terça-feira, 3 de setembro de 2013

Carreira em evolução

por Carlos Cruz 

Evolução
No passado, a carreira de uma pessoa tinha como característica “vida na empresa”, quanto mais tempo você trabalhava na mesma empresa, mais você era remunerado e, normalmente, as possibilidades de ascensão eram verticais. Sendo assim, as empresas eram responsáveis pela carreira dos seus empregados.

Na década de 80, a descrição de cargos vira moda nas grandes empresas com o objetivo de promover planos de carreira aos seus colaboradores. Mas, como nem todos desejavam e tinham aptidão para assumir um cargo de chefia, surge a carreira em Y que dá opção de seguir dois caminhos diferentes, ser promovido para um cargo de chefia ou tornar-se um especialista.

Com a globalização, o advento das novas tecnologias e as mudanças incessantes e constantes que vêm afetando o ambiente empresarial desde a década de 90, surge a necessidade de adaptação a tais fatores por parte das empresas e dos profissionais. Diante disso, o lema vira “empregabilidade”, palavra que vem do inglês Employability e significa o conjunto de conhecimentos, habilidades e comportamentos que tornam um profissional preparado e importante não apenas para a empresa em que atua, mas para qualquer companhia que tenha a necessidade de contratá-lo.

E hoje?
Atualmente, quem compete no mercado de trabalho investe mais por conta própria na formação, negocia seu talento com mais desenvoltura e assume total responsabilidade pelo seu plano de carreira independentemente da empresa em que trabalha. Esta é a aplicação, na prática, do conceito de carreira sem fronteiras, descrito há alguns anos pelo professor britânico Michael Arthur.

Invista no autoconhecimento
A parte mais importante, desafiante e constante no desenvolvimento profissional é, sem dúvida, conhecer a si mesmo, reconhecer os seus valores e ter clareza dos seus talentos. Caso contrário, pode cair em armadilhas quando se executa um trabalho que demanda pouco dos pontos fortes e muito dos pontos fracos, perder o foco e ter uma visão limitada das possibilidades que surgem devido a uma insegurança de quem não se reconhece.

Explore todas as oportunidades
Boa parte das pessoas, ainda, limita-se a orientar as suas carreiras apenas considerando o organograma e plano de cargos e salários da empresa em que atua. Procure explorar oportunidades dentro e fora da empresa, em busca de tendências e de opções alinhadas com seus objetivos.

Seja estrategista e crie objetivos que dependam de você
É imprescindível ter metas definidas com prazos para serem alcançadas. Porém, tome cuidado ao definir que em 3 anos você tem como objetivo alcançar o cargo X, pois esse é um referencial externo que depende de terceiros e você corre o risco de se frustrar. Sugiro que tenha como objetivo principal algo que dependa única e exclusivamente de você. Responda a pergunta: “Como posso estar mais realizado profissionalmente daqui a 2, 5 ou 10 anos?”. Em seguida, trace objetivos secundários que, neste caso, podem estar relacionados a assumir a liderança da equipe y na empresa A.

Foque na ação para alcançar a realização.
Os objetivos definidos serão possivelmente alcançados quando você traçar um plano de ação consistente. Crie mini metas para serem alcançadas e especifique quais serão os indicadores de sucesso. Para isso, responda a pergunta: Como saberei que estou alcançando meus objetivos na carreira?
 

Monitore, comemore e mude se for preciso.
Revise, constantemente, o seu plano de carreira verificando se os indicadores de sucesso estão sendo alcançados e, em caso positivo, comemore. Esteja aberto aos resultados e se for preciso mude.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Você está disposto a pagar o preço do sucesso?

Na última edição da revista Veja, li com interesse a entrevista do mega empresário de marketing, dono da WPP, indicada pela revista como a maior empresa de marketing do mundo. Intrigou-me, especialmente, quando o inglês Martin Sorrell deu a sua receita para o sucesso.

Disse o mega empresário inglês que há dois pontos essenciais para o indivíduo crescer nos negócios hoje em dia. Primeiro, ser criativo na execução. Os administradores atuais precisam ter imaginação, não importa qual seja o negócio sendo que todos os setores estão mais competitivos e os clientes mais exigentes. As grandes indústrias produzem mais do que deveriam. A automobilística fabrica anualmente 70 milhões de carros para 50 milhões de consumidores. Quem não tem criatividade para conquistar o cliente está morto. Segundo, é preciso saber como fazer, planejar e dedicar o maior tempo possível ao negócio. Se quiser vencer, seja uma mãe para sua empresa. Quem trabalha oito horas por dia nunca vai ficar rico.

Esse depoimento, direto e franco, de um mega empresário mundial, não endossa o que alguns especialistas em desenvolvimento de executivos e de negócios vêm afirmando sobre o comportamento que é desejado pelos acionistas para os dirigentes das empresas. Muitos analistas e diversas publicações especializadas tem apregoado que os dirigentes têm à sua disposição ferramentas e técnicas modernas, cuja utilização evitam que desperdicem muito tempo com o seu negócio e que devem adicionar mais qualidade a sua vida com muito esporte e muito lazer. Parece, no entanto, que a teoria nem sempre funciona na prática; o cenário econômico brasileiro em especial não está permitindo nenhuma ociosidade aos empresários e executivos que aqui atuam.

Especialmente, quando se trata de empresários ou de executivos que ocupam os mais altos escalões da organização, responsáveis diretos pelo resultado do empreendimento. Até porque, o sucesso do empreendedor não está atrelado apenas ao lado financeiro, mas principalmente à realização de alguma coisa maior, mais importante, que inclui responsabilidade política e social. Ser empreendedor tem um custo que muitos não estão dispostos a pagar.

Não será preciso citar outros empreendedores nacionais, como Amador Aguiar ou Antonio Ermírio de Moraes, do lado dos empresários, ou executivos de grandes empresas como Renato Furtado ou de pequenas como Alfredo Lário, o que todos tiveram ou tem em comum é a falta de disponibilidade de seu tempo para planejar a sua qualidade de vida com muito laser.

Atualmente, o grande desafio dos dirigentes das organizações empresariais é manter a sua organização competitiva, e para isso é necessário estar sempre perseguindo ou se mantendo na liderança dos negócios em seu seguimento de atividade. Os produtos e os serviços têm se modificado com uma velocidade impressionante, e a real vantagem competitiva das empresas cada vez mais tem se voltado para a qualidade dos colaboradores que possui: a produção do conhecimento é cada vez maior e seu tempo de utilização cada vez mais curto.

O mega empresário vaticina, com a autoridade que tem pelo sucesso nos negócios, que "o funcionário ideal é o bem preparado do ponto de vista do conhecimento, mas com as qualidades de um operário: tem que ser companheiro, persistente, tem de trabalhar duro. São poucas as pessoas que conseguem reunir essas duas características".

E, ao executivo de carreira, não basta ser apenas um bom funcionário, precisa também estar no comando dos negócios e das pessoas, como diz o guru da administração Peter Drucker: " Um executivo desenvolve pessoas - Através da forma como administramos, nós facilitamos ou dificultamos o desenvolvimento das pessoas. Nós as dirigimos bem ou mal. Nós despertamos ou sufocamos o que elas têm dentro. Nós reforçamos ou corrompemos sua integridade. Nós as treinamos para ficarem de pé e fortes, ou nós as deformamos... quer tenhamos consciência disso ou não".

O perfil descrito pelos dois "experts" é, provavelmente, a meta de todos os profissionais que pretendem uma carreira de sucesso e o sonho de toda corporação que pretende manter-se competitiva e rentável. Porém, na prática, encontrar esses profissionais com a preparação de bons dirigentes de negócios, com o espírito e a consciência empreendedora, está se tornando um desafio cada vez maior para as corporações, como também, a cada dia torna-se menos atraente para muitos indivíduos aceitarem o alto custo de serem bons profissionais naquilo fazem e ainda assumirem o encargo de dirigentes e empreendedores.

Edmir Pacheco da Silva é Consultor Sênior da Edpeople Talentos Humanos


sexta-feira, 30 de agosto de 2013

TRABALHO - De Temporário a Efetivo - Como fazer de 90 dias de experiência o seu passaporte para o mercado

A atitude proativa conta muitos pontos diante dos gestores da empresa na visualização de um temporário como um profissional com o perfil adequado à organização

Sempre que a temporada se aproxima dos feriados mais conhecidos a quantidade de contratações dos trabalhadores temporários aumenta consideravelmente. São janelas importantes que se abrem a profissionais com sede de mostrar o seu valor. Afinal, ano após ano, muitos temporários, contratados segundo a lei nº 6.019/74, que regulamenta este tipo de atividade no Brasil, são efetivados por suas organizações.
Muito embora, de acordo com a 5ª Pesquisa Setorial da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) e do Sindeprestem, a média percentual de efetivação de temporários pelas empresas tenha se reduzido, de 37,3% (2009-1010) para 21,8% (2010-2011), ainda permanece a tendência de contratação de pelo menos um em cada cinco profissionais admitidos para um trabalho com data marcada para ser finalizado.

DICAS:

Para que o nosso leitor/internauta também faça parte desse "seleto time" oferecemos aqui seis dicas muito valiosas aos trabalhadores temporários para que eles possam "cruzar esta ponte" do mercado de trabalho:

1. Dedique-se ao máximo
As empresas procuram candidatos que tenham bastante energia para suportar a rotina agitada das épocas de maior demanda do ano. É preciso não ter limitação de horário, não se negar a realizar qualquer tarefa. O temporário deve estar predisposto a aceitar as condições da empresa.

2. Aprenda com os mais antigos
O temporário precisa estar atento a toda movimentação interna na corporação, principalmente em relação à expectativa da empresa para com os colaboradores. Deve procurar se informar com quem já é efetivo sobre como funcionam as coisas. É preciso entender a dinâmica da empresa e, se lá houver efetivos que antes eram temporários, tentar seguir os mesmos passos.

3. Prepare-se
Em geral, a maior parte das vagas temporárias é para o comércio (70%), segundo a Asserttem. Os 30% restantes são destinados à indústria. Se você vai trabalhar no atendimento ao cliente, conheça bem o produto ou serviço a ser comercializado. Ofereça alternativas ao consumidor. A excelência e agilidade no atendimento são fundamentais. Ou seja: para entender a necessidade do cliente, ouça mais e fale menos.

4. Trabalhe em equipe
No time de vendas um deve apoiar o outro a fim de que o volume comercializado seja maior. Quem tem espírito de grupo, além de colaborar com os colegas, obtém melhores resultados. A competência da colaboração pode favorecer o temporário na hora de decidir uma efetivação. A opinião dos funcionários antigos conta muito. Quem consegue mostrar suas qualidades perante o gerente também tem mais chances de ser contratado.

5. Adeque o seu comportamento
Além dos pré-requisitos técnicos, o temporário que deseja a sua efetivação deve reunir algumas competências comportamentais. Muitas vezes, a pessoa não é contratada logo após o período temporário. No entanto, é muito comum que, ao surgir uma vaga efetiva, quem mais se destacou neste período seja chamado para ocupá-la. Por isso mesmo, não se deve considerar o trabalho temporário como "um bico". É preciso ter interesse pelas tarefas da empresa, iniciativa, força de vontade, boa comunicação, bom humor e trabalhar todos os dias como se fosse o primeiro.

6. Tenha foco em resultados
O temporário que almeja ser efetivado deve ser ambicioso. E isso vai muito além da remuneração. Aquele que só pensa no salário fixo com certeza será trocado por outro após os 90 dias. Além de conhecer bem o produto e abordar o consumidor de forma eficiente, o temporário precisa aprender a resolver problemas com agilidade. "Ele está ali para desafogar o atendimento, portanto não deve transferir problemas, mas solucioná-los.

Por Alexandre Peconick 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

LIDERANDO NA CRISE: UM MODELO PARA UMA LIDERANÇA EFICAZ

Hoje em dia, os líderes precisam estar visíveis, acessíveis e engajados. É muito comum a crise manter o líder atrás de portas fechadas. Ele se retira para sua sala, onde permanece atordoado por dados e tolhido por números, perdendo a conexão com seu pessoal.

Líderes confusos em geral acabam abandonando três princípios-chave da liderança em tempos de crise...

Mantenha-se engajado e lidere da linha de frente

Em tempos de crise, comunique-se constantemente com o seu pessoal. Fale a verdade. Lidere da trincheira, e não da retaguarda. Quanto mais tempo você passar na linha de frente, prevendo problemas, menos problemas vai ter para resolver...
nos dias que se seguiram ao 11 de setembro, o prefeito Rudy Giuliani percorreu as ruas, demonstrando visibilidade e acessibilidade enquanto consolava, encorajava, ouvia, planejava e liderava os esforços por limpeza e salvamento. Compareceu a mais de 100 funerais, fez reuniões diárias e se comunicou incessantemente;

Winston Churchill foi um modelo de engajamento na linha de frente quando se recusou a deixar Londres durante a blitzkrieg contra a cidade em 1940. Ele vivia em um bunker embaixo da terra e subia à superfície depois dos ataques para percorrer as ruas animando, consolando e anunciando a inevitável vitória;
em 2 de julho de 1864, quando o exército Confederado se aproximou do Forte Stevens, em Silver Spring, Maryland, em cerco a Washington, D.C., um oficial Unionista subiu à varanda do forte para estudar a situação, ficando sob o fogo dos atiradores. Este oficial – o Presidente Abraham Lincoln – tinha deixado a segurança da Casa Branca para se unir às tropas.

Muitos líderes, ao sentirem a crise, se enterram ainda mais em suas tocas. Desenvolvem uma mentalidade de bunker. Isolam-se em seus escritórios, tentando mudar os números, quando deveriam avançar e ajudar a mudar as pessoas – mudando, assim, os números.

Aponte para o panorama geral e comunique a visão

Em tempos de crise, o líder enfrenta fatos brutais, mas não perde a fé na capacidade de superação dele e de seu pessoal. Giuliani nunca minimizou as conseqüências do 11 de setembro, mas sempre deixou patente a confiança que tinha em ver o povo de Nova Iorque sair da situação mais forte que nunca. Churchill fez o mesmo ao repetir sua visão de vitória. A visão de Lincoln era clara: preservar a União.

Organizações voltadas para a visão sempre têm uma vantagem, mas, durante as crises, essa vantagem se torna maior ainda, já que todos têm um quadro geral de onde tiram inspiração para atravessar provações e retrocessos. Sem uma visão para manter o foco e a inspiração, as tarefas logo perdem o significado e você se vê sem motivação para continuar. Sobrecarregado pelas pressões dos problemas que se avizinham – sem perspectiva, significado ou direção –, você se rende à imobilidade e à inércia.

Procure opiniões justas e ponha a sua equipe em ação

Durante a crise, o líder precisa ter perto de si gente que ofereça aconselhamento, encare e diga a verdade, desafie, discuta sem pressionar, conduza reuniões sem fazer acusações e, tomada a decisão, se una em torno dela. Colin Powell disse: Durante uma discussão, ser leal significa dar a sua opinião, quer ache que eu vou gostar, quer não. Neste ponto, a discordância me estimula. Mas depois que a decisão é tomada, termina o debate. É então que ser leal significa me seguir e executar o que foi decidido.

Em tempos de crise, uma equipe de líderes com habilidades e talentos complementares consegue avançar com mais rapidez e eficiência. A formação de líderes capazes e leais paga altos dividendos. Seja pró-ativo e forme o seu dream team antes que a crise chegue. Tempos difíceis não criam líderes – simplesmente mostram o tipo de líder de que você dispõe.

AÇÃO: Aplique estes princípios à sua liderança.

Fonte:
ANDERSON, Dave. Liderando na crise: Um modelo para uma liderança eficaz. [S.l.: s.n.].


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Saiba como responder perguntas difíceis durante a entrevista

Todo processo seletivo é muito difícil. As dificuldades vão desde a elaboração do currículo até as fases finais do processo, como as entrevistas com os gestores da área responsável pela contratação. É nesse momento que surgem aquelas perguntas que sempre deixam o candidato numa situação embaraçosa. Você deve imaginar do que estou falando: “quanto você quer ganhar?”, “por que deixou ou quer deixar seu emprego atual?”, “fale-me seus pontos fracos” etc., são apenas algumas delas.

As Psicólogas Ana Paula e Patrícia passa algumas dicas:

Quanto você quer ganhar?
Essa é uma das mais complicadas e difíceis de serem respondidas. “Recomendamos que você não seja o primeiro a indicar um valor. É importante frisar que gostaria de ganhar de acordo com o mercado de trabalho, e que para situar o selecionador quanto ao seu perfil você poderá indicar sua faixa salarial atual. É adequado citar apenas a remuneração direta sem bônus e comissões para não espantar o selecionador. Ressalte que você é flexível quanto a esta questão e devolva a pergunta questionando sobre a faixa salarial do cargo em discussão”, aconselha Ana Paula

Para Ana Paula, este momento dependerá também do poder de barganha do candidato, ou seja, se o mesmo estiver empregado, seu poder de negociação será maior, uma vez que não depende financeiramente desta proposta. Neste caso, a resposta deverá ser a seguinte: “Estou bem-empregado. Logicamente, para deixar meu atual emprego, quero ganhar mais. Para situar-lhe, posso dizer que estou ganhando o seguinte...”. “É adequado especificar a remuneração direta, os benefícios e bônus. Porém, ainda assim, não é adequado dizer o quanto deseja ganhar. Já no caso de um profissional desempregado, o poder de barganha é bem menor. Neste caso, o candidato deverá também demonstrar flexibilidade, no entanto, deve mencionar que deseja ganhar de acordo com o mercado”, complementa.

Por que saiu ou quer sair da empresa em que está atualmente?
“A resposta a esta pergunta dependerá muito do verdadeiro motivo que fez com que o candidato deixasse a empresa anterior. No caso de demissão, será necessário dizer a verdade, uma vez que provavelmente as referências serão verificadas. Caso a demissão seja referente a uma diminuição de custos ou a uma reestruturação na empresa, não será vista de maneira muito negativa pelo selecionador, pois demonstra que a saída não esteve diretamente relacionada ao desempenho profissional, neste caso será adequado citar o número de funcionários demitidos no mesmo período, pois uma informação deste tipo dará maior credibilidade ao discurso”, comenta Ana Paula.

Mas cuidado para não querer aproveitar a chance e falar mal da empresa, do chefe imediato, dos colegas... Vale sempre mencionar informações que demonstrem o bom desempenho profissional no período em que permaneceu na companhia, além de falar sobre sua busca por melhores oportunidades.
“Destaque que está em busca de novos desafios e crescimento profissional. É importante deixar claro que você sabe o que quer e que tem um plano de carreira definido e que como não vê mais possibilidades de desenvolvimento profissional na organização, você traçou como estratégia a busca por uma nova oportunidade”, diz Patrícia.

Por que você acha que será útil para a nossa organização?
Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual você se julga útil para a organização, a recomendação é para que aproveite esta pergunta para continuar vendendo as suas principais qualificações, pois para a empresa o mais importante neste momento é avaliar se você será capaz de trazer os lucros esperados. “Recomendamos que indique os principais resultados obtidos nas empresas em que atuou e que você tem muito a contribuir com a organização. Demonstre entusiasmo e muita força de vontade, já que estas características são muito desejadas pelos empregadores”, comenta Patrícia.

Quais seus pontos fracos?
Muitos profissionais tentam "sair pela tangente" ao serem questionados sobre seus pontos fracos, indicando características que na verdade são positivas, como perfeccionismo, autocrítica e impaciência. “Neste momento o candidato poderá citar também características técnicas, como falar mais de um idioma ou realizar uma pós-graduação. Porém, as mesmas não devem ser muito relevantes para a vaga que estiver concorrendo. No caso de optar por citar uma característica técnica, é importante ressaltar que já está em busca de suprir esta necessidade”, explica Ana Paula.

Já Patrícia sugere ao candidato que assuma pelo menos um ponto fraco que não seja tão prejudicial para o cargo ao qual ele está concorrendo e ressalte tudo o que está fazendo para contorná-lo. “Desta forma, o candidato demonstrará que está consciente de suas deficiências e que está interessado em contorná-las”.

Por que você quer trabalhar conosco?
É imprescindível demonstrar que você é o candidato ideal para a vaga em questão. Fale sobre seus reais interesses em trabalhar na organização, comente sobre o que você tem observado sobre a empresa e sua atuação no mercado. “O ideal é que você pesquise este tipo de informação antes da entrevista, desta forma você poderá basear seu discurso naquilo que já sabe sobre a empresa, o que impressionará ainda mais o selecionador. Além disso, você se destacará em relação aos candidatos que não sabem nada sobre a organização”, sugere Patrícia.

Fale-me sobre você
Quando o selecionador pede para que o candidato fale sobre ele mesmo, deseja ouvir informações a respeito de seu perfil profissional. “É importante, neste momento, citar características pessoais, mas que estejam diretamente ligadas a sua vida profissional, como por exemplo o fato de ser uma pessoa persistente e objetiva no que faz. É importante, também, demonstrar estabilidade emocional”, avalia Ana Paula. Você pode dizer, por exemplo, que é um profissional pró-ativo que tem metas e objetivos definidos.

Quer fazer alguma pergunta sobre nossa empresa?
Esteja preparado para fazer perguntas inteligentes, que demonstrem seu interesse e preparo e que tragam informações que você julgue necessárias. A consultora Patrícia acredita que perguntas honestas, às quais você realmente queira uma resposta, terão mais impacto do que aquelas perguntas preparadas ou previsíveis. “Você poderá questionar sobre o tipo de negócio da empresa e questões referentes às tarefas que realizará”.

Fale-me sobre o seu relacionamento com seu (ex) chefe e (ex) colegas
Hoje em dia, os selecionadores buscam profissionais que sejam capazes de trabalhar em equipe, uma vez que este tipo de situação é primordial para o sucesso da empresa. Desta maneira, não será adequado mencionar que já passou por algum problema de relacionamento nas empresas em que atuou, pois os empregadores poderão interpretar esta informação de maneira negativa.

“Além disso, o entrevistado não deve falar mal das empresas ou dos profissionais com quem trabalhou, pois não é ético e os entrevistadores não apreciam comentários negativos durante as entrevistas de emprego. Dessa maneira, o mais adequado é fazer comentários positivos a respeito do perfil do (ex) chefe e dizer que sempre se relacionou muito bem com seus colegas de trabalho”, aconselha Ana Paula.

E Patrícia complementa: “Relacionamento é, sem dúvida, uma das principais palavras da atualidade. Hoje em dia, quem não se relaciona bem poderá encontrar inúmeras dificuldades em obter sucesso na carreira. Se não puder falar muito sobre (ex) colegas e (ex) chefes, cite somente algo positivo como ‘Acredito que é um profissional competente no que faz’. Isso já basta”.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Supere o tédio da carreira

Por James Gonyea

Se você faz as mesmas tarefas no mesmo trabalho há muito tempo, provavelmente já ficou exausto alguma vez. Se você tiver sorte, isso ocorrerá com pouca frequência e poderá ser resolvido com um hobby ou passatempo favorito. No entanto, para muitas pessoas, o tédio pela carreira ocorre com mais frequência e dura mais tempo. Por que isso acontece?
 
Os psicólogos dizem que o cérebro humano precisa de estímulo sempre e em constante mudança. Não me levem a mal, mas o cérebro humano aprende por repetição. Desse modo, o cérebro fica cansado depois de aprender uma tarefa ou conceito e quer partir para outros caminhos.
 
A chave para superar o tédio da carreira está relacionada, pelo menos parcialmente, com o modo como você usa sua experiência profissional. Isso dará ao cérebro uma oportunidade de lidar com algo novo e diferente e trará benefícios a você, gerando outras enzimas químicas que lhe darão uma sensação de bem-estar.
 
Veja, abaixo, 10 atividades para estimular seu cérebro usando sua experiência profissional e suas habilidades de modos diferentes do seu trabalho diário normal. Avalie a possibilidade de realizar essas sugestões a princípio por algumas horas, como um projeto de aprimoramento de carreira. Depois, se as sugestões escolhidas servirem de inspiração para você, pense em realizá-las por tempo integral.
 
• Escreva um livro: transforme seu conhecimento profissional em um romance, um manual de treinamento técnico ou um livro didático.  
• Faça palestras: procure falar sobre sua carreira e sobre os desafios relacionados e as soluções em vários encontros profissionais.
 
• Faça consultoria: ofereça seus serviços como consultor para empresas pequenas que não podem pagar especialistas internos. 
 
• Use seu tempo no serviço voluntário: pense em trabalhar como voluntário em escolas e universidades locais para ajudar os estudantes a entender melhor seu campo de atuação e como desenvolver as habilidades necessárias para terem sucesso no futuro. 
 
• Ensine: entre em contato com escolas, universidades, institutos técnicos e empresas de treinamento independentes locais e se ofereça para ministrar cursos relacionados com sua experiência profissional. 
 
• Transforme-se em um instrutor de carreira: ofereça-se para ensinar jovens profissionais em seu campo de atuação a fim de orientá-los em um caminho mais bem-sucedido.  
 
• Forme uma associação: seguindo as leis do seu estado, crie uma associação profissional dedicada a compartilhar conhecimento e experiência com colegas.
 
• Publique um boletim informativo ou um jornal: pesquise um grupo de colegas para constatar quais são os principais problemas do seu campo de atuação. Desenvolva soluções e publique suas descobertas em um boletim informativo ou jornal que circulará entre seus colegas.  
 
• Inicie sua própria empresa: encontre um segmento da população que atualmente não é atendido por empresas do seu campo e crie sua própria empresa, mesmo se você oferecer uma única operação, para fornecer os serviços ou produtos necessários para esse segmento.  
 
• Transforme-se em um demonstrador do produto ou serviço: determine quais empresas do seu campo de atuação estão produzindo os produtos mais interessantes para o mercado de amanhã. Entre em contato com elas e se ofereça para demonstrar os produtos delas (mediante uma taxa) em encontros locais, estaduais, regionais e nacionais. 

Fonte: http://carreira.monster.com.br/desenvolvimento-profissional/mudanca-de-carreira/supere-o-tedio-da-carreira/article.aspx

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Marketing Pessoal de Excelência - Pontos-chave

Percorrer o caminho do desenvolvimento pessoal através do marketing pessoal proporciona-lhe um conjunto de mais-valias tanto para a sua vida privada como para a sua vida profissional, podendo, por exemplo, enfrentar as suas entrevistas de emprego de forma mais otimista e criando com todos os que cantata uma empatia que está muito alem de tudo o que já vivenciou.

Otimismo: Saber aceitar críticas, ser positivo, ter a percepção dos aspectos positivos de todos os desafios.

Integridade: Ser ambicioso dentro dos limites de crescimento, sempre sem prejudicar nem enganar ninguém.

Maturidade: Saber fazer uma boa gestão de conflitos sem criar novos desafios ou desequilíbrios.

Empatia: Saber Valorizar o trabalho de parceiros ou colaboradores, reconhecer o mérito dos outros e saber aprender com eles.

Paciência: Ter sentido de oportunidade, saber proporcionar as oportunidades no momento certo.

Espírito de equipe: Disponibilizar a sua ajuda sem que seja necessário solicitar, preocupar-se que o trabalho dos outros também seja bem sucedido.

Visão: Ter a percepção clara do que faz e a razão pela qual está afazer. Proporcionar melhorias e soluções inteligentes no seu trabalho e no dos colegas.

Visibilidade: Disponibilizar-se como voluntário para apresentações de trabalhos, projetos e tarefas eu possam ser um bom desafio decrescimento.

Solidariedade: Saber parar e disponibilizar-se para ajudar os outros quer no trabalho quer na sua vida pessoal.

Liderança: Ser uma boa influência sempre sobre os colegas e criar um clima confiança em torno de si de forma a que os outros o procurem para encontrar soluções.

Quando decidir dar  início ao seu plano de marketing pessoal toda a sua vida mudará, e você nunca mais será o mesmo. Comece já hoje a traçar a sua estratégia de marketing pessoal para obter da vida tudo aquilo que sempre sonhou.

Quais as suas competências? Forças e fraquezas

As áreas vivenciais ou de conhecimento que podem representar uma mais valia para uma estratégia de marketing pessoal têm um papel fundamental no grau de sucesso da estratégia. Áreas que podem ser tidas como forças ou oportunidades de melhoria. É fundamental fazer a avaliação de cada uma destas áreas importantes para o processo de criação de uma estratégia de marketing pessoal.

Veja então as diferentes áreas de competências que definem as suas forças ou fraquezas:
Apresentação

Como sente o impacto da sua imagem perante os que o observam?

Conhecimentos

Seja no trabalho, família, amigos ou faculdade, em que áreas/atividades/ conhecimentos sobressai perante os demais?
Em que atividades se sente completamente seguro de si, que domina bem?Haverá possibilidade de desenvolver esses seus conhecimentos em atividades diferenciadas?

Finanças

O que representa para si o dinheiro?
Qual a sua ligação com o dinheiro?
É uma pessoa que gasta tudo, que gosta de manter as finanças equilibradas? Ou gasta menos do que o que ganha e até consegue ter algumas economias?
É uma pessoa impulsiva na forma que gasta o dinheiro? Ou pensa muito antes de investir as suas economias?
Quais os seus parâmetros quando faz as suas compras? Tem funcionado?
Sente-se feliz com a sua situação financeira atual, tendo em conta a relação receita/despesa?

Organização e Trabalho

Acha-se uma pessoa dinâmica e produtiva?
É uma pessoa com iniciativa ou esta sempre à espera que lhe dêem ordens?
Precisa melhorar suas técnicas de organização?
Costuma ser cumpridora com prazos e compromissos assumidos?
O seu método organização é funcional e responde a todas as suas necessidades?

Relacionamentos

Qual o impacto que causa nos outros?
Sente que atrai a presença das pessoas, ou sente que o evitam?
Tem facilidade em fazer e manter amizades?
Como é conhecido pelas outras pessoas?
Como avalia os seus relacionamentos?
Costuma aprofundar as amizades ou apenas tem conhecidos?
Como está seu relacionamento com as pessoas mais próximas?

Saúde

Tem algum cuidado com o seu bem estar e saúde? Cede facilmente quando sujeito a muito stress?
Você está satisfeito com a sua saúde em geral?
Alguma mudança que gostaria de fazer?

Cidadania e voluntariado

É apenas uma pessoa crítica ou tem iniciativas de mudança e melhoria como individuo?
É uma pessoa altruísta?
Nas suas atitudes tem em conta o impacto que terão sobre os outros?
Como contribui para que a nossa sociedade seja cada vez melhor?
Sente-se feliz pela sua forma de agir perante os que o rodeiam?
Participa de forma ativa e manifesta-se em relação aos assuntos e decisões que influenciam sua vida e a das outras pessoas? Ou apenas critica.

Conhecer melhor as suas competências permite-lhe definir claramente onde se encontram as suas forças, aquilo em que é realmente acima da média podendo obter mais valias para a suas vida oriundas dessas características especiais da sua personalidade.

Tal como têm muito a ganhar sabendo onde estão as suas mais valias, descobrir e aceitar as suas fraquezas, poderá ser bem mais importante para si. Por norma os bloqueios no seu sucesso encontram-se ligados àquelas coisas que você não gosta e têm bastantes dificuldades em lidar.

Aprender a desbloquear as suas fraquezas pode ser tudo o que lhe falta para atingir o seu sucesso, mas para isso terá de as aceitar abertamente. Por tudo isto é de uma importância vital para a sua estratégia de marketing pessoal descobrir e aceitar as suas forças e fraquezas de forma a beneficiar de ambas.