos e tenha cara de pau

Uma boa rede de contatos deve ser cultivada ao longo da carreira, a todo momento. E é quando a situação aperta que ela pode gerar frutos.
Na hora de buscar um emprego, também é importante deixar um pouco do pudor de lado. "Ande com o currículo, não tenha vergonha, exponha-se. É preciso ter um pouco de cara de pau", afirma Vinic. "É uma questão de atitude. A competência comportamental é um fator para o sucesso. Às vezes me falta técnica, mas minha atitude chama atenção".

Abra o leque de opções

Para Vinic, uma regra importante na carreira é não colocar todos os ovos na mesma cesta. Ou seja, não aposte tudo em uma oportunidade só. "Muitos colegas meus, que são professores, são profissionais do mercado".
Se está desempregado e um emprego com carteira assinada está difícil de aparecer, pode pensar em abrir o próprio negócio, ou oferecer consultoria, por exemplo.
"Conheci um jovem de RH que se mudou para o Rio e não encontrava emprego por causa do momento econômico. Por causa disso, inscreveu-se em um doutorado", conta Jacqueline Resch. "Logo depois, recebeu uma oferta de uma empresa à qual tinha se candidato há um tempo, mas aí ficou na dúvida se aceitaria. Um plano B pode até virar prioridade".
Por Ricardo Marchesan


Fonte: http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2015/04/02/esta-com-medo-da-crise-veja-o-que-fazer-em-um-mercado-de-trabalho-ruim.htm

quinta-feira, 16 de abril de 2015

A escolha do Rei Arthur

O jovem Rei Arthur foi surpreendido pelo monarca do reino vizinho enquanto caçava furtivamente num bosque. O Rei poderia tê-lo matado no ato, pois era o castigo para quem violasse as leis da propriedade, contudo se comoveu ante a juventude e a simpatia de Arthur e lhe ofereceu a liberdade, desde que no prazo de um ano trouxesse a resposta a uma pergunta difícil.

A pergunta era: O que querem as mulheres? Semelhante pergunta deixaria perplexo até o mais sábio, e ao jovem Arthur lhe pareceu impossível de respondê-la. Contudo aquilo era melhor do que a morte, de modo que regressou a seu reino e começou a interrogar as pessoas: a princesa, a rainha, as prostitutas, os monges, os sábios, o bobo da corte, em suma, a todos e ninguém soube dar uma resposta convincente. Porém todos o aconselharam a consultar a velha bruxa, porque somente ela saberia a resposta. O preço seria alto, já que a velha bruxa era famosa em todo o reino pelo exorbitante preço cobrado pelos seus serviços.

Chegou o último dia do ano acordado e Arthur não teve mais remédio senão recorrer a feiticeira. Ela aceitou dar-lhe uma resposta satisfatória, com uma condição: primeiro aceitaria o preço. Ela queria casar-se com Gawain, o cavaleiro mais nobre da mesa redonda e o mais intimo amigo do Rei Arthur! O jovem Arthur a olhou horrorizado: era feíssima, tinha um só dente, desprendia um fedor que causava náuseas até a um cachorro, fazia ruídos obscenos... nunca havia topado com uma criatura tão repugnante. Acovardou-se diante da perspectiva de pedir a um amigo de toda a sua vida para assumir essa carga terrível.

Não obstante, ao inteirar-se do pacto proposto, Gawain afirmou que não era um sacrifício excessivo em troca da vida de seu melhor amigo e a preservação da Mesa Redonda. Anunciadas as bodas, a velha bruxa, com sua sabedoria infernal, disse: O que realmente as mulheres querem é Serem Soberanas de suas próprias vidas!! Todos souberam no mesmo instante que a feiticeira havia dito uma grande verdade e que o jovem Rei Arthur estaria salvo. Assim foi, ao ouvir a resposta, o monarca vizinho lhe devolveu a liberdade. Porém que bodas tristes foram aquelas... toda a corte assistiu e ninguém sentiu mais desgarrado entre o alívio e a angústia, que o próprio Arthur. Gawain, se mostrou cortês, gentil e respeitoso. A velha bruxa usou de seus piores hábitos, comeu sem usar talheres, emitiu ruídos e um mau cheiro espantoso. Chegou a noite de núpcias.

Quando Gawain, já preparado para ir para a cama, aguardava sua esposa, ela apareceu como a mais linda e charmosa mulher que um homem poderia imaginar! Gawain ficou estupefato e lhe perguntou o que havia acontecido. A jovem lhe respondeu com um sorriso doce, que como havia sido cortês com ela, a metade do tempo se apresentaria horrível e outra metade com o aspecto de uma linda donzela. Então ela lhe perguntou qual ele preferiria para o dia e qual para a noite. Que pergunta cruel...Gawain se apressou em fazer cálculos... Poderia ter uma jovem adorável durante o dia para exibir a seus amigos e a noite na privacidade de seu quarto uma bruxa espantosa ou quem sabe ter de dia uma bruxa e uma jovem linda nos momentos íntimos de sua vida conjugal.

Vocês, o que teriam preferido? ... O que teriam escolhido? A escolha que fez Gawain está, mais abaixo, porém, antes tome a sua decisão. ATENÇÃO É MUITO IMPORTANTE QUE VOCÊ SEJA SINCERO.

O nobre Gawain respondeu que a deixaria escolher por si mesma. Ao ouvir a resposta, ela anunciou que seria uma linda jovem de dia e de noite, porque ele a havia respeitado e permitido ser soberana de sua própria vida.

A estória mesmo sendo direcionada a mulher, é uma verdade universal, válida a todos os seres vivos. Um desejo comum a todos é o de ser soberano de sua própria vida, ou seja a liberdade. Nunca existirá felicidade completa para o ser vivo que seja restrito de sua liberdade. Infelizmente, assim como a saúde, muitos somente dão o devido valor após perdê-la.

Fonte: http://www.patriciasantos.com.br/downloads/downloads_historias.html

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Foque em suas certezas e vença!

Muitas pessoas ficam paralisadas pelas incertezas com relação ao futuro. 


Por não saberem ao certo o que vai acontecer observam, sem reação, seu poder de decisão sendo congelado, sua ansiedade aumentando e, com isso, ficam sujeitas à perigosas indefinições.

Em vez de nos paralisarmos pelas nossas incertezas, por que não focamos nas certezas que possuímos? Vejamos algumas:

1) Seja qual for o futuro teremos que enfrentá-lo. E nossa única opção é vencer sejam quais forem as circunstâncias.

2) É verdade que nem todos os caminhos que nos trouxeram até aqui servirão no futuro, mas também é verdade que a garra, a determinação, a dedicação e o aprendizado contínuo servirão sempre.

3) Sejam quais forem as características do futuro, nossas chances de êxito aumentam exponencialmente se mantivermos a mente aberta e desenvolvermos nossa capacidade de adaptação.

4) Os melhores colaboradores, fornecedores e parceiros são investimentos seguros em todas as épocas.

5) Quanto mais exigente o mercado e os clientes se tornam mais eficazes e excelentes devemos ser, especialmente em marketing, administração, recursos humanos, negociação, vendas e atendimento.

6) Quando o futuro chegar, deve nos encontrar despertos, conscientes e preparados. Isso depende 100% do que estamos fazendo agora.

7) O futuro cuida de si quando o presente é sustentável, ou seja, quando nossas decisões e atitudes atuais não o colocam em risco.

Não realizaremos nada de grande no futuro se não realizarmos as pequenas mudanças cotidianas que estamos sempre adiando porque são difíceis, delicadas ou trabalhosas. A hora de mudar é agora.

9) A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. A história que você não escreve, será escrita por outras pessoas, e você será obrigado a ler!

10) O verdadeiro perigo não é o futuro, mas o apego ao passado! 

Assim como no cinema a sombra do monstro é sempre maior que o próprio monstro, nossa preocupação agiganta as dificuldades do futuro deste mundo em constante transformação.

Substitua preocupação por ação consciente e focada. Dedique-se a levantar as necessidades e prioridades que podem tornar sua vida e seu negócio extraordinários! 

Faça perguntas essenciais como:

1) Onde e com que estou perdendo energia, oportunidades e negócios? Corrija Imediatamente.

2) Como posso tornar o que faço ainda mais especial, especial ao ponto que as pessoas a meu redor e meus clientes possam notar a diferença de forma tão evidente que tenham dificuldade em comparar-me com os concorrentes? Torne-se único!

3) Como posso aprender mais rápido que a concorrência? Observe que não é apenas trabalhando mais que se vence, mas trabalhando de maneira mais inteligente que nossos concorrentes.

4) Onde e com o que estou acomodado? Cuidado! Já observou o que acontece com a água parada? Saia da zona de conforto! Mova-se!

5) Quem pode me ajudar a melhorar tudo o que faço? Não somos obrigados a saber de tudo, mas conhecer quem sabe e fazer parcerias é fundamental! 

Estas são breves reflexões para que você possa perceber que o medo do futuro é, frequentemente, fruto de uma consciência que sabe não estar fazendo tudo o que podia no momento presente e, que isto é reversível.

Em vez de ficar paralisado por suas incertezas, foque suas certezas e vença. Afinal, todos nós nascemos para vencer!

Por  Carlos Hilsdorf

terça-feira, 14 de abril de 2015

TUDO QUE VICIA COMEÇA COM C - LUIZ FERNANDO VERÍSSIMO

Tudo que vicia começa com C. 
Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. 
Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê. 
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê. 
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também - adivinha - começa com a letra c. 
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum.
 Impressionante, hein? 
E o computador e o chocolate? Estes dispensam comentários. 
Os vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana. 
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada "créeeeeeu". Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade... cinco. 
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o "ato sexual", e este é denominado coito. 
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. 
Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura...