terça-feira, 26 de maio de 2015

A Casa de Cada Um

Por Walcyr Carrasco

Nesta época, gosto de tratar da vida.
Dou a roupa que não uso mais. Livros que não pretendo reler. Envio caixas para bibliotecas. Ou abandono um volume em um shopping ou café, com uma mensagem: “Leia e passe para frente!”.

Tento avaliar meus atos através de uma perspectiva maior.

Penso na história dos Três Porquinhos. Cada um construiu sua casa. Duas, o Lobo derrubou facilmente. Mas a terceira resistiu porque era sólida. Em minha opinião, contos infantis possuem grande sabedoria, além da história propriamente dita. Gosto desse especialmente.

Imagino que a vida de cada um seja semelhante a uma casa. Frágil ou sólida depende de como é construída. Muita gente se aproxima de mim e diz:

— Eu tenho um sonho, quero torná-lo realidade!

Estremeço. Frequentemente, o sonho é bonito, tanto como uma casa bem pintada. Mas sem alicerces. As paredes racham, a casa cai repentinamente, e a pessoa fica só com entulho. Lamenta-se. Na minha área profissional, isso é muito comum. Diariamente sou procurado por alguém que sonha em ser ator ou atriz sem nunca ter estudado ou feito teatro. Como é possível jogar todas as fichas em uma profissão que nem se conhece?

Há quem largue tudo por uma paixão. Um amigo abandonou mulher e filho recém-nascido. A nova paixão durou até a noite na qual, no apartamento do 10º andar, a moça afirmou que podia voar.

— Deixa de brincadeira, ele respondeu.

— Eu sei voar, sim! Rebateu ela.

Abriu os braços, pronta para saltar da janela. Ele a segurou. Gritou por socorro. Quase despencaram. Foi viver sozinho com um gato, lembrando-se dos bons tempos da vida doméstica, do filho, da harmonia perdida!

Algumas pessoas se preocupam só com os alicerces. Dedicam-se à vida material. Quando venta, não têm paredes para se proteger.

Outras não colocam portas. Qualquer um entra na vida delas. Tenho um amigo que não sabe dizer não (a palavra não é tão mágica quanto uma porta blindada). Empresta seu dinheiro e nunca recebe. Namora mulheres problemáticas. Vive cercado de pessoas que sugam suas energias como autênticos vampiros emocionais. Outro dia lhe perguntei:

— Por que deixa tanta gente ruim se aproximar de você?

Garante que no próximo ano será diferente.

Nada mudará enquanto não consertar a casa de sua vida. São comuns as pessoas que não pensam no telhado. Vivem como se os dias de tempestade jamais chegassem. Quando chove, a casa delas se alaga.

Ao contrário das que só cuidam dos alicerces, não se preocupam com o dia de amanhã.

Certa vez uma amiga conseguiu vender um terreno valioso recebido em herança. Comentei:

— Agora você pode comprar um apartamento para morar.

Preferiu alugar uma mansão. Mobiliou. Durante meses morou como uma rainha. Quase um ano depois, já não tinha dinheiro para botar um bife na mesa!

Aproveito as festas de fim de ano para examinar a casa que construí: alguma parede rachou porque tomei uma atitude contra meus princípios? Deixei alguma telha quebrada? Há um assunto pendente me incomodando como uma goteira? Minha porta tem uma chave para ser bem fechada quando preciso, mas também para ser aberta quando vierem as pessoas que amo?

É um bom momento para decidir o que consertar. Para mudar alguma coisa e tornar a casa mais agradável. Sou envolvido por um sentimento muito especial.

Ao longo dos anos, cada pessoa constrói sua casa. O bom é que sempre se pode reformar, arrumar, decorar! E na eterna oportunidade de recomeçar reside a grande beleza de ser o arquiteto da própria vida!


Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/a-casa-de-cada-um

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Janela de avião

O mundo está apressado. Nós estamos apressados.

Tão apressados que sequer temos tempo de perceber que já não temos mais tempo para nós mesmos.

Estamos apenas correndo e, muitas vezes, sem sabermos bem para onde estamos indo ou aonde queremos chegar.

E para refletir sobre o tema, compartilho nesse post um texto muito legal que recebi. Infelizmente não sei o autor para dar o justo e merecido crédito, mas deixo o meu sincero reconhecimento por esse belo trabalho que segue adiante.

“Eu era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme…

Eu queria, de qualquer jeito, sentar-me junto à janela e acompanhar o voo desde o primeiro momento.

Queria sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.

Ao olhar pela janela, via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia.

Cresci, terminei a faculdade e comecei a trabalhar.

No meu trabalho, desde o início, voar sempre foi uma necessidade constante.

As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.

No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal…

O tempo foi passando, a correria aumentando, e eu já não fazia mais questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.

Perdi o encanto.

Pensava apenas em chegar e sair. Acomodar-me rápido e sair rápido.

As poltronas do corredor agora eram uma exigência. Mais fáceis para sair, sem ter que esperar ninguém.

E eu sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.

Mas, por um desses maravilhosos ‘acasos’ do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível.

O avião estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona.

Sem pensar, concordei de imediato. Peguei meu bilhete e fui para o embarque.

Embarquei no avião e me acomodei na poltrona indicada: a janela.

Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.

E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara.

Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga.

Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.

Era de um azul tão lindo. Como eu jamais tinha visto.

E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.

Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que eu desprezava aquela vista.

E pensei comigo mesmo se em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela.

Será que eu tinha deixado de olhar pela janela da minha família, das minhas amizades, do meu trabalho e do meu convívio pessoal?

Concluí que, aos poucos e sem perceber, deixamos de olhar pela janela de nossas vidas.

Percebi que a vida também é uma viagem e, se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor.

As paisagens são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que realmente nos mantém vivos.

Por isso, decidi não mais andar pelos corredores.

Quero estar sempre bem próximo da janela para não perder nenhum detalhe”.

Um carinhoso abraço.


Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/janela-de-aviao

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Você sabe dizer não?

“Limites: Equilíbrio entre Liberdade e Autoridade” (Paulo Freire)

Você é uma “pessoa assertiva”?

Você costuma dizer sim e não de acordo com aquilo que pensa e acredita, doa a quem doer, ou prefere fazer das palavras uma ferramenta para criar boas relações com as outras pessoas?

Você é do tipo de pessoa que fala segundo o seu coração ou prefere falar para tocar o coração dos outros?

Se essas perguntas de alguma forma te incomodaram, é muito provável que você tenha usado a saída mais natural: – responder a tudo com um simples “Às vezes” ou “Depende do momento”.

Essa é uma resposta aceitável e pode realmente ser dita de forma sincera.

Acredito realmente que isso possa ser verdade, mas acredito também que se você pensar um pouco mais na questão vai perceber que existe um padrão que prevalece, afinal assertividade é um comportamento.
É verdade que as pessoas precisam de carinho, de palavras ditas com doçura e que as ajude a se sentirem mais confiantes.Porém, também é verdade que o mundo precisa de pessoas assertivas. De pessoas que sabem dizer sim e que sabem dizer não na hora certa.

Que sabem parabenizar e valorizar os méritos e que sabem também criticar e direcionar os erros.

As nações fortes são construídas por pessoas que realizam. Por aqueles que, com firmeza de propósito, defendem seus pontos de vista e apostam nos próprios sonhos.

É claro que respeitar sentimentos, tomar cuidado para não magoar os outros e agir com sensibilidade são virtudes essenciais na relação humana, principalmente para os líderes.

Porém, se essas qualidades não estiverem acompanhadas de uma postura assertiva não haverá crescimento. Não haverá realização.
É preciso entender e acreditar que ser assertivo não é agir com frieza ou com falta de sentimentos. Ao contrário, ser assertivo é uma postura respeitosa para com os sentimentos do outro.

Respeitar os próprios sentimentos e as próprias opiniões e transmitir isso de forma cortês é também uma forma de mostrar respeito pelas outras pessoas.

Assertividade não é intolerância e não deve jamais ser confundida com postura arrogante.

Estabelecer limites nas relações é um ponto essencial para o amor e para o crescimento. É apenas quebrando as idealizações e permitindo que o outro nos veja como somos de verdade que as relações se tornam maduras e saudáveis.

Porém, é preciso entender que ser assertivo não significa viver se expondo o tempo todo diante dos outros, falando o que quer e o que pensa na hora que bem entende.

A assertividade, temperada com uma dose de inteligência, é uma qualidade essencial dos grandes líderes, afinal a verdade e a prudência são duas virtudes que devem caminhar sempre de mãos dadas.

Ser assertivo é, então, a habilidade de sempre falar o que pensa e expor seus pontos de vista, sabendo que, muitas vezes, o silêncio é a forma mais inteligente de se comunicar.

A assertividade sempre exige bom senso.

É sempre bom lembrar que um não dito com convicção tem muito mais valor do que um sim incerto.

Saber falar não, eis aí um ótimo aprendizado e uma excelente forma de expressar amor.


Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/voce-sabe-dizer-nao

quinta-feira, 21 de maio de 2015

As 15 frases que constroem os relacionamentos corporativos

Nunca foi tão difícil ganhar espaço no chamado “jogo corporativo”. Entre profissionais tão competitivos, pequenas vitórias e boas relações são necessárias para se sobressair. O que muitos não sabem é que o segredo da boa convivência está além do dinheiro e do poder. Muitos trabalhadores querem ser ouvidos, sonham em receber uma chance justa de fazer a diferença. Eles querem se sentir especiais e tudo começa com uma boa comunicação.

Em um artigo publicado na Forbes, Jeff Schmitt afirma que as palavras podem ser ferramentas importantes para ter uma carreira bem-sucedida. Se você conseguir se comunicar bem, dizendo as palavras certas em seu cotidiano de trabalho, com o tempo, o seu caráter e competência podem ser revelados por suas ações. “Neste mundo, são usadas palavras certas nos momentos certos e dessas conversas é possível construir pontes entre pessoas”, disse Schmitt.

Quer aproveitar os anseios mais profundos de seus colegas e superiores? Considere então as 15 frases em suas conversas diárias:

1. “Obrigado”. Cortesia comum? Sim. Mas lembrem-se: Quando foi a última vez que você se esqueceu (ou rejeitou) gratidão? Se dado em público ou privado, um sincero ‘obrigado’ cria boa vontade. Não se esqueça do conselho de sua mãe: “Diga, por favor”. As pessoas são sempre mais felizes quando fazem um favor do que tomar uma ordem.

2. “Eu confio em seu julgamento”. Tradução: “você tem a minha permissão. Eu acredito em você. Agora, vamos fazer acontecer”. Você se sente bem em ouvir isso, não é? Segundo Schmitt, muitas pessoas fariam quase qualquer coisa para agradar alguém que as fazem se sentir assim. Seus funcionários e colegas não são diferentes.

3. “Eu não sei”. Ninguém tem todas as respostas. E isso pode assustar muitos profissionais. Esse é um ponto perfeito para começar um diálogo. Enfrentar o desconhecido – e buscando garantias de respostas. Tudo o que você tem a fazer é, primeiramente, admitir que você não sabe.

4. “Me diga mais”. “Eu sou todo ouvidos”: é o início de uma longa conversa – pois todos gostam de serem ouvidos. “Quando você mostra que está aberto e intrigado com algo, a pessoa vai responder à altura. E quem pode resistir à bajulação?”, indagou o autor do artigo. Por isso, use frases como “O que você acha?” ou “O que você faria?”. Dê um reconhecimento à experiência de alguém.

4. “O que você quis dizer é…”. Você já perguntou a alguém sobre algum assunto que não entendeu? Essa é uma forma de manter as ideias fluindo. Dê uma chance para as pessoas reformularem seus pensamentos ou, se foi aquilo mesmo que elas disseram, não há nada de errado não ter entendido. Além de dar continuidade no papo, terá menos chances de ambiguidade no que foi dito e ouvido.

6. “Estou nessa”. Desta maneira você mostra o quão é companheiro. “Isso pode desarmar qualquer pessoa”, assinala Schmitt. Para um compromisso mais profundo, termine a frase com “Você tem a minha palavra”.

7. “O que mais posso lhe ajudar?”. É preciso ter coragem para fazer tal pergunta. Pessoas rejeitam essa gentileza com medo do ridículo ou da retaliação. Mas esse é um modo de estender a conversa. Também, não tenha medo de pedir ajuda, ocasionalmente. As pessoas gostam de ajudar quem precisa. Quando você é humilde e vulnerável, você se humaniza. Isso te torna um deles. E as pessoas confiam naqueles com quem se identificam.

8. “Me desculpe”. Todos já cometeram grandes erros. O difícil é reconhecer a gravidade e se desculpar com quem foi atingido por ele.

9. “O prazer é meu”. Schmitt lembra um ponto-chave no ambiente de trabalho: “você está aqui para ajudar os outros. Você está aqui porque quer e isso te faz feliz”.

10. “E se…”. Pode ser imaginação, inspiração ou visão. O “por que não?” impulsiona homens e mulheres para sonharem, irem além de seus limites. Coloque todas as opções sobre a mesa, ouça quem está à sua volta. Não julgue-os com base em considerações orçamentais, tempo de trabalho ou questões culturais. “Claro, a maioria das ideias não serão viáveis ou relevantes. Mas você está buscando o que torna a sua organização um pouco mais competitiva e agradável”, diz Schmitt.

11. “Deixe-me bancar o advogado do diabo”. Procura uma maneira sutil de criticar? Torne a conversa em um exercício de retórica e convencimento. Você pode usar essa estratégia para confrontar as ideias alheias e mostrar claramente seus pontos de vista.

12. “Me deixe pensar sobre isso”. Isso pode soar como uma desculpa. E é, às vezes. O fato é que nem sempre temos a autoridade ou conhecimento para tomar decisões. Com esta frase, você ganha tempo para respirar, pensar melhor sobre o assunto. Ele sugere que você é uma pessoa aberta e o pedido merece consideração. Em seguida, defina uma data e hora para fazer a decisão, para que a pessoa saiba que está levando a sério.

13. “Ficou muito bom!”. Às vezes, não é suficiente apenas dizer obrigado. As pessoas gastam bastante tempo e disposição em seus projetos. Elas precisam mais do que o reconhecimento de que uma tarefa ou meta concluída. Elas necessitam saber se o seu trabalho foi especial e tinha significado para alguém.

14. “Você tem razão”. Quer chamar atenção de alguém? Diga-lhe que ele está certo. Depois de derrubar o muro entre vocês, é muito mais fácil estabelecer uma amizade e um bom aliado.

15. “Eu entendo”. Todas as pessoas têm um desejo inato de ter semelhantes, ser ouvido e compreendido. Ajudar alguém nem sempre envolve fazer sugestões ou elogios, mas também estar presente quando precisam de você, prestando atenção ao que ele tem a dizer. Na maioria das vezes, isso é o suficiente para mostrar que você o entende.

Por Info Money


Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/as-15-frases-que-constroem-os-relacionamentos-corporativos

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Mulheres, mães e empreendedoras

Conciliar trabalho e tempo para a família tem sido um dos maiores desafios da mulher moderna. Em busca de mais qualidade de vida e também retorno financeiro, muitas mães têm se reinventado como empreendedoras, no mercado formal e informal no Brasil.

O empreendedorismo feminino ganhou força desde a inserção da mulher no mercado de trabalho porque muitas mulheres encontram na maternidade um estímulo adicional para abrir uma empresa aliando criatividade, dedicação e flexibilidade para participar mais de perto da educação dos filhos.

O desejo
Pesquisa feita pela Global Entrepreneurship Monitor – GEM sobre Empreendedorismo, considerando a população da Região Sul na faixa etária de 18 a 64 anos, aponta que o número de empreendedores na Região Sul é de 6,8 milhões de pessoas, 35,08% da população nesta faixa etária.
Os entrevistados foram perguntados sobre qual seria o sonho em 2014. Ter o seu próprio negócio apareceu em terceiro no ranking, ficando atrás somente do desejo de comprar a casa própria e da vontade de viajar pelo Brasil.
Dado interessante desta pesquisa também é que o sonho de fazer carreira numa empresa e o sonho de casar ou formar uma família estão em sétimo e nono lugar.

A motivação
Nesta mesma pesquisa da GEM foi mitigada a motivação da abertura do negócio dos empreendedores da Região Sul, se foi por oportunidade ou por necessidade e 82,2% responderam que foi por oportunidade, a maior média observada dentre as regiões brasileiras e expressivamente superiores a do Brasil (70,6%), representando maior planejamento do negócio e mais assertividade na escolha da atividade a ser explorada.
Em relação aos ramos de atividade escolhidos pelas empreendedoras, o Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas publicado pelo Sebrae em 2014 constatou maior concentração nos serviços ligados a alimentação, comércio de roupas e calçados, serviços de beleza e comércio de produtos alimentícios.

A localização
Curitiba comparada com outras capitais do Brasil tem uma condição favorável para o empreendedorismo. A Endeavor criou o Índice de Cidades Empreendedoras que mede o potencial de empreendedorismo nas capitais baseado em sete premissas e em 2014, a capital paranaense foi qualificada como a quarta melhor capital para empreender no Brasil, ficando atrás de Florianópolis (SC), São Paulo (SP) e Vitória (ES). Curitiba ficou dentro do ranking das melhores dez posições em todos os quesitos, com destaque para o primeiro lugar em infraestrutura, terceiro lugar para acesso a capital e quinto lugar para ambiente regulatório e inovação.

Como conciliar
Para facilitar a vida das mulheres que pretendem ter o seu negócio sem que haja perda de qualidade da sua vida pessoal e familiar, seguem algumas dicas com base em diversas fontes e na experiência em consultoria:

Apoio da família: antes da futura empreendedora pensar em montar seu negócio é importante o apoio e aprovação da ideia pela família porque todo tipo de mudança gera conflito, medo, angústia e insegurança.

Planejamento: antes de pensar em abrir uma empresa, planeje, faça um plano de negócios definido o que é o negócio, qual o mercado, qual seu diferencial, estrutura de custos, despesas, como será feita a divulgação, dentre outros. Prefira gastar tempo afiando o machado do que cortando lenha.

Mobilidade: invista em celulares com pacote de dados que podem te manter atualizada ou adiantar alguma coisa do trabalho em qualquer lugar como na fila de um banco, na sala de espera de um médico, na escola enquanto espera os filhos, etc.

Delegue funções: a mulher precisa definir prioridades para conseguir fazer todas as atividades, então é necessário delegar algumas funções com o esposo ou outros integrantes da família, como por exemplo, as tarefas domésticas, levar os filhos na escola ou fazer as compras de supermercado.

Disciplina e organização: a empreendedora precisa organizar todas as atividades diárias, semanais e mensais, estabelecendo horário de início e término de cada atividade em uma agenda ou calendário do computador ou celular e cumpri-la.

Local apropriado: toda empresa, mesmo home office, deve possuir um local apropriado para não misturar as coisas da casa com as do trabalho. Separe um cômodo, deixe-o limpo e organizado e isso facilitará a concentração no trabalho e trará maior profissionalismo.

Descanso: não é porque a empreendedora não tem chefe ou um dia de folga determinado que deve esquecer de descansar. Os momentos de lazer são tão importantes para que o negócio dê certo porque corpo e mente andam juntos, e se um adoece o outro também sente.

Cuidado com a culpa: com a maternidade vem a culpa, então é raríssimo encontrar uma mãe que não fique se perguntando se está tomando as decisões certas. O importante é não deixar a culpa interferir nas decisões da empresa que devem ser tomadas sempre com a razão.

Busque apoio profissional e tenha networking: entidades como o SEBRAE e ENDEAVOR e o site da Administradores disponibilizam gratuitamente um grande acervo de materiais para conhecimento e capacitação empreendedora. O Movimento Empreenda, ligado a revista Pequenas Empresas Grandes Negócios tem aplicativo gratuito para celular para construção de Plano de Negócios. Existem também consultorias especializadas e grupos específicos para apoio a mulheres empreendedoras para capacitação, troca de experiências e networking como o Rede Mulher Empreendedora, Maternarum, Mãe Empreendedora, Jogo de Damas.

E se não der certo?
Se você é mulher e mãe e está terminando de ler este artigo e está pensando que apesar de estar na cidade certa, ter os recursos e aptidões necessárias e o perfil, só que não tem motivação para iniciar ou já percebeu que não vai dar certo empreender e que prefere fazer carreira em uma organização ou até mesmo curtir o momento sendo somente mãe, fique tranquila, não tem problema algum nisso. Com toda certeza é ali que você estará feliz porque quando uma mãe está feliz, toda a família está feliz.

Tem uma frase de autor desconhecido que deveria ser o lema da mulher que é mãe e empreendedora que é “Não desista fácil nem insista para sempre”.

Nunca é tarde demais para começar, recomeçar ou simplesmente empreender no negócio “Ser Mãe”, investindo no desenvolvimento da autoestima e autoconfiança dos filhos para que se tornem adultos preparados para relacionamentos, para as dificuldades da vida e para o mercado de trabalho.

Por Emanuele Caroline


Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/