sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

e-book: Aprenda a decidir qual trabalho profissional escolher - Profª. Maria Luiza Marins Holt

Método de Orientação Vocacional para qualquer idade
No Link:
http://www.mh.etc.br/documentos/aprenda_decidir.pdf

Qual é a sua missão?

É realmente relevante pensarmos em qual é nossa missão de vida? Será necessário alinhar nossa vida pessoal e profissional com nossa missão? Isso faz diferença na carreira?

Essas são apenas algumas das questões com as quais devemos nos preocupar no que tange a nossa missão. Refiro-me à sua missão pessoal, particular, única. Independente de questões místicas e religiosas, a missão é um guia que pode nos dar o caminho que vamos trilhar, alinhados com todas as outras áreas da vida.

Sua missão pessoal, seu estilo de ser, combina com a organização a que você pertence?

Se não souber para onde deseja ir, nem o vento mais favorável levará seu barco a porto algum.

Um dos raciocínios que ajuda saber qual a nossa missão é: Por que acordo cada manhã? Pergunte-se o que realmente faz sentido para sua vida. Pense no seguinte diálogo interno: "Ah, acordo disposto para trabalhar e ter sucesso!" Pergunte-se para quê? "Oras, para ganhar dinheiro e ter destaque". Para quê? "Para comprar tudo que quero, dar conforto à minha família, viajar etc. Para quê? "Para usufruir plenamente a vida." Para quê?

Pode parecer óbvio demais, mas continue com esses ingênuos questionamentos e, assim sucessivamente, até que você chegue ao seu sentimento verdadeiro, profundo, motivador.

Digamos que chegou à conclusão de que sua missão é gerar novos conhecimentos na humanidade, promovendo uma existência mais pacífica. Aí cabe observar se o caminho que está trilhando o conduz à essa missão.

As escolhas de cursos que você faz, os livros que lê, os eventos que participa, as pessoas com as quais se associa, o tipo de trabalho que executa, o seu lazer, a sua espiritualidade, suas finanças, seus relacionamentos íntimos, enfim, os pilares de sustentação da sua vida estão lhe aproximando ou lhe distanciando de suas metas, da sua real missão?

Se você estivesse fazendo 80 anos hoje e seus amigos, familiares e conhecidos organizassem uma festa em sua homenagem, o que diriam de você?

Qual legado você deixou para as próximas gerações?

Construiu uma vida digna de nota? Não me refiro ao certo ou errado, melhor ou pior, mas sim, a uma vida significativa, capaz de agregar valor a você e aos que convivem com você.

Será que a pessoa de 80 anos, ao olhar para trás, perceberia que seguiu sua missão, viveu intensamente a vida? A resposta depende de cada um de nós.

O que você deseja que seu eu de 80 anos lhe diga, com relação ao que fez com a sua própria vida?

Grande parte do stress, das doenças psicossomáticas, de nossos desequilíbrios emocionais são provenientes de uma vida insatisfatória, sem sentido.

Trabalhamos naquela profissão não porque de fato nos dá satisfação e realização pessoal, mas apenas porque nos oferece o sustento.
Estamos naquele casamento pela comodidade, pelo costume, pelos filhos e não por amor verdadeiro.
Assistimos a TV pela falta do que fazer, não porque nos faz melhores, e ainda usamos a falta de tempo como uma desculpa para deixar de fazer tantas outras coisas.

Assim, nos arrastamos por uma vida mediana, insatisfatória, sufocante. É realmente isso que você deseja para sua vida?

Então, mais do que falar sobre política, educação e a economia do nosso país, que sem sombra de dúvida têm um papel extremamente importante, pergunte-se o que você está disposto a fazer com e por você mesmo.

É preciso parar de criticar os outros, os colegas, o chefe, o marido, a esposa, enfim. Conscientize-se de uma coisa que é certa: você não conseguirá mudar o outro, mas conseguirá mudar você mesmo, se assim desejar.

Saiba qual é a sua missão e busque coerência entre seu discurso e sua prática. Ninguém falou aqui que isso seria fácil, porém, tenha certeza de que será recompensador e estimulante. A partir daí, você começa a refletir sobre as pessoas ao seu redor, em sua família, em seu trabalho, em sua comunidade, na sociedade.

Faça planos de ação específicos para cada área da sua vida, planos exeqüíveis, possíveis, positivos, com data de começo, meio e fim.
Imagine os possíveis obstáculos que irá enfrentar em cada situação, busque alternativas, tendo sempre um plano B.
Vai precisar de ajuda de alguém? De recursos? Vá atrás! Tome a iniciativa. E observe: todo esse esforço está alinhado com a sua missão de vida? Em caso afirmativo, nada e ninguém irá desviá-lo de seu caminho.

Esse é um dos segredos dos vencedores, eles têm uma missão, por isso são tão resistentes, resilientes e entusiasmados com seus próprios ideais.

Reflita sobre a sua missão pessoal de vida. Você pode construir sua própria realidade e isso só depende, e muito, de suas escolhas.

Não subestime seu potencial, faça a diferença!


Adriana Ferrareto
Coordenadora de Desenvolvimento Humano / Coach
NeoplanRH


Como se manter atraente para o mercado de trabalho - Marina Gaspar

Não basta ser competente, é preciso ser atrativo ao mercado de trabalho. É o que garante Laerte Cordeiro, especialista da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos, ao indicar que os profissionais devem ficar atentos ao seu nível de empregabilidade. "Empregabilidade é o nível de atendimento, por parte de qualquer executivo, das contínuas e mutáveis exigências profissionais impostas pelo mercado de trabalho", diz. A receita para os executivos atuais é, então, manter um conjunto integrado de qualificações que as empresas procurem, seja no mercado ou em seu próprio quadro de funcionários.

 "Hoje em dia, não basta ser competente e ter conhecimento técnico na área de opção para assegurar alta empregabilidade. O mercado exige também a competência gerencial que leva a resultados e a competência humana e cultural que resulta numa relação produtiva com pessoas e organizações", explica.  

O problema, segundo o especialista, é que muitas vezes as pessoas só se preocupam com a empregabilidade na hora que têm de procurar um novo emprego. "A recomendação é que todo executivo procure testar sua empregabilidade e aprenda a enfatizar seus pontos fortes. A acomodação pode levar a um desastre na carreira." 

Dicas 

Para ajudar a manter a empregabilidade nas alturas, o especialista dá cinco dicas de ouro:  

- Ver e ser visto é essencial. Ir a eventos de headhunters ajuda a saber o que o mercado esperado profissional e, assim, se preparar para se encaixar em vagas futuras.  

- Estar de olho nas vagas de emprego, mesmo sem estar procurando uma nova posição, é importante. O profissional fica a par do que o mercado exige na hora de trazer um novo funcionário ao quadro.  

- Congressos, simpósios, reuniões, palestras e fóruns que tragam ao conhecimento o que as empresas de determinada área espera de seus executivos é de grande importância. Também, pesquisar em livros e revistas especializados em gestão de pessoas ajuda a saber sobre as inovações dos processos de recrutamento e o que os recrutadores entende como bons profissionais.  

- Manter o currículo turbinado é fundamental. Assistir a cursos e a palestras em sua área de atuação permite ao executivo estar bem-preparado para alçar novos vôos.  

- Manter abertos os canais de networking para que as pessoas informem o que acontece à volta, no mercado de trabalho, e o que as empresas requisitam, é outra atitude recomendada.  

Empregabilidade a mil 

Estas são algumas características que fazem parte do repertório de um profissional com a empregabilidade a mil:  

- Alta escolaridade formal.
- Investimento pessoal no aprimoramento profissional.
- Conhecimentos sólidos em tecnologia da informação.
- Proficiência em inglês e espanhol.
- Experiência profissional.
- Trajetória coerente de ascensão hierárquica.
- Competência no relacionamento interpessoal.
- Bons conhecimentos gerais.
- Bom relacionamento interpessoal.
- Visão globalizada.
- Conhecimentos de técnicas gerenciais modernas.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O jeito como você fala faz diferença

Fonte: Emprego Certo
Desde que os gregos começaram a prestar atenção nas questões relacionadas à oratória, a forma como nos dirigimos às pessoas passou a ser fator de atenção.
O tempo passou, o mundo mudou, e nos deparamos agora, no início do século XXI, com o interesse da linguística e da comunicação sobre como nos expressamos quando estamos interagindo com outras pessoas.
Para estas ciências, não saber sobre a intensidade, o poder das palavras e também do tom de voz que escolhemos para determinadas situações, é deixar de lado competências que podem interferir positivamente na vida profissional ou mesmo nos relacionamentos de cunho pessoal.
Muitas vezes sem saber, usamos recursos da fala que, se forem conhecidos e usados com sabedoria, podem nos fazer mais queridos ou com a capacidade de convencer alguém de nossos projetos e ideias.
Para isso, a linguística tem uma teoria que faz par com a etiqueta e que vale a pena conhecer, a Teoria da Polidez. Como o próprio nome diz, essa teoria, que começou a ser estruturada nos anos 50, se detém no quanto a cortesia na forma de se expressar pode auxiliar no relacionamento entre as pessoas.
A hipótese principal é a de que a cortesia diminui a possibilidade das pessoas sentirem-se ameaçadas ou desconfortáveis quando nos ouvem; e vai além dos convencionais “por favor” e “muito obrigado”.
A função da cortesia ou polidez, neste contexto, é de minimizar algo desagradável, que ocorre ou pode ocorrer durante nossas interações. Usando-se para isso, certos recursos que mostram respeito e consideração pelo outro.
Para a teoria da Polidez, a cortesia permite que se diga indiretamente o que se quer dizer ou pensa, sem o risco de parecer uma ameaça ou inapropriado.
Pode-se dizer que quando você utiliza a polidez, evita conflitos, suaviza as interações sociais e assegura a harmonia.
Para simplificar, a Teoria da Polidez elenca algumas estratégias que, se usadas quando estamos interagindo com outras pessoas, permitem uma condição positiva para sermos ouvidos e melhor entendidos. Algumas delas são:
  • Mostre-se interessado pelos desejos e necessidades do outro. Perguntar sobre as pessoas, sem entrar em detalhes, é sempre sinal de cortesia.
  • Se puder, exagere nas demonstrações de interesse, aprovação e simpatia. Pessoas que mostram claramente prazer quando estão interagindo com outras são mais queridas.

  • Procure fazer acordos e evite desacordos. Na vida profissional e social, a melhor condição é quando as duas pessoas sentem que saíram ganhando, seja nos negócios ou em pequeninos acordos domésticos.

  • Pressuponha e procure pontos em comum com as pessoas. As diferenças só servem para afastar e impor dificuldades.

  • Explicite e pressuponha o conhecimento sobre os desejos do outro. Falar: Eu entendo seu lado, estou com você e eu penso da mesma forma ajudam no diálogo.

  • Inclua os ouvintes na atividade que esta realizando. Falar a quem chega sobre o que está sendo falado é sempre muito cortez.

  • Seja indireto nas observações, nunca diga: eu detesto, odeio ou acho um lixo. Atenuar as expressões que se usa é mais prudente e elegante.

  • Peça desculpas, este é um sinal claro de empatia.
Usar de polidez é mais do que contemporâneo, pode-se dizer, sem exageros, que é fashion.
Num mundo globalizado, ações que garantam o sucesso não são apenas para “inglês ver”, devem ser praticadas e exigidas nos nossos relacionamentos.
Afinal, se é moda a sustentabilidade é super moda ser polido.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Pela ótima empregabilidade

Antes de qualquer coisa, posso afirmar que não existe o "emprego perfeito", mas, sim, o mais adequado ou "ótimo" para você.
Algumas pessoas consideram que ótimo emprego é o que proporciona os maiores ganhos financeiros ou materiais, status, poder, exposição ou crescimento profissional. Nada poderia estar mais distante da verdade.
Um ótimo emprego, na minha definição, inclui os seguintes pontos, ou a maioria deles. Pense nisso quando avaliar o emprego que deseja ou o que já possui:
 1. Utiliza suas reais competências, baseadas no auto-conhecimento.
 2. Possibilita sua evolução, aprendizado e crescimento como um todo.
3. Faz você se sentir realizado profissionalmente e o aproxima cada vez mais da sua vocação (palavra que vem do latim vocare, que significa "chamado" ou "voz interna") e da sua missão.
4. Eleva sua autoestima, os sentimentos ou sensações positivas de bem-estar e lhe permite executar seu trabalho com equilíbrio.
5. Proporciona um ambiente de trabalho onde reina o coleguismo e teamwork, mas que respeita e admite a expressão das suas características próprias e do seu talento.
6. Oferece compensação, como salários, benefícios, bonus e outras formas de reconhecimento, baseada em meritocracia, senso de justiça e transparência.
7. Tem um job content, ou descrição do trabalho, que potencializa e otimiza suas qualificações, competências, aptidões, dons e talentos.
8. Apresenta dentro da empresa uma cultura adequada e compatível com os seus valores, crenças e identidade social.
9. Possibilita a você ter "química" com o seu chefe, ou pelo menos identificação ou compatibilidade de personalidades, mas, principalmente, respeito mútuo.
10. Acredita que a felicidade ajuda a trazer resultados, em vez de o resultado trazer a felicidade.
11. Permite a você a sensação de "pular da cama toda manhã" e saia de casa para trabalhar integralmente como indivíduo, que significa um ser "não-divisível", com o seu corpo, mente e alma juntos.
12. Confere-lhe condições para você ser uma pessoa mais proativa do que reativa.
Embora muitos de nós estejamos cientes, de um modo ou de outro, desses pontos, posso afirmar que a maioria dos empregos é obtida de uma forma reativa, não necessariamente tendo esses critérios como fatores de escolha.
Ao analisar qualquer currículo, posso facilmente verificar que a maioria dos empregos citados foram obtidos por meio de anúncio de jornal, por indicação de um amigo, convite de um ex-chefe ou via headhunter. Em outras palavras, uma oportunidade foi apresentada, provocando uma reação do candidato. Se reagiu, é reativo.
É muito raro alguém proativamente ir atrás do emprego que melhor condiz com suas habilidades, momento e vocação.
Quantas pessoas você conhece que escolheram efetivamente a empresa, a posição, o chefe e a remuneração de forma proativa?
Essa é a diferença entre ir atrás do emprego (reativo) e ir atrás da sua empregabilidade (proativo).
Empregabilidade significa você investir nas habilidades, competências e qualidades que você tem, aperfeiçoando-as, a fim de melhorar suas condições de competitividade na hora de procurar um novo emprego ou de crescer no seu atual. É um investimento em você mesmo - técnica, comportamental, visual, intelectual, cultural e pessoalmente - para apresentar-se da melhor forma possível. Em outras palavras, é você proativamente mostrar ao mercado, ou ao seu atual superior, o que você tem de melhor para oferecer.
Foque mais a empregabilidade do que o emprego!
Seja proativo, pois isso vai fazer uma imensa diferença!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Qualidade de Vida

Sempre que abordo o tema qualidade de vida, gosto de utilizar a expressão "vida com qualidade".
Ambas parecem ter o mesmo significado, porém um olhar mais acurado descobrirá nelas conotações diferentes.

Todos concordamos que temos que caminhar, tomar sol antes das dez da manhã, passar bloqueador solar, comer melhor, não beber, não fumar... mas, são tantos esses "mandamentos", que, no afã de cumpri-los, podemos acabar estressados, deixando de lado o que certamente é mais importante: a alegria de viver.

O que ocorre é que, nesse cotidiano agitado, em que temos que compatibilizar as exigências de casa e de trabalho, estamos perdendo a capacidade de reconhecer o que é bom e o que é ruim para cada um de nós.

Vivemos o tempo todo preocupados com a violência da cidade, com o dinheiro que precisamos ganhar, com as contas a pagar, se seremos demitidos, se teremos câncer, etc...

Não ousamos mais, não somos mais criativos e não sabemos sequer o momento em que devemos ou não fazer algo.

Nos tornamos escravos de consumos, sem entrarmos em contato se as coisas que consumimos fazem sentido e, principalmente, se as desejamos realmente.

Quantos de nós conseguimos fazer contato verdadeiro consigo mesmo, conhecer suas próprias sensações e sentimentos.

O normal na sociedade é a bitolação, a alienação e a prisão a conceitos que nada significam para as pessoas individualmente e, mesmo assim, elas não conseguem abrir mão desse enganoso "status quo".

Perdeu-se a alegria do bom encontro, de dançar, de cantar no banheiro, de cumprimentar o vizinho, de passear com os filhos, de seduzir o cônjuge, de convidar amigos para fazerem parte de sua vida, de fazer uma boa comidinha para agradar o outro.

Impera o hedonismo, se dá mais valor aos livros de auto-ajuda do que à vida vivida de forma plena, nas alegrias ou nos sofrimentos.

Precisamos, olhar mais para o céu, olhar mais para as crianças que brincam, ver uma "pelada" da molecada na rua, rir alto com os amigos, mesmo em locais públicos, não levar tão a sério os pequenos tombos, rir de si próprio e porque seu time perdeu.

Vida com qualidade é permitir-se ir além.

É sonhar sem deixar de aprender com as possibilidades.

É espantar-se diante do belo, confrontar-se com os amigos sem precisar temê-los.

E saber brigar com os inimigos de forma justa.

Fazer de sua vida, uma taça cheia. Transbordar, porque está se realizando, em processo.

Pessoas precisam se bastar mais, sem, necessariamente, serem auto-suficientes.

Qualidade de vida não é entrar no modismo do "isto não pode, isto não deve"... É caminhar, dançar, transformar e criar a cada momento.


Marisa Speranza