segunda-feira, 16 de julho de 2012

10 coisas que fazem os melhores chefes


Renato Tagiuri, Professor Emérito de Ciências Sociais em Administração da Universidade de Harvard e Presidente do Conselho da OMBI (Owner Managed Business Institute), uma das mais conceituadas consultorias em empresas familiares, fez um exaustivo estudo para verificar quais os atributos de sucesso dos melhores chefes. Chefe, aqui, é alguém que tem sob sua responsabilidade outra(s) pessoa(s). A denominação de um chefe pode ser: empresário, presidente, diretor, gerente, supervisor ou qualquer outra. O que importa é ser responsável por alguém em situações de trabalho.

Seus conselhos, após a pesquisa, são:

1. Clarifique a missão, os objetivos das tarefas de seus subordinados;
Os melhores chefes deixam claro o que esperam de seus subordinados. Eles mostram qual a missão, quais os objetivos e não deixam as pessoas sem saber claramente o que é esperado delas;

2. Descreva as tarefas claramente;
Há chefes que esclarecem a missão e os objetivos mas não descrevem, com clareza, as tarefas que os subordinados deverão realizar. Não descrevendo as tarefas juntamente com quem as deve realizar, ele deixa o subordinado inseguro;

3. Ouça o ponto de vista de seus funcionários. Eles podem ter ideias melhores que as suas;
Há chefes que acham-se donos da verdade ou ainda pensam ser infalíveis na sua análise da realidade. Sem ouvir o ponto de vista dos subordinados eles deixam de conhecer e utilizar ideias que poderão ser muito melhores do que as que ele tem. Chefe que não ouve desmotiva seus subordinados;

4. Tenha certeza de que seus funcionários têm à disposição os recursos necessários para fazer o que você espera deles, incluindo habilidades, informação, equipamentos, etc;
Muitos chefes solicitam a seus subordinados tarefas quase impossíveis de serem atendidas por falta de recursos. Mandar alguém fazer alguma coisa sem dar a essa pessoa os equipamentos e recursos necessários é quase um atitude sádica, pois, com certeza, o subordinado falhará;

5. Deixe claro quais serão os critérios através dos quais eles serão avaliados e como você espera que eles desempenhem a tarefa;
Sem saber exatamente como serão avaliadas, as pessoas sentem-se inseguras na ação. Muitos chefes deixam seus subordinados na total ignorância dos critérios de avaliação e, por isso, não apresentam bom desempenho;

6. Tenha a certeza de que o salário, os incentivos, os benefícios e outras recompensas são estimulantes para fazer os seus funcionários darem mais de si;
Ganhando mal, sem incentivos e benefícios, os subordinados não se sentirão motivados a dar tudo o que podem para o sucesso de um projeto. Aqui o diálogo é importante. Chefes de sucesso mostram claramente a seus subordinados os benefícios que terão ao realizar bem o seu trabalho;

7. Dê feedback imediato. Elogie logo após a tarefa. Ofereça sua ajuda;
Chefes excelentes dão feedback imediato sobre o desempenho de seus subordinados. Isso faz com que os subordinados sintam-se seguros. Ao oferecer feedback bons chefes oferecem-se para auxiliar nas dificuldades;

8. Demonstre atenção e preocupação com os seus funcionários. Porém cuidado: não se envolva pessoalmente demais com eles;
Aqui está uma coisa interessante. Há chefes que se imiscuem na vida dos subordinados não criando o necessário espaço entre a vida pessoal e profissional. Quando há um envolvimento pessoal demasiado, o chefe pode perder a autoridade necessária para exigir do subordinado tarefas mais difíceis;

9. Dê o mérito a quem realmente fez. Elogie seus subordinados na frente dos outros e admita seus próprios erros. Nunca minta e se você não pode manter um compromisso, explique a razão;
Aqui está outra característica dos bons chefes. Eles não mentem a seus subordinados. Dar o mérito a quem realmente fez, significa não roubar ideias de seus subordinados e saber dar o crédito ao verdadeiro autor. Explicar as razões das mudanças nos compromissos anteriormente assumidos é também essencial à avaliação de um chefe excelente;

10. Tome todas as decisões que são esperadas de você como chefe. Não seja omisso.
Nada é mais desmotivador do que um chefe omisso. Aconteça o que acontecer, a responsabilidade última será sempre do chefe, pois só ele tem o poder de substituir pessoas e de avaliar o desempenho. Assim, chefes excelentes são os que decidem com rapidez e assumem as consequências de suas decisões.

Estas dez coisas são simples, objetivas e altamente eficazes. Se você é empresário, reúna os chefes, supervisores, gerentes e diretores de sua empresa e discuta cada ponto. Se você tem cargo de chefia, faça uma auto análise e veja se pode ser considerado um chefe de sucesso que faz com que as coisas realmente aconteçam na empresa.

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Marins


Fonte: http://www.dicasprofissionais.com.br/dicas/artigos2.asp?id=220


sexta-feira, 13 de julho de 2012

15 regras de ouro para administrar o tempo e viver melhor


Algumas dicas práticas para melhor gerenciar o tempo e elevar a qualidade de vida.

1. Seja sempre pontual. Autênticos líderes não deixam ninguém esperando para um compromisso agendado. É preferível chegar 30 minutos mais cedo que apenas cinco minutos atrasado.
2. Espere 24 horas para reagir. Procure não reagir antes de 24 horas. Entre um dia e outro, com uma noite de descanso no meio, o que se mostrou um problema irresoluto surgirá não menor, mas com dimensões reduzidas à sua realidade.
3. Ninguém está contra você. Por compreender que a natureza humana é legitimamente individualista e egoísta, aprendi que raramente as pessoas estão contra mim, pois estão apenas a favor delas próprias. Esta percepção é suficiente para evitar conflitos desnecessários e eleger as batalhas que valem a pena ser travadas.
4. Exceção não é regra. Refeições feitas em fast food ou em frente ao computador, noites em claro ou mal dormidas, dias sem comparecer à academia, certa desatenção para com os familiares. Tudo isso, embora indesejável e não recomendável, pode ser tolerado quando acontece de maneira pontual, por curtos períodos de tempo. Mas é inadmissível que se torne regra.
5. Administre a transição do ambiente profissional para o familiar. Situações de conflito começam ou se intensificam nos primeiros minutos após o regresso ao lar. Por isso, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até 15 minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo 25 palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. O diálogo que seguirá será mais ameno, gentil e profícuo.
6. Gerencie a concentração, não apenas o tempo. Estabeleça uma hora por dia sem interrupções para você e neste intervalo trabalhe concentradamente em três objetivos específicos. Faça as tarefas mais desagradáveis logo no início do dia, quando sua energia, concentração e disposição são superiores.
7. Evite o duplo manuseio. Ocorre quando você recebe as correspondências do dia, faz uma triagem, inicia a leitura de uma carta ou e-mail e decide interrompê-la para continuar depois. A regra é começar e terminar!
8. Administre a energia, não o esforço. Faça pausas estratégicas de apenas 30 segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no meio da manhã e à tarde para aumentar sua energia e concentração.
9. Não espere pelo mundo perfeito. O tempo certo para agir é agora. Não de qualquer jeito, não com mediocridade, mas com o máximo empenho possível. Amanhã, como diriam os espanhóis, é sempre o dia mais ocupado da semana.
10. Ouça sua intuição. Fique atento aos "sinais" por mais sutis que sejam. Isso não significa necessariamente seguir à risca a intuição para tomar decisões, porém jamais ignorá-la.
11. Coloque VOCÊ em sua agenda. Determine um dia por semana, e apenas uma hora nesse dia, que será reservada a você e mais ninguém. Desligue telefones, feche a porta da sala, não receba ninguém - apenas a si próprio. Dê atenção e oportunidade à pessoa mais importante de sua vida: você mesmo!
12. Tenha uma agenda de 10 segundos. Em que pesem todos os planos, com os pés firmes no chão e os olhos no firmamento, a vida está acontecendo aqui e agora. Por isso, sua agenda deve contemplar somente os próximos dez segundos. Talvez breves, talvez distantes, talvez intermináveis e, talvez, inatingíveis dez segundos.
13. Faça de seu trabalho um meio de diversão. Este é um aviso essencial àquelas pessoas que, ao entardecer do domingo, têm uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Procure cultivar um trabalho digno e prazeroso, que seja fonte de alegria e não de infelicidade.
14. Evite as saudades vazias. Saudades dos lugares que não visitou, das viagens que não fez, dos pratos que não provou, dos abraços que não acolheu, dos beijos que não deu ou recebeu. Lembranças imaginárias do que poderia ter sido, mas não foi. Para evitá-las, prefira pecar por excesso do que por omissão.
15. Aproveite o momento! Por fim, viva sua vida de forma extraordinária, com intensidade. Não se trata de aproveitar o dia como se fosse o último e, desta forma, fazê-lo de maneira irresponsável, mas de elevar a qualidade de cada momento, proporcionando a si e oferecendo aos demais o que você tem de melhor.
Tal qual a letra da banda Eagles, que prefacia este texto, alguns dançam para lembrar, outros, para esquecer. Em qual grupo você está?

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Atraso no trabalho: mentir ou admitir?


Para algumas pessoas, o trânsito sempre está “uma loucura”, o relógio nunca desperta, a avó já faleceu umas três vezes e o organismo é extremamente frágil – são tantas dores de barriga e intoxicações alimentares que as outras pessoas ficam doentes só de ouvir.
Desculpa é o que não falta: o pneu que furou, a pessoa que precisou ir ao banco (e tinha muita fila), a consulta médica em cima da hora, a luz que acabou. Enfim. A verdade nua e crua, que ninguém quer admitir, é que, em grande parte das vezes, os motivos dos atrasos são negligência, irresponsabilidade e desorganização.
Infelizmente, muitas pessoas tornam do atraso um hábito. Em alguns casos, o profissional passa a considerar “normal” chegar dez, quinze ou vinte minutos atrasado no trabalho. O que ele esquece (além do fato de chegar na hora), é que seus superiores estão “de olho” e não aprovam esse tipo de comportamento. É uma questão de tempo para que o funcionário que sempre peca no quesito “pontualidade” receba um alerta do superior.
Em alguns casos, em empresas cujas políticas de RH são rígidas, atrasos frequentes podem implicar em perda de benefícios concedidos pelo empregador e até mesmo levar à rescisão do contrato de trabalho por justa causa, devido à incontinência de conduta e mau procedimento. É claro que, em situações como essa, a empresa deve divulgar corretamente seu manual de regras, políticas e condutas para que o funcionário seja alertado antecipadamente e previna o erro, ou sua recorrência.
Por mais que esse não seja o caso de muitas empresas, o profissional não deve vacilar. Atraso é associado à desorganização, descaso e desmotivação. Pontualidade não pode ser um problema na carreira de ninguém. Hoje em dia, o mercado de trabalho já está competitivo o suficiente para que os profissionais se permitam “dar sorte ao azar” – ou seja, dar chance de perder o emprego por conta de algo que pode ser facilmente corrigido.
Corrigindo o problema
Se você possui dificuldade para chegar ao trabalho no horário, procure reorganizar a sua rotina e ser rigoroso com horários. Se o problema é acordar com o despertador, encontre outras formas de levantar na hora correta – como, por exemplo, pedir ao cônjuge ou outro familiar para acordá-lo. Se o trânsito é intenso, planeje-se para sair mais cedo de casa. Se você é indeciso e demora a escolher a roupa que usará, separe-a na noite anterior para poupar tempo no dia seguinte. É simples. Encontre o foco do problema e corrija-o. Ninguém melhor que você para saber o real motivo do seu atraso.
Acredito que um dos maiores motivos de atraso dos profissionais é o acúmulo de tarefas diárias. Muitas pessoas se comprometem a realizar mais coisas do que realmente podem. Isso provoca um efeito dominó e acaba atrasando todas as atividades daquele dia – e consequentemente as dos dias seguintes também. Lembrando que, além do atraso, esse tipo de comportamento faz com que a qualidade do trabalho diminua. É preferível “dar conta” de menos tarefas, porém com maior qualidade e, é claro, dentro do prazo.
Além disso, outra dica que serve para qualquer um é organizar à noite a sua agenda do dia seguinte. Rapidamente, repasse mentalmente ou em uma agenda todas as suas tarefas para poder organizar-se e cumprir, no horário, tudo o que deverá fazer.
A verdade sobre o atraso: contar ou não contar?
Certamente você já leu aquela história do lenhador que alertava falsa e constantemente “socorro, um lobo!” para que fosse acudido e, quando um lobo de verdade veio, ninguém acreditou e foi socorrê-lo. Resultado: foi comido. O exemplo é simples, mas pode ser facilmente aplicado no ambiente corporativo.
A mensagem que deixo aos constantes atrasados, portanto, é simples: parem de se atrasar. Mais ainda, a dar desculpas. Nunca se sabe quando realmente será necessária uma ausência. E quando esse dia chegar, sua credibilidade certamente já estará gasta pelo histórico de ausências e atrasos.
É claro que, em um ou outro momento, o profissional terá que se ausentar do trabalho ou chegará atrasado por algum motivo relevante. As empresas também precisam ser flexíveis em relação a esses imprevistos, desde que, obviamente, não se tornem rotineiros. A dica é ser transparente com o superior e procurar organizar a rotina, de modo que, se um dia realmente atrasar-se, isso não será um problema.
Finalmente, é importante lembrar que pontualidade não é uma virtude, mas sim uma obrigação. Portanto, o profissional que costuma chegar atrasado só tem a perder com isso.
Por Bernt Entschev


quarta-feira, 11 de julho de 2012

Seja 5S


Criado no Japão, o 5 “S” é um método educacional baseado em atitudes que as pessoas tomam e adotam para melhorar o seu dia-a-dia e o ambiente de trabalho. Veio para o Brasil por causa dos conceitos relacionados com a chamada “Qualidade Total”.

O nome 5”S” é devido aos cinco conceitos que o compõem, cujos nomes, em japonês, começam com a letra “S”:

Seiri – Senso de Utilização
Seiton – Senso de Arrumação
Seiso – Senso de Limpeza
Seiketsu – Senso de Saúde (Asseio/ Higiene)
Shitsuke – Senso de Auto-Disciplina

O 5 “S” parte do princípio de que cada empresa será cada vez melhor, na medida em que seus colaboradores e funcionários estejam dispostos a “aprender, para mudar”, buscando a qualidade pessoal, que leva à qualidade de vida. Por isso, o 5 “S” é fundamental para a gestão da qualidade!

Cultivar o 5 “S”, é utilizar-se do bom-senso para praticar o crescimento humano e profissional. Assim, cheque cada conceito abaixo e analise se você é um profissional 5 “S”.

UTILIZAÇÃO
“Separar o necessário do desnecessário”, considerando a frequência de uso. Consiste em ficar só com o que a gente precisa na quantidade certa. O que é inútil para uma área pode ser útil para outra.
É saber a utilidade real dos recursos e objetos que temos a nossa volta e separar aquilo que é útil do que não o é, e ficar somente com o que for útil.
Quem sabe, não estamos guardando coisas que poderíamos jogar fora ou disponibilizar para outras áreas?
Quantas tarefas desnecessárias, podemos eliminar?
Temos pensamentos e sentimentos negativos para descartar?

ARRUMAÇÃO
“Um lugar para cada coisa, cada coisa com seu lugar”
A disposição sistemática e ordenada de materiais, equipamentos, ferramentas... Facilita a sua localização rápida, sem perda de tempo.
Consiste em saber colocar as coisas no lugar certo, e também fazer as coisas na ordem certa.
Temos só o necessário na quantidade, na hora e no lugar certo?
Ainda perdemos tempo procurando coisas, documentos ou ferramentas?
Com que frequência preocupo-me em organizar os meus pensamentos, as minhas ações e o meu tempo?

LIMPEZA
“Quem limpa não suja”. Cada um é responsável por manter a limpeza do seu local de trabalho, bem como eliminar os focos de sujeira. Ambiente limpo não é o que mais se limpa, mas o que menos se suja.
É eliminar o lixo, e evitar gerar mais lixo e poluição.
Será que nosso ambiente de trabalho está realmente limpo?
Temos o compromisso de manter limpo nosso local de trabalho durante, e após a jornada diária?
Como estou mantendo a “limpeza” na minha conduta e nas relações que estabeleço com as pessoas?

ASSEIO
*Manter as condições físicas e mentais favoráveis à saúde, cuidar da aparência pessoal,
*Manter as condições do local de trabalho adequadas,
*Melhorar e embelezar o ambiente.
É colocar um padrão de comportamento e de valores, a fim de que se tenha saúde física e mental, tanto em nós, quanto no ambiente. Visa também, manter a saúde da empresa, com um fluxo de caixa sempre positivo.
Será que somente o nosso ambiente de trabalho merece ser limpo? Como anda nossa aparência pessoal?
Quem sabe, não podemos tornar o nosso ambiente de trabalho mais bonito e agradável?

AUTO-DISCIPLINA
É educação, persistência, perseverança, para manter tudo que já foi conquistado na prática do 5 “S”. Disciplina também é cumprir normas, procedimentos, prazos, acordos estabelecidos e instruções, sempre num contínuo aperfeiçoamento.
É a chamada “autogestão”, ou seja, cada um cuidando de si mesmo, e cultivando a prática do 5 “S”, a fim de melhorar cada vez mais o desempenho próprio e da empresa.

Será que estamos utilizando, arrumando, limpando, asseando e nos auto-disciplinando de forma eficaz e produtiva?

Estamos preocupados em manter tudo que conquistamos na prática do 5 “S”?

Podemos aperfeiçoar cada vez mais o nosso trabalho e a nossa capacidade humana e profissional?

Para obter resultados com a implantação do Programa de Qualidade Total 5 “S”, é fundamental torná-lo um hábito, um costume na sua vida diária.

Lembre-se sempre: A QUALIDADE SOMOS NÓS!!


Fonte: http://www.qualidadebrasil.com.br/artigo/1438/seja_5s

terça-feira, 10 de julho de 2012

3 grandes ensinamentos de Peter Drucker


O pensador que transformou a forma de pensarmos sobre Administração tem muito a nos ensinar. Veja algumas das suas principais lições.

Mais importante e influente estudioso de gestão do mundo, Peter Drucker foi um guru, uma lenda internacional e um ícone dos negócios. Conhecido por criar vários conceitos sobre os quais se construíram os pilares da gestão moderna, Drucker teve um jeito não convencional de explorar a história da gestão e das suas idéias para o futuro. Sim, ele sabia do futuro como ninguém.

Drucker foi escritor, professor e consultor durante mais de 60 anos. 

Ele criou conceitos que fizeram da gestão um campo legítimo de estudos acadêmicos. O ponto-chave de sua defesa foi a visão de que a coisa mais importante em uma organização são as pessoas. A influência de seus pensamentos foi tão grande que ele freqüentemente é chamado de Pai da Gestão.


Escolhi três ensinamentos para que você possa conhecer um pouco mais de Peter Drucker, mas principalmente para que você possa levar essas idéias para a sua empresa e fazer dela um grande sucesso.

Ensinamento 1 – AUTOGERENCIAMENTO:


Empresas estão passando por mudanças radicais em suas estruturas, no trabalho que elas desenvolvem, no tipo de conhecimento que elas precisam e no tipo de pessoas que elas empregam. Com novas necessidades e objetivos, Drucker diz que hoje precisamos nos autogerenciar mais do que em qualquer época. 

Sim, não há mais espaço para empresas com estruturas inchadas, com mesas demais para pessoas que pouco fazem. Não tem mais espaço para ter um estagiário, um funcionário que cuida desse estagiário, um supervisor que cuida desse funcionário, um supervisor-chefe que cuida do supervisor, um gerente que cuida do supervisor-chefe, um gerente geral que cuida do gerente e assim por diante. Uma empresa com esse tipo de hierarquia extensa está em grandes problemas, pois vai ser difícil sustentar esses custos por muito tempo.

A grande idéia aqui é: cada profissional tem de saber exatamente qual é o seu trabalho e aproveitar o tempo destinado para isso para fazê-lo, e da melhor forma possível. Drucker dizia que devemos constantemente nos perguntar: Quais são as minhas forças? Quais são os meus valores? Onde pertenço? Qual deve ser a minha contribuição?

Um profissional que sabe responder a essas perguntas sabe também qual é o seu trabalho. Você, como líder, deve incentivar para que sua equipe tenha esse tipo de pensamento. Quanto mais eles forem autogerenciáveis, mais tempo você terá para promover mudanças estratégicas na empresa e mais tempo terá para provê-los de ferramentas e conhecimento para que suas metas sejam alcançadas mais rapidamente. Todo mundo ganha.

Ensinamento 2 – O QUE FAZEM OS LÍDERES EFICICAZES?:


Drucker descobriu, em seus 65 anos de experiência em consultoria, o que os líderes eficazes têm em comum. Mais do que ter um mesmo estilo, esses líderes exemplares têm práticas similares e elas estão dentro de três grandes áreas: a primeira área consiste em práticas que dão aos líderes o conhecimento que eles precisam. A segunda área dá a eles a ajuda necessária para transformar esse conhecimento em ação. E por último, na terceira área, estão as práticas que asseguram que toda a organização sinta-se responsável e comprometida.

Esses líderes freqüentemente se perguntam: "O que precisa ser feito?” e "O que é o melhor para nossos clientes e para nossa organização?"

Os líderes eficazes desenvolvem planos de ação. Eles assumem a responsabilidade por suas decisões. Eles estão focados em oportunidades ao invés de problemas. Eles gerenciam reuniões produtivas. E eles pensam e dizem "nós" ao invés de dizer "eu".

Peter Drucker adicionou ainda a essa lista mais uma prática muito importante, que mostra-se indispensável para um líder se tornar um grande líder: escute primeiro e fale depois.

Ensinamento 3 – A DISCIPLINA DA INOVAÇÃO:


Quanto de inovação é inspiração e quanto é trabalho pesado? A criatividade dos empreendedores, segundo Drucker, nasce do comprometimento com a prática constante da inovação.

Drucker identificou quatro oportunidades de inovação na empresa e três fora dela: ocorrências inesperadas, incongruências, processos necessários, mudanças na indústria e no mercado, mudanças demográficas, mudanças de percepção e novo conhecimento.

A má notícia é que inovação também é sinônimo de trabalho pesado. A boa notícia é que você também pode ser um inovador, desde que você tenha conhecimento, foco e (freqüentemente) ingenuidade. E até mesmo todas essas qualidades não são suficientes para criar inovação, a menos que você esteja apoiado por persistência e comprometimento.

Como está a inovação na sua empresa? As novas idéias estão sendo incentivadas, testadas e quando aprovadas, aplicadas? Quanto tempo esse processo leva? Lembre-se de que inovação está também ligada a agilidade. Quem fará mais rápido: seus concorrentes ou você? Quem fará diferente: seus concorrentes ou você? Esteja sempre na frente. A disciplina da inovação defendida por Peter Drucker é hoje uma regra.

Linha do Tempo

No começo: Peter Drucker nasceu em Viena (Áustria) em 1909.

Anos 20: Mudou-se para a Alemanha para estudar direito. Tornou-se editor-chefe de um grande jornal alemão, responsável pela seção de gestão internacional.

Anos 30: Recebeu o Ph.D em direito na Alemanha. Mudou-se para Londres após uma de suas redações ter sido queimada pelo Governo Nazista. Casou-se e mudou-se para os Estados Unidos como correspondente jornalístico de vários jornais britânicos.

Anos 40: Iniciou sua carreira em consultoria na General Motors que posteriormente resultou na publicação do seu primeiro livro. Tornou-se professor de filosofia e política, e colunista do The Wall Stree Journal.

Anos 50: Juntou-se ao corpo docente da New York University como professor de Administração.

Anos 60: Recebeu da mesma universidade o "Presidential Citation" – a maior honra da escola.

Anos 70: Tornou-se professor de Ciências Sociais e Gestão de pós-graduação na Califórnia.

Anos 80: Ganhou uma escola de pós-graduação com o seu nome. Publicou oito novos títulos e continuou lecionando e trabalhando como consultor.

Anos 90: Tornou-se professor na Harvard University e publicou mais nove livros.

Anos 00: Retirou-se da vida pública, recebendo esporadicamente alguns amigos em sua casa, escrevendo e escutando música clássica, uma de suas grandes paixões. Peter Drucker, um dos principais teóricos da administração de todos os tempos, faleceu no dia 11 (sexta-feira) de novembro de 2005, aos 95 anos, de causas naturais em sua casa em Claremont, perto de Los Angeles, nos Estados Unidos.


5 formas de negociar prioridades


Seja com seu chefe, colega de trabalho ou cliente é importante ter clareza do que é prioritário de ser feito, caso contrário tudo vira urgente e você acaba se perdendo.

Na experiência que estou fazendo de acordar mais cedo, para aumentar o nível de resultado, é nítido nos comentários das pessoas que estão aderindo à experiência que eles conseguem melhorias, pois simplesmente nessa hora adicional eles focam em prioridades reais, sem ninguém atrapalhar.

Selecionei 5 formas de você negociar e estabelecer prioridades. Claro que o assunto não termina aqui, mas é bom começo.

1 – Tenha controle do seu dia – Não adianta querer priorizar se você não tiver um planejamento, são coisas ligadas, mas que acontecem em uma ordem. Primeiro eu preciso puxar da cabeça tudo que tenho para fazer, depois eu planejo isso nos próximos 3-5 dias e ai eu priorizo diariamente o que deve ser feito primeiro e depois. Se você não sabe o que deve fazer e ficar apenas recebendo e-mails ou lembranças te dando ordens do que fazer você não vai conseguir priorizar de forma eficaz.

2 – Antecipe ao máximo – Sempre que possível não espere a prioridade virar urgência para fazer. Quanto mais antecedência você tiver, mais flexibilidade terá na hora de definir o momento certo de execução. Adiar uma prioridade que tem prazo para um momento de melhor performance pessoal é super saudável, o problema é quando você tem de fazer a prioridade porque é o limite da entrega.

3 – Negocie prioridades antes de serem urgências – Se você sabe que algumas prioridades dependem de terceiros, não espere que eles lembrem da prioridade na ultima hora. Você não pode mudar o modo das pessoas se planejarem, mas o seu planejamento pode inferir na boa produtividade de toda a equipe. Pequenos e-mails de lembrete ou de oferecimento de ajuda ajudam a relembrar a tarefa.

4 – Negocie com seu chefe – Eu não aceito quando delego uma tarefa e a pessoa simplesmente retorna: “não dá pra fazer”. Não dá por que? Quais as prioridades? É bem diferente quando eles chegam e falam: “eu estou com essas prioridades na semana, o que você acha que deve ser priorizado?”. O líder tem de saber o que é prioritário, ele junto com você pode negociar as prioridades e os prazos. Haverá dias que vai precisar de “tempo extra”, mas na maior parte dos casos deverá ser possível ajustar.

5 – Negocie com base no resultado – Se tiver dúvidas do que deve ser priorizado, eu sugiro “elevar” o questionamento para as metas, momento, visão ou missão da empresa. Precisa aumentar o faturamento? Priorize as atividades de faturamento. Precisa aumentar a qualidade de serviço? Priorize o atendimento ao cliente. Priorizar significa dar uma ordem de execução, não esquecer a atividade, por isso saber o momento certo de fazer se torna imprescindível nessa decisão.

Use seu tempo com sabedoria.

Por Christian Barbosa

Fonte: http://blog.maistempo.com.br/

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ser Melhor é Pouco, Seja Diferente!


Responda rápido. O que o mercado de trabalho quer? Produtividade? Rapidez? Competência? Ou um DIFERENCIAL? Você provavelmente respondeu todas as perguntas com um sim. Obviamente o mercado quer tudo isso de um profissional, seja qual cargo ou área que ele atue. Mas uma coisa é certa, usando uma redundância, o que faz toda a diferença? O DIFERENCIAL.

Saber fazer as mesmas coisas que os outros fazem, mas de uma maneira única, majestosa, surpreendente isso é o DIFERENCIAL. Pesquisas mostram que as empresas hoje, procuram por profissionais que tenham algo diferente, o currículo e capacitação são importantes sim, mas a magia de ser único também conta muito, ou em muitos casos, é isso que conta.

Podemos chamar esse diferencial também de criatividade. A criatividade é artigo de luxo hoje em dia. Quem é criativo, é disputado a laço. O mercado não os deixa solto. Imagine dois colaboradores que ocupam o mesmo cargo na mesma empresa. Eles são projetistas de interiores. É dada a eles a seguinte missão: desenhar um escritório novo. Eles podem usar e abusar de sua capacidade e criatividade. Adivinha quem vai ser escolhido? Claro, o que for mais criativo, aquele que fez diferente .

Vamos analisar outro exemplo. Levamos nosso carro ao mecânico para realizar um reparo. Como sabemos, a mecânica é um lugar (pelo menos a maioria delas) sujo, com fotos de mulheres seminuas ou até nuas pregadas nas paredes com funcionários maltrapilhos, com macacões e roupas sujas de graxa.

Porém, essa mecânica pode ser a melhor do mundo. Mas que tal entrarmos numa mecânica onde as paredes mostram fotos de motores de carros, ou fotos alusivas ao trabalho ali realizado, o chão limpo, os mecânicos todos vestidos de macacões limpos e brancos? Se fosse para escolhermos entre duas mecânicas, a qual escolheríamos? A mecânica considerada a melhor porque faz um serviço eficaz, ou aquela que além de fazer um serviço eficaz, o atendimento e a organização são seus diferenciais? Claro, que a segunda opção. Isso porque buscamos novidades e diferenciais.

Então podemos concluir que não basta ser o melhor, devemos ser diferentes. Se você é secretária, seja a melhor secretária, mas também seja diferente. Se é vendedor de carro, seja o melhor vendedor, mas tenha seu diferencial. Seja criar uma empatia com seu cliente, ou mostrar o carro de ponta a ponta, fazendo-o perceber que você conhece verdadeiramente o produto. Se é um faxineiro, limpe bem seu setor, mas seja aquele que limpa e deixa tudo brilhando. Enfim, cada um na sua área, sendo o melhor, mas principalmente sendo DIFERENTE.

Lembre-se: fazer um bom trabalho nos dias de hoje é obrigação. Se você cumprir direitinho suas tarefas, estará fazendo o correto, mas se quiser crescer, se destacar, mudar de cargo ou ser promovido, deve fazer a diferença. Quem faz a diferença é notado, é separado e visto com bons olhos. Quem faz a diferença, as portas se abrem, pois mostra para que veio, tem o mundo em suas mãos.

Pense a partir de agora: Que tipo de diferencial você pode ter no seu trabalho? Como você pode se destacar dos demais? Como pode fazer as mesmas coisas, mas agora de uma forma diferente? Como, como? Descubra, crie , invente e reinvente. Só assim, você poderá ter um lugar privilegiado ao sol.

O que é mais importante? Competir, ganhar ou se destacar?

Competir é bom, nos sentimos vivos e ativos. Ganhar é ótimo, nos rende louros e apreciação. Mas, se destacar dos demais faz toda a diferença em nossa vida corporativa. Não busque somente competir, nem somente ganhar, busque se destacar. Você deve ser o melhor, mas se não for, pode se destacar pelo seu diferencial. Podemos ser melhores ou piores, mas nunca alguém será diferente como você.

Agora é uma questão de escolha. Quer continuar fazendo as coisas somente da maneira correta, ser igual e padronizado? Ou quer se destacar alcançando os melhores lugares e posições? Ser diferente dá trabalho, por outro lado é compensador.

O diferencial faz toda a diferença"

Por Alessandro Baitello