quinta-feira, 13 de abril de 2017

Fábula: O Rato e a Ratoeira - Esopo

Numa planície da Ática, perto de Atenas, morava um fazendeiro com sua mulher; ele tinha vários tipos de cultivares, assim como: oliva, grão de bico, lentilha, vinha, cevada e trigo. Ele armazenava tudo num paiol dentro de casa, quando notou que seus cereais e leguminosas, estavam sendo devoradas pelo rato. O velho fazendeiro foi a Atenas vender partes de suas cultivares e aproveitou para comprar uma ratoeira. Quando chegou em casa, adivinha quem estava espreitando?

Um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. 

Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. 

Correu para a esplanada da fazenda advertindo a todos: 

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa !!

A galinha disse: 

- Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse: 

- Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira !

- Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranqüilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações.

O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: 

- O que ? Uma ratoeira ? Por acaso estou em perigo? Acho que não !

Então o rato voltou para casa abatido, para encarar a ratoeira. Naquela noite ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. 

A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pego. 

No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro chamou imediatamente o médico, que avaliou a situação da esposa e disse: sua mulher está com muita febre e corre perigo.

Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal. 

Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. 

A mulher não melhorou e acabou morrendo. 

Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

Moral:

“Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. 

O problema de um é problema de todos.”



sexta-feira, 31 de março de 2017

As regras para ser humano

1. Você receberá um corpo.
Você pode gostar dele ou odiá-lo, mas ele será seu enquanto durar seu tempo por aqui.

2. Você fará um aprendizado.
Você está inscrito por tempo integral numa escola informal chamada Vida. A cada dia nesta escola você terá a oportunidade de aprender lições. Você pode gostar das lições ou achá-las estúpidas ou irrelevantes.

3. Não existem erros, apenas lições.
Crescer é um processo de tentativa e erro: experimentação. Os experimentos "fracassados" são parte do processo, tanto quanto o experimento que efetivamente "funciona".

4. Uma lição será repetida até que seja aprendida.
Uma lição lhe será apresentada de formas variadas, até que você a tenha aprendido. Quando a tiver aprendido, você poderá passar à lição seguinte.

5. O aprendizado nunca termina.
Não há parte da vida que não contenha suas lições. Enquanto você estiver vivo, haverá lições a serem aprendidas.

6. "Lá" não é melhor do que "aqui".
Quando o seu "lá" tiver se tornado um "aqui", você simplesmente obterá um outro "lá", que novamente parecerá melhor do que "aqui".

7. Os outros são meramente seus espelhos.
Você não pode amar ou odiar algo em outra pessoa, a menos que isso reflita algo que ama ou odeia em si mesmo.

8. O que você faz da sua vida é escolha sua.
Você possui todas as ferramentas e recursos de que precisa. O que fará com eles depende de você. A escolha é sua.

9. Suas respostas estão dentro de você.
As respostas às questões da Vida estão dentro de você. Tudo que você precisa fazer é ver, ouvir e confiar.

10. Você se esquecerá de tudo isso.

11. Você poderá se lembrar quando quiser.


Anônimo
Do livro:Canja de galinha para a alma - livro esgotado
Jack Canfield e Mark Victor Hansen - Ediouro






quinta-feira, 30 de março de 2017

Diversidade: a essência das equipes de sucesso

Algumas questões me mobilizam a explorar o potencial das equipes em diversos níveis hierárquicos em organizações com culturas ímpares e de diversidade.

O que possui uma equipe de alto desempenho?

O que faz uma equipe possuir estratégias eficazes e outras não?

O que faz uma equipe criar, inovar e alcançar resultados surpreendentes e outras não?

A primeira resposta surge com a palavra diversidade, oriunda do latim, diversitate, que significa variedade, diferença, dissemelhança, oposição e contradição. Peter Drucker, o guru da Administração dizia: “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Nas organizações contemporâneas, diversidade pode ser considerada matéria-prima essencial para as equipes multidisciplinares e multifuncionais de alto desempenho criarem um futuro brilhante.

Uma equipe se forma quando dois ou mais indivíduos interdependentes e em interação se juntam visando à obtenção de um determinado objetivo. Há décadas Henry Ford dizia: “Se duas pessoas pensam sempre exatamente iguais num time, uma delas é desnecessária”.

Portanto, as Equipes Rumo ao Topo são formadas por indivíduos com conhecimentos, perfis comportamentais e expectativas das mais variadas e, principalmente, possuem um Líder Aprendiz.

O Líder Aprendiz é aquele que prioriza o aprendizado individual e o desenvolvimento contínuo da equipe para o alcance das metas estratégicas. Para isso, é imprescindível que ele tenha flexibilidade para atuar com a liderança situacional, ou seja, atuar com o estilo necessário de acordo com o momento da equipe e do estágio de desenvolvimento de cada membro.

O Líder Aprendiz pode ter muitos estilos, alguns deles são:

·         Diretivo – que dá a direção dizendo o que fazer.
·         Treinador – que desenvolve as pessoas para o futuro.
·         Mobilizador – que mobiliza pessoas em direção à visão.
·         Afiliativo – que cria harmonia para curar rixas de times e motiva em momentos de estresse.
·         Democrático – que cria colaboração para conseguir consenso.
·         Apoiador – que serve como apoio e estímulo.
·         Gerente – que gerencia operações, planos, atividades e soluciona problemas.

Enfim, a sacada para o líder alcançar os resultados com a diversidade é atuar com variedade e resiliência.

Uma equipe representa o todo, o total dos membros. Para se chegar ao objetivo da equipe como um todo existe a necessidade de enxergar as partes, ou seja, cada membro o seu papel.

Uma característica fundamental do Líder Aprendiz é saber fazer perguntas poderosas para aprender a lidar com o funcionamento complexo da equipe e das partes, ou seja, estimular os membros a lidar com a diversidade, utilizando a intuição, a criatividade, o conhecimento e o talento individual para o desenvolvimento como equipe.

Quero sugerir 10 perguntas que despertam a responsabilidade e que podem ser utilizadas pelo líder e compartilhadas com os membros da equipe:

1. Quais Os Resultados Esperados?
É imprescindível definir de forma específica as metas a serem alcançadas como equipe e individuais. Esta pergunta pode ser utilizada no início de um projeto, ou até mesmo, na delegação de uma tarefa.

2. Quais As Ações?
As Equipes Rumo ao Topo mantêm o foco no plano de ação e no monitoramento sistemático para o alcance dos resultados. Esta pergunta é utilizada para mobilizar os membros da equipe a fazerem as coisas acontecerem utilizando a diversidade existente na equipe. O segredo para aprender a lidar com a diversidade está no agir.

3. Qual o Próximo Passo?
É muito comum nas reuniões e nos bate-papos informais surgirem ótimas ideias e soluções, porém, se não colocadas em prática não passarão de idealizações. Os líderes de alto desempenho utilizam constantemente esta pergunta para mobilizar a equipe a entrar em ação imediatamente com o foco em resultados. Esta é uma forma de fazer a equipe manter os pés no chão.

4. O Que Vai Gerar Mais Impacto Positivo?
Os membros de uma equipe tendem a tomar as decisões com base nas opiniões e ganho pessoal devido à diversidade de talentos, experiências e crenças. Porém, os membros de uma Equipe Rumo ao Topo tomam as decisões com base no que vai gerar mais impacto positivo para a equipe alcançar os resultados esperados. Esta pergunta quando utilizada em meio a diversidade, contribui para a tomada de decisões rápidas e eficazes.

5. Esta Ação Vai Nos Levar Mais Perto ou Mais Longe da Meta?
O líder tem papel fundamental no engajamento da equipe para o alcance dos resultados. Ao invés do líder dizer aos membros da equipe se o que estão fazendo é certo ou errado, ele pode utilizar esta pergunta, que traz a equipe para o foco e estimula a responsabilidade individual pelos resultados. Em momentos de feedback, esta pergunta pode ser bem interessante.

6. O Que Impede?
São comuns alguns membros da equipe dizerem: “É complicado, é difícil, não dá para fazer, a empresa isso, a empresa aquilo…”. Neste momento, o líder pode utilizar esta pergunta para gerar reflexão, ouvir do indivíduo a verdadeira dificuldade e se livrar das desculpas sem fundamento.

7. Esta é Uma Oportunidade de Desenvolver O Quê?
Esta pergunta é utilizada quando o membro da equipe trás uma dificuldade, algum problema ou, até mesmo, desculpas. O objetivo desta pergunta é gerar desenvolvimento e utilizar a diversidade como oportunidade de crescimento.

8. O Que Podemos Aprender Com Isso?
Na teoria lidar com a diversidade pode parecer simples, mas na prática é outro papo. No entanto, quando os membros da equipe utilizam esta pergunta, acontece o fenômeno chamado aprendizado. A melhor forma de uma equipe lidar com a diversidade é aprender constantemente com ela, afinal de contas, não existe nenhuma forma de controlá-la e sim aprender com ela.

9. Qual a Solução?
Nas Equipes Rumo ao Topo o problema só serve como oportunidade de descobrir uma solução. O líder tem papel fundamental no condicionamento da equipe para a solução de problemas e criação de possibilidades. Ao invés do líder dar as soluções, esta pergunta pode ser utilizada para que a equipe traga a solução ao invés das dificuldades. Em momentos de discussão e lavagem de roupa suja esta pergunta pode ser uma grande saída para trazer a equipe ao foco e entrar em ação novamente.

10. Quais os Prós e Contras?
Equipes dependentes do chefe são aquelas que têm incapacidade de avaliar os prós e contras para tomar uma decisão. Esta pergunta pode ser feita sempre que uma dúvida aparece. Ao invés do líder tomar as decisões pela equipe, é fundamental criar uma equipe interdependente através desta pergunta. Com o tempo os membros da equipe tendem a ser mais pró ativos.

O Líder Aprendiz das Equipes Rumo ao Topo, utiliza a inteligência e a memória da equipe para lidar com a diversidade. Como a sua equipe lida com a diversidade hoje? Você fornece mais respostas ou faz mais perguntas a sua equipe? A situação da sua equipe hoje é uma oportunidade de você desenvolver o que? Qual o próximo passo?

Por Carlos Cruz



quarta-feira, 29 de março de 2017

Sonhe!

Um dia uma criança chegou diante de um pensador e perguntou-lhe:

"Que tamanho tem o universo?"

Acariciando a cabeça da criança, ele olhou para o infinito e respondeu: "O universo tem o tamanho do seu mundo". 

Perturbada, ela novamente indagou: "Que tamanho tem meu mundo?".

O pensador respondeu: "Tem o tamanho dos seus sonhos".

Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.

Os sonhos regam a existência com sentido.

Se seus sonhos são frágeis, sua comida não terá sabor, suas primaveras não terão flores, suas manhãs não terão orvalho, sua emoção não terá romances.

A presença dos sonhos transforma os miseráveis em reis, faz dos idosos, jovens, e a ausência deles transforma milionários em mendigos faz dos jovens idosos. 

Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

Sonhe!



terça-feira, 28 de março de 2017

A Porta do Lado…

Em entrevista dada pelo médico Dráuzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada.

E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente…

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping).
Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles?
Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que “audácia” contrariá-los!
São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato.
Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho.
Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato.

Eu ando deixando de graça…
Pra ser sincero, vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.
Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.
Então eu uso a “porta do lado
e vou tratar do que é importante de fato.
“Eis a chave do mistério,…
a FÓRMULA DA FELICIDADE…
o ELIXIR DO BOM-HUMOR,
a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.”

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor,
não estrague seu dia...
USE A PORTA DO LADO…
e mantenha a sua harmonia.

Lembre-se, o humor é contagiante – para o bem e para o mal – portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A “Porta do lado” pode ser uma boa entrada ou uma boa saída…
Experimente!

Dráuzio Varella



segunda-feira, 27 de março de 2017

As 20 perguntas mais feitas em uma entrevista de emprego

Existem muitas perguntas feitas nas entrevistas de emprego que parecem um tanto quanto clichês.
Não importa qual ramo você trabalha, a vaga disponível ou até o perfil da empresa, o selecionador, de uma forma ou de outra, vai recorrer a alguns pontos chave para conhecer você de uma maneira melhor e avaliar se os seus valores estão alinhados com os da organização.
Apesar das perguntas serem muito parecidas nos processos seletivos, ainda não existe uma resposta formada para elas. Portanto, seja o mais honesto possível, assim terá mais chances de encontrar no mercado de trabalho uma vaga que pareça com você e que encaixe com o seu perfil.
Claro que algumas recomendações são de extrema importância e podem ajudá-lo na hora que estiver frente a frente com o selecionador, e é sempre nessa hora que o nervosismo e a ansiedade aparecerem.
Abaixo, estão as 20 perguntas mais frequentes em uma entrevista de emprego:
1. Fale sobre você
Não existe uma regra que determine o que você deve falar. Vária muito de entrevistador para entrevistador, cada um tem uma expectativa. No geral, o entrevistador procura saber primeiramente a formação acadêmica do candidato, qual o seu hobby, suas expectativas em relação ao trabalho, seus sonhos etc. A dica é direcione o discurso para o âmbito profissional.
2. Quais são seus objetivos em curto prazo?
O candidato tem que procurar pensar qual é o seu objetivo antes de ir para a entrevista. Dessa forma, ele irá saber se a oportunidade de emprego é ou não interessante para ele. É fundamental que o candidato “entreviste” também a empresa e observe se a proposta é importante para sua carreira.
Com tudo isso em mente, basta apenas ser honesto.
3. Quais são seus objetivos em longo prazo?
É preciso sempre ter muita clareza, em uma relação que envolve duas pessoas, é essencial que você deixe claro quais são os seus objetivos na vida profissional.
O erro da grande parte dos candidatos é aceitar uma proposta sem saber o que é importante na sua carreira profissional.
4. Como você lida com as pressões do trabalho?
O candidato deve procurar dar exemplos que foram vivenciados por ele. Isso dará certa consistência à resposta e também segurança para o entrevistador, ele enxergará que o profissional tem potencial para ocupar determina posição.
5. Por que devemos contratá-lo?
Muitos candidatos dizem que tem interesse em crescer profissionalmente, aprender e de contribuir com a empresa, mas isso não são respostas satisfatórias.
O candidato deve mostrar como ele pode colaborar com o desenvolvimento da organização.
6. Como você poderá contribuir para o desenvolvimento e crescimento da empresa?
Antes de ser questionado pelo entrevistador, o candidato deve fazer essa pergunta a si mesmo. Quais são as expectativas da empresa com relação ao profissional que irá ocupar a vaga que está disponível? Caso isso não esteja claro, o candidato deverá questionar o selecionador antes que a pergunta seja feita por ele.
7. Quais foram suas maiores realizações profissionais?
Mencione exemplos. Procure falar sobre as realizações que foram relevantes em sua vida profissional e que estejam envolvidas com as expectativas ou aos negócios da empresa.
8. Quais são seus pontos fortes?
O candidato deverá listar suas principais característica e optar pelo o que considera ser um talento.
Pergunte-se: o que os seus colegas de trabalho diriam positivamente de você? Pense em sua rotina profissional e escolha as qualidades que mais o definam no trabalho. Fuja dos clichês.
9. Quais são os seus pontos a desenvolver?
Cite um exemplo e foque no que você está fazendo para superar a dificuldade. Não dê ênfase ao seu ponto fraco.
10. Qual é o seu maior sonho?
Para responder a essa pergunta o candidato deve saber exatamente o que quer. Quanto mais autêntico ele for, maior será a probabilidade de encontrar uma empresa alinhada ao seu perfil.
11. Por qual motivo você saiu da empresa anterior?
Diga que está em busca de crescimento profissional e melhores oportunidades de carreira.
12. Por que ficou pouco tempo nos empregos anteriores?
Justifique afirmando que busca acima de tudo uma empresa que investe nos funcionários, valoriza o seu trabalho e dá oportunidades de crescimento.
13. Por que está há tanto tempo no emprego atual?
Você pode dizer que a empresa atual possui valores compatíveis com os seus e o valoriza enquanto funcionário. Explique que no momento quer alcançar outros objetivos e ganhar experiência em empresas diferentes.
14. Você já recebeu críticas sobre o seu trabalho? Como reagiu?
Críticas são sempre bem-vindas, pois ajuda o profissional a perceber os erros para não cometê-los novamente. Você pode responder que o feedback é essencial para o crescimento profissional.
15. O que você considera importante em uma empresa?
Responda com palavras que estejam ligadas aos seus valores pessoais. Exemplos: organização, seriedade, valores profissionais e sociais, conforto para trabalhar e um quadro de funcionários estável.
16. Como você se comporta no trabalho?
Diga o que as empresas gostam de ouvir, desde que seja verdade, é claro. Exemplo: sou pontual, dedicado, comprometido, responsável, criativo, dinâmico, eficaz, flexível e sei trabalhar em equipe.
17. Com que tipo de pessoa você prefere trabalhar?
Pense em características pessoais valorizadas pelas empresas. Você pode dizer que gosta de trabalhar com pessoas comprometidas, responsáveis e que tenham espírito de equipe.
18. Com que tipo de pessoa você encontra dificuldade em trabalhar?
Pense em características que firam o clima da organização e acabam influenciando negativamente o rendimento no trabalho. Exemplo: pessoas arrogantes, impacientes e sem espírito de equipe.
19. Por que você escolheu essa carreira?
Diga que você se identifica com a área, dedica-se a ela e sente prazer no que faz.
20. Como você se comporta quando algo não sai como planejou?
Nessas horas, o importante é manter a calma e tentar reverter a situação de outra maneira para atingir o objetivo. Se você age dessa forma esta é uma resposta convincente.
Ajudou? Não se esqueça que é importante ser sincero e autêntico ou você corre o risco de se tornar um profissional frustrado se contratado.



sexta-feira, 24 de março de 2017

Fazer o que gosta

Você já experimentou degustar alguma guloseima preparada por quem realmente gosta de cozinhar? É muito diferente da comida preparada por alguém que, mesmo trabalhando como cozinheiro, aceita esse trabalho como uma única opção para sobrevivência, sem realmente gostar do que faz.
O mais incrível é que, mesmo se ambos utilizarem ingredientes iguais e seguirem o mesmo modo de preparo, é sensível a diferença no sabor e na apresentação do prato. Isso se dá por existir um pequeno diferencial entre os dois casos: Fazer o que gosta.
Se você trabalha naquilo que gosta, é certo que os resultados serão melhores.
É como colocar alguém que tem grandes habilidades de comunicação e relacionamento para trabalhar no setor fiscal de uma empresa, controlando documentos, sem nenhum contato com outras pessoas. Imagine como se sairia o físico nuclear que, habituado à trabalhar horas à fio sozinho em seu laboratório, se vê na profissão de vendedor, relações públicas ou apresentador de programas de auditório.
Concordo que todos nós somos capazes de adaptar-se à nova realidade e aprender as técnicas necessárias à boa atuação profissional, porém, nada supera a performance cheia de entusiasmo e motivação típica de alguém que trabalha exatamente naquilo que gosta de fazer.
Alguns anos atrás, o Institute of Management da Universidade de Manchester (EUA) fez uma pesquisa com 5 mil gerentes para o estudo “Qualidade de Vida no Trabalho”. Entre as revelações estavam:
71% disseram que o trabalho estava fazendo mal a sua saúde;
79% disseram que o trabalho estava prejudicando o relacionamento com o cônjuge;
68% disseram que com o passar do tempo reduziram sua produtividade.
A grande causa apontada era essa: Não estavam satisfeitos com o que fazem.
Na cultura economicista em que vivemos, é comum acreditar que trabalho não combina com diversão. Trabalho lembra muito esforço e sacrifício e pouca terapia. É como se prazer fosse uma distorção do trabalho e não coubesse no mesmo local e horário. Vale lembrar que divertir-se com o que faz não significa falta de seriedade no trabalho. Significa uma nova maneira de encarar o dia a dia nas empresas, com mais equilíbrio, saúde e criatividade.
Busque fazer o que gosta, invista em si mesmo e evite atuar em algo somente porque está na moda ou porque dá mais dinheiro.
Mas atualmente está difícil fazer o que gosta? Então tente gostar do que faz. Tenha mais descontração e bom humor, busque um bom entendimento de sua missão e procure pontos positivos, em vez de focar somente o que está mal. E o principal: não desista de seus objetivos. Sempre é hora de começar um novo curso, reavivar um antigo projeto e retomar as rédeas de sua carreira. Isso independe do tempo disponível ou idade. É questão de vontade.

Marcelo de Elias