terça-feira, 30 de setembro de 2014

Paciência, você ainda tem?

O mais difícil é ajudar em silêncio, amar sem crítica, dar sem pedir, entender sem reclamar…

A aquisição mais difícil para nós todos chama-se paciência. Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados… Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia.

Por muito pouco a madame que parece uma ‘lady’ solta palavrões e berros que lembram as antigas ‘trabalhadoras do cais’… E o bem comportado executivo?

O ‘cavalheiro’ se transforma numa ‘besta selvagem’ no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar…

Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma ‘mala sem alça’. Aquela velha amiga uma ‘alça sem mala’, o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela.

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a cabeça, inconformado… Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que era longo demais. Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus.

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta.

Pergunte para alguém, que você saiba que é ‘ansioso demais’ onde ele quer chegar?

Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai aguentar? Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar? Será que você conseguiu ler até aqui?

Respire… Acalme-se…

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência…

Texto de Arnaldo Jabor

Fonte: http://www.sommaonline.com.br/blog/paciencia-voce-ainda-tem

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Endomarketing

Grandes empresas possuem dentro de sua estrutura organizacional, áreas de apoio muito bem definidas. As áreas relacionadas à comunicação, por exemplo, são algumas delas e acredito que um dos fatores que mantêm essas empresas no posto de grandes são justamente essas áreas. Porém, muitas pequenas empresas infelizmente não possuem essa visão e, por isso, acabam deixando de lado. Algumas terceirizam (o que é muito bom, desde que dentro de casa haja alguém responsável pela coordenação do trabalho terceirizado), outras nem mesmo destinam um profissional para cuidar dessas questões. Falo hoje para os pequenos empresários sobre o endomarketing, que une princípios da área de Recursos Humanos com as técnicas do Marketing. 

Como o próprio nome diz, é o marketing feito para dentro da empresa, ou seja, para os funcionários. Para que uma empresa seja bem sucedida, ela precisa não só convencer ao mercado que o que ela vende é bom, mas, principalmente, convencer seus próprios colaboradores. É uma lógica muito simples, se um funcionário não acredita na empresa e no serviço/produto que ela oferece, ele acaba fazendo seu trabalho de qualquer jeito, sem dar valor à qualidade naquilo que faz. Não se importa com o resultado, já que acredita que isso não afetará o mundo lá fora: “o produto não é bom mesmo!”. 

É aí que entra o endomarketing. É uma forma de convencer o público interno que aquela empresa é boa para se trabalhar e que o produto/serviço que ela oferece é o melhor do mercado. Pelo ponto de vista dos Recursos Humanos, são criadas ações para beneficiar os funcionários de alguma maneira. Pode ser financeiramente, com melhores condições de trabalho, com conscientizações pertinentes a eles ou qualquer assunto que a empresa julgue necessário enfatizar. 

Uma coisa é fato, à medida que a empresa se volta para as necessidades de seu corpo funcional, quem sai ganhando no final é a própria empresa. Um funcionário satisfeito prefere fazer o melhor trabalho possível, para que possa continuar trabalhando na empresa, já que essa será a sua vontade. O endomarketing é muito mais do que a comunicação interna da empresa, como erroneamente muitas pessoas acreditam. Pelo contrário, a comunicação é o fim do processo, a hora em que todos precisam ser informados de uma nova campanha.

Para isso, pense da seguinte maneira: toda ação feita para fora, deve ser feita de forma semelhante para dentro. Por exemplo, ao pensar numa campanha de natal e nos brindes que serão distribuídos aos clientes, é preciso também pensar no que será feito para presentear os funcionários. Eles também merecem. 

Porém, endomarketing não se refere apenas às datas especiais. Campanhas de conscientização podem ser criadas a todo o momento, basta que ela faça algum sentido aos colaboradores de uma empresa. Um exemplo clássico é o de redução de custos com alguma coisa que vem sendo apontada como acima da média. O marketing interno servirá como ferramenta para mostrar aos colaboradores o porquê da necessidade de redução naquele quesito, assim como apontar a forma ideal de alcançar essa redução. 

Para o sucesso de uma campanha interna, entretanto, é preciso que toda a empresa compre a ideia. De nada adianta tentar atingir a equipe operacional, se os gestores dessa equipe não participarem também. Todos precisam estar envolvidos, senão nada fará sentido pra ninguém.
Por isso, se a sua empresa ainda não possui uma área responsável por ações de endomarketing, sugira isso a seu chefe. Com ações pontuais é possível não só melhorar a percepção dos funcionários em relação à empresa, como outra infinidade de coisas. Implante e confira. 


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Troque palavras e ações...

Por Maurício Louzada

Aquilo que falamos determina o que nos tornamos.

Nossa auto-percepção, a forma como agimos e a forma como os outros nos vêem tem muito a ver com as palavras e expressões que usamos no dia-a-dia.

Por isso, podemos trocar palavras e, junto com elas, ações...

E assim construir em nossa essência, aquilo que nos queremos tornar. Por isso, antes de falar ou agir, troque algumas palavras:

Troque esgotado por recarregado

Troque fracassado por aprendiz   

Troque ordinário por extraordinário

Troque lamentador por vencedor

Troque morno por "pegando fogo"

Troque segurança por oportunidade

Troque medo por ação

Torque resistência por desafio

Troque reclamar por alcançar

Troque deixar-se levar por comandar

Troque um problema por uma resposta

Troque tentativas por comprometimento

Troque "ser uma cópia" por originalidade

Troque invejar por servir

Troque os erros por perdão

Troque criticar por elogiar

Troque desculpas por atitudes

Troque obediência por iniciativa

Troque "ser mais um" por "deixar marcas"

Só não troque sua vontade incansável de ser melhor a cada dia.


Colaboração: Jorge Pedro  -  Assessoria em RH 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Imparcialidade

Um executivo de sucesso é composto por uma série de qualidades e peculiaridades que venho relatando vez ou outra na Coluna Talento em Pauta. Acredito que se tivermos pelo menos algumas delas, temos grandes chances de nos darmos bem profissionalmente. Por conta disso, insisto tanto em reforçá-las. Hoje falo da importância da isenção no mundo corporativo. Aliás, essa é uma qualidade que deveria ser conquista e assumida por todas as pessoas, independente de que meio vivem. 

Porém, no meio corporativo acredito que isso seja ainda mais importante. As relações profissionais são (ou deveriam ser) imparciais, no que diz respeito, principalmente, à tomadas de decisão. Exatamente por isso, acredito que qualquer assunto que deva ser resolvido dentro de uma corporação deve ser baseado em fatos e não em percepções, opiniões ou gostos. 

Imagine o diretor de uma empresa que precisa diariamente delegar funções, umas boas, outras chatas, algumas remuneradas, outras não. Se ele se basear no seu nível de empatia com cada profissional que trabalha com ele, correrá o risco de favorecer uns mais do que outros. Acredito que, profissionalmente falando, as situações que mais devem ser permeadas por neutralidade são as que envolvem admissões, promoções e demissões, ou seja, movimentação de pessoal como um todo. 

Suponhamos que numa determinada empresa exista uma oportunidade de gerência. Qualquer um dos coordenadores tem condições de assumir a vaga. Para isso, deveriam ser consideradas questões como, capacidade técnica, teórica e comportamental. A pessoa certa para assumir a gerência, deveria ser aquela que conhece bem a organização, com todas as suas peculiaridades, assim como, possua um bom relacionamento interpessoal com os demais colaboradores e, principalmente, tenha uma boa aptidão para ser isento no que diz respeito às decisões. 

Agora digamos que a pessoa que tem o poder de decidir sobre essa promoção seja uma pessoa completamente parcial, e que baseará sua decisão pura e simplesmente em sua intuição. Nesse caso, infelizmente, a empresa correrá um sério risco de ter um novo gerente que não atende às premissas de um bom gestor. Quem sofre é a própria organização e, claro, todas as pessoas que nela estão. 

Os efeitos de uma decisão mal embasada são graves. Quando envolve grandes investimentos, então, eu diria que é vital. Por isso, atento para a importância de desenvolver a imparcialidade. Para isso, o fundamental é entender as questões de forma ampla. Usar de fatos é a melhor forma de se chegar à melhor decisão. Nas situações em que pesquisas são cabíveis, então, melhor ainda. O empirismo também pode ser levado em conta em alguns casos, desde que não favoreça alguém por simples e puro embasamento em experiências. 

Vale um adendo. Quando contratamos um profissional, levamos em conta sua experiência, o que não significa que ele está eximido de qualquer erro. Pelo contrário, todos somos passíveis de cometermos falhas, independente de quantos anos já passamos ou vivenciamos determinadas situações. Mas, uma coisa é fato, quanto mais experimentamos algumas coisas, mais know how para falarmos ou decidirmos sobre o assunto, temos. 

Umas das artimanhas que considero mais eficientes para a isenção é a capacidade de ouvir. Quando damos oportunidades para que todas as pessoas envolvidas num processo possam falar e defender seus pontos de vista e, em contrapartida disso, conseguimos ouvir sem levar em consideração o quanto gostamos de cada uma daquelas pessoas, obtemos melhores embasamentos para nossas decisões. Deixamos de ser emocionais e passamos a ser racionais. Ou seja, pensamos friamente nessas questões. Afinal, convenhamos, no trabalho a frieza (bem dosada e na situação correta) é uma excelente forma de conseguir obter os melhores resultados. 


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A influência da comunicação na carreira


Não importa o ambiente, quando nos deparamos com um diálogo cansativo que nos faz olhar para o relógio várias vezes é sinal que a comunicação que deveria fluir entre as partes envolvidas tornou-se apenas perda de tempo. E isso acontece tanto no campo pessoal quanto profissional, afinal todos os profissionais precisam manter um relacionamento diário para repassar, trocar informações ou ideias condizentes com as atividades laborais. De acordo com Anderson Rocha, especialista em Gestão de Pessoas, os profissionais que se tornam bons comunicadores desempenham suas função com maior eficácia e têm mais chances de ascensão na carreira. "Todos podem ser bons comunicadores, inclusive as pessoas consideradas tímidas. O diferencial está em como transmitir o conhecimento e fazer com que a outra parte compreenda a essência da comunicação", afirma. Em entrevista concedida ao RH.com.br, Anderson Rocha lembra ainda o fato de que a comunicação não se restringe apenas às palavras, mas também aos gestos como, por exemplo, um agradável sorriso, um olhar fixo ou mesmo uma expressão facial sisuda. Confira a entrevista na íntegra e aproveite a leitura!

RH.com.br - O que leva os profissionais que se destacam no mercado a serem considerados bons comunicadores?

Anderson Rocha - Esses profissionais têm consciência da importância da comunicação para a carreira e a utiliza para se destacarem. Eles sabem que necessitam demonstrar competência, além de possui - lá. Não perdem oportunidades para mostrar todas as suas capacidades. Eles também sabem que, praticamente em todos os momentos de suas vidas no campo profissional, terão que defenderem pontos de vistas, exporem ideias, conduzirem ou participarem de reuniões, de entrevistas e uma infinidade de outras atividades que nos exigem o ato de se comunicar bem.

RH - A comunicação realmente ajuda a trajetória de uma carreira de sucesso?

Anderson Rocha - Sim, ajuda e muito. Quais os profissionais que mais nos impressionaram ao longo de nossa carreira? Aqueles que mais sabiam ou os que melhor transmitiam os seus conhecimentos? Aqueles que se retraem mesmo conhecendo os assuntos abordados ou aqueles que dominando as ferramentas da comunicação e transmitem com naturalidade e segurança? Lembre-se das pessoas em sua volta que podem ser ditas "de sucesso". O que elas têm em comum? Se observarmos essas pessoas, em sua maioria, uma característica que elas possuem em comum, são a de boas comunicadoras.

RH - Quais as principais competências que os talentos precisam desenvolver para se tornarem bons comunicadores?

Anderson Rocha - Não existe uma receita mágica para ser um bom comunicador. Todos podem ser bons comunicadores, mas para isso é muito importante respeitar o seu perfil, o seu estilo que é único e intransferível. O autoconhecimento, ou seja, saber quais são suas características quando se comunica com os outros é fundamental para uma boa comunicação. Se você é uma pessoa mais discreta ou tímida, não adianta querer contar piadinhas, pois com certeza não obterá êxito com esse recurso. E isso ocorre muitas vezes, quando tentamos ser o que não somos, deixando de ser natural. Essa é uma das mais importantes características dos bons comunicadores. Não existe técnica de comunicação, por mais elaborada e precisa que seja mais relevante que a que o profissional aja com naturalidade.

RH - Em um processo seletivo, por exemplo, qual seria o peso da competência "Comunicação"?

Anderson Rocha - Quais os candidatos mais apreciados em um processo seletivo: aqueles que se retraem mesmo conhecendo os assuntos perguntados ou aqueles que transmitem seus conhecimentos de forma clara, com naturalidade e segurança? Sem dúvida são os que melhor transmitem seus conhecimentos. E só se transmite os conhecimentos em um processo de seleção, através de uma comunicação clara onde a mensagem é bem entendida.

RH - As pessoas consideradas tímidas podem se comunicar bem?

Anderson Rocha - Podem e devem se comunicar bem. O conhecimento de técnicas de comunicação e oratória auxilia o tímido a se expressar com mais clareza, segurança e convicção.

RH - Quais os entraves mais comuns que as pessoas enfrentam para se comunicarem bem?

Anderson Rocha - Imagine um advogado dando uma palestra para um grupo de engenheiros e médicos, utilizando uma linguagem extremamente técnica. A chance desse profissional obter êxito em sua comunicação é praticamente nula. Só existe uma boa comunicação se houver o entendimento do outro que nos escuta. Uma regra de ouro da boa comunicação e sempre adequar a linguagem ao tipo de pessoa ou público que está nos ouvindo. Para isso, é fundamental ser sempre simples ao se comunicar. Como disse Leonardo da Vinci "A simplicidade é a sofisticação máxima".

RH - Atualmente, quais os recursos mais utilizados entre os que desejam tornarem-se bons comunicadores no campo profissional?

Anderson Rocha - Além das palavras, existe um mundo infinito de nuances e prismas diferentes que geram energias ou estímulos que são percebidos e recebidos pelo outro, através dos quais a comunicação se processa. Um olhar, um tom de voz um pouco diferente, um franzir de cenho ou um levantar de sobrancelhas podem comunicar muito mais do que está contido em uma mensagem manifestada através das palavras. A essa modalidade de expressão chamamos de linguagem não verbal. O fascinante em relação à linguagem não verbal é que raramente temos consciência da nossa entonação de voz, da postura, dos movimentos e dos gestos, pois muitas vezes eles podem revelar uma história, enquanto as palavras estão contando outra. É importante salientar que em muitos casos, quando suas palavras não estiverem concordando com suas ações, seu ouvinte acreditará em suas ações.

RH - Quem comunica bem sabe dar e recebe feedback?

Anderson Rocha - Sim. Os bons comunicadores sabem que o feedback é uma ferramenta de crescimento e de desenvolvimento humano. Eles sabem que através dele se estabelece um processo de compreensão, respeito e confiança em uma relação. Mas poucos são habilidosos o suficiente para dizer o que precisa ser dito sem ferir ou magoar. Uma ferramenta poderosa, para que possamos dizer coisas que ficam engasgadas e sejam bem aceitas pelos outros é a utilização correta do chamado feedback sanduíche. Essa prática consiste em começar um diálogo destacando o que a pessoa faz de bom. Primeiro, elogie algo positivo que ela tenha feito. Depois de elogiar, comece a abordar os pontos negativos, destacando as questões nas quais você gostaria que a pessoa melhorasse. Para encerrar a conversa, volte a dar ênfase em outros pontos positivos que você perceba no comportamento da pessoa que está à sua frente.

RH - Como a área de RH pode estimular os profissionais, para que esses se tornem bons comunicadores?

Anderson Rocha - O RH deve ser o facilitador desse processo. Muitos profissionais não têm consciência de como estão comunicando-se e que em diversos casos essa má comunicação compromete até mesmo própria imagem da empresa. A área de Recursos Humanos deve estimular esses profissionais, através de feedbacks e de treinamentos para que possam desenvolver e aprimorar a habilidade de se comunicar bem. Em alguns casos observamos que há gestores que não sabem dar retorno adequado às pessoas. E pior, quase nunca consideram que podem estar errados quando tentam convencer alguém de suas ideias ou, ainda, que simplesmente fazem isso de forma inapropriada.

RH - Que orientações o senhor daria a quem deseja ter uma comunicação fluente e que desperte o interesse das empresas?

Anderson Rocha - Segundo pesquisas, os 30 primeiros segundos de uma fala são decisivos para criarmos empatia. Por isso, ao iniciar sua comunicação, sorria, cumprimente as pessoas e demonstre a satisfação e o privilégio de estar ali. Outra característica muito importante dos bons comunicadores é o olhar. Quando olhamos nos olhos das pessoas fazemos com que se sintam importantes e demonstramos respeito e atenção. A voz é outro dos principais instrumentos na comunicação, devendo passar competência, segurança, autoridade, credibilidade, propriedade e poder de decisão. Não existe nada pior do que uma voz monótona e sem entusiasmo. Aquela voz sem melodia, produzida do mesmo jeito, e que acaba por deixar os ouvintes totalmente desinteressados no assunto, sonolentos, comprometendo assim, o entendimento da mensagem. Coloque ritmo a sua fala. Alterne a velocidade e o volume, utilize bem as pausas, as inflexões e as entonações, para que o ouvinte tenha uma interpretação do sentimento transmitido pelas palavras. Para finalizar enfatizo que comunicar-se bem é assumir a responsabilidade pelo entendimento da mensagem pelo outro.


terça-feira, 23 de setembro de 2014

Fazendo jus à oportunidade

Indigno-me com a falta de visão de algumas pessoas e o que é mais curioso é que, na maioria das vezes, quanto mais baixas as posições hierárquicas, mais comum escutarmos coisas do tipo: “eu não sou pago pra fazer isso” ou “o que eu vou ganhar ficando até mais tarde no trabalho?”. 

Certa vez, tive uma estagiária que pensava e agia mais ou menos assim.

Isabela chegava todos os dias no horário estipulado e quando dava a hora de sair, não esperava sequer cinco minutos para se levantar, sempre estava com a bolsa pronta em cima da mesa e com o computador na espera para ser desligado. Ela era uma menina muito educada e parecia ter grande força de vontade. Porém, possuía o triste defeito de achar que só deveria fazer as coisas que lhe foram passadas na primeira semana de trabalho. Não entendia que, se estava à disposição da empresa, deveria acatar as coisas que lhe eram solicitadas na medida em que o tempo ia passando. 

Em outra área da empresa, em contrapartida, havia Marina, uma mocinha mais jovem que Isabela, mas que possuía um desempenho muito mais admirável. As duas não tinham tantas responsabilidades assim, até mesmo pelo fato de serem estagiárias, porém, Marina mostrava uma conduta muito mais madura. Chegava sempre antes do horário e só ia embora após terminar todas as suas tarefas, independente se havia extrapolado sua cota do dia ou não.

Certa vez, presenciei uma cena que me deixou muito desgostoso. O Coordenador de Isabela estava super atarefado, fechando alguns projetos que seriam apresentados numa reunião dali dois dias. Numa tentativa de se desafogar e conseguir terminar os principais afazeres da área, pediu à jovem que deixasse suas tarefas de lado naquele dia e o ajudasse com outras questões mais importantes. A resposta de Isabela pareceu ter vindo de supetão. Simplesmente disse que não faria aquelas coisas, pois tomariam muito seu tempo e não conseguiria sair em seu horário habitual. O Coordenador, meio atordoado, respondeu-lhe que não era uma opção, mas sim uma ordem para ser seguida. Constrangida, pôs-se a fazer aquilo que o chefe havia pedido. Ao dar o horário de encerramento de suas atividades se levantou e despediu de todos, deixando o escritório e as atividades inacabadas.

Chamei seu coordenador e conversei a respeito da moça. Disse que naquela situação seu dever era impor respeito e explicar que, por se tratar de uma situação atípica, ela deveria ter ficado sem pestanejar. Citei Marina como exemplo, que naquele exato momento ainda estava no escritório a mil por hora. Concordo que esse tipo de conduta tem que vir do próprio profissional, mas, convenhamos, tudo também vai da forma com que o gestor coloca as situações para seus subordinados. 

Dou meu braço a torcer, seu gestor era muito bom, Isabela é que realmente deixava a desejar em sua conduta. Tanto ela quanto Marina possuíam as mesmas chances de serem efetivadas, pois, coincidentemente, formar-se-iam na mesma época. Cada uma, porém, havia imprimido uma imagem na cabeça de cada um dos decisores da empresa e as opiniões eram unânimes, se tivéssemos que optar por uma delas, sem dúvida a escolhida seria Marina. 

Ao aproximar-nos do fim de ano e da formatura do ano, porém, descobrimos que Marina havia reprovado em sua banca de TCC e teria que cursar mais um semestre na faculdade, enquanto Isabela comemorava os 8 pontos que garantiram sua formatura. A decisão era aparentemente simples, renovaríamos o contrato de estágio de uma e efetivaríamos a outra. Mas não foi isso que fizemos, não achávamos justo com uma moça tão dedicada e sabíamos que sua reprovação tinha acontecido por questões inusitadas que não condiziam com sua capacidade. Já Isabela, mesmo tendo passado não merecia nosso voto de confiança. Após me reunir com os coordenadores das moças, chegamos a uma conclusão inédita na empresa. Dispensamos Isabela, agradecendo por suas contribuições com a empresa e efetivamos Marina, mesmo ainda sendo uma universitária. 


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Seja irresistível

Por Scher Soares
  
Alguma vez você já parou para pensar nas pessoas que você considera irresistíveis? Será que existe algum estranho poder magnético nestas pessoas, que o simples fato das suas presenças parece atrair a atenção e o interesse de todos? Sim, existe sim uma espécie de poder magnético nestas pessoas. Particularmente, eu chamo esse poder de "presença de palco"; uma espécie de luz que parece manifestar-se em torno da pessoa que detém essa característica de irresistibilidade.

Quando uma pessoa tem presença de palco, a simples expressão do seu rosto parece dizer "Cheguei" ou "Estou aqui". Tal característica parece atrair a atenção e o interesse de todos, e assim em uma pequena fração de tempo todos estão já seduzidos pela sua presença.

Diante dessa enumeração de fatos, parece-me interessante sugerir que nós possamos aprender alguns aspectos dessa personalidade magnética, nos tornando assim cada vez mais irresistíveis.

Vejamos alguns elementos desse contexto:

Auto-Estima - Pense bem, você conhece alguma personalidade magnética que não seja altamente consciente das suas possibilidades e seja também dotada de uma auto-estima considerável? Pessoas irresistíveis têm uma auto-estima elevada e gostam de si próprias. Vivem de bem consigo mesmas - sem, contudo, considerarem-se melhor do que as outras.

Auto-Confiança - Uma pessoa com auto-estima elevada normalmente acredita muito em si própria - manifesta uma tranquilidade e segurança a respeito dos seus próprios passos.

Entusiasmo - Pense bem, você já viu alguém irresistível andar por aí exclamando: "Oh! Vida, Oh! Azar"? Não, definitivamente alguém com personalidade magnética nunca se comporta desta maneira. O entusiasmo é uma característica marcante das pessoas irresistíveis - nós nos aproximamos dessas pessoas porque queremos ser contagiados pelo seu brilho, energia e entusiasmo e não ao contrário.

Gostar de Gente - Essa é uma fórmula simples, porém muito difícil para muita gente. Pessoas irresistíveis gostam de gente, elas se interessam genuinamente pelos outros e não apenas pelo que as pessoas podem proporcionar a elas. Pense nisto: Como anda seu nível de interesse pelos outros? Você tem se interessado por aqueles que estão ao seu lado ou apenas por você mesmo?

Bons Ouvintes - Outra fórmula simples, porém difícil para muitos. Lembre das conversas que você teve com as pessoas que considera magnéticas - o que você acha? Essas pessoas foram bons ouvintes? Ouvir as pessoas atenciosamente é preencher sua necessidade de ser reconhecido, de merecer atenção. Nós gostamos de pessoas que nos ouvem e não suportamos quem não nos ouvem e até nos interrompem - reflita... Como você se sente quando alguém esquece o seu nome logo após ser apresentado? Quer aumentar seu magnetismo? Ouça as pessoas com atenção, chame-as pelo nome, recorde de assuntos ou detalhes ditos em uma conversa tempos depois.

Gestos e Palavras Mágicas - Pessoas irresistíveis usam palavras mágicas - elas falam: "Por favor", "Com licença", e "Bom dia". Seu tom de voz é vibrante, independente de ser alto ou baixo. Elas elogiam e parabenizam. Retornam sua ligação ou seu e-mail, mesmo que para dizer que estão muito ocupados e que depois "conversam". Pessoas irresistíveis dizem "Muito obrigado".

Pessoas magnéticas atraem coisas positivas, atraem mais pessoas irresistíveis. Pessoas irresistíveis formam uma excelente networking, têm amizades mais profundas e colegas de trabalho mais interessantes. Você deve estar exclamando - nossa, mas que sortudas essas pessoas hein! Caro amigo, não chamo isso de sorte, chamo de resposta - uma resposta da vida ao que você faz com na sua vida.

Seja irresistível!