quinta-feira, 23 de maio de 2013

Empreendedor, você é um maluco!

Se você é um empreendedor, deve ter ouvido muito a pergunta: você está doido? A verdade é que os empreendedores não são muito normais. Segundo o psiquiatra americano John D. Gartner, da John Hopkins Medical School, os empreendedores – especialmente os de tecnologia – têm uma disfunção psiquiátrica chamada Hipomania. Ela pode ser reconhecida pela hiperatividade, tagarelice, diminuição da necessidade de sono, aumento da sociabilidade, desejo por atividades físicas e prazerosas, aumento da libido e muita impaciência. A Hipomania, diz Gartner, pode ser um dos motivos do sucesso dos empreendedores.

“Os hipomaníacos são carregados com uma energia contagiante, têm confiança irracional e ideias grandiosas. Eles pensam, falam e tomam decisões rapidamente. A seu ver, qualquer um que tente diminuir seu ritmo com perguntas simplesmente não entende nada”, diz Gartner.

No plano de negócios, esse exagero pode ser uma vantagem. O humor elevado do hipomaníaco é capaz de inebriar a si mesmo e a outras pessoas, deixando todos com sensação de poder e capacidade de realizar tarefas.  Essa excitação motiva as outras pessoas a se empenharem mais e geralmente conduz ao sucesso da empreitada.

A capacidade de correr riscos talvez seja a característica hipomaníaca mais marcante nos empreendedores. Em vez de desilusões e inseguranças, o ipomaníaco/empreendedor confia que seu produto é tão atraente que ele vai inspirar pessoas a apostar fortunas em algo que ainda não existe nem nunca foi vendido.

Gartner, que é também autor do livro Hypomaniac Edge (Limite Hipomaníaco),  diz que, apesar da probabilidade de muitos empreendedores terem hipomania, eles não são considerados pacientes mentais. “Há diferentes ‘níveis de loucura’. Se você é um maníaco, vai pensar que é Jesus. Se é um hipomaníaco – uma gradação bem mais leve – vai pensar que é o presente de Deus para os investidores de tecnologia”, afirma.

Muito interessante tudo isso, mas que serventia têm todas essas informações? Autoconhecimento é uma delas. Entender os padrões de comportamento pode ajudar a fortalecer aqueles positivos e amenizar os negativos. Paixão, empenho e confiança são fundamentais, mas devem ser equilibrados com toques de realismo. Ou não. Se é para correr riscos, melhor não ter amarras? Cada um tem sua própria resposta. O mais importante é saber detectar as atitudes prejudiciais. Os hipomaníacos têm o costume de acusar de perseguição aqueles que discordam deles. Muitas vezes são arrogantes demais. O retrato parece um pouquinho com o Mark Zuckerberg pintado no filme a Rede Social, não? E você, empreendedor, como se percebe?

Para ajudar na tarefa, Gartner fez uma pesquisa com empreendedores e perguntou quais sintomas de hipomania eles percebiam em si mesmos e em seus pares. Eis o que empreendedores e hipomaníacos têm em comum:

1 – São cheios de energia
2 – Transbordam ideias
3 – São focados, incansáveis e incapazes de ficar quietos
4 – Canalizam a energia para conquistas de grandes ambições
5 – Geralmente trabalham com pouco sono
6 – Sentem-se brilhantes, especiais, escolhidos e destinados a mudar o mundo
7 – Podem ser muito eufóricos
8 – Irritam-se com os menores obstáculos
9 – São tomadores de risco
10 – São intensos na vida pessoal e profissional
11 – São impulsivos sexualmente
12 – Podem agir impensadamente, com dolorosas consequências
13 – Falam rápido
14 – São divertidos, espirituosos e agregadores de pessoas
15 – Têm uma confiança que os torna carismáticos e persuasivos
16 – São mais inclinados a fazer inimigos e a se sentir perseguidos por aqueles que não aceitam seu ponto de vista.

Por Thiago Cid, PEGN.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Gansos


Quando os gansos selvagens voam em formação "V", eles o fazem a uma velocidade 70% maior do que se estivessem voando sozinhos. Eles trabalham a liderança.

Quando o ganso que estiver no ápice do "V" se cansar, ele passa para trás da formação e outro se adianta para assumir a liderança. Os gansos acompanham os fracos.

Quando um deles, por doença ou fraqueza, sai de formação, outro no mínimo, se junta a ele para ajuda-lo e protege-lo.
Sendo parte de uma equipe, nós podemos produzir muito mais, mais rapidamente e melhor.

Palavras de encorajamento e apoio (quando os gansos grasnam lá atrás) inspiram e energizam aqueles que estão na linha de frente, ajudando-os a se manter no comando, mesmo com as pressões e o cansaço do dia-a-dia.

E, finalmente, mostrar compaixão e carinho afetivo por nossos semelhantes, membros da equipe da equipe mais importante: a Humanidade.

Da próxima vez, ao ver uma formação de gansos voando, lembre-se que é uma recompensa, um desafio e um privilégio “Se parte de uma Equipe”.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Para onde fugir?



Reza a lenda que, durante uma palestra, um grande terremoto fez com que os discípulos corressem desesperada e insanamente em busca de um abrigo, enquanto o mestre impassível assistia à cena.

Quando o perigo passou, os discípulos, um tanto envergonhados por sua covardia, perguntaram ao mestre se ele jamais sentia medo, afinal apenas uma coragem sobre-humana poderia manter alguém tão tranquilo, tão imperturbável diante de tamanho risco de morte.

“Enganam-se vocês”, disse o Mestre. “Eu também senti medo. Eu também fugi do terremoto. Todavia, enquanto vocês fugiam para fora, eu fugia para dentro. A fuga de vocês era uma fuga inútil, pois para onde vocês fossem, o perigo lá estaria. Por isso, fugi para dentro de mim mesmo, onde nenhum terremoto poderia chegar”.

Vivemos bombardeados de informações, precisamos alcançar as metas estabelecidas e fazemos parte de um mundo onde a selvageria da competição nos obriga a lutar para vencer, e sobreviver.

Na busca da aceitação e do reconhecimento profissional, precisamos lidar com tudo isso escondendo os nossos medos, provando qualidades, que nem estamos muito certos se realmente temos, e demonstrando uma tranquilidade que, muitas vezes, está longe de ser a verdade de nossos sentimentos.

Estamos correndo do terremoto.

Mas precisamos disfarçar a nossa fuga. Não podemos mostrar fraqueza. Devemos esconder toda e qualquer fragilidade.

O problema é que continuamos a procurar abrigo fora e não dentro de nós mesmos.

Passamos a acreditar no nosso cargo, no nosso status e, sobretudo, na nossa habilidade de vender aquilo que nem sabemos ao certo se realmente somos.

Colocamos as nossas referências na compra de um apartamento maior, de um carro melhor e de roupas mais caras, acreditando que, por si só, essas conquistas materiais serão capazes de encobrir as nossas inseguranças.

Esquecemo-nos de que nós valemos aquilo que somos e não aquilo que temos.

Esquecemo-nos de que o ser é consistente e o ter é fugaz. De que o ser é eterno e o ter é efêmero.

Acredito que um dos grandes desafios das organizações modernas está exatamente em criar ambientes profissionais onde as pessoas possam ser o que realmente são. Criar ambientes onde as pessoas possam se deparar com as próprias fraquezas e, consequentemente, tornarem-se mais fortes a partir do conhecimento de suas fragilidades.

Se nas reuniões corporativas onde todos querem falar para apresentar seus resultados, seus feitos, as pessoas fossem convidadas para expressar suas incertezas, suas inquietudes, as empresas passariam a enfrentar com muito mais força e coragem os diversos terremotos que o mercado traz.

Vivemos um momento de transformação onde, cada vez mais, os líderes precisam estimular as pessoas a encontrarem os seus centros de equilíbrio. A buscarem dentro de si as verdadeiras respostas.

O problema é que para ajudar as pessoas nessa caminhada, esses líderes precisarão primeiramente trilhar esse caminho. E ainda são poucos os que estão dispostos a correr esse risco.

Aprender a fugir apenas para dentro de si mesmo, eis aí um bom desafio…

Um carinhoso abraço.




segunda-feira, 20 de maio de 2013

A Flor da Honestidade


Conta-se que por volta do ano 250 AC, na China antiga, um príncipe da região norte do país, estava às vésperas de ser coroado imperador, mas, de acordo com a lei, ele deveria se casar.

Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa" entre as moças da corte ou quem quer que se achasse digna de sua proposta. No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberiam, numa celebração especial, todas as pretendentes e lançaria um desafio.

Uma velha senhora, serva do palácio há muitos anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria um sentimento de profundo amor pelo príncipe.

Ao chegar em casa e relatar o fato à jovem, espantou-se ao saber que ela pretendia ir à celebração, e indagou incrédula:

- Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças da corte. Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei que você deve estar sofrendo, mas não torne o sofrimento uma loucura.

E a filha respondeu:

- Não, querida mãe, não estou sofrendo e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida, mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns momentos perto do príncipe, isto já me torna feliz.

À noite, a jovem chegou ao palácio. Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças, com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e com as mais determinadas intenções. Então, finalmente, o príncipe anunciou o desafio:

- Darei a cada uma de vocês, uma semente. Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor, será escolhida minha esposa e futura imperatriz da china.

A proposta do príncipe não fugiu às profundas tradições daquele povo, que valorizava muito a especialidade de "cultivar" algo, sejam costumes, amizades, relacionamentos etc.

O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não precisava se preocupar com o resultado.

Passaram-se três meses e nada surgiu. A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que conhecia, mas nada havia nascido. Dia após dia ela percebia cada vez mais longe o seu sonho, mas cada vez mais profundo o seu amor.

Por fim, os seis meses haviam passado e nada havia brotado. Consciente do seu esforço e dedicação a moça comunicou a sua mãe que, independente das circunstâncias retornaria ao palácio, na data e hora combinadas, pois não pretendia nada além de mais alguns momentos na companhia do príncipe.

Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.

Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela cena.

Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção. Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado e indica a bela jovem como sua futura esposa.

As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações. Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente aquela que nada havia cultivado. Então, calmamente o príncipe esclareceu:

- Esta foi a única que cultivou a flor que a tornou digna de se tornar uma imperatriz. A flor da honestidade, pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.

A honestidade é como uma flor tecida em fios de luz, que ilumina quem a cultiva e espalha claridade ao redor.
(Baseado em texto de autor desconhecido)

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Empreendedorismo não é só para os iluminados


Primeiramente, gostaria de dizer que eu me sinto honrado em participar desta coluna e de atestar a importância da discussão deste tema na atualidade. Sou empreendedor por opção desde 1999 e consultor empresarial por formação.  Não me sinto um privilegiado e nem tão pouco um iluminado por esta minha condição. 

Então, vamos a uma primeira questão: Todo mundo pode ser um empreendedor? Em minha opinião a resposta é SIM. Porém, com algumas ressalvas. Todo mundo pode ser empreendedor, desde que esta intenção seja realmente verdadeira e que esta pessoa tenha preparo técnico para isso também. Nestes últimos anos, vejo um número crescente de empreendedores em fase inicial na nossa cidade e região. 

Muitas idéias estão sendo tiradas do papel. Muitas ainda não sobrevivem após alguns anos. Porque existe um número crescente de abertura de negócios e, também, uma taxa alta de fechamento de negócios? Eis nossa segunda questão. Creio que esta tem a reposta nas duas análises acima. Ou seja, muitos vão na onda do empreendedorismo, mas sequer estão preparados para isso, tanto psicologicamente quanto tecnicamente. 

Raros são os empreendedores que persistem, buscam alternativas de superar os obstáculos (que de início não são poucos) ou criam oportunidades de negócios para suas idéias. Esta ausência comportamental pode ser somada a ausência de preparo profissional. Raros, também, procuram entender quais são os meandros de uma boa gestão empresarial. Um negócio, seja qual for, requer planejamento, controle e medição em várias de suas áreas, como financeira, mercadológica, pessoal e de processos internos. Utilizando-se de uma metáfora (como o nosso Presidente faz),  não estar preparado tecnicamente para empreender é a mesma coisa de achar que, só por ter uma carteira de motorista, iremos pilotar um carro de fórmula 1 com maestria e perícia.

Em contrapartida uma pessoa se torna empreendedora não por ser um gênio ou uma pessoa iluminada em todos os sentidos. Ser empreendedor é um estado de espírito associada a uma boa formação. É passar meses, anos trabalhando e suando a camisa. É se comprometer para realização de ações em busca de seus sonhos ou objetivos. É ser inteligente para aprender que erros fazem parte da caminhada e são processos de aprendizagem. É ser sábio, portanto, de reconhecer que a vida (de um modo geral) está em constante mutação e que a melhor alternativa para ser um empreendedor feliz e realizado não é fugir de obstáculos e sim enfrentar cada um.

Por tudo isso, estou mais que convencido que não sou uma pessoa especial. Apenas resolvi em certa época de minha vida, querer mais que outros. Acreditar mais que outros. E realizar mais que outros. Só assim me tornei, de fato, um empreendedor. De início tive que valorizar mais meu ser do que meu saber.  Com o tempo meu saber foi aprimorado e lapidado. Hoje não sei se sou um empreendedor de sucesso aos olhos do mercado. Porém, a cada dia atinjo etapas de meus objetivos que foram traçados há  5 ou 7 anos. Para mim, este poder de realização pode ser traduzido como sucesso. Meu próximo passo é ter a sabedoria de replicar estas conquistas a um número maior de pessoas. Gosto de novos desafios e de pessoas abertas ao novo. Por fim, façam uma reflexão sobre esta última questão: Você se considera capaz de atingir seus objetivos? Para aqueles que ainda têm dúvidas vale aqui uma dica. Sempre quando acordo de manhã falo a mim mesmo: Eu quero, eu posso e eu consigo. E não é que funciona!

Nos próximos artigos irei levantar algumas questões referentes ao processo empreendedor através de análises mais aprofundadas. No mais, sejam bem-vindos a minha coluna e boa sorte a todos!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

10 sinais de que é hora de trocar de emprego


Insatisfeito com seu trabalho, mas ainda na dúvida se é o momento certo para mudar de ares? A revista Forbes coletou com especialistas em políticas corporativas e recursos humanos quais são os sinais mais frequentes e inegáveis de que é hora de partir:

Seu emprego está afetando sua  saúde – Se você passa seus finais de semana lamentando ter de voltar ao trabalho na segunda ou detesta o momento em que abre seus olhos ao acordar pela manhã, há claramente um problema. Um emprego ruim pode inclusive afetar sua saúde. Preste atenção se você anda ficando doente com freqüência e se tem dores crônicas nas costas ou de cabeça.

Queda de produtividade – Se estresse demais é uma coisa ruim, estresse de menos também é um mau sinal. Quando seu trabalho se torna enfadonho, é provavelmente um sinal de que você já está um nível acima do exigido por suas funções. Por outro lado, se o seu tédio vem da falta de trabalho a fazer, você pode estar em apuros. Sua empresa pode estar tentando te mandar uma mensagem.

Você parou de desenvolver novas habilidades – Pesquisas apontam que a falta de oportunidades para avançar na carreira é a principal razão que leva os profissionais a procurarem outro emprego. Se você percebeu que não está mais desenvolvendo novas habilidades e não está participando de projetos que te ajudem a crescer, talvez seja hora de procurar outra função. Ficar estagnado em uma posição pode te prejudicar na hora de conquistar novas  oportunidades.Você foi preterido, mais uma vez, no momento de uma promoção – Talvez seja o momento de mudar de ares se você foi deixado de lado numa promoção sem qualquer explicação. Se, ao contrário, a empresa te der um feedback claro, é um indicativo de que eles acreditam em você. Porém, caso isso tenha ocorrido inúmeras vezes, é o momento de sair.

Você e seu borderô foram remanejados – Mudanças organizacionais são inevitáveis, mas quando as alterações ocorrem sem te incluir, é hora de seguir em frente. Se você e sua equipe receberam outras funções,  foi dado o sinal vermelho. Sua divisão não é prioridade para a empresa.

Suas conquistas não são reconhecidas – Se a companhia está tendo um bom desempenho, mas você não está recebendo o reconhecimento que merece, financeiramente e de outras formas, é hora de fazer uma reavaliação. São maus sinais, por exemplo, não receber elogios por um bom trabalho, ser preterido para uma promoção e ter um pedido de aumento por mérito negado.

Sem aumento à vista – Um sinal claro de que chegou a hora de partir é quando sua contribuição supera suas compensações. Se a economia e os negócios estão bem, mas os aumentos não ocorrem, você não está sendo devidamente valorizado.

Você não consegue nem fingir interesse pelo trabalho – Se seu emprego não te desafia mais ou se você mal consegue fingir interesse nele, é hora de mudar.

A companhia está mal – Ainda que você goste de seu emprego, é bom ficar atento a sinais negativos que possam indicar que sua companhia não está indo bem. Atrasos nas contratações e rumores de demissões são indícios de que é prudente começar a olhar o mercado.

Os valores da empresa não estão mais alinhados aos seus – Caso a cultura corporativa de sua empresa comece a entrar em conflito com a sua ética e os seus valores, é melhor procurar uma outra função, na qual você se sinta melhor e que  signifique mais para você.

Por Elisa Campos

Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/10-sinais-de-que

quarta-feira, 15 de maio de 2013

SEJA UM LÍDER HOJE MESMO


EM VEZ DE ESPERAR POR UMA PROMOÇÃO, ADOTE UM COMPORTAMENTO DE LIDERANÇA, SEJA QUAL FOR SEU CARGO. SUBIR NA CARREIRA PODE SER SÓ UMA CONSEQUÊNCIA.

Se você tem vontade de assumir um cargo de liderança, pode começar já a ensaiar. Independentemente do nível hierárquico de seu cargo atual, assumir comportamentos de liderança em suas atitudes, na comunicação e até nos seus pensamentos pode ajudar a alcançar o papel que aspira. "O seu potencial de gestor começa a aparecer aos olhos dos outros", afirma Amy Gallo, editora contribuinte da Harvard Business Review, em um artigo sobre o tema. 

Para reforçar sua tese, ela se ancorou em argumentor de especialistas, como Muriel Maignan Wilkins, co-autora de Own the Room: Discover Your Signature Voice to Master Your Leadership Presence. Segundo ela, nunca é cedo demais para começar a preparer uma transição, mesmo que leve muito tempo para isso se efetivar. 

A seguir, alguns passos para que você comece a percorrer o seu caminho de onde está.

Dê conta de suas responsabilidades
Sejam quais forem suas ambições, não as deixe distraí-lo do que tem para fazer agora. Foque no presente tanto quanto – ou até mais – do que no futuro. “Você sempre precisa cuidar de suas tarefas do dia a dia a ponto de ninguém – pares, chefes diretos ou outras pessoas acima de você – questionarem sua performance”, diz Amy Jen S, parceira de Muriel no livro.

Colabore com o sucesso do seu chefe
Você deve se dedicar às atividades que ajudarão também seu chefe a atingir os objetivos dele, segundo Muriel. “Mostre que você está disposto a pegar o bastão dos projetos importantes”. Disponha-se a dizer mais “sim” do que “não”, sempre que ele solicitar sua ajuda para resolver ago. Descubra o que tira o sono de seu gestor e proponha soluções. Abrace oportunidades de desempenhar a liderança, não importa o quão pequenas possam parecer.

Candidate-se para novas iniciativas, especialmente as que poderão repercutir entre pessoas que não trabalham diretamente com você. "Isso vai dar um gostinho aos outors de como você se sairia em um papel mais sênior”, afirma Muriel. Pode ser uma oportunidade tão simples quanto mediar um encontro, oferecer ajuda para organizar eventos ou colaborar para dissolução de um conflito entre colegas. Também pode ser uma oportunidade fora do trabalho, como fazer parte do conselho de uma ONG, por exemplo. “Essas atividades sinalizam seu potencial de liderança”, diz ela.

Identifique e aproveite as brechas
Outra forma de provar seu potencial é identificar problemas com os quais outras pessoas da empresa não estão lidando ou nem mesmo se deram conta de que existem. Por exemplo, você pode descobrir uma necessidade de um cliente que não está sendo suprida pela atual linha de produtos da organização. Então, poderá propor algo novo. Ou você pode fazer uma análise de quanto uma mudança economizaria no caixa da empresa. Quando assume uma responsabilidade que na qual ninguém mais está trabalhando, você tende a se sobressair.

Não passe do ponto
Há uma linha tênue entre ser ambicioso e ser inadequado. “Não tente exercer autoridade quando você não a tem”, afirma Muriel. Foque no objetivo comum de sua equipe, em vez de colocar seus interesses em primeiro lugar. Amy recomenda que você saiba se colocar no seu lugar, ao mesmo tempo em que demonstra autoconfiança em seguir para o próximo nível.

Seja cauteloso ao demonstrar suas ambições.
É uma boa expor suas intenções de crescer na empresa aos seus chefes, se tiver uma relação confiável e sólida com eles. Mas faça isso deixando claro o que é o melhor para a empresa, e não só para sua carreira. Para Amy, você deve fazer uma breve retrospectiva sobre último ano de trabalho e depois perguntar algo como: “Se olharmos adiante, como você acredita que posso contribuir com a empresa?”

Agora, se você tem um chefe que pode se sentir ameaçado por suas aspirações, é melhor manter suas ambições silenciosas - e deixar claro seu potencial com atitudes.

Encontre modelos para se espelhar
Procure pessoas que estejam ocupando os cargos que você almeja e estude o que eles fazem – como agem, se comunicam, se vestem. "Escolha alguém um nível acima que se pareça com você, e encontre uma maneira de trabalhar próximo a ele”, diz Muriel. Identifique comportamentos que você pode tomar como exemplo, desde que realmente estejam em acordo com seus princípios. “Porque você não quer fazer de conta”, afirma. 

Invista nas relações
Não importa quem você conhece, mas quem conhece você, diz um ditado popular. Quando você é avaliado para uma promoção, é improvável que seu chefe analise seu potencial isoladamente. A tendência é que ele pergunte a outros sobre suas habilidades, o que significa que você precisa ter aliados espalhados pela organização – pessoas atentas ao que você está fazendo.

Se cruzar com alguém mais experiente pelos corredores, esteja pronto para responder a pergunta: "E então, o que está fazendo?”, diz Muriel. "Considere todas as situações como oportunidades de demonstrar o valor que você agrega à organização e o que seu conhecimento gera para o negócio”.