terça-feira, 10 de abril de 2012

Cantando na chuva... ou no trabalho

Até hoje é famosa a cena do Gene Kelly dançando e cantando na chuva. Além de se tratar de um clássico da coreografia, essa sequência contém uma mensagem simples, mas cheia de otimismo e vigor: quem consegue manter o bom humor debaixo de um aguaceiro? Quem consegue manter a alegria em situações consideradas adversas? Gostaria de fazer uma analogia com o trabalho, mas antes é necessário fazer algumas reflexões.

Aprender a rir de nós mesmos é altamente saudável, física e emocionalmente. Cura muita coisa ou pelo menos evita um monte de desconfortos. De forma inversa, levar-se demasiadamente a sério é o primeiro passo para o estresse, a inadaptação social e o mau humor.

Historicamente, os sábios, gênios e grandes em qualquer coisa sempre se deram ao luxo de brincar.

Lembram da famosa foto do Einstein com a língua de fora? E das espirituosas tiradas do Mark Twain?

E o que dizer das engraçadas travessuras do Patch Adams, com sua terapia do riso? No entanto, cada um de nós conhece inúmeras pessoas infinitamente “menores” e que, apesar disso, se arvoram em donos de verdades absolutas e pilares da seriedade, ostentando uma carranca de fazer inveja às do rio São Francisco!

Todos sabemos que na maioria das empresas existem pessoas assim, quase sempre devido a uma má formação comportamental, ainda condicionada a preconceitos e estereótipos - como, por exemplo, acreditar que competência e poder estão vinculados à cara feia e seriedade.

Como é bela, atraente e tranquilizadora a simplicidade! E mais bela fica quanto mais percebida nos chamados sábios, gênios e poderosos! Neste momento em que as empresas falam e buscam tanto a formação de equipes de alto desempenho, é preciso lembrar que a simplicidade é o mais potente e eficaz instrumento que uma liderança pode usar para aquele fim. A simplicidade aproxima e atrai pessoas pelo seu poder de cativar.

Além disso, todo mundo sabe que a seriedade bloqueia a capacidade criativa, enquanto a simplicidade a libera e nos permite perceber que a solução de muitas crises e problemas no trabalho podem estar a um palmo do nariz dos gestores.

E é tão simples ser simples... Basta que não nos levemos demasiadamente a sério, que voltemos a gostar de pipoca, que leiamos com mais frequência o “Poema em Linha Reta”, do inesquecível Fernando Pessoa e que acreditemos no Pequeno Príncipe quando nos diz que só se vê bem com o coração.

Numa recente entrevista quando esteve no Brasil, o já citado Patch Adams, apregoando a possibilidade de se criar um clima de alegria no trabalho, recomendou que as empresas estabelecessem que nas salas de reuniões só se pudesse entrar cantando...

É pouco provável que alguma empresa venha a implantar essa proposta que, acredito, ajudaria em muito a diminuir tensões e ansiedades. Mas quem iria cantar quando o tempo ameaçar chuva?

Pode ser sonho ou fantasia demais, mas acredito sinceramente que, se cada reunião da ONU começasse com todos os representantes mundiais – cada um no seu idioma – cantando “Imagine” de John Lennon, talvez o mundo não estivesse hoje chorando tanto por tantos conflitos, guerras e vidas perdidas.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Como Ser um Profissional Classe A

O mundo dos negócios tornou-se extremamente complexo, veloz, imprevisível e passou a exigir cada vez mais de seus colaboradores em todos os sentidos: saúde física, agilidade mental, intelecto refinado, psique em equilíbrio e outros. Nesse ambiente aqueles que não se destacarem, fatalmente serão marginalizados.

O presidente da Gutemberg Consultores, Gutemberg B. de Macedo, ressalta que desde a Antiguidade os homens passaram a classificar as pessoas por suas capacidades, assim como fez Sócrates, filósofo ateniense, que classificava os indivíduos por suas virtudes, beleza, inteligência e habilidades. No mundo corporativo não é diferente. Atualmente, as organizações exigem cada vez mais de seus funcionários e os classifica de acordo com o desempenho de cada um, afirma o consultor.

Para Gutemberg, ser um profissional classe A é ser responsável, ter atitudes, não deixar a própria carreira depender de outros profissionais, estar sempre atento aos acontecimentos à sua volta e traçar o próprio destino. "Antigamente eram as empresas que decidiam quais atividades seriam destinadas para cada tipo de profissional, e o mesmo apenas obedecia. Hoje, é o profissional que cria seu próprio destino, ele é responsável por si só", completa Gutemberg.

O presidente da Gutemberg Consultores dá 14 dicas de como se tornar um profissional classe A nesse mundo tão competitivo:

1 - Criar o seu próprio destino: ser um profissional de caráter, batalhador, responsável, acreditar em si mesmo e saber aonde e como chegar;

2 - Ser singular: buscar sempre um diferencial e expor suas ideias sem medo de enfrentar ou discordar de outros profissionais de cargos superiores;

3 - Nadar contra a correnteza: discordar da opinião dos outros e não desistir de suas próprias ideias, confiar em si próprio, ter conhecimentos e saber o que diz;

4 - Não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito hoje: ser determinado, administrar seu tempo e conseguir separar as tarefas que têm mais urgência das que não são tão importantes. Desta forma, o profissional consegue gerenciar melhor o seu tempo e realizar todas as pendências do dia;

5 - Não permitir que o executivo viva em detrimento do homem: não sacrificar sua vida pessoal por causa da vida profissional, pois mais cedo ou mais tarde ela poderá acabar com sua saúde e família;

6 - Fazer avaliações periódicas de si mesmo nos âmbitos pessoal, familiar e profissional: o profissional classe A deve perguntar-se diariamente sobre o que fez no dia e avaliar se aquilo foi o correto ou se poderia ter desempenhado melhor algum tipo de tarefa. Deve também, algumas vezes durante o ano, pedir um feedback ao chefe para saber como está sendo visto dentro da empresa. De maneira nenhuma se virar contra ele, caso faça críticas sobre o seu desempenho, pois só com as críticas o profissional poderá saber onde e como melhorar;

7 - Ser intolerante diante da complacência e da mediocridade: é importante procurar sempre o melhor para si, para sua família e carreira, nunca deve tolerar um trabalho inferior. Procurar ser sempre superior e se destacar em todas as tarefas que for desenvolver;

8 - Buscar e formar alianças estratégicas: ninguém sobrevive sozinho, por isso deve-se sempre construir e cultivar amizades positivas, pois é criando laços que muitas vezes o profissional consegue alcançar o sucesso no mercado de trabalho;

9 - Prestar atenção aos detalhes, mas manter-se atento ao global: ser uma pessoa bem informada, atenta a todos os acontecimentos mundiais e às ideias de outras pessoas ao redor do mundo. É importante saber exatamente tudo o que acontece dentro do mercado de trabalho e quais os impactos que pode sofrer em sua carreira;

10 - Demandar a excelência em tudo o que empreender: ser seguro de suas opiniões, procurar destacar-se entre os outros profissionais e ser uma pessoa que, independente de qualquer ocasião, está bem vestida e sabe se comunicar;

11 - Focalizar os pontos fortes das pessoas e não as suas vulnerabilidades: buscar sempre os pontos fortes dos outros profissionais e procurar aprender com essas características;

12 - Ouvir mais do que falar: comunicar-se adequadamente e saber escutar o que lhe é dito; dessa forma, consegue pensar no que vai falar, pois deve saber que uma frase mal interpretada pode acabar com sua vida profissional;

13 - Trabalhar duro e disciplinadamente: ter vontade de aprender, ser ambicioso, focado, disciplinado, não esperar que as coisas simplesmente aconteçam, ir atrás de seus objetivos, dessa maneira fica mais fácil conquistá-los;

14 - Se considerar "stewards" da companhia na qual trabalha: colocar-se no lugar do cliente e então atender a todos da maneira como gostaria de ser atendido. 

Fonte: http://empregocerto.uol.com.br/info/dicas/2009/10/01/como-ser-um-profissional-classe-a-veja-as-dicas-do-especialista.html#rmcl

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Boa alimentação x trabalho

Aprenda a conciliar os dois itens para melhorar sua qualidade de vida e não prejudicar seu desempenho profissional

Horários apertados, rotinas desgastantes, falta de tempo para comer. É nesse contexto em que não há um horário fixo para exercer as funções que um hábito prejudicial à saúde e à vitalidade do profissional já se tornou corriqueiro. Pular refeições ou substituí-las por fast-foods, em alguns casos, mata a fome, mas não proporciona os nutrientes necessários. Então, uma dúvida frequente daqueles que querem se alimentar corretamente é: Como conciliar boa alimentação, tempo e trabalho na rotina empresarial?

Para explicar como adequar o hábito de se alimentar corretamente num curto espaço de tempo dentro da rotina empresarial, a médica especializada em endocrinologia e nutrologia e mestre em medicina na área de Nutrição e Diabetes pela USP, Ellen Simone Paiva, explica que “o profissional deve reivindicar horários de alimentação como faz com salários e carga horária. De uma maneira geral, as pessoas não reclamam das reuniões marcadas para o horário de almoço e isso impossibilita não somente um dia de bem estar, mas a capacidade laborativa das pessoas. Não há mal nenhum em se trabalhar muito, mas é impossível manter-se bem fazendo jejuns prolongados ou, sua consequência natural, passar o dia beliscando pequenas guloseimas”.

O profissional deve ter na manga um “plano B” para manter o organismo em forma. Segundo Ellen, o primeiro passo a ser tomado é se alimentar antes de sair de casa, pois o café da manhã é a refeição mais importante do dia. A atitude de se comer antes de ir trabalhar já garante a quebra do jejum noturno com alimentos que podem ser bem selecionados e que respeitem as preferências de cada um. Além disso, ela aconselha que as pessoas levem dois pequenos lanches para o trabalho, que podem reduzir os jejuns prolongados entre as refeições.

Seguem abaixo alguns conselhos importantes para manter uma alimentação balanceada e com os nutrientes necessários para a rotina empresarial:
  • O fracionamento das refeições garante normalidade metabólica e fome normal.
  • Comemos melhor e somos mais seletivos quando evitamos ultrapassar de 3 a 4 horas sem comer.
  • Os lanches intermediários podem ser frutas, iogurtes, barras de cereal e até pequenos sanduíches feitos de pão de forma integral.
  • Já o almoço, idealmente, deveria constar de refeição balanceada em restaurantes que podem ser por quilo ou a la carte.
  • Substituir o almoço por lanches pode ser uma saída para ocasiões especiais, mas não a regra.
  • O cardápio deve ser balanceado e variado.
  • Os intervalos, quando ocorrem, devem ser utilizados para se fazer pequenos lanches como já descrito anteriormente.
  • Em empresas com máquinas de café, chocolate quente ou capuchino, evite tomar mais que duas unidades em cada período do dia, mesmo que se utilize adoçantes.

Ellen alerta ainda que “deve-se evitar o jejum prolongado, geralmente seguido por grandes ingestões de alimentos. Os dois extremos podem comprometer a capacidade laborativa, uma vez que longos períodos de jejum podem ocasionar quadros de hipoglicemia e as refeições volumosas podem resultar em dificuldades digestivas, ambos comprometem o raciocínio e o bom desempenho profissional das pessoas”.

É certo que a cafeína, quando bem utilizada, não faz mal a ninguém. Um cafezinho no meio da manhã e outro no meio da tarde pode melhorar muito o estado de atenção e a disposição durante o dia de trabalho. Entretanto, quando a ingestão de café é exagerada, pode haver excitabilidade do sistema nervoso e até a dependência da cafeína, com quadros de dores de cabeça que podem ocorrer devido à privação da substância.

Por Renata Silva

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Janelas da vida

Abra a janela do teu coração e deixe a alma arejar!
Sabe aquele o cheiro de mofo de sonhos que envelheceu e você nem se deu conta?
Deixe que o vento leve para longe... Livre se também do ranço amargo de toda mágoa e do rancor, faça uma boa limpeza na vidraça da janela do coração, garanto que você enxergará melhor a vida lá fora...
Deixe a luz inundar tudo, apagar as marcas das decepções, as tristezas das derrotas, o vicio de sofrer por sofrer e acima de tudo, permita que o sol derreta o gelo da solidão...
Apaixone-se por um sorriso e sorria junto, ilumine as janelinhas dos olhos, atraia Beija-Flores, Borboletas, Vaga-Lumes, ame a pessoa que o espelho reflete todas as manhãs...
Escancare a janela dos desejos e esbanje sonhos, ninguém sonha em vão, e também não é verdade que os sonhos fogem, as pessoas é que desistem, e eles morrem...
Alicerce seus desejos com bases sólidas e construa dia a dia degraus para você chegar até a sua meta, depois se aplauda, porque você conseguiu! Nisso reside o prazer...
Não permita que nenhuma sombra pesada amortalhe o sol, que nenhuma parede aprisione o vento e cale o som da vida.
Jamais se transforme em órfão da luz...
Desenhe um horizonte além da tua janela, exagere nas cores e entremeie alegria entre folhas.
Floresça todos os campos que tua vista alcança e depois, vá além muito além...
Exponha na janela toda a alegria de viver, mostre ao mundo um rosto luminoso, uma face sem rugas de preocupações, prontinha para ser acariciada, admirada e beijada...
Amplie a essência da ternura, semeia a brisa um gesto, uma frase doce ou um suspiro.
Seguramente alguma alma comovida escutará e devolverá o eco da tua voz...
Desvia teu olhar das coisas tristes e infelizes, transforme em oásis toda aridez que aparecer, jorre venturas e aventuras em abundancia, através da tua janela....
Espalhe poeira dourada de sonhos além da janela, plante flores, colha encantamento.
Permita que as sementes da felicidade se espalhem e contamine toda a terra...
Refaça tuas crenças, redima equívocos, culpas, regenere erros e falhas, distribua perdão.
Valorize o melhor de cada pessoa e principalmente o melhor que existe em você....
Abra a janela da vida e seja pleno em cada coisa ainda que pareça pequena.
Viva na forma adulta de ser criança, debruce na janela e não olhe a vida passar através dela...
Viva!
(Lady Foppa)

terça-feira, 3 de abril de 2012

PACIÊNCIA

Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados... Muita gente iria 
gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. 

Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que 
lembram as antigas "trabalhadoras do cais"... E o bem comportado executivo?
O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo
ajuda a tumultuar...
 
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o 
jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido
uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma 
tortura, a escola uma chatice. 

O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, até o passeio virou novela. 

Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava 
demorando a dar o saldo, eu me lembrei da fila dos bancos e balancei a 
cabeça, inconformado... 

Vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso e ela deletou sem
sequer ler o título, dizendo que era longo demais. 

Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem 
tempo para Deus. 

A paciência está em falta no mercado, e pelo jeito, a paciência sintética 
dos calmantes está cada vez mais em alta. 

Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer 
chegar? 
 
Qual é a finalidade de sua vida? 
Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta. 

E você? 

Onde você quer chegar? 

Está correndo tanto para quê? 

Por quem? 

Seu coração vai aguentar? 

Se você morrer hoje de infarto agudo do miocárdio o mundo vai parar? 

A empresa que você trabalha vai acabar? 

As pessoas que você ama vão parar? 

Será que você conseguiu ler até aqui? 

Respire... Acalme-se... 

O mundo está apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia 
vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência...

Por Paulo Roberto Gaefke

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Momentos de dor trazem muitas lições; saiba


Todos passamos por momentos difíceis vez ou outra na vida. Muitas vezes parece que o mundo se derrama sobre nós com a fúria dos ventos e das tempestades e nos sentimos levados por uma espiral enlouquecida que derruba tudo ao nosso redor até que nada familiar reste.
Não há como evitar, por mais que tentemos, por mais cuidadosos que sejamos, não podemos evitar os movimentos dolorosos da vida. Com um vulcão, a dor muitas vezes brota de dentro de nós cuspindo fogo e labaredas.
Outras vezes parece um mar em fúria que nos engole com suas ondas incontroláveis. Existe ainda aquela dor persistente que vai nos enlouquecendo aos poucos, algo parecido com o que sentiríamos se nos sentássemos sobre um formigueiro.

Não importa a natureza do desafio, uma coisa é verdade:

Quanto mais resistimos, mais expostos e vulneráveis ficamos!

Seja lá qual for a forma como a dor venha visitar você, receba-a em sua sala de visitas. Sirva-lhe um chá quente e saboroso. Cuide para que vocês tenham alguns momentos da mais profunda paz. Olhe bem no centro de seus olhos e pergunte-lhe:

- Por que você veio me visitar? O que quer me dizer?

Não tente evitar ou negar a dor. Isso é impossível. Converse com a dor. Ouça seus argumentos: pergunte-lhe a razão de sua visita.

A dor é uma mensageira da alma. Sofremos quando insistimos em ficar estagnados. Sofremos quando nos recusamos a fazer um movimento necessário. Sofremos quando resistimos à vida. A dor é uma mensageira que vem com a missão de nos fazer caminhar, seguir adiante.

É claro que não há como evitar tudo isso, mas sempre podemos escolher. Podemos resistir ou nos mover. Quanto mais resistimos, mais dói. Quando nos movemos, deixamos para trás o que nos fazia sofrer até que um dia aquilo se torna uma lembrança que, se bem trabalhada, ganha o status de sabedoria.

A dor vem para trazer algo à tona, para nos fazer ver o que nos recusamos a enxergar, vem para abrir nossos olhos, para rasgar nosso coração, para despertar a nossa consciência. É a alma nos alfinetando porque nos quer mais felizes. Não é uma punição, não é uma maldição, é um ato de amor do Universo tentando nos tornar ainda melhores do que somos.

Não que esse seja o único caminho de crescimento e transformação, é claro que existem trilhas mais amenas. Mas mesmo nestas, vez ou outra pisamos em um espinho, topamos com uma pedra ou somos picados por uma abelha irada que teve sua colmeia perturbada por nossa distração.

Assim, quando estiver imerso em algum tipo de dor, evite a tentação de fugir dela.

Plante-se bem no meio daquela sensação, abra os ouvidos e ouça o que ela tem a lhe dizer. Feito isso, levante-se, erga a cabeça e mova-se.

Evite mascará-la criando falsos estados de fortaleza. Muitas pessoas associam dor à fraqueza e a escondem até de si mesmos. Fingem que não estão sofrendo e com isso afastam-se da ajuda possível - aquela que vem da própria dor.

Outro dia eu li que algumas pessoas nascem sem a possibilidade de sentir dor, fisicamente falando, e que essas pessoas são muito vulneráveis. Imagine se você tiver uma apendicite e não sentir nada? Imagine se tiver uma úlcera e não sentir nada?

A dor é protetora!

A dor nos protege de nós mesmos. Se seguíssemos sempre em sintonia com os movimentos da vida não precisaríamos sentir dor. Fique atento sempre que algo for dolorido para você. Reajuste seu caminho logo nos primeiros sinais.

Não espere que a dor tenha que se tornar monstruosa para que você a ouça.

Assim, quando uma abelha picar você, não a mate... apenas lhe peça para ser mais específica!

Por Patricia Gebrim

Fonte: http://www2.uol.com.br/vyaestelar/eu_momentos_dor.htm

domingo, 1 de abril de 2012

Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. 

Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. 


A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. 


Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. 


Deles não quero resposta, quero meu avesso. 


Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim. 


Para isso, só sendo louco. 


Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. 


Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. 


Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. 


Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. 


Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. 


Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. 


Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. 


Não quero amigos adultos nem chatos. 


Quero-os metade infância e outra metade velhice! 


Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. 


Tenho amigos para saber quem eu sou. 


Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. 


Colaboração: Renata Frischer Vilenky