sexta-feira, 8 de agosto de 2014

A gestão do conhecimento mina o autoritarismo


Encontrar pessoas desmotivadas, irritadas e até doentes no ambiente de trabalho por conta de sua relação cotidiana conturbada com a chefia é muito comum nas empresas, principalmente quando o chefe, além de exigente é excessivamente autoritário. Mas ao contrário do que muitos pensam, ter chefes exigentes e autoritários além de um grande desafio e sem dúvida uma oportunidade única de aprendizado.

Pesquisa recentes mostram que mais de 80% dos profissionais em cargos de liderança são ou foram subordinados a chefes exigentes e autoritários. A exigência faz parte de um modelo gerencial focado em resultados e tem o seu lado positivo, pois permite ao profissional subordinado, a evolução e o aprimoramento de suas competências. O problema começa quando além de exigente, existir o excesso de autoritarismo. Os resultados não poderiam ser outros: desmotivação, aumento da rotatividade de pessoal, absenteísmo elevado, baixa produtividade, podendo ainda interferir nas relações familiares. Espero não ser este o seu caso!

Exagero? Não! A realidade é básica neste sentido. Muitos desses chefes desenvolveram e ainda hoje desenvolvem carreira mostrando-se exigentes, centralizadores, limitadores e devastadores da autoestima de seus subordinados. Estas pessoas acreditam ser este o estilo ideal rumo ao crescimento profissional e ao sucesso.
Infelizmente para muitos que se enquadram neste perfil e, felizmente, para profissionais como você, este estilo está com os dias contados.

A competitividade, as exigências do mercado consumidor, a pressão dos órgãos de classes, a cobrança dos acionistas por melhores resultados atrelados ao aumento do senso crítico comum do cidadão, a sua melhor qualificação profissional e o seu menor apego às relações de trabalho, ditam uma nova ordem nas organizações.

As empresas dependem muito mais dos empregados do que estes, desta. Os processos de produção por mais modernos que sejam com exigências menores de quantitativos de pessoal, mas por qualificações maiores, passam obrigatoriamente pelo comportamento e pela postura das equipes. Portanto, a contribuição das pessoas cresceu significativamente. Este é um caminho sem volta.

Neste sentido ter em seu quadro de pessoal, um chefe autoritário, mandão, o que sabe tudo é sinônimo de falta de competitividade e, consequentemente, prejuízos financeiros. Mas por outro lado também, simplesmente demitir o técnico jamais foi e será a solução...

Em minhas palestras e assessorias tenho auxiliado as empresas a adotarem uma postura assertiva a cerca do assunto. O conhecimento gerado pelo compartilhamento da empresa com os funcionários dos rumos do negócio, das crenças, dos valores, dos planos e seus desdobramentos, dos resultados esperados e a extração do que mais genuíno pode oferecer que é a experiência, a vivência, as dúvidas e a autoridade do "saber" é algo tão valioso, tão intangível que as relações de trabalho jamais serão as mesmas.

Conflitos, discussões? Certamente! Mas o respeito, o foco e o direcionamento de ações no desempenho e nos resultados serão os agentes catalisadores que levam a empresa ao êxito. A pessoalidade desaparece. Alguma dúvida sobre o desaparecimento do chefe autoritário? Certamente o ambiente será de cobranças mútuas, mas com as responsabilidades definidas, o poder é apenas parte do processo e não o fim.

Ah, e os chefes que mudarem estarão juntos neste processo. Pensem nisso! O que sua empresa e você como gestor tem feito para gerir este precioso universo de informações e atitudes disponíveis gratuitamente.

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