segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Como motivar pessoas?

Ser uma pessoa automotivada passou a ser um pré-requisito básico para quem quer se destacar no mundo corporativo.

Ser capaz de motivar os outros, uma habilidade básica para qualquer aspirante a cargos de liderança.

As empresas investem milhões em ações como palestras motivacionais, programas de endomarketing e planos de bonificação com o propósito de dar a famosa “injeção de ânimo” em suas equipes.

A motivação está inserida em qualquer discussão sobre resultados, trabalho em equipe, superação e mudanças dentro da empresa, como uma base de sustentação para qualquer objetivo.

E, diante dessa verdadeira corrida em busca de manter as pessoas motivadas, e produtivas, o que se vê são algumas ações criativas, uma grande dose de boa intenção e de boa vontade, mas muitos, muitos equívocos no estabelecimento de estratégias motivacionais que, algumas vezes representam apenas uma simples perda de tempo e de recursos das empresas e em outras um verdadeiro “tiro que sai pela culatra” e que traz um resultado oposto ao esperado.

Para ser efetiva, a implantação de um programa ou plano motivacional precisa considerar alguns aspectos essenciais das teorias e dos estudos sobre o comportamento humano e, mais especificamente, sobre a motivação.

Em primeiro lugar, é importante nos lembrarmos de que motivar é suprir uma necessidade, ou demanda, interna. Se não existe necessidade ou se não sabemos qual necessidade deve ser suprida, não existe ação motivacional.

Além disso, não podemos perder de vista que as pessoas possuem necessidades diferentes, por isso, uma estratégia que serve para uma pessoa pode não ter qualquer efeito sobre outra.

Segundo Abraham Maslow, o mais famoso dentre os estudiosos do tema, a motivação, ou necessidade humana, é um processo interno dinâmico. A partir do momento em que uma dada demanda foi suprida e a pessoa se sente saneada, ações externas relacionadas a essa demanda não teriam qualquer efeito motivacional. Daí surge o conceito da pirâmide ou hierarquia motivacional.

De acordo com essa teoria, existem cinco níveis ou estágios das necessidades humanas: fisiológica, segurança, relações sociais, auto-estima e realização pessoal, exatamente nesta ordem. Ou seja, à medida que uma pessoa atinge determinado estágio, a sua necessidade motivacional passaria a ser o estágio seguinte.

Por exemplo, uma pessoa que possui um emprego que lhe garanta segurança e a possibilidade de se relacionar com seus pares, mas que, dentro de sua perspectiva, é apenas um número na empresa, sente a necessidade de ser aceita e respeitada dentro do grupo. Esse é o seu próximo passo na pirâmide. Ações e oportunidades para que ela seja reconhecida em sua individualidade terão forte efeito motivacional sobre ela.

Porém, se de uma hora para outra, surgir o simples rumor de cortes e demissões na empresa de forma a ameaçar esse segurança, essa passará a ser sua nova busca. Ser apenas um número no RH voltará a ser mais importante do que ser tratada pelo nome pelo chefe. Pelo menos, até que se sinta segura novamente.

Seria realmente muito simples se todo o processo motivacional fosse restrito à teoria de Maslow. Porém, entender motivação vai um pouco além…

Para o psicólogo americano David McClelland, a motivação estaria intimamente ligada à própria personalidade da pessoa.

Segundo ele, as pessoas poderiam ser divididas em três grandes grupos, de acordo com a predominância de suas “bases motivacionais”.

Os afiliativos são pessoas que se motivam principalmente pela oportunidade de se relacionar com os outros. Para eles, o importante é se sentirem parte do grupo. Um exemplo típico é o indivíduo que trabalha com afinco o ano todo para em dezembro fazer parte da festa de confraternização da empresa. Não se incomoda se precisar organizar o grupo ou até mesmo se ficar “pilotando a churrasqueira”. O que o motiva é ver o grupo reunido. E se sente ainda mais pleno se todos estiverem, literalmente, “vestindo a mesma camiseta”.

São mais motivados por ações cooperativas. Um bom prêmio por um bom trabalho: Ser convidado para jantar com o chefe, levando a família, é claro.

Outro grupo seria o das pessoas orientadas para o poder. Esses precisam de situações ou condições em que possam demonstrar seu valor e, sobretudo, onde possam se diferenciar e se destacar. Para eles o importante é a sensação de poder. Gostam de falar em nome do grupo e de assumir posições de controle. Querem ser chefes ou comandar, mesmo que não recebam pagamento a mais por essa responsabilidade.

São mais motivadas por ações competitivas. Um bom prêmio por um bom trabalho: Ter sua foto no mural, de preferência bem grande, como funcionário do mês.

E o último grupo é o das pessoas com a motivação para a realização. Essa seria a base motivacional típica dos empreendedores. Essas pessoas são movidas pelo desafio e pela possibilidade de mostrar, para elas mesmas, a sua capacidade de superação. O importante é realizar, inovar e ter a sensação de que fez e faz a diferença para os resultados.

São motivadas por ações desafiadoras onde precisem superar seus próprios padrões de excelência. Um bom prêmio por um bom trabalho: Novos desafios.

Se, por exemplo, alguém pretende realizar um programa de premiação  aplicando as duas teorias, deve considerar que, para obter resultados efetivos precisará:

1.   Enxergar o grupo e seus componentes de acordo com o momento em que estão vivendo, criando diferentes opções de premiações para pessoas em diferentes estágios na pirâmide de Maslow.

2.   Considerar que os prêmios só terão efeito motivacional se os níveis inferiores da pirâmide – fisiologia, segurança e interação social – estiverem supridos. Por exemplo: Antes de pensar em premiar a apenas um funcionário por um desempenho superior, certifique-se de que as instalações de banheiro e cozinha da empresa atendam às necessidades básicas de todos ou ainda que não existam rumores de cortes ou demissões pairando no ar.

3.   Oferecer opções de premiações contemplando as diferentes bases motivacionais, ou seja, dar o prêmio de acordo com a personalidade de cada um.

4.   Compreender que, mais efetivo do que os prêmios oferecidos de forma pontual para os melhores desempenhos, é ter as rotinas distribuídas de acordo com o perfil motivacional de cada funcionário. Isto é, alocar as pessoas certas nas funções certas.

Motivar pessoas é mesmo uma tarefa complexa. Por isso, é muito mais fácil desmotivar…

Então, se você pretende criar um bom projeto motivacional, o melhor caminho é fazer uma pesquisa um pouco mais aprofundada sobre o tema. Na própria internet existe muito material. Outra opção é contratar um consultor especializado.

Mas, se estiver sem tempo para pesquisar, ou mesmo sem verba para investir em uma consultoria, e ainda assim quer ir adiante com a ideia de motivar pessoas, lembre-se de que prêmios em dinheiro têm efeito motivacional em quase todas as ocasiões, desde que, é claro, dimensionado às condições financeiras da pessoa que vai recebê-lo e respeitando as políticas de compliance da empresa.

Além disso, é sempre bom lembrar que respeito, elogios, desafios dimensionados à capacidade das pessoas e um ambiente de trabalho que permita a integração e a valorização das relações humanas são fatores motivacionais básicos e que não custam nada.

Assim, você terá bons motivos para celebrar os bons resultados!
Por Flávio Lettieri

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

SEJA VOCÊ MESMO

Nós somos o que somos.
Tivemos nossa personalidade construída aos poucos.
Por nossos gostos, amigos, família, ambiente, sonhos, etc.
E as pessoas gostam da gente (ou não) baseadas em quem nos tornamos.
Deveríamos mudar pra agradar?
Se você não sabe a resposta é: não.
Acho muito válido quando largamos hábitos, vícios e comportamentos ruins por outra pessoa.
É muito bom ser motivado a mudar à ser melhor por alguém (“por” e não “para” alguém, note).
Assim como é bom demais saber que você é o motivo da mudança de quem você gosta.
Mas isso tem que ser natural, nunca imposto.
A vontade da mudança tem que partir de quem vai mudar, nunca exigida de quem tá de fora.
Até porque só muda de verdade quem realmente quer resultado, quem quer a mudança, não quem quer agradar.
Tem casais que impõem mudanças um sobre o outro (direta ou indiretamente).
E são coisas do dia a dia, às vezes você nem percebe.
“Você vai sair com essa roupa?” E você muda hoje, e não usa mais.
“Vai me deixar pra encontrar com as amigas?” E você não sai, e não sai mais.
“Por que você postou aquilo?” E você exclui, e não posta mais.
E assim vai indo, dia após dia de pequenas censuras e imposições passivas.
Até que você se torna totalmente diferente daquilo que já foi.
Diferente de quem você é.
Agora você era.
Às vezes a gente comete o erro de mudar o que somos por alguém.
E isso vai desde mudar pequenos comportamentos que vão se acumulando, à se anular completamente pelo outro.
Não, isso não vale à pena. Por ninguém.
Você não pode deixar se ser quem você é.
Você não pode usar máscaras.
Você não pode viver fingindo.
Bom é poder ser quem você realmente é.
Sem medos. Sem meias palavras. Sem “pisar em ovos” enquanto fala.
Quando seus gostos são respeitados. Quando sua individualidade é respeitada.
Sabendo que aquele seu jeito que atraiu no começo ainda é o que convence agora.
E que você até muda, sim, mas se você quiser, e tem o apoio do outro.
“SEJA VOCÊ MESMO, MAS NÃO SEJA SEMPRE O MESMO”
A primeira vez que vi essa frase foi num CD do Gabriel, O Pensador há uns 12 ou 13 anos atrás.
E desde então ela sempre martela na minha cabeça.
Ser você mesmo, quem você realmente é… mas ao mesmo tempo não ser sempre a mesma coisa.
Não parecia fazer muito sentido na época, mas faz.
Ser você mesmo é ser quem você deveria ser, quem você quer ser.
Ser o que te faz bem e feliz.
Não ser sempre o mesmo é se reinventar, é ser aberto à coisas novas.
É se descobrir, e depois se redescobrir.
É aprender coisas novas, lugares novos, pessoas novas.
É, de certa forma, mudar sem deixar de ser quem você é.
Muita gente tem pedido conselho sobre como agir em algumas situações de conflito.
Acredito que o melhor conselho que posso dar é: seja você mesma.
Mas quando achar que precisa mudar, mude!
Quando sentir vontade, se reinventa.
Muda o armário. O cabelo. Os lugares.
Muda tudo!
Mas mude porque você quer.
Mude pra ser uma metamorfose.
Mude pra se reinventar.
Mude pra ser melhor.
Mas o mais importante: se for pra mudar, mude por você.
Pra você.
Mas sempre sendo você mesma.
O resto se encaixa sozinho quando você pensa em você em primeiro lugar.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

OS SETE SINAIS DA MATURIDADE EMOCIONAL

Normalmente, a maturidade é associada à idade e aos anos de experiência de vida cronológica. No entanto, quando se trata de maturidade emocional, a idade pode ter pouco a ver com isso. Muitas vezes a maturidade física chega antes da maturidade emocional.
Amadurecer significa entender que não existe amor maior do que o amor próprio, aprender e aceitar o que a vida nos apresenta e seguir adiante.
A maturidade emocional não surge do nada; exige trabalho, esforço, boa vontade e o desejo de olhar para dentro e se conhecer melhor, com a cabeça e o coração em perfeita sintonia. Amadurecer significa encarar a realidade como ela é, muitas vezes bem mais dolorosa do que gostaríamos.
Aqui estão sete características das pessoas emocionalmente maduras.
1- Sabem dizer adeus
A maioria de nós sente muito medo, principalmente quando se trata de soltar as amarras e deixar a vida fluir.
Pensar que o passado foi melhor é muito doloroso; nos impede de soltar e deixar ir.
As pessoas emocionalmente maduras sabem que a vida fica muito melhor quando é vivida em liberdade. Então, deixam ir o que não lhes pertence, porque entendem que ficar preso ao passado nos impede de fechar ciclos e curar nossas feridas emocionais.
2- Conseguem olhar para o seu passado emocional sem dor
Limpar a dor do nosso passado é absolutamente necessário para avançarmos em nosso caminho emocional. As ervas daninhas crescem rapidamente; se não limparmos nosso caminho, não veremos o que está próximo.
As pessoas emocionalmente maduras sabem da importância de viver no presente, superando e aceitando o que passou. O que aconteceu, já aconteceu; não podemos mudar. Aprenda com os erros e siga em frente.
Se perdermos o contato com o nosso interior, não nos afastamos dele, mas permitimos que o negativo do nosso passado interfira na nossa vida presente. Isso é muito doloroso.
  “É por esse motivo que, quando tivermos aprendido o suficiente sobre a nossa dor, perderemos o medo de olhar para dentro e curaremos nosso passado emocional para avançar mais um passo na vida”.
3- Têm consciência do que pensam e sabem
A maturidade emocional nos ajuda a entender melhor nossos próprios sentimentos e os dos demais. As pessoas emocionalmente maduras se esforçam para escrever e pensar sobre as suas opiniões ou sobre como se sentem.
“Amadurecer é ter cuidado com o que diz, respeitar o que ouve e meditar sobre o que pensa”.
A clareza mental das pessoas maduras contrasta com a preguiça e o caos mental das pessoas imaturas. Portanto, a maturidade emocional ajuda a resolver problemas cotidianos de forma eficaz.
4- Não reclamam de nada
Parar de reclamar é a melhor maneira de promover mudanças.
As queixas podem nos aprisionar em labirintos sem saída. As pessoas emocionalmente maduras já aprenderam que somos o que pensamos.  Se você agir mais e reclamar menos, significa que está crescendo emocionalmente.
Quer viver infeliz? Reclame de tudo e de todos.
5- Conseguem ser empáticas, sem se deixar influenciar pelas emoções alheias
As pessoas emocionalmente maduras têm respeito por si mesmas e pelos outros. Têm habilidade para se relacionar da melhor forma possível com os demais; sabem ouvir, falar e trocar informações. Aprenderam a olhar de forma generosa para o outro; todos nós temos valores diferentes, mas queremos ser aceitos e felizes.
6- Não se castigam pelos seus erros
Aprendemos com os nossos erros; falhar nos permite enxergar os caminhos que não devemos seguir.
As pessoas maduras não se punem por possuírem limitações, simplesmente as aceitam e tentam melhorar. Sabem que nem sempre tudo acontece como queremos, mas cada erro é uma boa oportunidade para o crescimento pessoal.
7- Aprenderam a se abrir emocionalmente
As couraças emocionais pertencem ao passado. É muito importante ter comprometimento, amor, autoconfiança e acreditar nas pessoas. Não seja perfeccionista e nem espere a perfeição dos outros. Esqueça as desavenças e perdoe, inclusive a você mesmo.
“Desfrute do tempo compartilhado da mesma forma que desfruta do tempo sozinho”.
Maturidade emocional é assumir o controle da sua vida, ter sua própria visão de mundo e ambição para a sucesso. Ao desenvolver a maturidade emocional a vida torna-se um prazer, e não uma obrigação.




quarta-feira, 9 de setembro de 2015

11 conselhos que muitos jovens não vão querer ouvir (mas agradecerão no futuro)

No momento em que escrevo isto, acabo de passar dos 60 anos e gostaria de compartilhar alguns conselhos baseados nos (pelo menos) trinta e poucos anos de vida que tenho a mais que você. Não espero que acredite em tudo que digo. Quando eu tinha 22 anos, não costumava ouvir alguém tão velho também. Mas talvez algumas dessas ideias façam sentido para você.

Desafie o conhecido e abrace o desconhecido

Aceitar o que é conhecido e resistir ao que não é pode ser considerado um erro. Você deveria fazer exatamente o contrário: desafiar o que é imposto e abraçar o desconhecido. Esse é o momento de arriscar, porque você tem menos a perder e mais a ganhar. Grandes coisas acontecem com as pessoas que questionam o status quo.

Seja breve

Diferente do que acontece na escola, o trabalho é o lugar onde há poucos limites. Na minha carreira, eu posso contar quantas vezes recebi um e-mail, apresentação ou um relatório que eram muito curtos. O tamanho ideal para tudo é quando se está “completo” – mais é menos e a técnica de “choque e pavor” não funciona nos negócios, nem na guerra. Eis as direções: e-mail – cinco frases; apresentações – dez slides em vinte minutos; relatórios – uma página.

Conte histórias, faça demonstrações e use fotos

As pessoas mais encantadoras são aquelas que contam histórias e usam imagens para influenciar e persuadir os outros. Elas não menosprezam ou repreendem. Elas pintam uma imagem na cabeça das pessoas, seja por mídias sociais, e-mails, apresentações, ligações ou videoconferências. Existiu apenas um Steve Jobs, mas se você deseja ser como ele, aprenda a se comunicar utilizando esses artifícios.

Não se preocupe com seu primeiro emprego

Durante sua vida, você terá aproximadamente dez empregos. Seu primeiro não será o último, muito provavelmente. Seria ótimo se o seu primeiro emprego fosse no Google, mas a probabilidade é baixa. O único erro que você pode cometer é aceitar um emprego em um lugar onde não há nada para aprender, e se você não aprende nada, a culpa é provavelmente sua. Apenas trabalhe duro e pare de pensar que pode conseguir o primeiro emprego perfeito.

Viva o presente, trabalhe para o futuro

No dia seguinte em que você começar a trabalhar, ninguém vai se importar com fatores como a escola que você frequentou, suas notas, se você era capitão de futebol ou quem são seus pais. Tudo que importará é se você consegue entregar os resultados ou não. Então, trabalhe duro para que seu chefe fique bem na fita (veja o próximo item).

Faça seu chefe ficar bem na fita

O importante é fazer um trabalho que seja bom para a imagem do seu chefe. A teoria de que fazer com que ele se prejudique, para que você se saia bem, é falha. Fazer isso só vai mostrar que você é desleal e estúpido para o restante da empresa. Você deve querer que o seu chefe seja bem sucedido para, assim, crescer com ele.

Continue aprendendo

Aprender é um processo, não um evento. Então, você nunca para de aprender. Fica mais fácil aprender uma vez que você sai da escola, pois a relevância do que você aprende se torna mais óbvia. Quando você se gradua é que o verdadeiro aprendizado começa.

Não se case tão rápido

Eu me casei aos 32. Essa é a melhor idade. Até atingir essa faixa etária, talvez você não se conheça tão bem. Você também não sabe com quem está se casando.

Não relativize o que é absoluto

Quando você era mais novo, era absolutamente errado mentir, trapacear ou roubar. Porém, ao entrar no mercado, você é tentado a relativizar essas atitudes. À medida em que amadurecer, você vai ver que o certo e errado tendem a mudar de “absoluto” para “relativo”. Isso é errado. Lembre-se: o que é certo sempre será certo, e o que é errado sempre será errado.

Aproveite sua família e amigos antes que eles partam

Nada – nem dinheiro, poder ou fama – pode trazer sua família e amigos de volta depois que eles partem. Você provavelmente acha agora que vai viver para sempre. Isso é natural. Mas considere que, apesar de você ser “imortal”, as pessoas ao seu redor não são.

Um último conselho

Quando era criança, você pensava que seus pais estavam sempre certos. Quando entrou na escola, passou a achar que eles estavam sempre errados. Após a faculdade, tornou-se menos radical e começou a entender que algumas vezes os pais acertam e outras erram. E, então, acredite se quiser, você se tornou seus pais. Atrele sua jovem mente a isso.

Por Guy Kawasaki


terça-feira, 8 de setembro de 2015

Como moldar e alcançar os sonhos profissionais

Por Célio Antunes

A escolha da carreira é uma das decisões mais importantes que uma pessoa pode fazer em sua via, pois ela norteará a trajetória profissional no decorrer dos anos. Por isso, é essencial que o jovem saiba escolher cuidadosamente uma profissão tendo sempre em mente as dificuldades e os benefícios que cada área pode trazer para ele, afinal é o futuro dele que está em "jogo".

Escolhas erradas fazem parte da vida universitária e isso não acontecerá de forma isolada, muito pelo contrário. De acordo com censo do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - entidade pública federal vinculada ao Ministério da Educação e Cultura - MEC), 21% dos estudantes pedem transferência durante a graduação. Não há nenhum problema em mudar e seguir um novo rumo. Porém, se o aluno criar consciência do que realmente deseja para seu futuro, certamente economizará tempo e dinheiro. Quanto mais cedo descobrir a área que gosta, mais rápido torna-se capacitado para atingir o sucesso e alcançar sonhos.

Seguem abaixo três dicas que considero importantes e que podem ajudar no momento das escolhas para o futuro. Vamos a elas?

1º - Pesquise as suas áreas de interesse, levando em conta o objetivo a médio e longo prazo e o cenário do mercado nos próximos anos. É necessário antecipar-se às demandas e identificar quais são as profissões que provavelmente estarão saturadas ou carentes de colaboradores capacitados.

2º - Neutralize as influências que estão ao seu redor. Muitos profissionais são infelizes porque deixaram, por terem sido pressionados ou por puro comodismo, que os próprios sonhos sejam influenciados pelos objetivos de outras pessoas como, por exemplo, pais e familiares. Mas não deve ser assim. É preciso fazer o que se gosta. Um colaborador motivado e feliz rende mais e possui mais chances de obter sucesso em sua carreira quando encontra identificação com suas atividades e responsabilidades.

3º - Não tenha medo de pensar diferente e saia da "caixa". Em um mercado cada vez mais competitivo e cheio de informações, o profissional que ousa, que questiona e que foge da rotina consegue mais visibilidade diante dos demais que estão ao seu lado. Não fique inseguro se todos ao redor pretendem seguir carreiras tradicionais e você optou por outros caminhos. É justamente essa experiência que acrescenta o diferencial ao seu currículo.

O jovem percebe como é gratificante moldar seus próprios sonhos e tomar as rédeas da carreira. Cada conquista possui um gosto especial quando alcançada por seu mérito, pois simboliza os próprios passos rumo ao ápice profissional.


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Encerrando Ciclos

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final. Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver. Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos - não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram. 

Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? 
Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? 
A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações? 

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu. Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seu marido ou sua esposa, seus amigos, seus filhos, sua irmã, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado. 

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco. O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem. Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração - e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar. 

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos. Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”. Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará. 

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade. Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida. Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

A lição da Mamãe Quero-Quero

Quando percebi a boiada vinha em disparada na nossa direção. Eram cerca de 500 animais correndo ao nosso encontro.

O coração disparou, em um misto de medo, curiosidade e entusiasmo. Naquele momento, ali, em cima dos cavalos, eu, minha família e os outros turistas que passavam férias no Pantanal, pudemos ter uma pequena noção do que é a vida de um boiadeiro. Mas, o momento mais marcante dessa experiência ainda estava por vir.

Orientados por um pantaneiro, fomos para o campo aberto, onde poderíamos ver o “estouro da boiada” sem o risco de sermos atropelados. E foi na chegada a esse campo que vivenciei uma cena incrível, dessas que só a “Mãe Natureza” é capaz de proporcionar.

No meio do caminho havia um ninho de quero-quero. Ao perceber a nossa chegada, a mamãe que chocava seus ovos saiu gritando em nossa direção, marcando a sua presença, como a dizer que ali estavam os seus futuros filhotes.

Naturalmente, desviamos o caminho, achando “bonitinha” a atitude da mamãe quero-quero. Mas, ao mesmo tempo, ficamos sensibilizados, pois em breve a boiada passaria por lá e impiedosamente esmagaria o ninho e os ovos.

Temendo por essa cena triste, uma das moças que estava no grupo perguntou ao pantaneiro se não havia jeito de desviar a boiada para evitar o massacre dos pássaros.

Claudinei, um típico descendente de índio, era o nosso guia nessa cavalgada. Com um olhar sério e seguro, típico de quem conhece o seu serviço, respondeu com naturalidade:

“Não tem jeito de desviar os bois não, dona. Mas pode deixar que a natureza sabe o que faz”.

Naquele momento, aquela expressão nos pareceu um tanto insensível. Mas, em breve iríamos entender a sabedoria do Caboclo…

Ao perceber a chegada da manada, a mamãe quero-quero, do alto de seus dez centímetros, saiu em disparada na direção dos bois e começou a gritar com toda a energia.

Ela literalmente enfrentou o macho alfa que liderava o rebanho com tanto vigor e convicção que o boi não teve outra opção a não ser mudar o seu caminho. E, juntamente com ele, todo aquele gado tomou outra direção.

O ninho tinha sido preservado, graças à coragem e à determinação de uma mãe.

Diante da ameaça à sua prole, aquela pequenina ave não ficou “pensando” no que fazer. Ela simplesmente enfrentou o perigo.

Seu propósito era tão forte e tão firme que fez com que ela se tornasse maior do que o boi que liderava o bando.

Aquela cena tão simples e tão emocionante me fez refletir sobre a grandeza das pessoas.

Fiquei pensando em como nos tornamos maiores quando temos uma causa para defender. Como nos tornamos melhores quando temos um valor pelo qual vale a pena lutar.

Pensei então nas pessoas que não usam seus potenciais, que não usam as suas forças, simplesmente porque estão perseguindo ilusões ao invés de cuidarem de seus valores mais importantes.

Pensei nas muitas pessoas que, agindo como parte de uma manada sem rumo, parecem não ter uma razão pela qual valha a pena viver, ou morrer.

Ao mesmo tempo, ver aqueles grandes bois mudando o seu caminho diante de um pequeno pássaro que se fez grande me fez pensar que muitas vezes agimos como uma boiada que, apesar de grande e forte, não segue o seu próprio caminho porque teme àqueles que aparentam ser mais poderosos.

Por fim, deixei de lado as reflexões e voltei apenas a contemplar a cena. Agradecido pela maravilhosa lição aprendida com aquela enorme e pequenina mamãe quero-quero. E, mais uma vez, maravilhado com a sabedoria da Mãe Natureza.



Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/a-licao-da-mamae-quero-quero