segunda-feira, 23 de abril de 2012

Lidere Através da Comunicação Eficaz - Ernesto Artur Berg

Aqui vão 11 sugestões para uma comunicação eficaz.

1. Defina  o  real  objetivo  da  comunicação.

Tudo começa com a clara definição do objetivo a ser atingido com a comunicação.

Pergunte a si mesmo: Que resultado pretendo atingir com essa comunicação? (Pode ser administrar um conflito, receber uma informação, fechar um negócio, vender a ideia de um projeto, aumentar a produção etc.). Pode parecer estranho, porém  mais de 30% das comunicações feitas em empresas são de caráter ambíguo, dando margem a muitas interpretações por parte de quem as recebe.

2. Seja objetivo, claro e conciso.

Nada é mais irritante e enfadonho do que o interlocutor se perder em  devaneios, ser impreciso e ambíguo quanto a detalhes ou então desviar-se constantemente do objetivo da conversação. O assunto não flui, enquanto que o desconforto e a ansiedade crescem. 

Os pontos básicos de uma boa comunicação são: 
  • seja objetivo (vá direto ao ponto), 
  • claro (vá por etapas, não deixe margem à dúvidas sobre o  que você está dizendo, não misture um assunto com outro) e 
  • conciso (não diga em cinqüenta  palavras o que pode dizer em dez). 
Isso não significa que você deva ter uma atitude seca e pouco acessível. É justamente o oposto.

Sua atitude deve ser simpática, deixando o outro tranqüilo. Apenas não confunda simpatia com dispersividade.

3. Respeite a outra pessoa.

Já conversou com alguém (por exemplo, seu chefe ou diretor) que é interrompido a todo instante por pessoas que entram na sala, ou por telefonemas, ou que a cada momento alguém pede licença para tratar de um assunto rápido, ou seu interlocutor faz algumas inofensivas ligações e coisas do gênero? 

Gostou  da  experiência? 

Já indagou se você mesmo não vem fazendo isso mesmo com outras pessoas que se dirigem a você? Durante um diálogo,evite se mexer ou virar muito de um lado para o outro, não atenda nem dê telefonemas, evite interrupções de outras pessoas (é horrível depois ter que ouvir: Onde foi que paramos mesmo?).

Evite ao máximo expressões regionais, gírias ou jargões técnicos. Sobretudo não se irrite nem se mostre aborrecido se o interlocutor expressar ponto de vista diferente dos seus ou não concordar com o que você falou.

Tranqüilidade, diálogo e boa vontade dissolvem qualquer desentendimento.

4. Demonstre interesse pelo interlocutor, mantendo contato visual.

Olhe nos olhos da outra pessoa, mostre que está interessado no que ela diz meneando a cabeça em sinal de concordância e assuma uma postura de quem presta atenção. 

Deixe que perceba que você se importa com o que ela está dizendo.

5. Coloque-se no lugar da outra pessoa.

Evite falar “economes”, utilize o universo lingüístico familiar à outra pessoa e considere também o nível intelectual de quem está a sua frente. 

Instruções vernaculares podem ser ótimas para cientistas ou diretores letrados, mas não farão nenhum sucesso junto ao porteiro ou o contínuo, que ficarão talvez desnorteados.

Ponha-se no lugar do outro,pergunte-se se o que está dizendo faz sentido para ele.

6. Não interrompa quando o outro estiver falando.

É como falar de boca cheia: uma grosseria. 

Deixe o interlocutor expressar sua ideia ou ponto de vista e só então responda. 

Muitas pessoas se tornam tão insensíveis, que interrompem sistematicamente quem fala, como se só elas tivessem algo de importante para dizer. 

No entanto, é preciso ressaltar que certas interrupções são válidas e até enriquecem o diálogo, quando feitas de forma apropriada. É o assunto do próximo item.

7. Pergunte.

Perguntas oportunas facilitam o diálogo e fazem fluir o assunto, desde que não o transforme num interrogatório policial. 

As perguntas esclarecem  pontos obscuros; auxiliam pessoas tímidas a se expressarem e a desenvolverem seu raciocínio; fazem pessoas dispersivas voltarem ao assunto, forçando-as a irem direto ao ponto; fazem os indivíduos se sentirem valorizados, injetando-lhes confiança ao dialogarem. 

Mas, sobretudo, fazer perguntas demonstra que você leva a sério a obtenção de informações, além de o auxiliarem a estabelecer o ritmo do diálogo.

Faça boas perguntas e seja um ouvinte atento.

8. Confirme o que foi entendido.

No desenrolar da conversação, em determinados momentos, confirme o que foi
dito para checar se o que você entendeu é o que o outro falou e vice-versa. 

Use frases do tipo: Pelo que estou entendendo, o projeto  B sofrerá um atraso: em vez de iniciar no dia 14, ele só começará no dia 28 de outubro, ou: Portanto, repetindo, Alice e Mário farão a pesquisa de mercado juntos, mas o processamento e o diagnóstico serão feitos somente pela Alice, já que Mário terá de participar de outra pesquisa em seguida.

9. Faça anotações.

Anote os pontos mais importantes do diálogo escrevendo palavras-chave, frases relevantes, números, datas, pessoas envolvidas, custos, etc. 

Assim você se lembrará sem dificuldade do que foi dito quando tiver de voltar ao assunto durante e depois da conversação. 

Porém, evite  ficar escrevendo o tempo todo, pois poderá não acompanhar tudo o que foi dito ou até mesmo intimidar o interlocutor com a sua caneta implacável. Só anote o essencial.  

10. Preste atenção às mensagens não-verbais (suas e as do interlocutor).

Estudos mostram que expressamos apenas 7% do significado de uma mensagem por meio de palavras.

Trinta e oito por cento são transmitidos pelo tom de voz; e 55%, pela linguagem corporal. Logo, comunicamos 93% de uma mensagem de modo não-verbal, por meio da nossa postura, dos gestos, do tom de voz etc. 

Deve existir coerência entre a nossa linguagem verbal e não-verbal. 

Se não houver consistência entre ambas, o resultado será uma distorção de comunicação e o interlocutor sempre acreditará, não no que foi dito, mas no que ele viu e sentiu (a mensagem  não-verbal). 

Desse momento em diante, ele passará a prestar atenção em sua postura e ignorará as palavras. 
  
11. Faça um resumo final.

Terminada a conversação, faça um resumo dos principais pontos acordados:o que será feito, quem o fará, quando, como, a que custo. Isso servirá, primeiramente, para confirmar se é esse o entendimento da outra  parte e, em  segundo lugar, se nada de importante foi omitido.

Condensado do livro “Manual do Chefe em Apuros”, de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora, 2a. edição. Este livro tem como brinde o DVD O Gerente Empreendedor, com 50 minutos de duração. 

Pessoas que Desaprendem

Na clássica obra “O Choque do Futuro”, lançada no início dos anos 1970, o pensador e futurista norte-americano Alvin Tofler, já previa: “Os analfabetos do século XXI não serão mais aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não conseguem aprender, desaprender e reaprender.” 

Temos que concordar que ele realmente estava certo. A maior luta do homem atual não é ter o que aprender, pois o volume de informação disponível já dobra a cada dois anos. O mais difícil passou a ser conseguirmos separar a informação relevante daquela que apenas nos faz perder um precioso tempo.

Para se ter uma ideia, alguns pesquisadores afirmam que um garoto de dez anos que vive nos dias atuais já acumulou mais informação do que Leonardo da Vinci pôde assimilar durante todos os seus 67 anos de vida. E olha que este pintor, escultor e inventor é considerado o homem mais extraordinário dos séculos XV e XVI.

Quando pergunto a alguém qual a palavra mais importante desta frase de Tofler geralmente as pessoas respondem que se trata do termo “reaprender”. Não é. Para que a reaprendizagem aconteça antes é imprescindível que desenvolvamos a capacidade de desaprender, isto é, deixar para trás aquilo que nos orientou até então.

E como é difícil esquecer! Alguém já afirmou certa vez que somos uma coleção de hábitos, tanto bons quanto ruins. Se você utiliza relógio em seu pulso, faça um exercício simples para perceber como o desaprendizado é complexo: use-o durante um mês no braço contrário e acompanhe as sensações desagradáveis que virão à tona nestes próximos dias.

O ato de aprender exige três coisas fundamentais: disposição, método e disciplina. Aprende-se muito pouco quando a pessoa não está aberta ao seu próprio desenvolvimento. Contudo, muita vontade é insuficiente quando inexiste uma metodologia que norteie a retenção e uma rotina que nos faça seguir aquilo a que nos propusemos.

No caso do desaprendizado, as atitudes decisivas são muito diferentes: desapego, aceitação ao erro e incoerência. A pessoa precisa estar aberta ao descarte de ideias e coisas, já que é difícil imaginar que guardando quinquilharias na cabeça, escritório ou casa alguém esteja disposto a mudar. Também é necessário ser menos exigente consigo mesmo, divertindo-se com os próprios erros, pois ao recomeçar inevitavelmente você falhará algumas vezes. E, por fim, talvez o mais difícil: ser incoerente. Para uma pessoa organizada, por exemplo, é muito complicado permitir-se um pouco de bagunça, mas esta contradição é que permite que um mundo novo ilumine-se diante de seus olhos.

Por conseguinte, as pessoas que desaprendem são mais questionadoras no âmbito profissional. Não se satisfazem porque as coisas deram certo da primeira vez e sempre procuram localizar oportunidades para melhorarem seu desempenho. São inquietas, mas ao mesmo tempo, simples e humildes. Como as crianças, fazem as perguntas que muita gente considera óbvias ou jamais ousou questionar. 

Isto não impede que você tenha referenciais nos diversos campos de sua vida, já que eles são importantes. Todavia, para desaprender é necessário zerar periodicamente uma boa parte do processador que existe em seu cérebro e não procurar a toda hora o único jeito certo de fazer as coisas. A ousadia e a experimentação, logo, é que possibilitam o reaprender.

É claro que as pessoas que desaprendem nem sempre encontram terreno fértil nas empresas onde trabalham, principalmente quando a estrutura organizacional é rígida e se espera que seus comportamentos estejam de acordo com o padrão. Neste caso, há duas opções: permanecer sendo visto como um extraterrestre ou procurar um lugar no qual o ambiente permita que você pense fora da caixa.


Por Wellington Moreira


Fonte: http://www.caputconsultoria.com.br/artigos/255

sábado, 21 de abril de 2012

É Proibido - Pablo Neruda

É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.

Fonte: http://pensador.uol.com.br/autor/pablo_neruda/

Estamos com fome de amor - Arnaldo Jabor

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: 

"Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". 

Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.

Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas. E saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.

Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?

Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.

Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.

Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".

Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.

Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.

Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.

Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? 

Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. 

Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém:

 "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".

Antes idiota que infeliz!


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Assertividade Como Filosofia de Vida

Em quantas reuniões gostaríamos de expressar verdadeiramente nossa opinião sobre algo, mas preferimos ficar quietos? Não se posicionar em debates. Aceitar situações e propostas quando a vontade é negá-las. Sentir-se desconfortável em falar para alguém que não gostou de determinada postura ou comentário. São essas e muitas outras situações que demonstram o quanto precisamos desenvolver um comportamento assertivo, de modo a dizer o que se quer sem ofender ninguém, mas também sem se sentir constrangido ou culpado.

Ou seja, ser transparente quanto aos nossos objetivos e desejos, saber falar sobre isso com naturalidade e também saber dizer e ouvir respostas negativas frente a algumas circunstâncias da vida.

Assertividade é uma qualidade indispensável aos bons profissionais atuais e reúne inúmeras competências emocionais. Muitas pessoas confundem pessoas assertivas com pessoas agressivas. Porém, as primeiras nada mais são do que pessoas francas, que sabem se posicionar e exprimir suas opiniões sem ofender aos demais.

Pessoas assertivas evitam situações desagradáveis, e têm um autocontrole sobre seus comportamentos.

Segundo Vera Martins, autora do livro “Seja Assertivo”, assertividade é filosofia de vida, mais do que um comportamento, pois engloba valores, atitudes, pensamentos e sentimentos frente à vida. Uma filosofia de relacionamento humano com soluções do tipo ganha-ganha.

A autora também destaca que muitos confundem o conceito de assertividade e dizem que não querem ser assertivos para não magoar as pessoas; no entanto, ela é o “ingrediente” dos relacionamentos saudáveis, ser assertivo é dizer “sim” e “não” quando for preciso. Assim como dizemos sim, às vezes queremos ou precisamos dizer não, no sentido de dar limites e respeitar a nossa própria vontade. “Se digo não com frequência, agrido o outro, mas, se digo sim intensamente para o outro, agrido a mim mesmo”, completa a autora.

As bases que fundamentam esta nova filosofia de vida estão alicerçadas na coragem e determinação, que fazem com que nos soltemos das amarras do medo. A autora pede também empatia para que possamos nos colocar no lugar do outro, sentir como ele se sente. A auto-estima também é essencial, pois as aptidões para o sucesso em nossos relacionamentos, depende muito mais das relações que temos com nós mesmos, do que nossos talentos e capacidades. Autocontrole e tolerância à frustração são outras bases que farão com que nas mais variadas situações possamos usar a assertividade como grande aliada.

Mas o melhor são as vantagens e os benefícios que podemos usufruir com a adoção dessa filosofia. Agindo com menos ansiedade, é possível raciocinar melhor e com mais calma nas tomadas de decisões ou posicionamentos que nos são exigidos diariamente. Ao dizermos “não” para aquilo que não queremos, conquistamos melhor qualidade de vida ao ampliarmos nosso tempo livre. Ganhamos também mais liberdade ao decidirmos o que realmente queremos fazer e onde queremos chegar, além de obtermos uma melhora na auto-estima.

Pense nisto e usufrua desta nova filosofia!

Por Melissa Antonychyn 

Fonte: http://www.qualidadebrasil.com.br/artigo/comportamento/assertividade_como_filosofia_de_vida

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Nove Sugestões para Tomar Boas Decisões - Ernesto Artur Berg

1. Defina  o  problema.

Um problema se caracteriza por um desvio entre o que se espera acontecer e o
que realmente está acontecendo. 

Evite afirmações genéricas do tipo: ‘As vendas caíram nos últimos dez meses’ ou então: ‘Nossa produção vem caindo ultimamente’. 

Em vez disso seja específico: ‘Tivemos uma queda nas vendas de 17% nos  últimos oito meses na região sul do país’ ou ‘Nos últimos seis meses tivemos 8% de diminuição de produção’. 

Apresente números (dados estatísticos, percentuais, datas) e indicadores do  problema, e você poderá avaliar melhor a situação. Um problema bem definido é meio caminho andado.

2. Pergunte: qual a causa (ou causas) desse problema?

Para descobrir a causa de um problema, há cinco perguntas básicas que ajudam a desvendá-lo: O Quê?, Onde?, Quem?, Quando?, Quanto?.

3. Saiba o que o problema é e o que ele não é.

As cinco perguntas anteriormente relacionadas ajudam a descobrir a causa do problema:
  • O que é o problema?
  • Onde ele ocorre? (Em que região, área, departamento, setor etc.)
  • Quem está envolvido no problema? (Com quem ele ocorre?)
  • Quando (Desde quando) ele ocorre? (A partir de que mês, período, semana.)
  • Quanto ocorre? (Em que medida? Quanto está custando em dinheiro, esforço, desgaste de imagem etc.?)

Por outro lado, saber o que o problema não é importa tanto quanto saber o que ele é, porque isso delimita a área de procura. Faça as seguintes perguntas:
  • O que o problema não é, mas poderia ser?
  • Onde ele não ocorreu? Por quê?
  • Quem não está envolvido? Ele deveria estar ou não envolvido? Por quê?
  • Quando não ocorreu? Por quê?
  • Quanto não ocorreu? Acima/abaixo de que medida não ocorreu? Por quê? 

4. Não confunda sintoma com causa.

Dezessete por cento de queda  nas vendas é um indicativo de que algo anda mal, porém isso não é a causa e sim um sintoma que o está alertando a respeito da existência de um problema.

Se alguém sente dor de barriga, isso não é causa, mas sintoma. Algumas das prováveis causas serão: gastrite, intoxicação, exageros nas refeições, excesso de nervosismo ou até mesmo uma doença mais grave como câncer no intestino  etc. 

A causa  será  descoberta  a  partir do sintoma.

5. Gere soluções/crie alternativas.

Após a identificação da causa mais provável do problema, chega o momento de
sugerir alternativas para resolvê-lo. Se o problema é 17% de quedas nas vendas, a alternativa proposta poderá ser o de visitar o distribuidor e os principais clientes. 

Poderia, no entanto, haver outras alternativas como: treinar a equipe de vendas, melhorar o sistema de distribuição do representante regional, romper o contrato e contratar outro distribuidor etc. 

Raramente existe uma única maneira de solucionar um problema, e quanto mais complexo ele é, mais alternativas devem ser geradas para possibilitar a melhor escolha.

6. Faça uma análise de custo – benefício das alternativas.

Examine cada uma das alternativas aprovadas e proceda a uma análise de custo-benefício dos seguintes fatores: pessoal, dinheiro, tempo, espaço e material.

Pessoal. Há pessoal suficiente para isso? Está disponível? Tem capacidade para isto? Necessita de treinamento? Há necessidade de recrutar pessoal externo? Pode-se terceirizar parcial ou totalmente as atividades? Podemos nos associar a alguém?

Dinheiro. Quanto custa esta alternativa? Há recursos financeiros suficientes? Pode ser financiada?

Tempo. Quanto tempo dura a implantação desta alternativa? Podemos dispor desse tempo? É urgente? 

Espaço. Há espaço suficiente para desenvolver esta alternativa? O layout é adequado? Pode-se alugar? Pode-se terceirizar?

Material. Há material suficiente? É possível adquiri-lo rápido ou facilmente? Quem são os fornecedores? Precisamos desenvolver algum material específico?

A alternativa aprovada deverá ser aquela que apresentar o melhor retorno de custo-benefício.
  
7. Implante a solução.

Decisões exigem implantação e acompanhamento. Portanto, chegou o momento de planejar a implantação da solução escolhida. 

As mesmas cinco perguntas (O Quê?, Onde?, Quem?, Quando?, Onde?) utilizadas para descobrir a causa do problema são aqui novamente postas em ação, porém agora acrescidas de uma sexta questão: Como?. 
  • O que vai ser feito? (Qual o objetivo?)
  • Onde será implantado? (Em que região, área, departamento, setor etc.?)
  • Quem será responsável pela implantação da solução?
  • Quando? (Data de início e fim da implantação)
  • Quanto? (Quanto dinheiro será necessário para a implantação da solução?)
  • Como será feito? (Quais os métodos, procedimentos e seqüências de execução do plano?) 

8. Consulte os outros. Pergunte aos especialistas.

Para que sua decisão tenha ainda maior grau de acerto, muitas vezes é conveniente perguntar a pessoas não envolvidas no problema mas que conhecem o assunto (por exemplo o chefe, companheiros de trabalho, amigos) o que eles acham da decisão. 

Quando há muito em jogo e o problema é sério, consulte especialistas sobre o assunto, tais como um advogado, contador, consultor, profissional do ramo etc. Suas sugestões com certeza irão ajudá-lo muito a clarear o problema e auxiliá-lo na tomada da decisão mais apropriada. 

Faça o que fizer, no entanto, lembre-se de que a decisão final pelas decisões será sua. Logo, não abdique nem delegue essa prerrogativa a ninguém.

9. Habitue-se a tomar decisões pró–ativas.

Existem dois tipos de decisões: as pró-ativas e as reativas. 

As decisões reativas, como o nome já indica, são aquelas tomadas como reação a um  problema que surge repentinamente, como uma máquina que quebrou, o cliente que exige providências imediatas, a peça que faltou etc.

Elas exigem providências urgentes e são resultado, quase sempre, da falta de planejamento e de providências tomadas  previamente. 

As decisões pró-ativas, por outro lado, significam pró-ação (ou seja, ação prévia) e caracterizam-se por ser resultado de planejamento e ação preventiva. 

As decisões são tomadas antes que o problema surja, antecipando-se ao aparecimento de um obstáculo, economizando assim, tempo, esforço e dinheiro. 

Alguns tipos de decisão pró-ativa são: planejamento estratégico, manutenção preventiva, adoção de novas tecnologias (informática, telecomunicações etc.), treinamento e desenvolvimento de pessoal, pesquisa de clima organizacional, pesquisa de mercado, racionalização estrutural e administrativa etc. 

Quanto mais decisões pró-ativas  um executivo toma, menos ações reativas são necessárias, já que a situação estará sanada antes que o problema desponte. 

Empresários, executivos, gerentes e supervisores eficazes, concentram-se nas decisões pró-ativas, pois sabem que nelas reside o sucesso do seu negócio.

Condensado do livro “Manual do Chefe em Apuros”, de Ernesto Artur Berg, Juruá Editora, 2a. edição. Este livro tem como brinde o DVD O Gerente Empreendedor, com 50 minutos de duração.

Hi Five by Drucker - Adriana Salles Gomes

Estamos no mês 5 e eu devia ter postado isso no dia 5, mas vai no dia 7 mesmo (quase às 5 da tarde): curiosamente, o inventor da administração moderna, Peter Drucker, organizou muitas de suas geniais idéias de gestão em cinco tópicos. 

Eis cinco idéias que vale a pena anotar: 

Os executivos eficazes são os que se apropriam de cinco práticas ou hábitos de pensamento:

1) sabem administrar seu tempo; 
2) perguntam-se “Como posso contribuir?” e concentram seus esforços nos resultados deles esperados e não no trabalho; 
3) trabalham a partir de suas forças, não se baseando em (consertar) suas fraquezas ; 
4) sabem colocar “first things first”, ou seja, priorizam as áreas em que uma execução superior poderá fazer diferença; e 
5) sabem tomar as melhores decisões. 

São cinco os elementos de um processo eficaz de tomada de decisão

1) a compreensão sobre se a situação em jogo é genérica ou excepcional; 
2) a definição das condições-limite, ou seja, das especificações que uma eventual resposta tem de satisfazer; 
3) a averiguação do que é certo fazer antes de levar em conta concessões e adaptações necessárias; 
4) a elaboração da ação para executar a decisão antes de tomá-la; e 
5) a verificação sobre se a decisão foi acertada, confrontando-a com o desenrolar dos acontecimentos. 

São cinco as funções básicas do gestor

1) definir objetivos; 
2) organizar o grupo; 
3) motivar e comunicar; 
4) medir o desempenho; e 
5) desenvolver pessoas (incluindo a si mesmo, o que talvez seja o mais importante de tudo, para Drucker). 

São cinco os desafios do executivo atual

1) tornar os colaboradores mais produtivos; 
2) administrar o ciclo de vida da empresa; 
3) criar mudanças; 
4) equilibrar curto e longo prazos gerenciando o mercado dos produtos e serviços, o mercado do dinheiro e o mercado dos funcionários; e 
5) gerenciar com vista unicamente à prosperidade da empresa. 

São cinco os mercados que apresentam as melhores oportunidades de crescimento no século 21

1) lazer; 
2) saúde; 
3) educação; 
4) varejo financeiro; e 
5) informação e comunicação global.