sexta-feira, 3 de julho de 2015

Caráter: Qualidade Indispensável ...

Sempre ouço falar que não existe receita pronta para o sucesso. Mas você pode pegar alguns ingredientes que são comuns às pessoas bem-sucedidas e que devem ser incorporados à sua receita de sucesso, como o caráter!
“Quando dizia a meus filhos que a honestidade era uma das maiores virtudes de nossa família, eles comentavam sobre o detector de radar que havia instalado em meu carro. Quando lhes falava sobre bebida, eles olhavam como nossos convidados se comportavam. É mais fácil pregar a idoneidade, o bom caráter, do que praticá-los, e os filhos são especialmente bons para enxergar as diferenças entre o que os pais pregam e o que praticam.”
Aquela antiga e sábia frase que afirma que as palavras movem, mas os exemplos arrastam, mostra o tipo de pessoa que você é com os amigos, em casa e nos negócios.
Ninguém trabalha ou negocia por muito tempo com os chamados “espertalhões”. Tem um exemplo que acho desconcertante e que acontece frequentemente em feiras e supermercados. Diz respeito à venda de morangos. Acho que você já deve ter tido a experiência de comprar uma caixa de lindos morangões e, quando chegou em casa, a parte de baixo era de pequenos e podres moranguinhos. 
“A capacidade de vender morangos do dono da loja está na parte de cima da caixa, mas o caráter na parte de baixo”. O caráter não pode ser herdado, mas pode ser aprendido.

Seja persistente aos seus princípios morais. Quando você tiver dúvida quanto à forma que deverá agir, faça a seguinte pergunta para seu subconsciente: Se a minha atitude fosse publicada na primeira página do jornal da minha cidade, minha família sentiria orgulho ou vergonha do meu comportamento?
Se a resposta for sim, você está no caminho certo, vá em frente e dê o melhor de si. Se for não, reveja seus atos. Não adianta você ganhar muito dinheiro e, ao colocar a cabeça no travesseiro à noite, não conseguir dormir tranquilamente com sentimentos de culpa e temor.
Os traficantes têm muito dinheiro, mas nunca serão prestigiados pela sociedade, porque para eles subirem muitas pessoas têm que descer, e descer muito fundo; ganham dinheiro, mas perdem a paz de espírito. Em qualquer lugar do mundo o dinheiro não compra respeito.
A nossa geração viverá mudanças grandiosas a uma velocidade absurda, mas algumas coisas, como caráter, respeito e uma vida idônea, jamais mudarão. Valorize estes princípios e você será uma pessoa admirada.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

A Parábola do Velho Lenhador

Certa vez, um velho lenhador, conhecido por sempre vencer os torneios que participava, foi desafiado por um outro lenhador jovem e forte para uma disputa. A competição chamou a atenção de todos os moradores da localidade. Muitos acreditavam que finalmente o velho perderia a condição de campeão dos lenhadores, em função da grande vantagem física do jovem desafiante.

No dia marcado, os dois competidores começaram a disputa, na qual o jovem se entregou com grande energia e convicto de que seria o novo campeão. De tempos em tempos olhava para o velho e, às vezes, percebia que ele estava sentado. Pensou que o adversário estava velho demais para a disputa, e continuou cortando lenha com todo vigor.
Ao final do prazo estipulado para a competição, foram medir a produtividade dos dois lenhadores e pasmem! O velho vencera novamente, por larga margem, aquele jovem e forte lenhador.
Intrigado, o moço questionou o velho:
- Não entendo, muitas das vezes quando eu olhei para o senhor, durante a competição, notei que estava sentando, descansando, e, no entanto, conseguiu cortar muito mais lenha do que eu, como pode!!
- Engano seu! Disse o velho. Quando você me via sentado, na verdade, eu estava amolando meu machado. E percebi que você usava muita força e obtinha pouco resultado.

Esta parábola nos ensina uma importante lição que podemos aplicar enquanto profissionais: muitas pessoas acreditam que apenas o conhecimento técnico é suficiente para vencer os desafios do dia a dia nas empresas. No entanto, é preciso muito mais do que isto. Assim como o lenhador que acreditava que sua jovialidade e força física eram suficientes, muitos profissionais também acreditam que apenas a competência técnica seja suficiente para realizar suas tarefas na organização.
Como o velho lenhador que "sabia" ser necessário amolar seu machado periodicamente, para desempenhar sua tarefa com sucesso, o profissional eficaz entende que é necessário um conjunto de outras habilidades para fazer com que seu conhecimento técnico possa ser útil a organização. Ele precisará também "amolar o machado" todos os dias.
No caso do profissional eficaz, "amolar o machado" significa trabalhar motivado e bem humorado. Comunicar-se de maneira adequada, e desenvolver um relacionamento interpessoal com todos: gerentes, colegas de trabalho, fornecedores e clientes, de forma a conseguir boa vontade e cooperação para que o trabalho seja realizado.  Usar a criatividade para inovar, buscando continuamente novas e melhores soluções para os problemas que surgem no dia a dia.
Assim como um machado bem amolado faz com que a força de um lenhador se torne muito mais eficaz no processo de cortar madeira, estes comportamentos citados, certamente ajudarão a tornar muito mais útil e eficaz o conhecimento técnico dentro de uma organização.
Muitas organizações ainda buscam contratar profissionais baseando sua análise apenas no currículo e numa breve entrevista de emprego, que muitas vezes, não consegue avaliar realmente a capacidade de "amolar o machado" deste profissional.   
No entanto, é possível identificar as habilidades comportamentais de um profissional, medir sua capacidade de desempenhar as funções técnicas e presumir como ele utiliza estas habilidades consigo e com os demais membros de uma organização.
Também os profissionais precisam desenvolver estas habilidades. Existem muitas escolas técnicas e universidades que podem prepará-los de maneira adequada, sob o ponto de vista técnico. Entretanto, de pouco utilidade estes conhecimentos lhe servirão, caso este profissional não desenvolva, paralelamente as suas habilidades técnicas, as competências comportamentais como: relacionamento interpessoal, auto-motivação, criatividade e capacidade de trabalhar em equipe, dentre outras.
Por isto, tanto os profissionais quanto as empresas precisam entender a importância de "amolar o machado", para fazer com que os conhecimentos e habilidades técnicas possam ser aproveitados de maneira adequada por profissionais motivados, bem humorados e habilidosos no trato com as pessoas.

Por  



quarta-feira, 1 de julho de 2015

Criatividade: como estimulá-la e como ela nos ajuda no trabalho?


Quando falamos em criatividade muitos pensam que ela somente se refere às áreas de criação e marketing. Mas, na verdade, ser criativo tem muito mais a ver com a capacidade de pensar em soluções inovadoras e eficazes para problemas cotidianos do que com a capacidade de ter ideias completamente revolucionárias.

Qual o diferencial de um profissional criativo?

Se o profissional tem o intuito de exercer um trabalho de destaque, que tenha valor para o mercado, ele precisa arriscar e sair da própria zona de conforto. É preciso expandir as próprias capacidades e conhecimentos, para poder tomar decisões criativas que tragam bons resultados para a empresa. Um colaborador criativo tem a capacidade de solucionar problemas, melhorar a produtividade e, para isso, possui conhecimento de mercado.

Não é fácil ser criativo, pois exige muita dedicação, mas é possível para qualquer pessoa. Às vezes, o profissional que possui a habilidade de lidar com situações de risco que envolvem muitas variáveis possui valor inestimável para uma companhia. A criatividade é a linha tênue que separa as ideias de sucesso das demais.

Qual o diferencial de uma empresa criativa?

Uma organização que se considera criativa precisa cuidar do seu capital criativo, que são os funcionários, os talentos que dali fazem parte. É preciso dar liberdade para que as pessoas exerçam sua criatividade e assim possam resolver os problemas cotidianos. O criativo é capaz de resolver problemas e encontrar formas de superar a concorrência e conquistar os clientes. Uma empresa criativa pauta suas decisões em amplo conhecimento de mercado, antecipando tendências e otimizando a própria logística do negócio. E, importante destacar: criatividade também é planejamento.

Como a criatividade pode salvar uma empresa?

Empresas criativas empregam tendências de mercado. A criatividade pode salvar uma empresa da falência, trazendo-a de volta para o público, mudando a imagem da mesma e até mesmo ampliando seu leque de negócios. Podemos tomar como exemplo duas empresas bem conhecidas: Lego e Marvel.

Em 2001 a Lego quase pediu falência e, após a grave crise, percebeu que a única saída seria diversificação. Os bloquinhos de montar já não faziam tanto sucesso quanto uma década antes, e era necessário se adaptar ao novo mercado de entretenimento infantil. Foi então que a companhia apostou no mercado promissor dos videogames. Quatro anos depois, em 2005, a empresa vendeu 7 milhões de cópias de seu primeiro jogo e recuperou o lucro. A intenção era resgatar o hábito das pessoas de comprar as pecinhas de plástico, e a saída para isso foi dar algumas peças ao consumidor que comprasse os jogos. A estratégia deu certo por vários motivos: atendeu às necessidades do consumidor da época, atingiu a nostalgia do antigo consumidor e se inseriu em novas vertentes do mercado. Após isso, a empresa ainda estabeleceu parceria com franquias conhecidas, produzindo versões digitais de grandes super-heróis montados com Lego.

Algo parecido ocorreu com a Marvel. A empresa, pioneira das histórias em quadrinhos, surgiu em 1939 e atingiu o sucesso nos anos 1960. No entanto, o tempo passou e a Marvel permaneceu produzindo apenas revistas em quadrinhos, e não percebeu que o público consumidor havia diminuído, nem que o mercado havia mudado. Em meados dos anos 1990 a falência foi inevitável. A saída para reerguer a marca foi ampliar a gama de mídias nas quais a empresa se fazia presente. A Marvel então fechou diversas parcerias que deram origem a filmes de grande sucesso com seus personagens licenciados, como Homem-Aranha, X-Men, Homem de Ferro e Thor. Hoje a franquia vale mais de 4 bilhões de dólares e faz parte do grupo Disney, que a comprou em 2009.

Os exemplos acima são apenas alguns que mostram como a criatividade pode revolucionar uma empresa. Como fica claro, a criatividade nada mais é do que a capacidade de pensar em alternativas para manter o funcionamento da empresa da melhor forma possível. Para o profissional é preciso estar sempre atualizado para lidar melhor com os problemas do cotidiano. Enquanto que para as empresas é saudável dar liberdade para que os colaboradores consigam arriscar e botar a criatividade em prática.

A criatividade é um exercício que leva em conta conhecimento, atualização e uma dose de talento. Pratique a sua e seja um diferencial no mercado.



terça-feira, 30 de junho de 2015

A Fábula do Café

Cada um de nós tem um jeito próprio de lidar com as adversidades da vida. Alguns reclamam, outros choram, alguns brigam e outros optam por descontar a frustração em quem está por perto…

Mas, tem aqueles que preferem enfrentar os problemas e transformar a realidade, tal como retratado na “Fábula do Café”…

Um chefe de cozinha encheu três panelas com água e colocou cada uma sobre o fogo alto.

Numa delas colocou cenouras, numa outra colocou ovos e na última ele colocou café moído.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou o fogo, retirou os ovos, colocando-os numa tigela, retirou as cenouras, colocando-as num prato e verteu o café em um bule.

As cenouras estavam macias. O ovo endurecera. Mas, com o café, havia acontecido algo diferente…

Então, o Chefe observou o seguinte: Todos os produtos haviam enfrentado a mesma adversidade – a água fervendo.  No entanto, cada um reagiu de maneira diferente!

A cenoura, quando foi colocada na água era firme e inflexível. Depois de ter sido submetida à fervura, amoleceu e tornou-se frágil.

Quando os ovos foram colocados na água, eles eram frágeis. A sua casca fina protegia o seu interior, que era líquido. Mas, depois de terem sido fervidos, o seu interior tornou-se mais firme, endurecido.

Mas, com o café, tudo foi diferente. Após ter sido levado ao fogo, junto com a água, ele a transformou!

A pergunta essencial é: Com qual destes três elementos você mais se assemelha quando a adversidade vem ao teu encontro?

Você é como a cenoura, que parece forte, mas que, diante da adversidade, murcha, torna-se frágil e perde a força?

É como o ovo que possui um interior maleável, um espírito fluido, mas que, diante da adversidade, torna-se endurecido?

Ou você é como o café, capaz de mudar a água fervente que lhe causa a dor? Capaz de fazer com que a água, chegando ao seu ponto de fervura, passe a evidenciar um delicado sabor e aroma?

Capaz de, diante de uma dificuldade, reagir de forma positiva para poder transformá-la, sem se deixar vencer pelas circunstâncias adversas.


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Cabeça em ordem

Viver estressado é um risco. Veja por que
O Hospital do Coração (HCor), em São Paulo, realizou um levantamento com executivos que passaram pelo check-up da instituição. Em um resultado parcial, já foi identificado que 75% dos entrevistados sentem ansiedade e 51%, irritabilidade, dois sintomas associados ao estresse. Um profissional que se desgasta emocionalmente com frequência corre o risco de desenvolver a síndrome de burnout, uma situação extrema de estresse. ?Isso tende a desencadear doenças como transtorno de ansiedade ou de humor, que incluem a depressão e a bipolaridade?, diz o psiquiatra Carlos Henrique Rodrigues, pesquisador e supervisor do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O estresse emocional também prejudica o corpo, aumentando o risco de doenças cardíacas e gastrintestinais. Por isso, é importante manter a mente sã.

SINAL VERDE : 
DICAS PARA BUSCAR HARMONIA:

  Ande mais devagar (literalmente). Nos fins de semana, caminhe com tranquilidade e permita-se reparar em outros elementos a sua volta, seja uma paisagem, seja uma pessoa diferente. ? Sempre que possível, evite levar trabalho para casa. Às vezes, no piloto automático, você faz tarefas em casa que poderiam ser feitas na manhã seguinte, no escritório. ? Alimente-se de maneira equilibrada e não abuse de bebidas alcoólicas. Uma cervejinha para "relaxar e dormir melhor" não pode ser um hábito. Você não está atuando na causa do problema. Está fugindo dele. ? Quem impõe limites no trabalho é você. Em picos de euforia, não assuma tarefas demais porque a execução delas irá sobrecarregá-lo. ? Comemore cada avanço em direção a uma vida mais saudável e use isso como estímulo para ir adiante. Combata a monotonia com programas leves e diferentes.

SINAL VERMELHO:
SINTOMAS DE QUE VOCÊ ANDA TENSO DEMAIS:

Falha de memória. Isso não é problema de idade. Trata-se de incapacidade de se concentrar. ? Desinteresse. Aquele pique para encarar tarefas anda em falta. ?
Cansaço mental constante. Isso desequilibra a produção dos hormônios (neurotransmissores) ligados ao bem-estar.
Apetite demais ou de menos. Alimentação errada é sinal de ansiedade ou depressão. Sem vitaminas e nutrientes, seu cérebro e seu corpo funcionam mal.
Insônia. Noites mal dormidas não permitem que o corpo descanse o necessário para aguentar o ritmo no dia seguinte. 
Alteração da libido. Cabeça em ebulição mexe com o prazer sexual, prejudicando o desejo e afetando o desempenho.
Irritabilidade. A desorganização química e as pressões psicológicas vencem o bom humor. A intolerância pode ser muito prejudicial no trabalho.

 Cinco fontes de tensão negativa:

1-  Tempo dedicado quase que exclusivamente ao trabalho, com uso descontrolado do computador. Para que ficar conectado 24 horas? 
2-  Processos radicais de mudança na empresa, como fusões, desencadeiam receio de adaptação e medo de perda do emprego. 
3-  Ambientes tóxicos. Se os valores da empresa ou do chefe são questionáveis, a pessoa pode sofrer para aceitar as situações que enfrenta. 
4-  Insegurança. Pressão e competição fazem com que o profissional tenha dúvidas em relação às suas habilidades para executar a própria função.
5-  Teatro organizacional. Manter uma imagem profissional que não combina com seus valores e personalidade drena energia e gera ansiedade.

Fonte: Você S/A / Desenvolva sua carreira / Edição 0139 / Especial Saúde - Saúde mental
Fonte: http://www.wcabrasil.com.br/index.html

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Faça o possível, isso já é muito

Eu sempre fui de admirar pessoas que conseguem fazer coisas que acabam por transformar o mundo. Seja um escritor, um artista plástico, um músico, um professor, um esportista...

Aquelas pessoas que parecem ter algo de especial, um brilho, uma espécie de magia impossível de passar despercebida.

O que seria de nosso mundo sem a beleza? Sem aquelas coisas que nos tocam a alma, sem a inspiração que recebemos daqueles que mergulham dentro de si mesmos e saem de lá com um tesouro em mãos, esse tesouro que compartilham conosco, amenizando a secura de nossas vidas?

Pensando nisso, me ocorreu escrever e dizer a você, que me lê neste exato momento, que, assim como aquelas pessoas iluminadas que você tanto admira, existe, agora mesmo, um tesouro esperando para ser descoberto.
Onde? No seu íntimo!

Não é preciso ter nome famoso, a esperteza da raposa dourada ou a pena sagrada de uma rara espécie de pavão para que você faça diferença neste mundo. Cada um de nós tem algo muito precioso e especial a compartilhar com a humanidade. Acredite, você também!

Muitas vezes desqualificamos a nós mesmos, como se fosse necessário ser uma espécie de semideus para criar algo de significativo. Não é verdade!

Todas as pessoas que você admira, famosas ou não, são apenas... humanas. Não há nada nelas que não exista em você. A não ser, talvez, a coragem de arriscar. A leveza de se lançar, de brincar, de expressar a si mesma.

Se você esperar atingir a perfeição para só então revelar seu potencial, talvez acabe por perder a chance de manifestar a beleza do seu ser. Seria um desperdício! Não é preciso ser perfeito para tornar o mundo um lugar melhor, acredite.

Você pode não entender nada de jardinagem, mas se escolher um pedacinho de uma praça e se permitir acreditar que pode tornar aquele lugar melhor, eu estou certa de que conseguirá. Basta arrancar as ervas daninhas, regar a terra, plantar algumas sementinhas, um pouco da sua sensibilidade com certeza já fará daquele cantinho um lugar mais agradável e acolhedor. Não precisa ser um jardim perfeito, com a perfeita escolha de cada planta, com a adubação perfeita. Basta que derrame sobre aquele pedaço de terra seu carinho, sua atenção.

Isso vale para muitas coisas. Não importa para onde decida ir, vá inteiro e sem medo. Em cada relação, em cada escolha, em cada tentativa de sua vida, faça o seu melhor. Dedique-se, regue sua vida com delicadeza, acredite em si mesmo. Faça o possível, isso já é muito.

Coisas maravilhosas acontecem quando nos esquecemos que somos apenas meros mortais condenados à mediocridade de uma vida limitada, repetitiva e tediosa. Arrisque sonhar! Pense nisso: talvez você seja um ser maravilhoso, dotado das mais incríveis capacidades à espera de serem descobertas. Talvez você seja mais do que já tenha sequer imaginado. Talvez o mundo esteja à sua espera. 

Por Patricia Gebrim 


quinta-feira, 25 de junho de 2015

Nove Sugestões para Tomar Boas Decisões


1.       Defina  o  problema.
Um problema se caracteriza por um desvio entre o que se espera acontecer e o que realmente está acontecendo. Evite afirmações  genéricas  do tipo: ‘As vendas caíram nos últimos dez  meses’ ou  então: ‘Nossa produção  vem caindo ultimamente’. Em vez disso seja específico: ‘Tivemos uma  queda nas vendas de 17% nos  últimos oito meses na região sul do país’ ou ‘Nos últimos  seis  meses tivemos 8%  de diminuição de produção’. Apresente  números  (dados estatísticos, percentuais, datas) e indicadores do  problema, e você  poderá avaliar  melhor a  situação. Um  problema  bem definido é meio caminho andado.

2.     Pergunte: qual a causa  ( ou  causas ) desse  problema ?
Para descobrir a causa de um problema, há cinco perguntas básicas que ajudam a desvendá-lo: O Quê?, Onde?, Quem?, Quando?, Quanto?.

3.     Saiba o que o problema é e  o que ele  não  é.
As cinco perguntas anteriormente relacionadas ajudam a descobrir a causa do problema:
O que é o problema?
Onde ele ocorre? (Em que região, área, departamento, setor etc.)
Quem está envolvido no problema? (Com quem ele ocorre?)
Quando (Desde quando) ele ocorre?  (A partir de que mês, período, semana.)
Quanto ocorre? (Em que medida? Quanto está custando em dinheiro, esforço, desgaste de imagem etc.?)
Por outro lado, saber o que o problema não é importa  tanto quanto saber o que ele é,  porque isso delimita a área de procura. Faça as seguintes perguntas:
O que o problema não é, mas poderia ser?
Onde ele não ocorreu? Por quê?
Quem não está envolvido? Ele deveria estar ou não envolvido? Por quê?
Quando não ocorreu? Por quê?
Quanto não ocorreu? Acima/abaixo de que medida não ocorreu? Por quê?

4.       Não  confunda  sintoma  com  causa.
Dezessete por cento de queda  nas vendas é um indicativo de que algo anda mal, porém  isso não é a causa e sim um sintoma que o está alertando a respeito da existência de um problema.
Se alguém sente dor de barriga, isso não é causa, mas sintoma.Algumas das prováveis causas serão: gastrite,  intoxicação,  exageros  nas  refeições,
excesso de  nervosismo ou  até  mesmo uma  doença mais grave  como câncer no intestino  etc. A causa  será  descoberta  a  partir do sintoma.

5.       Gere  soluções / crie  alternativas
Após a identificação da causa mais provável do problema, chega o momento de sugerir alternativas  para resolvê-lo. Se o problema é 17% de quedas nas vendas, a  alternativa  proposta poderá ser o de  visitar o distribuidor e os principais clientes. Poderia, no entanto, haver outras alternativas como: treinar a equipe de vendas, melhorar o sistema de distribuição do representante regional, romper o contrato e contratar outro distribuidor etc. Raramente existe uma única maneira de solucionar  um  problema, e quanto mais  complexo ele é, mais alternativas devem ser geradas para possibilitar  a  melhor  escolha.

6.       Faça  uma  análise  de  custo – benefício  das  alternativas.
Examine cada uma das alternativas aprovadas e proceda a uma análise de custo-benefício dos seguintes fatores: pessoal, dinheiro, tempo, espaço e material.

Pessoal.   Há pessoal suficiente para isso? Está disponível? Tem capacidade para isto?
Necessita de treinamento? Há necessidade de recrutar pessoal externo? Pode-se terceirizar parcial ou totalmente as atividades? Podemos nos associar a alguém?

Dinheiro.    Quanto custa esta alternativa?  Há  recursos  financeiros  suficientes?
Pode ser financiada?

Tempo.   Quanto  tempo  dura a implantação  desta alternativa? Podemos  dispor desse tempo? É urgente?

Espaço.   Há espaço suficiente para desenvolver esta alternativa? O layout é adequado? Pode-se alugar? Pode-se terceirizar?

Material.   Há material  suficiente? É possível adquiri-lo rápido ou facilmente?
Quem são os fornecedores?  Precisamos desenvolver algum material específico?

A alternativa aprovada deverá ser aquela que apresentar o melhor retorno de custo-benefício.

7.       Implante  a  solução.
Decisões exigem implantação e acompanhamento. Portanto, chegou o momento de planejar a implantação da solução escolhida.As mesmas cinco perguntas (O Quê?, Onde?, Quem?, Quando?, Onde?) utilizadas para descobrir a causa do problema são aqui novamente postas em ação, porém agora acrescidas de uma sexta questão: Como?.
O que vai ser feito? (Qual o objetivo?)
Onde será implantado? (Em que região, área, departamento, setor etc.?)
Quem será responsável pela implantação da solução?
Quando? (Data de início e fim da implantação)
Quanto? (Quanto dinheiro será necessário para a implantação da solução?)
Como será  feito? (Quais  os  métodos,  procedimentos e sequências  de
execução do plano?)

8.       Consulte  os  outros.  Pergunte  aos  especialistas.
Para que sua decisão tenha  ainda maior grau de acerto, muitas vezes é
conveniente  perguntar  a pessoas não envolvidas no problema mas que
conhecem o assunto (por exemplo o chefe, companheiros de  trabalho, amigos) o  que eles  acham da decisão. Quando  há muito em jogo e o  problema é sério, consulte  especialistas sobre o assunto, tais  como um advogado, contador, consultor, profissional do ramo etc. Suas sugestões com certeza irão ajudá-lo muito a clarear o problema e auxiliá-lo na tomada da decisão mais apropriada.
Faça o que fizer, no entanto, lembre-se de que a decisão final pelas decisões será sua. Logo, não abdique nem delegue essa prerrogativa a ninguém.

9.       Habitue-se  a  tomar  decisões  pró – ativas.
Existem  dois  tipos  de decisões: as  pró-ativas e  as  reativas. As  decisões reativas, como o nome já indica, são aquelas tomadas como reação a um problema que surge  repentinamente, como  uma  máquina que quebrou, o cliente  que  exige  providências  imediatas, a  peça  que faltou etc. Elas exigem  providências  urgentes e são resultado, quase sempre, da falta de planejamento e de providências tomadas  previamente. As decisões pró-ativas, por outro lado, significam pró-ação (ou seja, ação prévia) e caracterizam-se por ser resultado de planejamento e ação preventiva. As decisões são tomadas antes que o problema surja, antecipando-se ao aparecimento de um obstáculo, economizando assim, tempo, esforço e dinheiro. Alguns tipos de decisão pró-ativa são:  planejamento  estratégico, manutenção  preventiva, adoção de novas tecnologias (informática, telecomunicações etc.), treinamento e desenvolvimento de  pessoal,  pesquisa de clima  organizacional, pesquisa de mercado, racionalização estrutural e administrativa etc. Quanto mais decisões pró-ativas  um executivo toma, menos  ações  reativas são necessárias, já que a situação estará  sanada  antes  que  o problema  desponte. Empresários,
executivos, gerentes  e  supervisores  eficazes, concentram-se nas decisões pró-ativas,  pois  sabem que nelas reside o sucesso do seu negócio.

Por  Ernesto Artur Berg