sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Reflexão de Vida

Recentemente estive refletindo: a partir de que momento começamos a ser preparados para o mercado de trabalho? E chego à conclusão que esse processo começa no primeiro dia de vida, quando saímos de um ambiente seguro para um mundo desconhecido. Passamos, então, por um processo de adaptação, onde somos estimulados a desenvolver todos os nossos sentidos. Nossos pais já têm a preocupação em fazer com que no primeiro ano de vida já possamos nos alimentar sozinhos, caminhar e falar. Começa nossa independência.

A partir desse primeiro ano passamos a nos preparar para o processo de alfabetização e socialização, seja através de uma escola ou em casa. No processo escolar, a socialização tem um papel fundamental no desenvolvimento das lideranças, do trabalho em equipe e da administração de conflitos. O professor faz um papel de mediador, o que nos faz lembrar as semelhanças com o mercado de trabalho. O interessante é que, nesta idade, algumas perguntas surgem para essas crianças, como: o que você quer ser quando crescer? E a resposta vem sempre associada à profissão dos pais, um parente mais próximo, o ambiente em que está inserido, ou até mesmo, estimulada pela mídia.

Mas ainda é cedo para falar de profissão. Essas crianças estão entrando em uma nova etapa da vida, onde o conhecimento será passado de forma contínua e a cobrança será sempre por bons resultados, onde os melhores terão destaque, começando um processo natural de seleção entre eles. As lideranças despontam de forma natural, por indicação do próprio grupo. Ao final dessa formação, os já adolescentes têm uma boa idéia do que acontece no mundo e no mercado de trabalho. A atual velocidade da informação e sua disponibilidade são fatores que contribuem para as futuras escolhas profissionais.

Com tão pouca idade, já colocamos uma carga de cobrança nesses adolescentes. As responsabilidades aumentam com a preparação para o vestibular, ou mesmo o ingresso em um curso técnico que, muitas vezes, não foi opção dele, e sim, vontade dos pais. Durante esses anos de formação, a busca por informações sobre as melhores profissões e onde estudar fazem parte do cotidiano. Mas as escolhas nem sempre são certeiras, na primeira vez. Às vezes, são necessárias várias tentativas, até o ingresso na universidade e no curso desejado.

Independente de qual rumo que a carreira seguir, fica claro que isso depende tanto de sua formação acadêmica, quanto de sua formação pessoal. Por isso, é importante que todos sejam estimulados desde cedo, da maneira correta, a conhecer o mercado de trabalho e tudo que cerca a vida de determinado tipo de profissional, se esta o seduz. Os pais e educadores precisam ter consciência de que os jovens devem ter uma escolha saudável, sem pressões ou imposições sobre a carreira que devem seguir. Para isto, é importante que eles mesmos busquem e forneçam os dados sobre a profissão que interessa ao jovem, levando-o para conhecer um profissional da área que possa lhe mostrar como é o seu dia-a-dia no trabalho, por exemplo. Quanto mais informações relevantes forem disponibilizadas às crianças e adolescentes, mais chances eles terão de obter sucesso em sua opção profissional quando adultos.

Werther Chiarini Neto - Diretor de Unidade Santa Catarina


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Quem vê cara, não vê coração

Não é de hoje que brigamos por direitos iguais para todos, independente de raça, credo, condição social, ou seja lá o que for. Porém, infelizmente, ainda há muito preconceito por aí. Não é novidade, por exemplo, que as mulheres, principalmente as que ocupam cargos mais estratégicos, ganham consideravelmente menos que os homens. Por que isso acontece? Porque, como o próprio nome diz, todos nós prejulgamos pessoas, situações e/ou coisas de acordo com as experiências que já vivenciamos ou, até mesmo, de acordo com as imposições da sociedade. O problema é que esse conceito que fazemos, muitas vezes é feito sem que nós mesmos conheçamos e, com isso, estereotipamos sem perceber o quão perigoso é isso. 

O preconceito a que quero me ater hoje é com pessoas que estão acima do peso. Pesquisas nesse sentido já foram feitas e o resultado apontado é de que realmente existe certo preconceito no meio profissional com pessoas obesas. Apesar de qualquer tipo de preconceito ser ilegal, ainda é possível tomar conhecimento de situações onde profissionais são descartados pelo simples fato de serem gordinhos. Sabemos que apenas empresas não idôneas cometem esse tipo de infração, porém, vale discutir o assunto. O que não podemos é tapar nossos olhos para o que está errado e deixar que dia após dia verdadeiros talentos percam preciosas oportunidades por causa do que apresentam em sua carcaça. 

Vários são os motivos que levam uma pessoa à obesidade. Algumas, por exemplo, possuem distúrbios metabólicos que impedem a gordura dos alimentos que elas ingerem se transformar em fonte de energia, acumulando calorias com maior facilidade que outras que não possuem esse tipo de problema. Outros, infelizmente, realmente não cuidam da alimentação e, consequentemente, da saúde. É por causa desses que vem o preconceito. Alguns gestores acreditam que se uma pessoa não é capaz de cuidar de si mesmo, não é apto para assumir responsabilidades e dar conta de fazer um trabalho com capricho. Eles associam, na verdade, a gordura ao desleixo. 

É preciso ficar claro, entretanto, que não é verdade a máxima de que “só é gordo quem quer”. Alguns se esforçam, fazem tratamentos, exercitam-se, possuem uma excelente alimentação e uma disciplina impressionante, porém, nem assim conseguem diminuir alguns números na balança. Apesar de os hábitos da vida moderna favorecerem a obesidade, nem todos os gordinhos podem ser considerados sedentários, assim como, ser magro não é sinônimo de saúde. Se pararmos para refletir, é ignorância pensar que uma pessoa gorda não é capaz de cuidar de algo, pois o inverso seria verdadeiro – o magro ser capaz de cuidar bem de um trabalho, já que cuida bem de sua saúde – e sabemos que isso nem sempre é verdade. Aliás, uma coisa não tem nada a ver com a outra. 

Há quem diga, inclusive, que os obesos deveriam ganhar menos, já que eles possuem uma maior probabilidade de serem morosos, improdutivos ou qualquer coisa do gênero. Talvez para cargos que requeiram esforços físicos, isso possa ser uma verdade. Mas o que isso tem a ver com liderar, criar, vender, inovar? Absolutamente nada. Exatamente por isso, repugno qualquer pessoa que ignore as capacidades técnicas de um profissional, simplesmente pelo tipo físico dele. Claro que, se as competências comportamentais deixarem a desejar (entrando na história do desleixo), há que se repensar a contratação. Mas, volto a dizer, isso não tem a ver com a pessoa ser gorda ou não. Tem a ver com personalidade, responsabilidade consigo mesmo etc. Uma série de fatores que excluiria qualquer profissional independente de até onde vai o ponteiro da balança. 

Levando em consideração que no Brasil existem cerca de 10,5 milhões de obesos, fico imaginando quantos profissionais excepcionais temos e que são descartados antes mesmo de poderem mostrar a que vieram. A advertência vale para aqueles que estereotipam ideias de talentos de acordo com a cor do cabelo ou da pele, da idade e do sexo. Por isso, vale a lembrança, todos somos capazes. O que nos torna diferentes uns dos outros é o esforço que utilizamos para colocar em prática essa capacidade. Jamais podemos ser aprovados ou eliminados em um processo seletivo por causa de qualquer atributo físico ou crença. 


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

As causas do estresse no trabalho

Por José Roberto Marques
Muitas vezes ficamos irritados, querendo “explodir” com qualquer pessoa que passe perto de nós. Isso acontece quando o nível de estresse se eleva, isto é, a forma como o nosso organismo reage em relação aos acontecimentos externos, que agride tanto o físico quanto a mente.

Mas quais são as reais causas  do estresse no trabalho? Abaixo segue uma pequena lista de motivos, que separei pra você ficar sempre atento e fugir de situações problemáticas, que possivelmente te levarão ao limite.

  • Estresse referente à ocupação: Quando não se está satisfeito com o que faz, com a carreira que tem.
  • Estresse ambiental: Isso ocorre quando a empresa não disponibiliza recursos para que a qualidade de vida do colaborador seja boa.
  • Estresse social: Referente ao convívio da equipe e dos colegas em geral. Pode ser em relação a problemas de comunicação, relacionamento interpessoal etc.
  • Estresse emocional: Quando algo te afeta emocionalmente. Podendo ser aquela promoção que parecia acontecer e nunca se tornou efetiva  até algum desapontamento com um colega.
  • Estresse físico: Quando o corpo se sente cansado. De tanto trabalhar, sem pausas, atinge o esgotamento físico.
Outro ponto extremamente importante é a identificação de fatores pessoais estressantes. Assim que percebê-los, procure eliminá-los. Alguns deles podem influenciar demais para que você se torne uma pessoa estressada, por isso tente ao máximo ficar longe deles. Estes podem ser: desorganização, atrasos tanto em relação à chegada no local de trabalho quanto à entrega de atividades, ansiedade, acúmulo de atividades, relacionamento interpessoal com pessoas que te deixam pra baixo.
Atente-se ainda para os sintomas do estresse no trabalho, isso evitará que você seja pego de surpresa. Alguns deles são: cansaço constante, dores de cabeça e também nos músculos, falta de foco, atenção e ânimo.
Se você está com dificuldades para dormir e passa muitos dias resfriado, ou fica irritado com frequência, é bom tomar cuidado, pois todos esses e outros sinais apontam para o estresse.

Procure ainda fazer algumas atividades para estar sempre mais disposto, como ouvir uma música que te alegra, se alimentar bem, fazer exercício físico diariamente, entre outros. Coloque o sono em dia, ele é muito importante. Procure sempre estar bem humorado e relaxado, pois lhe trará mais leveza na hora de encarar os desafios de seu dia a dia.


Colaboração Jorge Pedro

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Seja reconhecido no trabalho


Há algum tempo atrás, recordei-me da parábola que contava a estória de uma garota que se sentia desvalorizada, desrespeitada estava perdendo o amor próprio pela falta de reconhecimento e insucesso em sua vida. Ao procurar seu professor, este concordou em ajudá-la, desde que ela vendesse um anel dele pelo melhor preço, desde que obtivesse ao menos uma moeda de ouro. Após muito tentar, não conseguiu nada melhor que duas moedas de prata. Ao voltar decepcionada, o professor orienta que ela vá a em um lugar onde possam realmente conhecer o valor daquele anel, ou seja, em uma joalheria. Ao passar pela avaliação do joalheiro, ele avalia o anel em 60 moedas de ouro.

A moral desta parábola é que somente quem realmente conhece aquilo que está sendo oferecido, sabe dar o respectivo valor. O mesmo ocorre em nossas vidas, ou seja, somente seremos avaliados adequadamente, pelas pessoas que nos conhecem profundamente, valorizam nossas qualidades, habilidades e competências, mesmo que precisemos de muitas melhorias, saberão mensurar nosso valor.

Eventualmente alguns colaboradores sentem-se desvalorizados no local de trabalho e por outras pessoas com as quais convivem direta ou indiretamente. Este sentimento é manifestado através da percepção individual seja pelo simples fato de um sentimento de descaso ou por razões explícitas como, por exemplo, quando há uma avaliação que mais parece ser um julgamento de um líder - o qual não conhece os valores e as habilidades de cada profissional de sua equipe e não está preparado para avaliá-los e passa, então, a realizar julgamentos e não avaliações.

E como lidar com esta frustração pela ausência de reconhecimento e nos tornar mais visíveis? Parte responsabilidade pela frustração cabe a nós mesmos quando acreditamos que para tudo o que fazemos devemos receber os "tapinhas nas costas" e os "parabéns".

É preciso agir com profissionalismo e não somente com emoção. O reconhecimento não será obtido óbvio, mas sim pelo excepcional. 

Reconhecimento e respeito são razoavelmente distintos. O respeito pelo profissional deve existir o tempo todo. Devemos respeitar o esforço, a dedicação, o ser humano etc. Já o reconhecimento como "premiação emocional" será mais perceptível por parte dos gestores, quando o colaborador realizar algo que exceda as expectativas dele e da empresa. Por isso, é necessário que sempre se busque fazer tudo com maestria e seja apaixonado pelo que se faz. Quando temos amor por nossa atividade, realizamos sempre com dedicação. Já quando apenas fazemos algo que somos pagos para fazer, permanecemos em um universo limitado e mecânico.

Dar e receber um feedback com seu gestor poderá ser muito interessante e conveniente, pois demonstrará interesse em ser um profissional ainda mais competente e preocupado em apresentar melhores resultados à empresa. 

Muitos acreditam que devem esperar uma reunião exclusiva para isso, mas os melhores e mais sinceros feedbacks são obtidos informalmente. É através destes feedbacks informais que você terá uma prévia de como poderá ser sua avaliação de desempenho.

Melhore seu relacionamento interpessoal e busque sempre proporcionar bons resultados em seu trabalho bem como maior interação com os colegas de trabalho. O bom relacionamento contribuirá para que mais pessoas se interessem por você como amigo e como profissional e, provavelmente, o auxilie na obtenção de feedbacks mais positivos. Isso auxiliará tanto a sua realização profissional como a consequência que será o reconhecimento explícito por seus gestores e colegas de trabalho!

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Desempenho/Artigo/7147/seja-reconhecido-no-trabalho.html

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Estabilidade é igual a comodismo?

 É claro que não dá para generalizar. Infelizmente, porém, boa parcela dos funcionários públicos são pessoas acomodadas, que não reconhecem a importância do próprio trabalho, deixando-os a desejar. E é sobre essa parcela dos servidores públicos que uma telespectadora do Bom Dia Paraná pediu que eu abordasse. Antes de dar prosseguimento, reforço: não são todos os funcionários públicos que agem dessa maneira. Já precisei deles por alguns motivos e, na maioria das vezes, obtive excelentes respostas.

Fiquei admirado, inclusive, com a rapidez que eles resolveram minhas questões. Porém, como pedido pela telespectadora, preciso convir que existe, sim, muitas pessoas que, pelo fato de possuírem a estabilidade do concurso público, deixam que isso prejudique a qualidade do seu trabalho. 

É por isso que esses profissionais acabam levando a fama. Infelizmente há funcionários que não se comprometem com a organização que trabalham pelo simples fato de não precisarem se preocupar com o “perigo de uma demissão”, por exemplo. São pessoas que não fazem o que deveriam fazer, que resolvem assuntos pessoais durante o horário de expediente, que não dão a mínima para o horário de entrada e saída e que vivem faltando ao trabalho. 

Pensemos por um lado muito lógico: um funcionário de uma empresa normal não possui a garantia de emprego, já que pode ser demitido a qualquer momento. Para que isso não aconteça, ele precisa entregar um bom trabalho, com qualidade e atendendo a prazos curtos e rígidos. A empresa, por sua vez, sente-se na obrigação de reter esses talentos. Para isso, investe no colaborador, fazendo que com ele queira ficar ali naquela empresa por muitos anos e não a deixe para ir prestar seus valiosos serviços para uma concorrente, por exemplo. É daí, inclusive, que nascem os programas de desenvolvimento profissional e a oferta de benefícios... para que o colaborador seja fiel a ela e não se sinta tentado a buscar novos horizontes. 

Com o servidor público a banda toca muito diferente. Após conquistar seu posto e sua garantia de estabilidade para o resto da vida, ele, simplesmente, precisa executar aquele trabalho para o qual foi “contratado” e nada mais. Dificilmente há promoções e os aumentos salariais ficam por conta dos reajustes, muitas vezes conquistados após longas greves. Os órgãos públicos, por sua vez, não se preocupam em retê-los, já que gente querendo passar num concurso público não falta. 

Pensando por esse lado, então, podemos concluir que o trabalho público não é tão maravilhoso assim, a não ser pelo fato da estabilidade que esses profissionais possuem. Eles podem, sem sombra de dúvidas, vislumbrar a certeza de que estarão empregados até suas aposentadorias. Mas, e as melhorias? E o crescimento? E o desenvolvimento?

No e-mail que recebi da telespectadora, ela me fez a seguinte pergunta: “a chefia, muitas vezes, faz “vistas grossas”. O que é pior, o servidor com tal postura (descomprometimento etc.) ou sua chefia?”. Eu diria que ambos. O servidor por todos os pontos que citei. E a chefia por não exercer seu papel fundamental, o de delegar responsabilidades e acompanhar o andamento de cada processo. 

Veja, um líder que se preze está lado a lado com seus subordinados. É claro que nem sempre isso é possível, pois, como dizem “cada macaco em seu galho”. Mas, seu papel fundamental é reger a equipe, apontando o caminho a seguir, orientando a forma correta de exercer determinadas ações, cobrando resultados e, claro, dando constantes feedbacks sobre seu desempenho. 

Por isso, minha cara, acredito que essa mentalidade que alguns servidores têm de que sua estabilidade lhe dá o direito de levar seu trabalho “nas coxas”, como dizem, tem que começar a mudar lá de cima. Se houverem líderes capazes de mudar isso e de mostrar que o caminho é outro, pode ter certeza que as coisas melhorarão muito.

Como um líder pode mudar isso?
• Primeiramente, observando seus próprios erros e deixando de cometê-los. Um líder deve inspirar e, por isso, precisa ser exemplo. É por ele que a mudança começa;

• Agindo como um funcionário normal (“ignorando” sua estabilidade) e fazendo de tudo para que o seu trabalho seja o melhor possível. 

• Não abusando de algumas regalias. Por exemplo, se há a chance de um ponto facultativo em um feriadão, por que não aproveitar (se não viajar) para dar prosseguimento naquele projeto encalhado?

• Entendendo que todos temos direitos e deveres, cada coisa em sua hora e seu local.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Empreendedor, você é um maluco!

Se você é um empreendedor, deve ter ouvido muito a pergunta: você está doido? A verdade é que os empreendedores não são muito normais. Segundo o psiquiatra americano John D. Gartner, da John Hopkins Medical School, os empreendedores – especialmente os de tecnologia – têm uma disfunção psiquiátrica chamada Hipomania. Ela pode ser reconhecida pela hiperatividade, tagarelice, diminuição da necessidade de sono, aumento da sociabilidade, desejo por atividades físicas e prazerosas, aumento da libido e muita impaciência. A Hipomania, diz Gartner, pode ser um dos motivos do sucesso dos empreendedores.

“Os hipomaníacos são carregados com uma energia contagiante, têm confiança irracional e ideias grandiosas. Eles pensam, falam e tomam decisões rapidamente. A seu ver, qualquer um que tente diminuir seu ritmo com perguntas simplesmente não entende nada”, diz Gartner.

No plano de negócios, esse exagero pode ser uma vantagem. O humor elevado do hipomaníaco é capaz de inebriar a si mesmo e a outras pessoas, deixando todos com sensação de poder e capacidade de realizar tarefas.  Essa excitação motiva as outras pessoas a se empenharem mais e geralmente conduz ao sucesso da empreitada.

A capacidade de correr riscos talvez seja a característica hipomaníaca mais marcante nos empreendedores. Em vez de desilusões e inseguranças, o hipomaníaco/empreendedor confia que seu produto é tão atraente que ele vai inspirar pessoas a apostar fortunas em algo que ainda não existe nem nunca foi vendido.

Gartner, que é também autor do livro Hypomaniac Edge (Limite Hipomaníaco),  diz que, apesar da probabilidade de muitos empreendedores terem hipomania, eles não são considerados pacientes mentais. “Há diferentes ‘níveis de loucura’. Se você é um maníaco, vai pensar que é Jesus. Se é um hipomaníaco – uma gradação bem mais leve – vai pensar que é o presente de Deus para os investidores de tecnologia”, afirma.

Muito interessante tudo isso, mas que serventia têm todas essas informações? Autoconhecimento é uma delas. Entender os padrões de comportamento pode ajudar a fortalecer aqueles positivos e amenizar os negativos. Paixão, empenho e confiança são fundamentais, mas devem ser equilibrados com toques de realismo. Ou não. Se é para correr riscos, melhor não ter amarras? Cada um tem sua própria resposta. O mais importante é saber detectar as atitudes prejudiciais. Os hipomaníacos têm o costume de acusar de perseguição aqueles que discordam deles. Muitas vezes são arrogantes demais. O retrato parece um pouquinho com o Mark Zuckerberg pintado no filme a Rede Social, não? E você, empreendedor, como se percebe?

Para ajudar na tarefa, Gartner fez uma pesquisa com empreendedores e perguntou quais sintomas de hipomania eles percebiam em si mesmos e em seus pares. Eis o que empreendedores e hipomaníacos têm em comum:

1 – São cheios de energia

2 – Transbordam ideias

3 – São focados, incansáveis e incapazes de ficar quietos

4 – Canalizam a energia para conquistas de grandes ambições

5 – Geralmente trabalham com pouco sono

6 – Sentem-se brilhantes, especiais, escolhidos e destinados a mudar o mundo

7 – Podem ser muito eufóricos

8 – Irritam-se com os menores obstáculos

9 – São tomadores de risco

10 – São intensos na vida pessoal e profissional

11 – São impulsivos sexualmente

12 – Podem agir impensadamente, com dolorosas consequências
13 – Falam rápido

14 – São divertidos, espirituosos e agregadores de pessoas

15 – Têm uma confiança que os torna carismáticos e persuasivos

16 – São mais inclinados a fazer inimigos e a se sentir perseguidos por aqueles que não aceitam seu ponto de vista.

Por Thiago Cid, PEGN.

Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/voce-e-um-maluco

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Você sabe delegar?


Nenhum administrador, diretor, gerente ou supervisor é uma ilha. O sucesso de toda e qualquer liderança reside no aproveitamento de times e equipes compostos por pessoas diferentes, trabalhando com um conjunto de objetivos e metas compartilhadas.

Nenhuma empresa será suficientemente rápida se seus colaboradores tenderem a centralizar e a fazer tudo por si mesmo.

A ''não delegação'' é uma âncora muito pesada para toda e qualquer empresa, uma ''âncora'' que frequentemente termina afundando a embarcação. Delegar não é apenas eleger alguém a quem você passará determinada tarefa ou missão. Delegar não é livrar-se de algo transferindo este algo para alguém.

Delegar é fazer as coisas acontecerem através de outras pessoas.

Ao delegar precisamos fornecer às pessoas:

1. Uma direção, um norte: para que saibam para onde ir.

2. A autoridade, o aval: para que tenham o poder de prosseguir.

3. Os meios e as condições necessárias: para que possam concluir o que lhes foi solicitado.

Uma das características mais importantes na avaliação da alta performance para cargos de decisão e liderança consiste justamente em verificar se o profissional em questão consegue fazer as coisas acontecerem através do trabalho de outras pessoas!

A incapacidade de delegar é um atalho para ser desligado de qualquer participação relevante dentro de uma empresa. Se você não delega ações importantes para seus colaboradores está incorrendo em graves erros:

a) Perdendo a oportunidade de testar o desempenho deles, não sabendo com quem contar diante dos maiores desafios.

b) Acostumando seus colaboradores a viverem dentro de uma zona de conforto. Qualquer solicitação adicional sua passa a ser percebida como ''excesso'' ou ''abuso'' e recebida com insatisfação.

c) Minando suas possibilidades de promoção, porque não delegando, você não prepara alguém para substituí-lo e decreta sua permanência no mesmo cargo, na mesma função, frequentemente no mesmo patamar de remuneração (a competência da delegação está diretamente relacionada com o nível de remuneração dos profissionais no mundo corporativo. Quem delega melhor, ganha melhor).

Não aprender a delegar é jogar contra si mesmo. Não delegar bem é sabotar a própria carreira! Delegue com excelência, agilize resultados e cresça em sua carreira.
Para delegar melhor:

1. Compreenda o seu verdadeiro papel na empresa ou organização. Por exemplo, se você é um empresário deve dedicar-se à estratégia e à construção do futuro e não a outras atividades rotineiras e tarefeiras que pode e deve delegar.

2. Dedique-se a fazer aquilo que é realmente de sua competência e que não pode ou não deve ser realizado por outro profissional.

3. Aplique o melhor de sua expertise na área da sua expertise.

4. Entenda que quando você delega, você está aguardando pelos resultados! Os caminhos utilizados por outros profissionais para obtê-los não necessariamente serão semelhantes aos seus. Desde que sejam éticos, caminhos diferentes são bem-vindos se alcançam os resultados desejados.

5. Delegar implica colaboração, acompanhamento e feedback. Quando você delega, a ação está só começando, não terminando.

6. Escolha a pessoa certa para a tarefa certa. Muitas pessoas com tendência centralizadora desistem de delegar porque em tentativas anteriores escolheram a pessoa errada para a tarefa e obtiveram frustração com a tentativa. Como tudo na vida, se você delegar mal, vai dar errado!

7. Quando você não tem o hábito de delegar, comece aos poucos. Delegue primeiro pequenas tarefas, conheça a performance das pessoas a quem você está delegando e vá subindo o grau de responsabilidade das tarefas delegadas até ficar somente com aquilo que deve caber essencialmente à sua competência!

8. Assim como você, as pessoas não acertam sempre. Lembre-se disso! Aproveite os erros e enganos para treinar as pessoas para desempenhar melhor suas atribuições.

9. Reconheça sempre que alguém fizer um bom trabalho, especialmente quando suas expectativas forem superadas e o resultado for, até mesmo, superior ao que você teria obtido na realização da tarefa. Se você estiver cercado pela equipe correta isso deve ocorrer com certa frequência.

10. Aprenda com as pessoas a delegar melhor, quando elas falham, além de dizerem algo sobre si mesmas elas estão dizendo muito sobre a liderança que delegou a tarefa.