quinta-feira, 8 de outubro de 2015

O MILAGRE DE UM NOVO DIA

Hoje eu me levantei cedo pensando no que tenho para fazer antes que o relógio marque meia noite. 

Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje. 

Eu sou importante. 

É minha função escolher que tipo de dia terei hoje. 

Hoje eu posso reclamar porque está chovendo ou posso agradecer às águas por lavarem energias pesadas.
 

Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro ou posso me sentir encorajado para administrar minhas finanças sabiamente, mantendo-me longe de desperdícios.
 

Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde ou posso dar graças a Deus por estar vivo.
 

Hoje eu posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria quando estava crescendo, ou posso ser grato a eles por terem permitido que eu nascesse.
 

Hoje eu posso lamentar decepções com amigos ou posso observar oportunidades de ter novas amizades.

Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho que me põe ativo.
 

Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola ou abrir minha mente com entusiasmo para novos conhecimentos.
 

Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico ou posso agradecer a Deus por ter dado-me a bênção de um teto que abriga meus pertences, meu corpo e minha alma.
 

Hoje eu posso olhar para o dia de ontem e lamentar as coisas que não saíram como eu planejei ou posso alegrar-me por ter o dia de hoje para recomeçar.
 

O dia de hoje está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.
 

Depende de mim como será o dia de hoje diante de tudo que encontrarei.

A escolha está em minhas mãos:

Hoje eu posso enxergar minha vida vazia ou posso alegremente receber o Milagre de Um Novo Dia!
 
Silvia Schmidt


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Estresse – Causas e Consequências

O estresse é algo que faz parte de nosso mecanismo de sobrevivência, de tal forma que, se não tivéssemos essa resposta fisiológica, psicológica e comportamental frente às pressões do ambiente, a espécie humana certamente já estaria extinta.

Essas alterações em nosso corpo e em nossa mente são uma resposta absolutamente necessária para que possamos enfrentar perigos, obstáculos e desafios.

Em condições normais, passada a situação de ameaça externa, todas as alterações físicas e emocionais devem voltar ao estágio anterior à ameaça, de forma que o nosso corpo e a nossa mente retornem naturalmente a um estado de relaxamento para que o nosso organismo possa recuperar o equilíbrio.

Todavia, se não houver essa alternância e o estresse se tornar crônico, estaremos sujeitos a uma série de consequências negativas que podem afetar drasticamente a nossa saúde e a nossa qualidade de vida. Podemos lidar com problemas, tais como:

- Ansiedade, nervosismo, tensão e, em alguns casos, insônia;

- Problemas cardíacos e acidente vascular cerebral, dentre outras enfermidades circulatórias, oriundas do aumento da pressão arterial e das gorduras como triglicérides e o LDL (“colesterol mau”);

- Desânimo, desmotivação e isolamento social que podem levar à depressão;

- Maior propensão ao uso de tabaco, álcool e drogas em geral;

- Redução das funções cognitivas, tais como a agilidade mental, a memória, a atenção e a concentração.

E existe ainda um custo social do estresse…

Pesquisas do International Stress Management Association revelam que no Brasil o custo do estresse chegou a 3,5% do PIB. Algo como R$ 33 bilhões ao ano em tratamentos e perda de produtividade.

Estudos mostram que as pressões do ambiente de trabalho têm influenciado cada vez mais a aparição dos sintomas do estresse e que as suas principais causas no mundo corporativo são:

- Ser gerenciado por um líder fraco ou incapaz;

- Carga de trabalho excessiva;

- Recursos e instalações inadequados;

- Fusões e mudanças que não levam em conta a preparação prévia dos funcionários;

- Falta de conexão entre os valores pessoais e o trabalho realizado;

- Fatores diversos de insatisfação profissional, tais como falta de reconhecimento, problemas de comunicação, falta de clareza de papéis e excesso de conflitos no ambiente.

Visto o grande impacto negativo do estresse e o seu crescente aumento na população, vale a pena ficar atento aos seus primeiros sintomas.

Sintomas psicológicos:

·         Ansiedade, angústia, nervosismo e preocupação em excesso;
·         Irritação, medo, impaciência;
·         Problemas de concentração e de memória;
·         Desorganização;
·         Dificuldade para tomar decisões;
·         Cometer mais erros que o habitual;
·         Esquecimentos frequentes;
·         Sensação de perda do controle.

Sintomas físicos:

·         Problemas cardíacos e gastrointestinais;
·         Facilidade em ficar doente;
·         Alergias, asma e insônia;
·         Tensão muscular, mãos frias e suadas;
·         Dor de cabeça ou enxaqueca;
·         Problemas de pele;
·         Queda de cabelo anormal.

Caso sejam observados dois ou mais desses sintomas é importante procurar um médico para que ele possa indicar o tratamento adequado.

Além disso, procure identificar e evitar a causa do estresse.

E, enquanto isso, procure mudar de hábitos e incorporar à sua rotina os dois maiores antídotos contra o estresse:

A prática regular de exercícios físicos e a meditação!




terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sua atitude faz toda diferença

"A Borboleta Azul
Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes. As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem as férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia às perguntas sem hesitar. Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta a que ele não saberia responder. Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram, então, ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você. Ela está em suas mãos.
Assim a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos ou não. Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela." (Autor desconhecido)

Reflexões
1. Você é o único responsável pela vida que tem levado. Pelos resultados ruins também. Duro isso, hein? Até mesmo inconscientemente você pode ter optado por caminhos que te levaram a quedas e fracassos. Porém há um poder nisso, você é o único que pode ter a atitude para mudar. Você pode decidir. Olha o que escreveu Napoleon Hill:
"Aquele que for capaz de perder uma corrida sem culpar os outros pela sua derrota
tem grande possibilidade de algum dia ser bem sucedido."
2. Aprenda com seus erros. O que você pode fazer diferente para que da próxima vez tenha melhores resultados?
3. As oportunidades não surgem por acaso, elas são "criadas". Pessoas de sucesso sabem que nada acontece "por acaso", é a atitude diante da vida que vai trazer seus resultados, e eles são resultados de pensamentos, sentimentos e comportamentos. Lembre-se da lei da semeadura. Não há como falhar. Plante morangos e colha morangos, plante abobrinhas e colha abobrinhas. Plante saúde (alimentação saudável, exercícios físicos regulares, hidrata-se) e colha energia e disposição. Plante dedicação e estudos e colha aprovações. O que você esta plantando? Quais oportunidades está colhendo hoje?
Como disse o sábio na metáfora:
Depende de você! A Borboleta Azul está em suas mãos!

Por Maria Angelica Nascimento

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

10 lições que Peter Drucker gostaria que você aprendesse


Todo administrador conhece pelo menos algumas linhas do legado de Peter Drucker. Drucker é o pai da Administração moderna e influenciou (e influencia) o trabalho e o pensamento dos homens, mulheres e empresas de maior sucesso no mundo.

Entre outras coisas, o mestre acreditava fielmente que a condição humana podia ser desenvolvida pela gestão mais eficaz e pela liderança mais ética, em todas as organizações e em todas as sociedades, empresas, governos, organizações sem fins lucrativos e universidades. Mas essa é só uma das mais elementares de suas lições.

No livro ‘Uma aula com Drucker’, publicado no Brasil pela editora Campus/ Elsevier, William A. Cohen reúne tudo que aprendeu com Drucker na época em que foi seu aluno. Além de discípulo de Drucker e amigo pessoal por 30 anos, William foi o primeiro a se formar pelo programa PhD executivo do mundo em gestão, no ano de 1979, na Graduate School of Management Peter F. Drucker e Masatoshi Ito, da Claremont Graduate University.

Com base no livro de Cohen, reunimos aqui 10 lições de Drucker que julgamos extremamente valiosas. Confira abaixo:

1) “O que todo mundo sabe geralmente está errado”
Ao afirmar tal frase, Peter queria que os alunos questionassem suas premissas e pressupostos para, enfim, tomarem alguma decisão. Drucker havia contado a história dos dois vice-presidentes de uma determinada empresa coordenada por ele. Em sua sucessão, um dos candidatos cumpria as atividades dadas, mas pedia conselhos e reuniões com Drucker. O outro candidato, porém, era totalmente independente e não incomodava Drucker. Qual você acha que Peter escolheu? Se você escolheu o independente, errou. Segundo Drucker, “ambos eram ótimos, mas a maioria dos executivos – naquele caso, o presidente que estava escrutinando dois candidatos à sua sucessão – quer sentir que suas políticas e diretrizes (ou seja, conselhos e ensinamentos) estão sendo seguidas”. O que sempre pedia conselhos construiu uma relação mais próxima com o presidente, que pode conhecê-lo melhor e acabou lhe dando mais confiança. Mas a lição de Drucker neste ponto não está na história e sim na forma como os alunos se posicionaram sobre o assunto. A maioria errou a resposta da pergunta e Drucker retrucou: “O que todo mundo sabe geralmente está errado”.

2) Seja autoconfiante
Desenvolva seu senso de segurança. Isso se desenvolve ao longo de várias tarefas de sucesso. Portanto, execute primeiro as tarefas fáceis e só depois parta para as difíceis. Além disso, atue como um executor não privilegiado, assumindo a responsabilidade por diferentes trabalhos, inclusive os nunca executados antes. Também é válido fazer uso de mensagens mentais positivas, reforçando a autoconfiança, como se você já tivesse passado pela situação real.

3) “Se continuar fazendo o que fez no passado, você fracassará”
Em resumo, empresas que se apegam ao passado estão fadadas ao fracasso. Por quê? “Porque a mudança é inevitável e a adaptação a ela é necessária para o sucesso”, afirmou Drucker.

4) “Aborde os problemas com ignorância”
Segundo Cohen, uma das lições mais valiosas de Drucker é que “ninguém precisa ter medo da própria incapacidade de resolver um problema, seja ele gerencial ou qualquer outro”. Afinal, segundo ele, partir de uma posição de ignorância e reconhecê-la de maneira consciente é a melhor maneira de obter ótimas soluções.

5) Desenvolva seus conhecimentos extras
Segundo Cohen, “Peter sustentava enfaticamente que outros elementos importantes contribuíam para a formação do gestor eficaz, além das trilhas tradicionais para o topo”. Drucker sabia que executivos de nível estratégico precisavam de certas habilidades que não eram desenvolvidas pelos desafios no nível tático. Por isso, o mestre insistia numa maneira singular de se aprimorar esses requisitos. “Ele nos estimulava a nos tornarmos experts em pelo menos uma especialidade fora da nossa profissão”, conta Cohen.

6) “O desempenho notável é incompatível com o medo do fracasso”
“Pouco se duvida de que a eliminação de qualquer medo de perda do emprego influenciará seu futuro como gestor e como executivo de maneira muito positiva”, diz Cohen. Para ele, esta foi uma das principais lições deixadas pelo seu amigo e professor, uma vez que foi responsável por impulsioná-lo não só na carreira de escritor, mas também no meio militar e empresarial.

7) “O objetivo do marketing é tornar desnecessário o esforço de vendas”
Drucker acreditava que a má estratégia de marketing não deve ser compensada pela “qualidade da implementação e das táticas” de vendas, e que “a estratégia de marketing é o aspecto preponderante” de um negócio. E ele vai além: “Vendas e marketing náo são termos sinônimos nem complementares. Até se poderia dizer que são antagônicos. Não há dúvida de que, se o marketing fosse perfeito, o esforço de vendas, no atual sentido da palavra, seria desnecessário”.

8) Ética, honra e integridade
Todos os conceitos de ética, honra e integridade têm a ver com o comportamento certo, de acordo com os nossos valores. Certo? Em partes, sim. O que Drucker acreditava, porém, era que esses valores pudessem diferir entre diversas sociedades e culturas, uma vez que nem todos são universais. “Além disso, lei não se confunde com valores. É possível ser ético, honrado, de alta integridade e ainda assim transgredir a lei e acabar na prisão. A primeira diretriz da ética em negócios, de acordo com Peter, e essa orientação de fato parece revestir-se de validade universal, deve ser não fazer mal ou não prejudicar. Quem se der ao trabalho de avaliar qualquer situação potencial com base nesse critério não se dispersará demais”, diz Cohen.

9) “Você não pode prever o futuro, mas pode criá-lo”
Segundo Cohen, essa era uma das mais frequentes frases de Drucker. “Pare de se preocupar com seu ambiente no futuro. Ninguém pode prevê-lo. Sobretudo, não se concentre no que você não pode fazer. Em vez disso, defina seus objetivos, determine os recursos necessários e analise a situação”, recomenda Cohen.

10) “É preciso conhecer as pessoas para liderá-las”
Aqui, Cohen cita alguns pontos que Drucker costumava ensinar em aula:
“Para conhecer as pessoas, sem as quais nada se realiza, você pode:
- Saber o que está acontecendo em sua organização todos os dias.
- Ajudar a quem precisa de ajuda.
- Obter ajuda de quem pode oferecer ajuda.
- Elogiar e reconhecer quem tem mérito.
- Divulgar sua visão em toda a organização.”

Drucker não acreditava que a realização de negócios são verdadeiras guerras. “Ao contrário, opunha-se enfaticamente a essa ideia. No entanto, entendia que muitos conceitos desenvolvidos pela experiência, em condições extremas de risco e incerteza, durante vários milhares de anos de história registrada, muito anteriores às modernas organizações de negócios, podem ser adaptados a contextos não militares”, diz Cohen.

Fonte Administradores.com


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

VOCÊ JÁ FEZ ALGUÉM SENTIR-SE IMPORTANTE HOJE?

Uma das maiores motivações humanas é saber-se importante.

Não me refiro àquela “importância” dos abastados e poderosos. Essa é fútil, porque se impõe pela riqueza ou pelo poder – e acaba quando essas coisas acabam.

Refiro-me à importância  imaterial da sua utilidade, do seu valor pessoal, da qualidade da sua essência e da sua existência. Aquela que é construída pelo Ser e não pelo Ter. Essa importância é que é verdadeiramente importante, porque o Ser é perene e o Ter é passageiro.

Quer um exemplo? Lembre das pessoas que tiveram mais importância na sua vida. Você descobrirá que muitas delas foram, simples, humildes, modestas – mas tremendamente valiosas pelo que lhe ensinaram de bom, pelas marcas e mensagens positivas que deixaram em você. Tantos anos já podem ter se passado, mas a importância delas para você continua presente até hoje.
Se você ouvir: “Fulano é importante”, significa que Fulano tem poder, fama ou riquezas. Mas se você ouvir: “Fulano é importante para mim”, significa que Fulano tocou seu coração pela solidariedade, companheirismo ou afeto – embora não precise ser rico, famoso nem poderoso.

Em suma, ser importante é ser útil, é saber que ocupa com mérito e direito seu espaço na vida.

O mais maravilhoso de tudo isso, é que cada um nós pode fazer alguém sentir-se importante. Todo dia. Várias vezes ao dia. Basta reconhecermos e declararmos explicitamente seu valor e sua importância para nós.

O mundo anda cheio de pessoas carentes  e ressentidas porque as outras se esquecem dessa ação singela de deixar que elas ouçam ou percebam como são ou foram importantes para nós, num determinado momento.

Lembra-se de como foi importante aquele sujeito que lhe ensinou uma direção segura, quando você estava perdido numa rua desconhecida? Ou aquele que, sem conhecê-lo, emprestou-lhe um dinheiro – ainda que muito pouco – o suficiente para completar a conta do supermercado, do ingresso do cinema ou da passagem do ônibus? E o que dizer daquela senhora desconhecida que o amparou e providenciou um copo d’água quando você sentiu-se mal na fila?

Nessas e em muitas outras ocasiões, a gente costuma dizer um rápido  “muito obrigado”, para logo em seguida esquecer a importância e a beleza daquele ato voluntário, o qual certamente mereceria um agradecimento menos automático e muito mais caloroso, mais humano. Aquelas – e muitas outras - são pessoas que, embora tenham sido importantes, passam pela nossa vida sem maiores registros afetivos e logo são esquecidas.

No entanto, é muito mais fácil lembrar daquelas que fazem o oposto, que o desqualificam ou o ignoram, em ações opostas à arte de fazer o outro sentir-se importante. E isso acontece com frequência porque, ironicamente, a crítica flui com muito mais facilidade da boca humana do que o elogio – e assim as pessoas vão deixando de se sentirem importantes.

No mundo corporativo, os gestores têm às mãos uma ótima oportunidade de fazer cada membro de suas equipes sentir-se importante: é durante o chamado  feedback”, ocasião em que é manifestada sua opinião sobre o desempenho do colega.

O “feedback” não foi criado para ser um instrumento de crítica  e desqualificação. É justamente o contrário: deve ser uma oportunidade para identificar as competências que devem ser aperfeiçoadas.  Mas, sobretudo, deve ser um instrumento para reconhecer e expressar a importância daquela pessoa na equipe – porque se não o fosse, não deveria estar na equipe. Se está, é porque é importante, ainda que precise desenvolver algumas habilidades ou conhecimentos.

Como “feedback” não tem dia nem hora para ser dado, isso significa que qualquer gestor pode fazer com que, frequentemente, qualquer membro da sua equipe se sinta importante – de preferência todo dia. Bastam algumas poucas palavras. Ou, às vezes, um pequeno gesto.

Eu não tenho a menor dúvida de que cada leitor tem um monte de gente importante à sua volta - em casa ou no trabalho. A questão é: eles sabem disso? Você já lhes disse?

Se você fizer a sua parte, você também vai se tornar muito importante para alguém. E ao sentir como isso é gratificante, você certamente vai querer compartilhar esse sentimento e fazer com que outros sintam a mesma coisa. Chame a isso de “efeito dominó” ou “bola de neve”. Não importa o nome, importa a ação.

Talvez a origem fundamental desse sentimento de prazer ao nos percebermos importantes, esteja na consciência definitiva de que, em resumo, importante é aquele que cumpre com dignidade a sua Missão.
Por Floriano Serra

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

O lobo que alimentamos

Conta uma antiga lenda que, certa noite, um velho índio falou ao seu neto sobre o combate que acontece dentro das pessoas.

Ele disse:  – “Há uma batalha entre dois lobos que vivem dentro de todos nós. Um é Mau:  É raiva, inveja, ciúme, tristeza, desgosto, cobiça, arrogância, pena de si mesmo, culpa, ressentimento, inferioridade, orgulho falso, superioridade e ego. O outro é Bom: É alegria, fraternidade, paz, esperança, serenidade, humildade, bondade, benevolência, empatia, generosidade, verdade, compaixão e fé.”

O neto pensou nessa luta e perguntou ao avô:  – “Qual lobo vence?”

Então, o velho índio respondeu: – “Aquele que você alimenta.”

Acredito que, ao longo de nossa caminhada, quando escolhemos nos tornarmos pessoas melhores, criarmos condições para que o Lobo Bom saia vencedor nesse conflito interior.

Mas, acredito também, que a grande maioria de nós vai passar por toda a existência sem que esse conflito termine definitivamente, afinal, dia após dia estamos alimentando os dois lobos.Em alguns momentos damos mais comida para um e em outros damos mais comida para o outro. Da mesma forma, em diferentes locais e em diferentes circunstâncias temos diferentes critérios para decidir qual lobo será alimentado.

Cada relação faz com que alimentemos de forma diferente cada um dos dois lobos.
A disputa acontece a todo instante e em todos os lugares.

Mas, existe um local onde essa briga costuma ser especialmente intensa. Um local onde os conflitos, a necessidade de aprovação e a competição interna nos deixam mais vulneráveis e mais confusos. Um lugar onde muitas vezes não estamos bem certos a respeito de qual lobo será mais útil para a nossa sobrevivência: o ambiente de trabalho.

Na vida profissional, apesar de acreditarmos apenas no nosso Lobo Bom, às vezes nos vemos ‘obrigados’ a usar o nosso Lobo Mau.

Muitas vezes nos propomos a alimentar o Lobo Bom, mas, sem que percebamos, passamos a acreditar que essa bondade pode nos deixar vulneráveis. E assim, mesmo não querendo, alimentamos o Lobo Mau.

Outras vezes entramos nas relações com a maior boa vontade, com o coração aberto, mas quando encontramos o Lobo Mau das outras pessoas, entramos numa posição defensiva e passamos a acreditar que somente o nosso Lobo Mau será capaz de nos defender.

Como não acreditamos que diante do Lobo Bom o Lobo Mau foge, escolhemos atacar na mesma moeda.

E o pior é que não aceitamos, não compreendemos e não toleramos o Lobo Mau que o outro coloca para fora, enquanto achamos que o nosso Lobo não é tão mau, afinal, ele está apenas reagindo aos ataques.

Procuramos destruir o Lobo Mau do outro, sem nos darmos conta de que, com isso, só estamos alimentando o nosso.

É essencial percebermos que negar o nosso lado obscuro é apenas uma forma de alimentá-lo.
Nós somos luz, mas também temos trevas.

Reconhecer isso é essencial para o nosso crescimento enquanto seres humanos.

Em outras palavras, reconhecer o mal que podemos fazer ou que já fazemos aos outros e, consequentemente a nós mesmos, é um passo fundamental no caminho do aprimoramento.

Reconhecer que essa briga existe dentro de nós e nos ajuda a entender que, se por um lado podemos realmente viver toda a nossa vida convivendo com o conflito entre os dois lobos, por outro e, a todo momento, podemos fazer a escolha de qual deles vale a pena continuar a alimentar.