quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Disciplina a serviço dos lucros

      Cresça profissionalmente dentro da empresa. Destaque-se. Recicle-se se necessário e almeje a eficiência. Tenha espírito solidário e colaborativo. Adicione obediência, probidade, caráter impoluto. Com esses ‘temperos’ você melhorará o seu currículo e com ele a sua vida.

    Disciplina é sinônimo de eficiência; eficiência é sinônimo de produtividade; produtividade, por sua vez, é sinônimo de lucratividade. Logo, não há boa lucratividade com indisciplina, seja em que segmento da vida for. Isso é inconteste.

     Empresas onde líderes ordenam e liderados desobedecem são empresas fadadas ao insucesso. Como pode um ambiente de trabalho manter-se produtivo se ali se instalar uma Torre de Babel? Como haver um bom fluxo de trabalho se o líder fala e sua voz não é ouvida ou é distorcida? Há que todos falarem o mesmo idioma, se entenderem, haver sinergia entre os pares, obediência às regras, respeito à hierarquia, aos colegas e disciplina operacional. Ressalte-se que esses quesitos, além de serem impulsores de faturamento e lucros, são itens que integram os padrões ISO (International Standardization for Organization), pois permitem aumentar o grau de segurança e reduzir, em contraponto, o número de acidentes de trabalho. E, de forma indireta, há o acréscimo de um percentual na conta “lucros” ao final do exercício, advindo desse quesito.

     Seja do pedido do cliente à execução do serviço, do início do processo da matéria-prima ao produto final, da portaria de descarga ao depósito e do depósito às prateleiras de vendas, há um caminho lógico e racional a ser percorrido; e esse caminho é reto e plano, sem desvios ou ressaltos. Esse é o “percurso da eficiência (‘Cadeia de Valor’)”, ou seja, os bens e insumos chegam mais rápido à área de processamento e estoques – e por consequência ao faturamento.

     A disciplina constante é qual uma mola-mestra incansável, que se retrai e se expande empurrando para a frente os negócios. Qualquer entrave na flexibilidade dessa mola, lá na ponta, imprevistos poderão ocorrer. E esses imprevistos resumem-se em produtos mal acabados, com defeito, excesso de sobras e desperdícios; mercadorias empoeiradas, vencidas, danificadas ou mal expostas na área de vendas; serviços executados com atraso, baixa qualidade ou imperfeição, etc. E daí decorrem trocas, substituição de peças e componentes, refazimento de serviços, gerando perda de clientes, altas de custos, prejuízos... Essas práticas empresário algum deve registrar nos seus negócios, pois é um retrocesso na escala produtiva e nos lucros.

     Devemos considerar a disciplina como um item a estar presente na empresa como parte integrante do produto final. Ela é um facilitador indispensável para os desafios do dia a dia e para aqueles que buscam o primor e a plena eficiência dos trabalhos. Discipline, pois, e discipline-se!

    Inácio Dantas
    do livro (c) "Como se tornar um líder de Alto Impacto"


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Enquanto o emprego não vem - Max Gehringer

Matricule-se em cursos rápidos, de um dia.
Não importa muito o conteúdo. Você vai conhecer pessoas. É sempre importante conhecer gente.

Faça trabalho voluntário: procure uma ONG e dê sua colaboração. Você vai melhorar seu currículo. As grandes empresas estão cada vez mais ligadas em responsabilidade social. E você poderá dizer em uma próxima entrevista, sem precisar inventar, que se dedica ao trabalho comunitário.

Cuide da saúde:  faça um check-up e um tratamento dentário. São cuidados importantes que a maioria dos executivos não tem porque dizem estar sem tempo

Exercite-se: caminhe todos os dias. Isso ajuda a relaxar. Como mandar currículos e ligar para quem não atende estressa ainda mais, uma coisa compensa a outra.

Leia Muito: aproveite para se atualizar. Se você tem um computador, descubra aquela infinidade de pequenos segredos dos programas que usa nas empresas, como word, excel e power-point. A maioria das pessoas que utiliza esses programas não conhece nem 20% do que podem oferecer.

Hoje, ficar desempregado não é uma vergonha. É apenas uma circunstância. Ninguém está perdendo tempo, mas ganhando tempo para fazer coisas que nunca havia pensado em fazer.  Ficar angustiado é a pior maneira de aproveitar este tempo.

Livro: Emprego de A a Z de Max Gehringer.
  


Colaboração: Cristiane Antunes

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Disciplina a serviço dos lucros

    Cresça profissionalmente dentro da empresa. Destaque-se. Recicle-se se necessário e almeje a eficiência. Tenha espírito solidário e colaborativo. Adicione obediência, probidade, caráter impoluto. Com esses ‘temperos’ você melhorará o seu currículo e com ele a sua vida.

    Disciplina é sinônimo de eficiência; eficiência é sinônimo de produtividade; produtividade, por sua vez, é sinônimo de lucratividade. Logo, não há boa lucratividade com indisciplina, seja em que segmento da vida for. Isso é inconteste.

     Empresas onde líderes ordenam e liderados desobedecem são empresas fadadas ao insucesso. Como pode um ambiente de trabalho manter-se produtivo se ali se instalar uma Torre de Babel? Como haver um bom fluxo de trabalho se o líder fala e sua voz não é ouvida ou é distorcida? Há que todos falarem o mesmo idioma, se entenderem, haver sinergia entre os pares, obediência às regras, respeito à hierarquia, aos colegas e disciplina operacional. Ressalte-se que esses quesitos, além de serem impulsores de faturamento e lucros, são itens que integram os padrões ISO (International Standardization for Organization), pois permitem aumentar o grau de segurança e reduzir, em contraponto, o número de acidentes de trabalho. E, de forma indireta, há o acréscimo de um percentual na conta “lucros” ao final do exercício, advindo desse quesito.

     Seja do pedido do cliente à execução do serviço, do início do processo da matéria-prima ao produto final, da portaria de descarga ao depósito e do depósito às prateleiras de vendas, há um caminho lógico e racional a ser percorrido; e esse caminho é reto e plano, sem desvios ou ressaltos. Esse é o “percurso da eficiência (‘Cadeia de Valor’)”, ou seja, os bens e insumos chegam mais rápido à área de processamento e estoques – e por consequência ao faturamento.

     A disciplina constante é qual uma mola-mestra incansável, que se retrai e se expande empurrando para a frente os negócios. Qualquer entrave na flexibilidade dessa mola, lá na ponta, imprevistos poderão ocorrer. E esses imprevistos resumem-se em produtos mal acabados, com defeito, excesso de sobras e desperdícios; mercadorias empoeiradas, vencidas, danificadas ou mal expostas na área de vendas; serviços executados com atraso, baixa qualidade ou imperfeição, etc. E daí decorrem trocas, substituição de peças e componentes, refazimento de serviços, gerando perda de clientes, altas de custos, prejuízos... Essas práticas empresário algum deve registrar nos seus negócios, pois é um retrocesso na escala produtiva e nos lucros.

     Devemos considerar a disciplina como um item a estar presente na empresa como parte integrante do produto final. Ela é um facilitador indispensável para os desafios do dia a dia e para aqueles que buscam o primor e a plena eficiência dos trabalhos. Discipline, pois, e discipline-se!

    Inácio Dantas

    do livro (c) "Como se tornar um líder de Alto Impacto"


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A busca pela felicidade no ambiente corporativo


O ser humano é uma caixa de surpresas que quando "aberta" pode revelar uma bagagem emocional única. Isso vale tanto para as situações que envolvem o lado pessoal quanto o profissional. Dentro desse universo comportamental, a história da humanidade mostra claramente personalidades em uma busca constante pela superação de desafios. Cada indivíduo, dentro da sua realidade, exerce seu papel e define de forma consciente ou não aquilo que trará para ele a prazeirosa sensação de felicidade.

Diante de constantes mudanças que o homem enfrenta, ele procura um espaço, um norte que o direcione à felicidade no ambiente de trabalho. Afinal, as pessoas passam mais tempo das suas vidas nas organizações do que em suas casas e junto dos que amam. Para falar sobre esse assunto que interessa a todos, independentemente do cargo que se exerça ou do segmento profissional, o RH.com.br ouviu o Dr. Paulo Gaudencio, médico psiquiatra, psicoterapeuta de grupos e em atendimento individual, e que há 30 anos atua em consultoria de diagnóstico empresarial e desenvolvimento humano. O foco dessa entrevista foi direcionado para a busca da felicidade no ambiente corporativo. Ao ser questionado se o trabalhador tende a ser feliz ou não, ele questiona e ao mesmo tempo responde objetivamente: "Em qual Brasil? No Brasil Suíça, o trabalhador brasileiro tem mais chances de encontrar a felicidade do que no Brasil Biafra". Confira a entrevista na íntegra e boa leitura!

RH.com.br - O mundo passa hoje por transformações constantes e isso impacta diretamente no comportamento das pessoas. Em sua opinião, qual o conceito que melhor se adequaria ao sentimento da felicidade?
Paulo Gaudencio - Afirmaria que o sentimento de felicidade é ter a razão e as emoções voltadas para uma atuação que dá prazer à pessoa.

RH - Felicidade é um "estado de espírito" momentâneo?
Paulo Gaudencio - Especialmente a parte emocional do ser humano se sente feliz quando está enfrentando um desafio ou quando o atinge. Uma vez atingido o objetivo desejado pelo indivíduo, a "sensação" de felicidade se apaga. A melhor maneira de acendê-la novamente é procurar um novo desafio para superar.

RH - A felicidade é uma busca constante das pessoas, mesmo que isso só ocorra de forma inconsciente?
Paulo Gaudencio - Sim. No seu livro "O Mal-Estar da Civilização", Freud coloca, com propriedade, a busca da felicidade como sendo a tarefa mais importante do ser humano.

RH - O desejo de conquistar a felicidade provoca sensação de insegurança?
Paulo Gaudencio - Provoca sim a sensação de insegurança no ser humano. Por quê? Porque para ter um desafio, eu preciso ter um objetivo a ser atingido e isto provoca uma sensação de insegurança, pois talvez eu possa não atingi-lo. Daí surge essa sensação de insegurança em tantas pessoas.

RH - Se a felicidade é almejada na vida pessoal, ela também se estende ao ambiente de trabalho. Que conotação é dada hoje a um profissional feliz?
Paulo Gaudencio - O ser humano passa a maior parte do seu dia, e a maior parte dos dias de sua vida trabalhando. Se a busca da felicidade é a tarefa mais importante do ser humano, esta busca vai se apresentar em todos os papeis, e, evidentemente , vai se dar também no papel em que a pessoa passa usa a maior parte do seu tempo. Por sua vez, a conotação dada ao profissional feliz é a mesma já citada: que ele tenha a cabeça e as emoções voltadas para uma atuação prazerosa.

RH - Quais os principais fatores que influenciam a felicidade no ambiente corporativo?
Paulo Gaudencio - Alem de enfrentar um desafio tendo tanto a sua racionalidade quanto sua parte emocional envolvidas nesse desafio, o fator essencial pare que o indivíduo seja feliz é que tenha um bom ambiente de trabalho para exercer suas atividades.

RH - Onde se evidencia mais profissionais infelizes: em baixos ou altos escalões? 
Paulo Gaudencio - Vou contar um episódio. Há alguns anos, eu conversava com um diretor de Recursos Humanos de uma empresa, quando soou um apito. Era o horário da saída dos operários. Saíram brincando uns com os outros, chutando latinha, rindo, alegres. Quinze minutos depois soou outro apito, que marcava a saída dos executivos daquela empresa. Cabisbaixos, em silêncio, como se estivessem carregando o mundo nas costas. Foi uma cena inesquecível. Por quê? Porque para os primeiros a continuação do trabalho ficava para o dia seguinte. Para os últimos, o trabalho ia para casa, dentro da pasta e da cabeça deles.

RH - A felicidade profissional esta diretamente relacionada ao sucesso ou isso é apenas um "mito"?
Paulo Gaudencio - Sem dúvida alguma, porque atingir o objetivo, vencer o desafio que está em nosso caminho traz a sensação de felicidade. Não acredito que seja mito.

RH - Se por um lado, o homem tem o livre arbítrio para tomar decisões que abrirão caminhos para uma carreira feliz, como as empresas podem colaborar para que isso seja concretizado?
Paulo Gaudencio - A organização pode contribuir para que o profissional tenha uma carreira feliz, ao respeitar e estimular através de condições básicas para a felicidade dos funcionários.

RH - O que caracteriza um ambiente corporativo feliz?
Paulo Gaudencio - Destacaria a presença do bom relacionamento com os pares e os superiores - importante papel da liderança -. Também devem existir desafios a enfrentar, respeito pelo seu QI - quociente de inteligência - e pelo seu QE - quociente emocional.

RH - Quais os grandes entraves que existem nas organizações, para que os profissionais encontrem a felicidade em suas atividades?
Paulo Gaudencio - Diria que seria principalmente o respeito pelo quociente emocional. Ou seja, a possibilidade que os funcionários devem ter para poder viver suas emoções adequadamente no papel profissional.

Fonte: http://www.rh.com.br/Portal/Motivacao/Entrevista/7013/a-busca-pela-felicidade-no-ambiente-corporativo.html

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Marketing e Paixão

Em tempos tão competitivos é natural que se espere do Marketing estratégias para conquistar, encantar e fidelizar clientes. Ou seja, atribui-se ao marketing a difícil tarefa de desvendar os segredos da paixão e criar um modelo para gerar e manter este estado entre clientes e empresas no ambiente dos negócios.

Felizmente o Marketing possui pesquisas, teorias e ferramentas à altura de tal desafio. Além disso, trabalhar com marketing é apaixonante, portanto, o estado de quem de fato se dedica a compreendê-lo é “apaixonado”.
Em segundo lugar, quando se fala de fidelização, não estamos falando de outra coisa senão de uma “paixão comercial”.

A “escada” que conduz à fidelização começa com o estabelecimento de confiança. Sem ela, nem mesmo a primeira transação comercial pode ser realizada. Todos os esforços iniciais de comunicação, posicionamento, precificação, etc, visam conquistar a confiança dos possíveis clientes (prospects).

Vencido o primeiro desafio, compreendemos que não basta obter confiança, teremos que fazer a gestão da confiança para que ela se mantenha ao longo do tempo originando credibilidade (aqui entendida como confiança mantida ao longo do tempo). Conquistada a credibilidade, teremos igualmente que fazer a sua gestão, mantendo-a sempre, ao ponto de conquistarmos a admiração de clientes, submetidos a sucessivos “momentos da verdade” positivos.

Conquistar a admiração já é um estágio mais avançado na direção da fidelização. A conquista da admiração dos clientes demonstra que já não estamos simplesmente atendendo às suas expectativas, mas superando-as em alguma medida.
  
Esta superação de expectativas terá que ser mantida através de uma política de atendimento, vendas e gestão orientada para o cliente. É a manutenção da admiração com níveis crescentes de satisfação a cada interação que conduz ao próximo estágio: oencantamento.

Neste ponto há certa variedade de opiniões entre diferentes autores e pesquisadores: uns apontam para a necessidade de sobreencantar os clientes (superar o encantamento), outros no sentido da manutenção deste nível de encantamento.

Qualquer uma das duas posições teóricas mais defendidas visa o mesmo objetivo: tornar o cliente apaixonado pela marca, produto, serviço e empresa!

A paixão do cliente é a meta, o topo da montanha, ou se quisermos, o degrau almejado na escalada do sucesso comercial...

A paixão é um estado intenso e por esta característica, clientes apaixonados tornam-se defensores e principais divulgadores das razões de sua paixão através do poderoso boca-a-boca; email-a-email; além das redes sociais e etc. Quem está apaixonado sempre defende o objeto de sua paixão.

Trabalhar com Marketing é trabalhar com a parte mais humana, intensa, criativa, inovadora e instigante do universo dos negócios. O grande desafio do Marketing é gerar negócios estabelecendo uma ponte entre empresas, marcas, produtos e serviços (também desenvolvidos sob seus critérios) e seu público-alvo. Tudo isso na instável, mutante e enigmática arena dos negócios. Só os apaixonados por marketing conseguem apaixonar seus clientes e os clientes de seus clientes!

Quem ainda não pensa assim, ainda não foi apresentado ao Marketing... Paixão e marketing são praticamente uma coisa só. Experimente!

Um grande abraço e até a próxima!

Carlos Hilsdorf


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O líder, a decisão e sua equipe

Ouvimos todos os dias exemplos e informativos de que o Líder prepara para decidir. E é com esse enfoque que pretendo fazer uma comparação da teoria com que, de fato, acontece na realidade das empresas. 

Quando lemos ou estudamos o papel do líder nas organizações, quase sempre observamos sua responsabilidade com o time e com o crescimento do mesmo. Sua atuação não está mais baseada na busca pelo melhor no seu trabalho, e sim no atingimento do resultado através da sua equipe, considerando, essencialmente, a potencialidade do papel de cada membro.

E quando perguntamos aos comandados o que eles esperam do seu gestor, suas expectativas neste sentido podem ser traduzidas pela necessidade de alguém que os ajude a desenvolver certas habilidades e competências.
Por mais que na teoria saibamos que, para a realização de nossas atividades com qualidade, não existe a necessidade de um Gestor, na prática a evidência é outra. O Gestor, definitivamente, é responsável pelo sucesso ou não do time e pelos resultados da empresa.

O Líder não, necessariamente, irá agradar a todos, pois seu papel não é ser o mais querido e sim o mais eficiente no direcionamento do seu grupo. Porém, quando olhamos para as organizações, podemos encontrar diferentes perfis de líderes.

No cotidiano das empresas, observamos, com maior freqüência, que existem Gestores que apresentam comportamentos de tomada de decisão centralizadora e diretiva. Geralmente, esse tipo de comportamento faz as pessoas mais ousadas ou criativas se sentirem limitadas e insatisfeitas.
Atualmente, infelizmente, são poucas as empresas que podem se considerar competentes no desenvolvimento da alta gestão. As pessoas ganham poder, porém lhes falta a capacidade para liderar. 

Os profissionais com cargo de liderança, quando questionados, caracterizam-se como verdadeiros gestores de pessoas. Porém, quando você observa a comprovação dessas competências em membros de sua equipe, sente falta de indicadores precisos e convincentes que comprovem essa competência no dia-a-dia.

A equipe será o resultado das atitudes e decisões de sua gestão. A concordância não é sinônimo da melhor decisão, porém o Líder precisa ser inteligente para achar a melhor opção e também ser humilde para confessar e aceitar que nem sempre sua decisão é a melhor e a mais acertada. 

O líder precisa ser, basicamente, um homem que demonstra energia e confiança, conseguir avaliar a equipe o tempo todo, não ter medo de tomar decisões nada populares, ter visão de futuro. Precisa saber sonhar e, ao mesmo tempo, fazer acontecer. 


Ticiana Canto


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Empreendedorismo não é só para os iluminados

Primeiramente, gostaria de dizer que eu me sinto honrado em participar desta coluna e de atestar a importância da discussão deste tema na atualidade. Sou empreendedor por opção desde 1999 e consultor empresarial por formação.  Não me sinto um privilegiado e nem tão pouco um iluminado por esta minha condição.

Então, vamos a uma primeira questão: Todo mundo pode ser um empreendedor? Em minha opinião a resposta é SIM. Porém, com algumas ressalvas. Todo mundo pode ser empreendedor, desde que esta intenção seja realmente verdadeira e que esta pessoa tenha preparo técnico para isso também. Nestes últimos anos, vejo um número crescente de empreendedores em fase inicial na nossa cidade e região.

Muitas idéias estão sendo tiradas do papel. Muitas ainda não sobrevivem após alguns anos. Porque existe um número crescente de abertura de negócios e, também, uma taxa alta de fechamento de negócios? Eis nossa segunda questão. Creio que esta tem a reposta nas duas análises acima. Ou seja, muitos vão na onda do empreendedorismo, mas sequer estão preparados para isso, tanto psicologicamente quanto tecnicamente.

Raros são os empreendedores que persistem, buscam alternativas de superar os obstáculos (que de início não são poucos) ou criam oportunidades de negócios para suas idéias. Esta ausência comportamental pode ser somada a ausência de preparo profissional. Raros, também, procuram entender quais são os meandros de uma boa gestão empresarial. Um negócio, seja qual for, requer planejamento, controle e medição em várias de suas áreas, como financeira, mercadológica, pessoal e de processos internos. Utilizando-se de uma metáfora (como o nosso Presidente faz),  não estar preparado tecnicamente para empreender é a mesma coisa de achar que, só por ter uma carteira de motorista, iremos pilotar um carro de fórmula 1 com maestria e perícia.

Em contrapartida uma pessoa se torna empreendedora não por ser um gênio ou uma pessoa iluminada em todos os sentidos. Ser empreendedor é um estado de espírito associada a uma boa formação. É passar meses, anos trabalhando e suando a camisa. É se comprometer para realização de ações em busca de seus sonhos ou objetivos. É ser inteligente para aprender que erros fazem parte da caminhada e são processos de aprendizagem. É ser sábio, portanto, de reconhecer que a vida (de um modo geral) está em constante mutação e que a melhor alternativa para ser um empreendedor feliz e realizado não é fugir de obstáculos e sim enfrentar cada um.

Por tudo isso, estou mais que convencido que não sou uma pessoa especial. Apenas resolvi em certa época de minha vida, querer mais que outros. Acreditar mais que outros. E realizar mais que outros. Só assim me tornei, de fato, um empreendedor. De início tive que valorizar mais meu ser do que meu saber.  Com o tempo meu saber foi aprimorado e lapidado. Hoje não sei se sou um empreendedor de sucesso aos olhos do mercado. Porém, a cada dia atinjo etapas de meus objetivos que foram traçados há  5 ou 7 anos. Para mim, este poder de realização pode ser traduzido como sucesso. Meu próximo passo é ter a sabedoria de replicar estas conquistas a um número maior de pessoas. Gosto de novos desafios e de pessoas abertas ao novo. Por fim, façam uma reflexão sobre esta última questão: Você se considera capaz de atingir seus objetivos? Para aqueles que ainda têm dúvidas vale aqui uma dica. Sempre quando acordo de manhã falo a mim mesmo: Eu quero, eu posso e eu consigo. E não é que funciona!

Nos próximos artigos irei levantar algumas questões referentes ao processo empreendedor através de análises mais aprofundadas. No mais, sejam bem-vindos a minha coluna e boa sorte a todos!