quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

O que não falar na entrevista de emprego

Vale tudo para convencer o recrutador a contratar você? Definitivamente não, afirmam especialistas. Segundo eles, foi-se o tempo em que a retórica sedutora e comovente e os cursos em universidades de renome eram garantias de um bom emprego. Hoje a orientação é ser contido, verdadeiro, centrado. Ou seja: nada de marketing enganoso; os entrevistadores querem ser impressionados pelo o que você é e sabe fazer.

Especialistas consultados pelo Empregos.com.br apontaram os principais equívocos presenciados por eles durante os processos seletivos que conduziram. A dica é prestar bastante atenção para não se deixar levar pelos falsos artífices, pois eles costumam eliminar candidatos.

1. Estou passando por um momento muito difícil
Não há nada de errado em falar brevemente sobre a sua vida pessoal – caso o recrutador questione. O problema é quando a sua vida passa a ser o tema da entrevista. “Dá a impressão de que o candidato não resolveu o problema e precisa do espaço para falar sobre a vida dele em vez de tratar de suas experiências profissionais”, diz Cíntia Bortotto, consultora de recursos humanos.

2. Meu pior defeito é ser desorganizado
Digamos que você esteja concorrendo a uma vaga em um centro de informação, onde a principal característica requisitada é a organização. Quando questionado sobre o seu defeito você diz que é desorganizado. Segundo Cíntia, é o mesmo que pedir para ser eliminado. “Ao mencionar um defeito, mostre que tem um plano de ação para corrigi-lo.”

3. Essa empresa é muito ruim. As lideranças também.
Jamais critique as empresas por quais passou, nem os antigos chefes. Ao falar mal das empresas ou chefes, o profissional deixa claro que não conseguiu lidar com a situação, afirma Cíntia. “Essas influências devem ser encaradas como oportunidades de desenvolvimento e aprimoramento em termos de como se relacionar em um ambiente hostil.”

4. A gente fomos…
Se você não possui um repertório privilegiado fale de maneira simples, mas correta. Dependendo do cargo a ser disputado, erros de português são imperdoáveis. Segundo a psicóloga Stefania Lins Giannoni, especialista em desenvolvimento de pessoas, o uso excessivo de gírias e palavras no diminutivo também podem prejudicar. “Seja assertivo. Procure fazer suas colocações de forma clara, sincera e transparente.”

5. Tentar falar sobre um assunto que desconhece
Não caia na armadilha de tentar responder a uma pergunta mal compreendida. Caso seja necessário, diga que não compreendeu o recrutador ou repita a questão do seu jeito para esclarecer o possível mal entendido.
Do mesmo modo, jamais fale sobre algo que você desconhece a fim de tentar acertar a resposta e ficar bem na fita com o entrevistador. “É melhor dizer que não tem certeza, não teve experiência ou não ouviu falar durante a formação. Se você tem conhecimento teórico sobre o assunto, diga o que sabe a respeito, mas esclareça que não teve vivência prática”, orienta Cíntia Bortotto.

6. Supervalorizar-se
Contar vantagens sobre si não é uma maneira inteligente de chamar a atenção do recrutador. “Fale o necessário”, adverte a psicóloga Stefania Giannoni. Ela avisa que achar que está em vantagem em relação aos concorrentes por falar mais que eles a respeito de suas habilidades é um equívoco. Segundo Carla Correia, psicóloga e consultora de recursos humanos, os melhores trunfos devem ser guardados para após a contratação. “Ser humilde não é ser inferior.”

7. Mentir na entrevista
Na tentativa de abocanhar a
vaga de emprego acirradamente disputada e ambicionada alguns candidatos chegam ao ponto de inventar competências técnicas ou comportamentais que não possuem. Atitude unanimemente desaprovada pelos consultores de carreira e recursos humanos. Além de minar a oportunidade profissional, o candidato vira figurinha carimbada nos processos de seleção.

8. Errar no tom de voz
Não é só o conteúdo que conta na avaliação do recrutador. Errar no tom de voz também prejudica seu desempenho na entrevista de emprego. De acordo com a psicóloga Stefania Giannoni, um tom de voz alto pode evidenciar falta de educação, arrogância ou imposição. “Por outro lado, um tom muito baixo pode demonstrar retraimento ou dificuldade de se expor diante das situações.”

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