quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

SEJA FELIZ E PRONTO... - Arnaldo Jabor

A idiotice é vital para a felicidade. Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre.

A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

Ha ha ha ha ha ha ha ha!

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... A realidade já é dura; piora se for densa. Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço, não tomar chuva.

Pule corda! Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável. Teste a teoria.

Uma semaninha, para começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são: passageiras.

Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus, confie e espere só NELE e pra relaxar que tal um cafezinho gostoso agora?

"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios". "Por isso cante, chore, dance e viva intensamente antes que a cortina se feche".

Seja você mesmo sempre e VIVA A VIDA!!!!


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A vida e sua sequência lógica e louca de um dia depois do outro - André J. Gomes

Noite dessas, uma passeata de pensamentos, aflições, pesares e culpas congestionou o fluxo tranquilo de seus sonhos. Inquietos e cheios de porquês, os manifestantes invadiram a avenida tranquila por onde caminha o homem sozinho quando dorme, olhando a nostalgia breve das vitrines que permanecem acesas em lojas fechadas, e fizeram barulho. Empunhando cartazes e entoando refrãos, clichês, gritos de guerra, espantaram-lhe o sono.


Ele abriu seus olhos de pessoa só e ficou ali, insone, ouvindo as reivindicações de suas buzinas internas. Lá pelas tantas, virou-se na cama e pela janela aberta de seu quarto viu um céu claro de lua cheia. Lá fora, lá em cima, um vento apressado arrastava as nuvens para só Deus sabe onde. Ficou ali, mirando o movimento das nuvens no céu, uma depois da outra, passando por sua vista como os cavalinhos de um carrossel imenso. E assim, olhando para elas, teve a clara impressão de que não eram as nuvens que se moviam lá no alto, mas o seu quarto, a sua casa, seu bairro, a sua cidade é que se movimentavam aqui em baixo, lentamente, como um grande barco que acabara de partir.


De pé no convés da enorme embarcação, ele deu adeus aos pensamentos e às aflições e aos pesares e às culpas que ficaram no cais, como parentes se despedindo de alguém que ruma para uma viagem longa e sem data de volta. 


A brisa da noite lambia a superfície e as reentrâncias do barco, como a língua de um gato caprichoso quando banha a si mesmo, e todas as inquietações do homem sozinho iam aos poucos se tornando pequenas, e menores, até desaparecer completamente. Agora, eram apenas ele e o céu e as nuvens e seu mundo deslizando sobre águas calmas para algum lugar distante, sob a lua cheia clareando sua casa entupida de utensílios inúteis, roupas sem uso, pacotes de bolacha abertos, leituras abandonadas, comida vencida e as tantas e tantas aporrinhações de um dia depois do outro.


Então, ele foi tomado pelo desejo infantil de ouvir o som de um objeto sólido caindo na água, e jogou no mar um vidro vazio de perfume. Gostou tanto do que sentiu que respirou fundo e foi escolhendo outras coisas para atirar longe. 

Uma caneca cheia de canetas, um grampeador, caixas de sapato, uma cômoda velha, papéis, envelopes, recibos, os quadros, as plantas, o varal e as roupas, a máquina de lavar, o armário e suas gavetas entupidas, a mesa e as cadeiras, a tv ligada, o sofá e suas cicatrizes, as chaves e as portas, o assento da privada, tudo.


E quando nada mais havia à sua volta para lançar ao oceano senão suas próprias questões internas, suas dores, seus medos, suas alegrias fabricadas, seu ódio gratuito, sua insegurança doentia, seu orgulho ferido, suas culpas e sua saudade crônica, então ele próprio se deixou cair sobre as águas. Ali, boiando nas ondas calmas e quentes, ele olhou as nuvens e a lua e as estrelas e pensou em sua bisavó, Benedita Rosa, nascida em 1905, filha de uma escrava alforriada, Valquíria, que decerto morrera sem nunca ter visto o mar. Pensou em seus pais e em todos os que vieram antes dele. E naqueles que virão depois de seu filho. Pensou na vida e em toda a sua potência. E reencontrou a companhia do sono.


Dormiu sem pesos e sem roupas, profundamente, na superfície quente das águas calmas. Quando acordou, na areia branca de uma praia de água azul-piscina, já era dia e a brisa morna enchia o mundo com um cheiro de pão feito em casa. Ali, naquela praia de modos simples, os que vieram antes dele e os que virão depois de seu filho viviam juntos, faziam pão e macarronada, brincavam na areia, trabalhavam na lavoura. Cuidavam uns dos outros e se ajudavam e se gostavam e se tratavam como milagres suficientes para não terem de se comparar a ninguém, a não ser consigo mesmos.


Todas as tardes, reuniam suas inteligências fora do padrão não para deliberar sobre os temas burocráticos da vida ordinária, mas para delirar sobre as questões acima de seu alcance. As crateras da lua, as galáxias para além do sistema solar, a beleza das moças e dos moços. A vida que passa aqui em baixo como as nuvens que deslizam lá em cima.


Ele ficou ali, olhando os jeitos de sua gente. A bisavó, sorrindo o amor puro e simples, cuidava das crianças que um dia seu filho e os filhos dos filhos de seu filho trarão ao mundo. Uma delas, menininha de cabelos armados e negros, areia entre os dedos dos pés e molho de macarrão endurecendo na boca, ofereceu a ele um pouco de Coca-Cola. Ele tomou, devolveu-lhe a caneca, agradeceu, ela sorriu um riso tão familiar que encheu de lágrimas os olhos do homem seco e só. E fez um “tchau” com a mãozinha de quem aprende os primeiros gestos.


Ele fechou os olhos, comovido, e acordou em seu quarto de homem sozinho. 


Já era dia e não havia praia, mas os móveis, as roupas e as angústias estavam todos ali. A passeata de pensamentos, aflições, pesares e culpas se dispersara. Cada pensamento, cada aflição, pesar e culpa retomara seu lugar no mundo. 


O despertador tocou. 


E a vida recomeçava, em sua sequência lógica e louca de um dia depois do outro.


Crescer é aprender a dizer adeus para certas coisas - Graça Taguti

Cai a folha, o fruto, o dente, a chuva. Surge o tesão, as espinhas, a menstruação, o verão. Crescem o peitinho, a ansiedade, os jeitinhos e as opiniões. Mudam as formas, o clima, o corpo, as estações.

Passam as horas, os dias, alegrias e expectativas. Passa o choro de ontem, a ilusão de anteontem, o amor que se mostrava eterno no ano passado. Passa a chuva e o calor. A compulsão de comer chocolate, assistir àquele filme, ir para a balada esta noite, ficar com o gatinho que parecia especial, também passa.

Passam certas necessidades a serem colocadas a limpo. As qualidades, os defeitos, as metas e planejamentos para o próximo ano, são passados para a agenda nova.

A adolescente, viçosa e manhosa, começa a passar hidratantes na pele iluminada e batom nos lábios. Aquelas ondas tão altas concordam em se aquietar um pouco para você passar com a sua prancha para além da rebentação.

Nasce a vontade de crescer, ter a chave de casa, viajar com os amigos, entrar para a faculdade.  Conseguir o diploma e já pensar no mestrado.

Urge ir à praia, comprar biquíni novo, experimentar o bronzeador cor de mate, tomar um chope geladíssimo na hora do almoço.

Urge também criar coragem e se declarar para o professor de anatomia.  Dizer poemas em voz alta para Manoel de Barros, abraçar em sonhos os caleidoscópios de Fernando Pessoa, as reflexões de Drummond, as delicadezas transparentes de Mário Quintana.

Notam-se os traços do líder, da mocinha politizada, da rebeldia inconteste, dos iconoclastas declarados.  Registram-se os movimentos do gesto solidário, as virtudes dos ideais multiplicados. Notam-se a intransigência e a ganância dos políticos, só menor que suas falácias, tramoias e ardis.

Anoitecem as verdes querências, as antigas indulgências, as compulsões pelos porres e as ressacas. As inconsequências, saudosas irresponsabilidades, a certeza de que o universo é infinito, porém menor que a estupidez humana.

Nasce mais adiante a vontade de casar, comprar apartamento, e se não der, alugar um, de preferência na zona sul da sua cidade. Ter um filho é um desejo que nasce invariavelmente.  Vem o primogênito, então, mais parecido com um lindo bebê de borracha, que todos anseiam apertar e mordiscar.

Nasce ainda a vontade de transar com a mulher do melhor amigo, porque é proibido proibir. De escrever às escuras uma biografia não autorizada da sua vizinha, que todas as noites troca de visitantes. Seu apartamento, o porteiro comenta à boca pequena, mais  se  assemelha a  porta de bar, ostentando diuturnamente um  entra-e-sai fervilhante.

Muda o gosto pela leitura, pela música, como é legal escutar música clássica, a moda comportada, que dá lugar à irreverência fashion. Muda o corte de cabelo, a cor das mechas, o tamanho dos seios, com alguns bem vindos mililitros de silicone. O jeito de andar, de seduzir, de beijar e se apaixonar.

Mudam as exigências, as compreensões dos defeitos alheios, a semântica dos conceitos de fracasso, autoestima e amizade. Muda-se o gesto contido e egoísta para a ação coletiva. As manifestações e passeatas nas ruas.

O modo mais enérgico de acordarmos o gigante sonolento, cujo leito tem as dimensões  do Brasil. Mudam o tom e o conteúdo das reivindicações ao governo que nunca-está-nem-aí-para o povo, as demandas,  agora mais claras e incontestáveis.

Sacodem-se os projetos ainda em gestação, as poeiras do passado, as relações desbotadas, os discursos maquínicos. As poeiras dos tapetes, as roupas nos varais, as belas ancas, que dançam soltas um forró delicioso e gingado com um,  dentre os inúmeros  e afoitos pretendentes.

Aprende-se a viver mais de mansinho, a morrer sem estardalhaço, a trocar a costumeira arrogância por duas doses de humildade. A trancar mentiras feias nas gavetas da consciência. Aprende-se a buscar rotinas mais éticas, um corpo mais harmonioso, relações mais mágicas e férteis, no amor e no trabalho.

Aprende-se a dançar um tango vertiginoso, embebido em estrógenos e testosteronas que circulam sem parar pelos salões da tentação.

Se aceita o envelhecer, a memória preguiçosa, a vitalidade que decai aos pouquinhos, a comida com menos sal, porque a pressão não pode subir tanto. Tolera-se refrear a gula, alternar sonhos iridescentes por outros mais pertinentes. As perdas que doem tanto, as criticas alheias, às vezes implacáveis. As injustiças tremendas que os correios do acaso remetem sem aceitar devoluções.

Tolera-se, com tristeza, é verdade, o amigo que desistiu de você, a falsidade dos outros, a esperteza de alguns que acabam sendo flagrados, felizmente, por sua intuição em estado de alerta.

Hospeda-se a doença, às vezes insuperável, o tumor a ser extirpado, a morosidade das horas, a sucessão de exames clínicos, a austeridade do silêncio, indispensável em certas etapas da existência.

Suportam-se despedidas, longas ou curtas, abandonos inexplicáveis, o crepúsculo da vontade, em seu estágio mais débil. O lamentável definhar de sorrisos e acolhidas familiares, histórias esgarçadas pelo medo, indiferença, inveja e desamor.

Compreende-se a beleza muda e estonteante de alvoradas. As promessas da natureza, ao oferecer, a quem sabe apreciá-la, seu o hipnótico balé de pássaros e borboletas de todas as cores. A liberdade no voo das águias, a elegância das garças e girafas, o faro de panteras à espreita de pobres alvos distraídos. A amizade buliçosa dos golfinhos, cuja euforia espalha-se no mar quente e escandalosamente azul.

Descobre-se, por fim, a sabedoria embutida no verbo crescer. Nos imprescindíveis desapegos diários. Nas despedidas de hábitos inúteis, situações e pessoas.

Porque afinal constata-se que crescer também é um pouquinho isso: ir dizendo adeus para as coisas.


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Como ter atitude positiva - Norman Vincent Peale

 Pense antes de reagir
Quando surge uma dificuldade, a tendência é entrarmos em pânico, ou ficarmos perturbados, ou até ressentidos. Tais reações são emocionalmente condicionadas, isto é, automáticas, e se nossas atitudes forem determinadas nesse estado de espírito, provavelmente faltará a elas bom senso.
A verdadeira atitude positiva sugere que você acostume-se a permanecer calmo na maneira de pensar, tanto diante das piores situações, como também diante das situações inesperadamente felizes. Comemore-as, porém mantenha a classe. Nem muita euforia nas horas alegres, nem muita depressão nas horas difíceis. A mente deve estar tranqüila a todo e qualquer momento, pois ela não consegue pensar quando em ebulição; só quando está fria é que a mente pode produzir aqueles conceitos racionais, fatuais, que levam a boas soluções. Não se permita reagir emocionalmente. Pense! Sua cabeça é, na verdade, seu maior bem. É preciso mantê-la sempre sob controle. Lembre-se da declaração atribuída a Thomas A. Edison:
“O principal propósito do corpo é carregar o cérebro”
O inventor sabia que é na mente, trabalhando com serenidade, que obtemos boas idéias e não sob impulsos temperamentais e explosivos. Com essas boas idéias é que resolvemos os problemas.

Aprenda a pensar COMO

Deixe de ser um pensador SE, e torne-se um pensador COMO. Essa é uma postura mental que nos faz pensar. O pensador SE reflete sobre uma dificuldade ou revés, dizendo amargamente consigo mesmo: “SE tivesse feito isto ou aquilo… SE esta ou aquela circunstância tivesse sido diferente… SE outros não me tivessem tratado tão injustamente…” O processo segue de lamento em lamento, dando voltas, sem chegar a lugar algum. O mundo está cheio de pensadores SE derrotados.
“Todo problema contém as sementes de sua própria solução” – Stanley Arnold
O pensador COMO, por outro lado, não gasta energia em autópsias quando tem de enfrentar dificuldades ou até desastres. Sua atitude positiva lhe faz procurar imediatamente a melhor solução, pois sabe que sempre há uma solução. Ele se pergunta: “COMO posso usar criativamente este revés? COMO posso extrair algo bom dele? O QUE posso fazer agora para melhorar?”
O pensador COMO resolve os problemas porque sabe que sempre existe algo bom numa dificuldade. Ele não perde tempo com condicionais SE’s fúteis, diferentemente, começa a trabalhar diretamente nos COMO’s criativos.

Acredite

É muito importante crer que você pode, com a ajuda de Deus, enfrentar e vencer todos os problemas. As palavras crer e poder estão de certa forma ligadas. Se acreditar que pode, você pode.
Espere o melhor e consiga. Na Bíblia há várias idéias práticas que demonstram essa forte verdade espiritual:
“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á” – Mateus 7:7
“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação” – 2 Timóteo 1.7
Estas passagens bíblicas devem eliminar dúvidas e sentimentos de inferioridade. Decida tomar uma atitude positiva em relação às suas dificuldades. Uma boa sugestão prática para adotar uma postura positiva é repetir todas as manhãs em sua ida para o trabalho: “Gosto do meu trabalho. Este vai ser o melhor dia da minha vida.”
Você deve, então, fortalecer a sua confiança enfraquecida com os conceitos poderosos da Bíblia. A Bíblia está repleta de pensamentos que motivam a fé, os quais podem renovar toda a sua atitude mental. Quando isso acontecer, você se tornará um crente que pode trilhar um caminho de  para vencer os problemas.
Baseado em trecho do livro 6 Atitudes para um Vencedor de Norman Vincent Peale
 Fonte: http://www.ronaud.com/atitude/como-ter-atitude-positiva/

Como ser um empreendedor – 11 dicas - Ronaud Pereira

Seguem abaixo 11 características que você precisa desenvolver e aperfeiçoar em si mesmo(a) para transformar-se em um empreendedor de sucesso:

Iniciativa - O empreendedor não fica esperando que os outros (o governo, o empregador, o parente, o padrinho) venham resolver seus problemas. O empreendedor é uma pessoa que gosta de começar coisas novas, iniciá-las e tocá-las adiante. A iniciativa, enfim, é a capacidade daquele que, tendo um problema qualquer, age: arregaça as mangas e parte para a solução. E que ganha dinheiro com isso, porque as pessoas estão dispostas a pagar para ter seus problemas resolvidos.

Auto-confiança – O empreendedor tem auto-confiança, isto é, acredita em si mesmo, acredita que pode melhorar o mundo e que vale a pena fazer isso. Se não acreditasse, seria difícil para ele tomar a iniciativa. A crença em si mesmo faz o indivíduo arriscar mais, ousar, oferecer-se para realizar tarefas desafiadoras, enfim, torna-o mais empreendedor e realizador.

Aceitação do risco – O empreendedor aceita riscos, ainda que muitas vezes seja cauteloso e precavido contra o risco. A verdade é que o empreendedor sabe que não existe sucesso sem alguma dose de risco, por esse motivo ele o aceita em alguma medida, sempre com prudência, para não por tudo a perder.

Sem temor do fracasso e da rejeição – O empreendedor fará tudo o que for necessário para não fracassar, mas não é atormentado pelo medo paralisante do fracasso. Pessoas com grande amor-próprio e medo do fracasso preferem não tentar correr o risco de acertar, ficando, então, paralisadas. O empreendedor acredita que, com esforço e planejamento, conseguirá reduzir as incertezas e aumentar em muito as chances de se alcançar o êxito.

Decisão e responsabilidade - O empreendedor não fica esperando que os outros decidam por ele. O empreendedor toma decisões e aceita as responsabilidades que optar por seus sonhos e ideais lhe acarretam.

Energia - É necessária uma dose de energia para se lançar em novas realizações, que usualmente exigem intensos esforços iniciais. O empreendedor dispõe dessa reserva de energia, vinda provavelmente de seu entusiasmo, motivação e certeza de que a vida vale a pena.

Auto-motivação e entusiasmo – O empreendedor é capaz de uma auto-motivação relacionada com desafios e tarefas em que acredita. Além de prêmios e compensação financeira, ele se entusiasma com a ideia de fazer algo legal, que faça bem para as pessoas. Como conseqüência de sua motivação, o empreendedor possui um grande entusiasmo por suas idéias e projetos.

Controle - O empreendedor acredita que sua realização depende de si mesmo e não de forças externas sobre as quais não tem controle. Ele se vê capaz de controlar a si mesmo e de influenciar o meio de tal modo que possa atingir seus objetivos. Ele sabe que há uma extensão da vida que não pode controlar, mas que há outra que ele pode. Ele se concentra em controlar o que pode ser controlado.

Voltado para equipe - O empreendedor em geral não é somente um fazedor, no sentido braçal da palavra. Ele delega tarefas, acredita nos outros, forma equipes, torce para que seus membros prosperem, e obtém resultados por meio disso.

Otimismo - O empreendedor é otimista, o que não quer dizer sonhador ou iludido. Acredita nas possibilidades que o mundo oferece, acredita na possibilidade de solução dos problemas, acredita no potencial de desenvolvimento e crescimento das pessoas e da sociedade.

Persistência - O empreendedor, por estar motivado, convicto, entusiasmado e crente nas possibilidades, é capaz de persistir até que as coisas comecem a funcionar adequadamente.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

O AMOR. - GIBRAN KHALIL GIBRAN

Trecho retirado do livro O Profeta
 

“Então, Almitra disse: “Fala-nos do amor.”
 

E ele ergueu a fronte e olhou para a multidão, e um silêncio caiu sobre todos, e com uma voz forte, disse: “Quando o amor vos chamar, segui-o, embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados; e quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe, embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos; e quando ele vos falar, acreditai nele, embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim.

 
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa, assim ele vos crucifica. E da mesma forma que contribui para vosso crescimento, trabalha para vossa poda.


E da mesma forma que alcança vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol, assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra.

 
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.

 
Ele vos debulha para expor vossa nudez. Ele vos peneira para libertar-vos das palhas. Ele vos mói até a extrema brancura. Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.

 
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma no pão místico do banquete divino.

 
Todas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações e, com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino.

 
Todavia, se no vosso amor, procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor, então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez e abandonásseis a eira do amor, para entrar num mundo sem estações, onde rireis, mas não todos os vossos risos, e chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.

 
O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio.

 
O amor não possui, nem se deixa possuir.

 
Pois o amor basta-se a si mesmo.

 
Quando um de vós ama, que não diga: “Deus está no meu coração”, mas que diga antes: “Eu estou no coração de Deus.”

 
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso.
 

O amor não tem outro desejo senão o de atingir a sua plenitude.

 
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos, sejam estes os vossos desejos: de vos diluirdes no amor e serdes como um riacho que canta sua melodia para a noite; de conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada; de ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor e de sangrardes de boa vontade e com alegria; de acordardes na aurora com o coração alado e agradecerdes por um novo dia de amor; de descansardes ao meio-dia e meditardes sobre o êxtase do amor; de voltardes para casa à noite com gratidão; e de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado, e nos lábios uma canção de bem-aventurança.”

 
Fonte: http://www.filosofia.art.br/download/filosofia/o-profeta-de-gibran-khalil-gibran.pdf

CORAGEM para começar tudo de novo - Lilian Divina Leite

Existem situações que pensamos que não vamos conseguir nos levantar. Internamente ficamos prostrados de tal forma que realmente não acreditamos que vamos conseguir nos levantar novamente e começar tudo de novo. Tudo de novo, esse é o problema, pensamos que não vamos conseguir fazer tudo mais uma vez. E muitas vezes, temos o sentimento de que dessa vez, não vamos conseguir nos levantar.
 

E se não bastasse isso, ainda ouvimos até mesmo de pessoas que amamos: Você ainda vai insistir nisso?! Porque não procura outra coisa para fazer? Do que adianta tanto esforço? Para onde você pensa que está indo?

 
Então, além de prostrados, ficamos completamente desestimulados, porque as pessoas que fazem tais perguntas e afirmações não sabem que para conseguirmos alcançar nossos sonhos, precisamos, muitas vezes, pagar um alto preço, que a conquista requer sacrifícios e que cair e errar são inerentes a persecução de conquistas.  Infelizmente essa situação nos coloca em estado de medo de tentar novamente, pois sabemos que existe a possibilidade de não conseguirmos e consequentemente sermos taxados de incapazes. E esse julgamento é mais doloroso que a própria derrota em si. Como diz Willian Douglas: 
 

Exatamente por vivermos em uma sociedade que apenas enaltece o triunfo, muitos passam a ter medo de tentar porque cada tentativa traz em si a possibilidade da vitória ou da derrota, do acerto ou do erro.

O pavor diante do erro e da derrota torna-se algo tão profundo que a pessoa prefere não tentar do que tentar e eventualmente ser derrotado ou errar.

Contudo, se você não pode perder, também não pode vencer. [1][1]


 
Precisamos ter coragem para nos levantar e começar de novo. É importante lembrar, que coragem não é a ausência de medo. Coragem (do latim coraticum) é a habilidade de confrontar o medo, a dor, o perigo, a incerteza ou intimidação.
 

È importante termos em mente que o medo não vai desaparecer, pois de fato existe a possibilidade de uma nova derrota, no entanto, se quisermos vencer, precisamos levantar e tentar novamente, apesar do medo.

 
Lembremo-nos de uma lição bíblica. Pedro afogou-se não porque teve medo, mas porque perdeu o foco. O medo pode nos paralisar, mas se tirarmos nossos olhos do foco podemos afundar-nos de vez.  

 
Começar de novo, não é uma tarefa fácil, partir do ponto inicial novamente não é algo que provoque entusiasmo. Requer muita paciência, força e esperança. Paciência para começar do zero e fazer tudo de novo, força para percorrer o mesmo caminho, dar os mesmos passos e não desistir e esperança de que, dessa vez, vai dar tudo certo.