sexta-feira, 31 de julho de 2015

A vida como um videogame

Gosto de jogar videogame desde adolescente. Fiquei um bom tempo sem jogar e recentemente voltei, para me divertir em companhia da minha filha e do meu sobrinho. Depois de muita descontração, percebi o quanto a vida tem de semelhança com os jogos eletrônicos.

Segundo Tony Robbins, um dos maiores coaches que tive a oportunidade de conhecer, a vontade de crescer é uma das Seis Necessidades Humanas. No videogame, além da diversão, temos a oportunidade de sentir a satisfação de vencer, de crescer, mudar de fase, ganhar estrelas, recompensas e subir de nível. Agora, você já parou para pensar que a maior recompensa vem do reconhecimento de si mesmo? No momento em que você passa por uma fase muito difícil, você vibra, pula, soca o ar. Surge uma força movida pela emoção de ter sido capaz, de ter conseguido vencer. Esse é o maior prêmio que podemos receber no videogame e na vida.

O interessante é que nem sempre conseguimos vencer de forma fácil e acabamos duvidando da nossa capacidade. Com o tempo, os desafios vão ficando cada vez maiores, mais complexos, exigindo mais habilidade e, principalmente, muito mais inteligência emocional. Quando passamos muito tempo em uma fase, dá uma sensação de não ser capaz, e em alguns momentos, dá vontade de sair do jogo ou de arremessar o joystick na parede. Nossa reação é do tipo "não quero mais brincar!".

Mas isso não resolve, porque, ao voltar para o jogo, o jogador continua na mesma fase! Isso mesmo, quando você não consegue vencer e superar, o videogame te mantém na mesma fase até aprender o que precisa para mudar de nível. Na vida é a mesma coisa. Enquanto não aprendemos o que falta, ficamos passando pelas mesmas dificuldades. Muitas vezes, trocamos de emprego, de relacionamento, de casa, e depois de um tempo, ainda estamos na mesma fase, pois só mudamos de jogo, mas não evoluímos, não aprendemos com o que aconteceu. E aprender significa pensar, sentir e fazer diferente. Para mudar de fase, temos que aprender a lidar com o fracasso e ser perseverante, e não persistente.

Para crescer é importante evoluir. Evoluir significa olhar para si mesmo, ser mais consciente de quem você é. Iniciar uma jornada de autodescoberta e estar disposto a uma longa caminhada é fundamental para quem quer realmente crescer como pessoa ou como empreendedor. E essa jornada não deve ser dura ou pontual, ela pode se tornar cada dia mais interessante e profunda, para quem percebe a importância desse processo. Pode ser um caminho envolvente e que ao mesmo tempo dá medo, que nos instiga a querer explorar e descobrir cada vez mais, indo mais fundo.

E o que nos impede de iniciar ou seguir essa jornada? Posso não entender a importância e a necessidade desse processo ou tenho medo do que vou descobrir e das decisões que terei que tomar. Crio desculpas para me sentir mais confortável por não estar fazendo o que deveria. As velhas conhecidas justificativas são: não tenho tempo, não tenho dinheiro, não tenho idade para isso, não preciso disso, não é a minha prioridade, isso não é importante agora.

Enquanto evitamos essa jornada, sofremos para lidar com coisas que depois parecem muito simples. Algumas pessoas me perguntam o quão difícil é essa jornada. Para mim, difícil é tudo aquilo que ainda não sabemos. É uma aventura para poucos, para aqueles que têm coragem de dar o primeiro passo.

O que descobri até agora na minha jornada é que a cada descoberta sobre quem realmente sou, me sinto cada dia mais confiante e próximo da minha verdadeira essência. Com o tempo e o processo de autoconhecimento de forma contínua, não me assusto tanto com o que descubro sobre mim. Lidar comigo mesmo tem sido mais fácil.

Por  Fabio Di Giacomo


Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Artigo/9984/a-vida-como-um-videogame.html?utm_source=boletim&utm_medium=email&utm_campaign=752#

quinta-feira, 30 de julho de 2015

6 dicas para ativar sua criatividade

Uma das qualidades mais desejadas na atualidade, a criatividade acabou ganhando ares de mistério como se fosse um dom para poucos gênios, mas é simples, muito simples.
Ela é a capacidade de criar, de trazer algo novo ao mundo: novas formas, soluções, inspirações, cores, novos caminhos e jeitos de ver. Pode estar presente em grandes trabalhos ou num modo diferente que você organiza as coisas, numa grande descoberta ou nas pequenas mudanças que conseguimos inventar.
A criatividade é elemento essencial para a vida, não só para quem trabalha diretamente com o exercício criativo, mas também para gerar novas ideias, colocar nossos planos em ação, lidar melhor com os desafios. É ou não é?Então, aqui vão algumas dicas para alimentar a sua criatividade no dia-a-dia:

1. Saia do lugar comum

O que a criatividade mais ama? Realizar o incomum! Para criar algo novo, é preciso sair da zona de conforto. Permita-se conhecer novos lugares, novas pessoas, outros olhares. Beba em outras fontes: visite blogs que tratem de assuntos diferentes do que você costuma ler, participe de eventos culturais, tente outras formas de fazer as mesmas coisas.
Experimente!

2. Relaxe a mente

Tem horas em que ficar martelando na mesma ideia nos rouba mesmo a inspiração para criar. Faça pausas e seu cérebro agradecerá! Tome um chá, folheie uma revista, converse. Deixe a mente respirar um pouco, depois você vai retornar com muito mais energia.

3. O bom e velho caderninho

Tenha um caderninho sempre à mão e registre o que quer que passe pela sua cabeça. Trechos de poemas, uma música, o título de um livro, um lembrete. Mais adiante, esse caderno pode ser um tesouro de referências para você consultar quando der um branco.

4. Não copie, inspire-se

Não tem coisa mais frustrante para a criatividade do que você sair copiando o que já foi feito por aí. Tudo bem, num mundo com tanta variedade e tanta informação é difícil “inventar a roda” todos os dias, porém… Copiar, além de desrespeitar a obra alheia, abafa o seu processo criativo. Inspirar-se? Sim. Para construir algo novo a partir disso. Topa o desafio?

5. Crie por meios diversos

Coloque a criatividade para trabalhar em mais campos de sua vida e em atividades diferentes daquilo que já é rotineiro para você. Escreva, dance, pinte, cozinhe, cante, enfim.
Envolva sua vida num clima de exercício criativo, assim você não vai enferrujar!

6. Olhar de criança

Sabe aquela curiosidade das crianças? Observe desconhecidos, pergunte mais, imagine como seria se você fizesse de outro jeito. Com esse olhar é que a gente abre espaço para o novo entrar.
Comece a exercitar agora mesmo e mantenha a luz da criatividade acesa! Não deixe para depois, comece hoje. Prontidão é um dos principais combustíveis para a energia criativa.E você, que dicas tem para dar?



quarta-feira, 29 de julho de 2015

As eternas vítimas no ambiente corporativo

Todo mundo conhece alguém que age como vítima. São pessoas que dramatizam situações, têm pena delas mesmas, criam um círculo vicioso de hábitos que comprometem sua atuação profissional e suas vidas pessoais. Frases como “não tenho sorte”, “nada dá certo para mim”, “não sou valorizado”, são comuns a elas. O pessimismo e o derrotismo fazem parte de seu dia a dia. Eu mesmo conheço alguém que invariavelmente se lamenta da má sorte, e por incrível que pareça, mesmo na boa sorte ele lamenta que não ganhou o suficiente. 
Claro que nenhum sucesso pode advir desse comportamento. Se você em algum momento se identificou com a descrição acima, é hora de mudar. Veja algumas sugestões para essa mudança. Primeiro, esteja aberto aos feed backs que recebe de seus líderes, colegas de trabalho, amigos e parentes. Mesmo que não receba feedbacks voluntariamente, solicite, é vital recebe-los. Depois é preciso saber ouvir e não responder com as frases de hábito, que sempre culpam algum fator externo para os fracassos pessoais. Depois, reflita sobre o que ouviu e tente chegar à conclusão do que pode fazer para mudar, mesmo que ceticamente. Compartilhe esse sentimento com a pessoa que lhe deu o retorno. Então, trace um plano de ação para melhorar.

 

O líder e a vítima

Se você é chefe de alguém assim, fique atento para ser justo e não comprometer sua equipe. Algumas vezes o próprio grupo pode ajudar. Inicialmente, é preciso identificar pessoas que se sentem vítimas. Discuta abertamente explicando sua visão de por que ele é assim. Utilize exemplos para chamar a atenção desse profissional. A seguir, ajude-o a melhorar. Faça com que tenha tarefas menores para que atinja suas metas e aumente aos poucos sua auto estima. Pequenas vitórias vão fazê-lo sentir-se mais confiante e prepará-lo para responsabilidades maiores.
Eventualmente, pessoas com comportamento vitimizador precisam de ajuda especializada, de um psicólogo, coach ou mentor que possa conduzí-las a encontrar novas formas de pensamento. Se for esse o caso, encaminhe esse colaborador a quem possa efetivamente auxiliá-lo. Este é um caminho benéfico tanto para ele quanto para a empresa.
 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Precisamos de novos heróis

É um raio, é um avião? Não, é o Super-Homem!

Mas também poderia ser o Batman, o Homem Aranha ou qualquer outro dos super-heróis que, infelizmente, habitam o nosso imaginário.

Desde pequenos aprendemos a ver os super-heróis como pessoas dotadas de superpoderes, com uma missão grandiosa e sempre do lado certo, ou seja, do lado do bem.

E ficamos tão apaixonados pelo modelo do super-herói que acabamos por nos esquecer do valor dos verdadeiros heróis.

Aqueles de carne e osso, que habitam o mundo real e que, como qualquer ser humano, não são apenas luz ou apenas sombras. Mas que, apesar de não serem perfeitos, fazem o que realmente deve ser feito.

Esquecemo-nos de que nesse mundo real, onde não existem superpoderes, mas apenas atitudes, os verdadeiros heróis são aqueles que trabalham duro e não abrem mão de sua dignidade em nome do comodismo ou do caminho mais fácil.

É o pai que, apesar de toda a adversidade de sua vida, serve como um modelo de honestidade para seus filhos. Ou a mãe que, por vezes sozinha, batalha para criar seus filhos, seguindo em frente, sem reclamar da vida. Apenas fazendo aquilo que é certo.

É o funcionário que, apesar de todas as facilidades do “sistema”, recusa-se a receber a propina. E é também aquele que faz a denúncia necessária para se acabar com o abuso de poder ou autoridade.

É a pessoa que se recusa a cumprir uma ordem do chefe ou aquela determinação da empresa que possa ofender a dignidade de outro ser humano.

Se quisermos transformar o mundo em um lugar mais justo e mais fraterno, precisamos criar um novo modelo de heroísmo para as nossas crianças. Tanto para aquelas crianças em sua idade, como para aquelas que, apesar do passar dos anos, continuam habitando dentro de todos nós.

Precisamos criar a compreensão de que todos podem escolher ser heróis, mesmo sendo pessoas comuns, afinal o heroísmo nada mais é do que fazer o que deve ser feito, mesmo diante das pressões contrárias.

Herói é aquele que contradiz o chamado Efeito do Espectador, maravilhosamente descrito nos estudos dos psicólogos Darley e Latané, que mostram o quanto as pessoas são capazes de permitir situações de abuso ou crueldade simplesmente por não se sentirem responsáveis por aquela situação.

Nessa concepção, o herói vai desde aquela criança ou adolescente que desafia a prática do bullying, apesar de saber que vai enfrentar uma enorme resistência dos colegas, até o político que luta verdadeiramente contra a corrupção, apesar de saber que sofrerá todo o tipo de pressão daqueles que querem manter o status quo.

Ser vilão ou ser herói é uma escolha diária.

Talvez não sejamos sempre heróis, mas se formos apenas um pouco mais do que temos sido, já estaremos aumentando a nossa contribuição para o mundo.

Por isso, o primeiro passo para se tornar um herói, é simplesmente fazer essa escolha.

O segundo é aprender que, ao contrário do super-herói, o herói do mundo real também sente medo, mas que é justamente a capacidade de enfrentar esse medo que o torna quem ele de fato é.




segunda-feira, 27 de julho de 2015

A grama do vizinho é mais verde?

Por que será que sempre achamos que a grama do vizinho é mais verde?
Tudo é uma questão de percepção, de olhar e de ponto de vista. Um casal com filhos, cachorro e papagaio pode fazer muitos suspirarem desejando algo semelhante. Mas, se pensamos em ter uma grande família e, ao mesmo tempo, matamos em casa o nosso cactus por aguar demais, será que realmente estamos prontos para isso? Ou só desejamos porque visualizamos o vizinho com sua a grama aparentemente verde, forte e capaz de sustentar uma família Doriana? E sob a ótica deste pai ou mãe, com que frequência pensaria em trocar tudo isso pela sua solteirice, festas e romances passageiros?
O ser humano é insatisfeito por natureza. Tende a querer o que não tem, o que é difícil ou o que lhe parece melhor, mais bonito, mais interessante ou que simplesmente não lhe pertence. Passamos dias sem comer doce e recusamos várias vezes, mas, quando alguém pega o último chocolate do pacote parece que a vontade aguça e até podemos ficar bastante raivosos com o cidadão que cometeu tal crime.
O seu vizinho tem 25 anos e é CEO de uma startup que já é um sucesso. Logo, você pode concluir que a grama dele está dando chicoteadas na sua cara e ainda as visualiza com sorrisinhos irônicos em sua direção. Mas a verdade é que você não está calçando os sapatos dele para saber como as coisas são de fato. E quem pode afirmar que você estaria melhor ou seria mais feliz sendo um CEO? Talvez este fosse o sonho ou o dom do seu vizinho, mas qual é o seu sonho? No que você é realmente bom?
Mas seu colega foi promovido e você também é muito capacitado. Na verdade, você se considera até mais preparado do que ele, e aí fica com uma sensação de que tudo ali ao lado é mais fácil, reluzente e próspero. Por que não avaliar o que falta para você ou perguntar para o seu chefe? De que forma poderia se aprimorar ao invés de lamentar que não foi com você? Será que foi pura sorte ou ele fez algo para conquistar esta promoção? E será que você gostaria mesmo de ser promovido?
Sempre que ganhamos algo, perdemos algo. Isso é comprovado. Às vezes perdemos tempo demais olhando ao redor e esquecemos de olhar para dentro, para nós mesmos. Cada pessoa é única e tem seus próprios desejos, sonhos, dores, expectativas e frustrações.
Às vezes olhamos aquele que sempre sorri e avaliamos que ele é leve, tranquilo e feliz. Mas, não enxergamos as cicatrizes que ele carrega e as batalhas que ele enfrenta. Um quer ter. O outro quer ser e ter. ”Cada um sabe a tristeza e a alegria de ser quem é”.
Casamento é bom para muitos e protocolo para outros. Tanta gente que se ama e não está junto. Tanta gente que não se ama e está junto. Negócio? Filhos? Sociedade? Status? Sonho? Amor?
E o carro novo da sua vizinha, como ele é lindo! Mas, o que ela fez para conquista-lo? Quais caminhos ela percorreu? Quanto tempo levou? Será que posso aprender algo com ela?
A sua história e a sua essência e a dos seus vizinhos. Tratar com respeito e carinho a nossa história e a dos outros. E por que não?
Convido a todos a fazerem uma visita interior, meditação, reflexão, o que julgarem mais adequado aos seus perfis. Para que possam se conhecer melhor, e descobrir o que realmente importa e faz o coração de cada um bater mais forte. Não para a sociedade, marido, chefes, amigos, esposa, vizinho, mas para cada um de vocês.
O que faria a sua grama ficar ainda mais verde?
Por Renata Klingelfus Andraus



sexta-feira, 24 de julho de 2015

Como descobrir o seu talento

Vivemos em uma época cheia de opções e possibilidades! O filósofo francês Gilles Lipovetsky, em seu livro Tempos Hipermodernos, destaca que vivemos a Época da Pluralidade de Opções. Porém, apesar da liberdade de escolha, as pessoas estão cada vez mais perdidas. Jorge Forbes diz que o homem está desbussolado! Segundo a pesquisa da Consultoria Gallup, mais de 80% dos profissionais não sabem quais são seus pontos fortes e não estão comprometidos com suas empresas.

O que falta? Qual seria o caminho para ajudar uma pessoa a encontrar sentido para a sua vida? Acredito que a solução está em descobrir, desenvolver e consolidar os nossos pontos fortes. Quando encontramos, achamos sentido para a vida, entendemos o nosso propósito, sabemos como servir o mundo e ficamos engajados dentro do contexto que escolhemos.

Por isso, vou fornecer quatro dicas poderosas para ajudar você a descobrir os seus pontos fortes!

Identifique Características que Geram Satisfação - Identifique quais são as principais atitudes e atividades que geram prazer para você. O prazer, o entusiasmo, a paixão são indicadores preciosos para entender o caminho que devemos seguir, pois são o combustível necessário para enfrentar o dia a dia. Todo profissional de sucesso demonstra brilho nos olhos quando fala do seu ofício! Não por acaso, quando consegue fazer o que gosta, jamais deseja a aposentadoria. Raul Cortez terminava as sessões de quimioterapia e partia para o palco, e o arquiteto Oscar Niemeyer foi até os 104 anos, comprometido com o seu ofício.

Descubra a Repetição - Seguindo a linha de pensamento, onde há prazer, também existe repetição. Todo ser humano repete determinados padrões de crenças, comportamentos e habilidades. Os Beatles investiram muitas horas por dia tocando em velhos bares da Europa; Oscar Schmidt, o famoso "mão santa" do basquete brasileiro, treinava seus arremessos até sentir dor; o criador dos Simpsons, Matt Groening fazia 20 desenhos por dia, durante o ensino médio. O que estes exemplos têm em comum? Repetiam satisfatoriamente suas crenças, comportamentos e habilidades.

Perceba o Reconhecimento do Outro - Não basta gostar do fazemos, se não existe o reconhecimento do outro, pois o reconhecimento do outro comprova o valor que podemos ter no mercado, através dos nossos pontos fortes. O pai de Zezé de Camargo e Luciano investiu todas as suas fichas para tornar a dupla em uma das mais famosas duplas sertanejas; Bernardinho começou sua brilhante carreira de técnico da seleção de vôlei, após o convite de uma amiga, que reconheceu seu estilo diferenciado para trabalhar com equipes; o grande investidor Warren Buffet teve como mentor, seu professor e parceiro de trabalho Ben Graham, que lhe forneceu todas as ferramentas para desenvolver seu talento. 
Portanto, quando uma ou mais pessoas lhe fizer um elogio pontual, fique atento à descoberta do seu diferencial!

Encontre a sua Turma - Depois de identificar seus principais pontos fortes, agora chega o momento mais importante do processo. Escolha lugares que irão desenvolver os teus elementos-chave. Pode parecer fácil, mas há milhares de pessoas que até hoje não conseguiram fazer isso, principalmente porque não tiveram coragem para realizar mudanças. Ed Catmul buscou Steve Jobs para fundar a Pixar, surfistas profissionais buscam o Havaí para treinar nas melhores ondas e as grandes empresas de inovação se encontram no Vale do Silício. O contexto certo expande o seu potencial!

Espero que através dessas dicas, você encontre sentido para a sua vida!




quinta-feira, 23 de julho de 2015

O valor do comportamento

Você já parou para pensar em que medida o seu comportamento é responsável pelo seu sucesso profissional?
Estamos presenciando um fenômeno interessante na área de negócios, trata-se de uma incessante busca por formação acadêmica. São coleções de MBA’s, pilhas de cursos, mestrados precoces e uma extensa lista de atividades para inchar o currículo. Mas, afinal, precisamos de tudo isso?
É claro que esse fenômeno tem suas justificativas, se observarmos alguns dos processos seletivos da atualidade, veremos que a demanda por pessoas com qualificações acadêmicas e profissionais atingem níveis altíssimos para certos cargos, levando ao desespero os pobres candidatos.
A preocupação na verdade não está na exigência e busca por qualificação, mas em outros aspectos que estão sendo deixados de lado. O quanto as pessoas estão preocupadas com as habilidades comportamentais? E o que você tem feito para:
Trabalhar melhor em equipe?
Ser um líder eficaz?
Desenvolver uma visão sistêmica precisa?
Exercitar seu poder de persuasão?
Melhorar sua forma de relacionamento interpessoal?
Ser mais produtivo?
Gerenciar melhor o seu tempo?
O fato é que as pessoas são contratadas por sua formação e demitidas por seu comportamento. É evidente que precisamos de formação para atingir certos níveis, mas não seremos diferenciados apenas por colocar títulos acadêmicos no currículo. Precisamos valorizar o comportamento, é ele que nos torna únicos.
Podemos dizer que Bill Gates, Steve Jobs e tantos outros se diferenciaram por suas qualificações acadêmicas? Eu acredito que não! Seus trunfos foram justamente a sua capacidade de responder frente às crises, oportunidades e mudanças, ou seja, o comportamento deles foi o diferencial.
Se observarmos, pouquíssimas ações são desenvolvidas nas escolas de negócios para fomentar o desenvolvimento comportamental, grande parte deste encargo tem sido entregue para as empresas resolverem. Ocorre que as empresas estão com seus orçamentos cada vez mais enxutos, desenvolver comportamentos leva tempo e custa dinheiro. O profissional diferenciado será aquele que for capaz de entregar isso tudo pronto, ou mais desenvolvido possível.
Por isso meu amigo e amiga, desenvolva-se! Largue um pouco toda essa teoria e aprenda a observar. Observe pessoas destacadas na área em que você atua, como elas agem? Observe seu comportamento, seja crítico! Observe o ambiente em que você atua, que qualidades você precisa para atuar nele?
E nunca esqueça, peça feedback! Não existe nada mais impulsionador para uma boa mudança comportamental do que uma boa crítica. Aprenda a lidar com as críticas, não fique na defensiva. As críticas farão mais por você do qualquer elogio. Não espere as reclamações para você perceber que precisa mudar, pode ser tarde demais. Elogios geralmente nos acomodam, as críticas nos colocam em alerta, no entanto, devem ser entendidas. Aprenda a medir seu sucesso pelos resultados, não pelas palavras. As palavras podem ser falsas, os resultados dificilmente são.
Matéria do Portal Administradores.