quarta-feira, 20 de julho de 2011

As 5 fases da vida para construir a carreira - Julio Sergio Cardozo

Sonhos indicam a direção. Metas definem objetivos. Ações asseguram a conquista. As escolhas você é quem faz.


Quem já entendeu o quanto é fundamental planejar desde cedo o pós-carreira, certamente precisará definir quais serão as suas prioridades nos diferentes momentos.


Não tem jeito, a única alternativa para chegar lá sem sustos é traçar metas e ações ao longo das suas fases de vida.


Somente você pode fixar as suas metas, vivê-las e usufruir os benefícios alcançados. À medida que você vai anotando suas metas, suas ações, o entusiasmo pelo exercício vai tomando conta e logo, logo você terá concluído o seu próprio plano de vida. 


A experiência de consultório mostra que as pessoas relutam em parar por uns poucos instantes e refletir sobre a sua vida, sua carreira, o seu futuro. Será por que somos latinos? Por que vivemos num país tropical, bonito por natureza? 


Mas não precisa muito empenho para convencer aqueles que procuram ajuda de que vale a pena e é plenamente possível planejar a vida com razoável grau de acerto.


Neste artigo, oferecemos à reflexão alguns conselhos de quem já experimentou e gostou do exercício e concluiu o plano que mudou a vida de muita gente. 


Veja a seguir como fazer dos 20 aos 60 anos.


Para quem está na faixa etária de 20 a 30 anos
Esta é a fase do trabalho duro, da busca pelo espaço ao sol. É o momento em que se deve criar valores, dar os primeiros passos para construir o patrimônio e educar os filhos. 


Na faixa dos 20 aos 30 anos o cuidado mais importante é com a carreira. 


Em segundo lugar na hierarquia das prioridades vem o cuidado com o dinheiro – combustível indispensável para fazer as engrenagens da vida funcionarem. 


Em terceiro, há os cuidados com a família, seguindo-se dos cuidados com a saúde e com a aposentadoria.


Pode parecer prematuro aos 20, 25 anos pensar em aposentadoria, já que é uma realidade ainda distante de quem está nessa faixa etária. 


Mas, acredite, a chave de tudo está justamente em antecipar o futuro, porque a aposentadoria um dia vai chegar.


Para quem está na faixa etária de 31 a 40 anos
O trabalho duro continua intenso, mas sob outra ótica. 


Nesta fase de vida, adquire-se experiência, testam-se teorias, aprimoram-se as escolhas. 


Na faixa dos 31 aos 40 anos, os cuidados mais importantes continuam sendo na seguinte ordem: a carreira, o dinheiro, a família, a saúde e a aposentadoria. Nada muito diferente do que ocorre na faixa etária anterior. 


Mas a grande diferença é que aqui devem ser feitos investimentos para avançar na carreira, como cursos de pós-graduação, MBA, mestrado.


Para quem está na faixa etária de 41 a 50 anos
É a melhor fase da vida profissional. A carreira está consolidada, a poupança engordou, a saúde está ótima. Aqui você já deve ter arriscado uma carreira no exterior. 


Cuidados com o dinheiro assumem a lista de prioridades, pois além de utilizá-lo para aproveitar a vida como foi dito, deve ser destinado para enfrentar despesas crescentes com a família.


Entre 45 e 50 anos aparece aquele medo de perder o emprego e não conseguir mais se recolocar no mercado.  Portanto, “poupar” para eventuais contingências é prioritário. 


A saúde torna-se a prioridade número dois, seguida da família, carreira e da aposentadoria.


Para quem está na faixa etária de 51 a 60 anos
Aposentadoria à vista! E esta será a sua prioridade número 1 porque você está na derradeira década da vida profissional e se aproximando do pós-carreira. 


As suas prioridades, naturalmente, devem acompanhar a etapa de sua vida. Depois da aposentadoria, a saúde é a sua segunda prioridade, seguida de dinheiro, carreira e família.


Chegou também o momento da contagem regressiva para se preparar sua saída de cena. É a hora de deixar seu legado de realizações para a história. 


Aqui, as metas devem ser estabelecidas dentro deste ideal de vida. Procure liderar projetos que deixem sua marca pessoal, escreva artigos para jornais e revistas. Estas são ótimas ações para perpetuar o seu nome.


Para quem passou dos 60 anos
Pronto! Você chegou ao início do seu pós-carreira. 


Vive uma nova rotina e está longe dos holofotes. Até aqui se você seguiu obstinadamente o plano estratégico que você mesmo criou para a sua vida, conseguiu  chegar aos 60 com saúde, dinheiro e muita vontade de contribuir para a comunidade, desfrutar de uma vida cheia de propósito, muito motivado. 


Com o seu plano diretor de pós-carreira à mão – que você elaborou sozinho ou com ajuda profissional - é hora de colocá-lo em prática.


Se não, deve começar, urgentemente, a pensar no que fazer; seja montar um negócio, virar consultor, fazer parte de ONGs. 


Ou, se você está em mercados aquecidos, como o de petróleo e tecnologia (mais especificamente, atuando na área de mainframe), pode ter a chance de continuar no mercado corporativo. Sim, porque profissionais de cabelo branco são bastante valorizados nesses segmentos, que enfrentam um déficit de profissionais experientes e altamente especializados.


É ótimo ter opções no pós-carreira. 


Mas planejar é preciso, mesmo em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Que beleza!


Por Julio Sergio Cardozo (CEO da Julio Sergio Cardozo & Associados e professor livre docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Website: http://www.cardozo-group.com/. Twitter: Twitter.com/juliocardozo)



Fonte: http://www.hsm.com.br/artigos/5-fases-da-vida-para-construir-carreira

terça-feira, 19 de julho de 2011

ENTREVISTA DE EMPREGO - 6 formas de pôr tudo a perder

Veja como evitar deslizes na hora de impressionar o recrutador na busca por emprego - 
Fonte: Exame

Com a intenção de impressionar o recrutador, um candidato pode cometer deslizes simples que deixam uma má impressão na entrevista de emprego.

Antes de sair de casa, o candidato deve riscar alguns afazeres da lista de preparação, como verificar quais as perguntas clássicas, estudar as informações relevantes sobre o cargo e empresa e relembrar seus pontos fortes.

Chegada a hora de destacar as suas habilidades em frente ao entrevistador, o profissional deve ter calma e procurar evitar os 6 exemplos separados por Exame para não pôr tudo a perder:

1. Usar o celular
Pode até parecer um conselho dispensável, mas muitos candidatos se esquecem de desligar os aparelhos celulares e respondem a ligações em frente ao recrutador. “A atenção do profissional deve estar voltada para a entrevista de emprego, não só para não atrapalhar a sua concentração, mas em respeito ao entrevistador”, diz Mariciane Gemin, sócia-gerente da consultoria Asap.

Mesmo na sala de espera que antecede à entrevista, o ideal é aproveitar o momento para se concentrar e tentar relaxar antes da entrevista.

2. Usar gírias em excesso
O candidato deve se sentir à vontade, mas sem deslizar no exagero do coloquialismo. Assim como vestir uma roupa ideal para a ocasião, o profissional deve saber utilizar a linguagem que a situação pede.

“A entrevista de emprego é um ambiente que pede informalidade, mas o uso de gírias ou expressões mais apropriadas para o convívio com amigos e família”, diz Mariciane.

3. Falar mal do emprego anterior
O desafio do candidato é explicar porque está saindo do emprego anterior ou procura novas perspectivas sem falar mal da empresa onde trabalha. O risco é passar uma imagem de arrogância ou de ser um profissional que não possui foco no que deseja para a carreira.

Para evitar o descrédito logo de início, a consultora indica não usar o tom pejorativo para se referir ao gestor e local de trabalho atuais. “É melhor se focar nos planos para o futuro e nas metas que o candidato tem para a própria carreira”, aponta.

4. Fazer propaganda enganosa
Demonstrar falta de consistência nas respostas é um deslize comum entre candidatos que não querem perder a oportunidade de concorrer à vaga mesmo que não se encaixem no perfil. “Há aquelas pessoas que não atendem em plenitude alguns requisitos para a vaga, mas respondem positivamente para prosseguir no processo de seleção”, explica Mariciane.

Ao contrário do que esses profissionais acham, o risco não compensa. “O recrutador não irá se lembrar do profissional para outro projeto, porque vai antes se lembrar de alguém que não foi totalmente honesto na seleção”, adverte a consultora.

Da mesma forma que o candidato precisará demonstrar suas habilidades e pontos positivos durante a resposta, ele poderá ser questionado sobre características que precisa desenvolver.

“Principalmente com os mais jovens, é comum o recrutador perguntar se há algum aspecto que eles consideram que precisam aprimorar. É importante saber o que dizer sem também correr o risco de falar demais”, alerta. Para não fazer propaganda negativa, o ideal é se preparar antes para saber falar de si mesmo.  

5. Não fazer a tarefa de casa
O recrutador pressupõe que o candidato à vaga de emprego tem as condições necessárias para exercer a função e isso significa estar informado sobre a atuação da empresa e o que é esperado dos seus funcionários.

Perguntar o que a empresa faz ou não saber responder questões básicas sobre a companhia demonstra falta de interesse. Para o recrutador, quem não estava interessado em fazer a tarefa de casa, também não terá interesse em trabalhar na empresa.

6. Rir muito ou chorar
A depender da situação ou da personalidade e nervosismo do candidato, é comum que as emoções estejam à flor da pele e o recrutador está preparado para compreender a situação.

Mesmo assim, candidatos que riem fora de hora ou forçam piadas podem soar inadequados. “A entrevista de emprego pede uma seriedade e postura que o candidato precisa ter em mente”, diz a consultora.

Por outro lado, há candidatos que são muito sensíveis e choram durante a entrevista. “Isso acontece geralmente com pessoas que passam por situações difíceis ou são mais intensas. Dentro de um contexto, o recrutador poderá não rotular o candidato”.

O ideal é que o candidato tire alguns momentos para se acalmar antes da entrevista e esteja preparado para perguntas ou situações adversas e, se possível, controlar a postura e manter a seriedade (sem exageros).

O poder da persuasão - Ômar Souki

Howard Gardner, pesquisador da Universidade de Harvard, examinou as características de grandes líderes como Margareth Thatcher e Jack Welch e escreveu o livro Changing Minds—The Art and Science of Changing Our Own and Other People’s Minds (em português: Mudando Idéias—A Arte e a Ciência de Mudar as Idéias Próprias e as das Outras Pessoas).  


Gardner se concentrou na habilidade de comunicação das lideranças. 


Ele sugere que os líderes se utilizam de sete recursos fundamentais de persuasão:


1 - Razão: os líderes preferem argumentos racionais e objetivos. Estudam os prós e contras de cada ideia, e o fazem com clareza, para que seus interlocutores compreendam facilmente seu raciocínio.


2 - Pesquisa: reforçam seus pontos de vista com dados objetivos.  Gostam de estatísticas, fatos e outras informações que ajudam a sustentar suas opiniões de forma realista e coerente.


3 - Ressonância: demonstram sensibilidade ao ambiente e ao estado de espírito dos outros, isto é, modelam seu ambiente.  Buscam estabelecer ligações afetivas com seus interlocutores, que, por sua vez, tendem a se identificar com o pensamento do líder.


4 - Redescrição: repetem suas ideias de forma diferente, isto é, sua comunicação é redundante. Usam de dados, metáforas e histórias para passar a mesma mensagem básica de maneiras diferentes.


5 - Recursos e recompensas: enfatizam as vantagens e as recompensas que as mudanças propostas irão trazer.  Pintam um quadro colorido do futuro.


6 - Fatos realistas: sabem fazer uso das lições da história ou tendências macroeconômicas.  A citação de eventos grandiosos tende a influenciar as pessoas.


7 - Resistências: líderes de sucesso conseguem esvaziar as resistências encarando-as de frente e solucionando dúvidas — até mesmo antes de aparecerem.


Inserção feminina: uma revolução no estilo de liderança
O modelo militar, burocrático e autoritário do século 19 foi criado por homens e para os homens.  Porém desde a Segunda Guerra Mundial, o número de mulheres no mercado de trabalho mais do que triplicou.  


Estima-se que dois terços dos milhões de novos empregos criados na era da informática estão sendo ocupados por mulheres.


Até 2006, enquanto eu lecionava na universidade, minhas turmas de administração de empresas tinha uma presença feminina de aproximadamente 40%.  É possível que essa porcentagem tenha aumentado de lá para cá. E, em termos de qualidade e compromisso, pude observar que as mulheres, em geral, superavam os resultados obtidos pelos homens.


Para se ter uma ideia do crescimento da força feminina, a circulação da revista Working Woman (Mulher no Trabalho) pulou de 450.000 exemplares, em 1981, para 900.000 em 1988, sobrepujando as tradicionais Fortune, Forbes e Business Week.  


A tendência de crescimento da mídia empresarial feminina cresce em todo o mundo e o grau de empreendedorismo feminino está cada dia mais agressivo.  Na América do Norte, as mulheres estão abrindo empresas a um ritmo duas vezes maior que os homens. 


A mudança da composição do mercado de trabalho, com a presença maciça de mulheres, muda também o estilo de liderança.


Chegou a vez do amor
Observamos que o estilo participativo, baseado em princípios, tem se destacado pelos seus resultados positivos. Textos como Liderança baseada em princípios, de Stephen Covey, e O monge e o executivo, de James Hunter, sugerem que, quanto mais participativo for o líder, melhores serão seus resultados a longo prazo. 


Lideranças baseadas em princípios são luzes, não juízes, tornam-se modelos de comportamento e não críticos dos outros. Segundo Covey, essas pessoas guiam suas decisões por princípios aprendidos na natureza, onde só se colhe aquilo que se planta. 


De acordo com Hunter, o novo estilo de liderança é baseado no princípio do amor, e pode ser decomposto em nove componentes básicos: 

  • paciência (demonstra autocontrole); 
  • bondade (oferece atenção, apreciação e incentivo aos liderados); 
  • humildade (é autêntico, sem pretensão, sem arrogância); 
  • respeito (trata os outros independente da posição que ocupam na empresa, como pessoas importantes); 
  • abnegação (sabe como satisfazer as reais necessidades dos outros); 
  • perdão (desiste de ressentimento quando prejudicado ou incompreendido); 
  • honestidade (age de boa fé); 
  • compromisso (exige mais de si do que dos outros); 
  • foco no serviço (sabe quando por de lado suas vontades e necessidades, buscando o bem maior da organização ou da comunidade).

Conclusão: os princípios básicos
Ao refletir sobre os meus estudos de liderança e sobre as pesquisas de outros autores tais como Gardner, Covey e Hunter, e ao observar o que está acontecendo no mercado de trabalho, cheguei a três princípios básicos:


- Princípio da congruência: qualquer liderança eficaz começa sempre pela congruência no pensar, falar e agir;


- Princípio da comunicação: o líder eficaz sabe escutar e cultiva ressonância com o seu ambiente, isto é, valoriza o sentimento dos outros e modela a cultura na qual está inserido;


- Princípio do amor: a liderança de resultados é abnegada, isto é, estuda as reais necessidades de seus liderados e da organização e sabe como conciliá-las.


Ômar Souki (Ph.D. em Comunicação pela Universidade de Ohio. Lecionou na State University of New York e foi professor visitante das Universidades do Texas e de Denver, nos Estados Unidos, e de Aston, na Inglaterra. Foi professor de Marketing na Universidade Federal de Minas. É autor de livros sobre liderança, marketing, motivação e espiritualidade)
Fonte: http://www.hsm.com.br/editorias/principios-da-lideranca

segunda-feira, 18 de julho de 2011

A CAPACIDADE DE CRIAR SUCESSO

Sucesso é conseqüência de um trabalho especial. Se você faz o que todo o mundo faz, você chega aonde todo o mundo chega. Se você quer chegar há algum lugar aonde a maioria não chega, precisa fazer algo que a maioria não faz.

Ser um profissional especial é ser aquele que consegue definir o jogo a favor de seu time. Aquele que tem uma marca registrada de seu trabalho. Existem habilidades que garantem sua presença na partida e competências que o transformam em uma pessoa especial. É semelhante ao que acontece na vida de um atleta. Preparo físico, garra e estado de alerta auxiliam um jogador a participar do jogo, mas não são suficientes para levá-lo ao pódio. Quando um time ganha um título, você percebe que os campeões têm características fora do comum, que determinam o sucesso de sua trajetória.

Se somente a garra definisse uma partida, os times uruguaios seriam vencedores de todos os campeonatos que disputam. Infelizmente, para eles, é claro, a garra tem que ser acompanhada de habilidades que garantam vitória.

Sem dedicação, um profissional dificilmente vai ter emprego, mas, por outro lado, se só tiver garra, vai ficar patinando na carreira. No
mundo moderno apenas trabalhar não é o bastante para criar o
diferencial que um vencedor precisa. Já não se trata de uma questão de vestir a camisa da empresa.

Trabalhar numa empresa é como jogar num time de futebol. Nesse
esporte, a equipe tem, basicamente, duas funções: evitar gols e marcar gols. Os jogadores imaginam que os atacantes marcam gols, os zagueiros e o goleiro evitam os gols e o técnico comanda o time, estabelecendo a estratégia para vencer o jogo.

Na verdade, o ideal é que os jogadores conheçam e participem das 
várias funções. Até o goleiro está colaborando para marcar gols,
quando lança a bola rapidamente do atacante. A mesma coisa acontece quando a defesa ou o zagueiro sobe para fazer um gol de cabeça nos escanteios. O atacante sabe marcar os gols, mas também na marcação dos adversários.

Na empresa moderna a situação é parecida. Aquela postura de divisão de tarefas em que o vendedor vende e o departamento financeiro dá lucro, está ultrapassada. Todos devem colaborar para alcançar a vitória. Na posição de ataque estão os setores de venda e marketing. São os responsáveis por trazer dinheiro para a empresa. Mas todos devem ajudar a vender.

Ter visão estratégica e organizar o time não é só trabalho do técnico, mas de todos pensar como os diretores e empresários é fundamental para quem quer ocupar o podium. Cada um precisa saber integrar os setores e visualizar o momento de recuar ou seguir em frente, a hora exata de criar ou esperar.

No mundo empresarial, um profissional de sucesso é aquele que tem visão estratégica. É motivado a motivar, é líder e, ao mesmo tempo, sabe criar. Está totalmente sintonizado com as metas e os princípios da empresa. E, assim deve ser, do presidente ao faxineiro, todos absolutamente comprometidos.

A frase "cumpri a minha parte" tão inofensiva em outros tempos, não funciona mais. Precisamos driblar o adversário. Não podemos perder a bola do pé. Você sabe, bola na trave não vale nada. O que conta é aquela que passa no cantinho do gol: veloz e certeira. Aquela que deixa o goleiro desconcertado e faz a torcida vibrar. Depois, é só correr para o abraço.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Poder da Linguagem

Por Evaldo Costa

A linguagem é o maior recurso que o ser humano possui para alcançar tudo aquilo que mais deseja na vida. O homem depende da linguagem para viver em sociedade, ela é a base de nossa cultura e dificilmente haveria civilização, não fosse o emprego da linguagem e o poder das palavras. É através delas que influenciamos e provocamos as mudanças, quase sempre, necessárias para construir uma vida melhor.

Muitos pensamos que o que move o mundo é o dinheiro, os bens materiais que tanto nos atrai ou mesmo a busca pelo prestígio e poder. Tudo isso é muito importante e mexe de verdade com o comportamento humano, porém o que mais é capaz de provocar mudanças, transceder teorias e transformar o mundo é, de fato, a linguagem.

As palavras são muito poderosas, quando saem de nossa boca tem o potencial de criar ou dissipar estresses, cativar ou afastar pessoas, conquistar ou destruir sonhos, provocar paixão ou abrir feridas que duram por uma vida inteira. Tudo vai depender de nossa habilidade de lidar com elas no tempo, dose, forma e tempero adequado.

É através do uso habilidoso das palavras que, por exemplo, o líder conquista seguidores, obtém resultados positivos da equipe, aumenta a produtividade da empresa, a moral dos liderados, a eficácia dos projetos e o sucesso organizacional. Os líderes admirados são aqueles que sabem que as palavras criam a nossa realidade, por isso dão o seu melhor para proporcionar momentos memoráveis.

O escritor Joseph Jaworski, diz que "É através da linguagem que criamos o mundo, porque ele não é nada até que o descrevemos. E quando nós o descrevemos, criamos distinções que governam as nossas ações. Dito de outra forma, a linguagem não descreve o mundo que vemos, mas vemos o mundo que descrevemos."

Portanto, fazemos algo acontecer a medida que pronunciamos as palavras, frases ou expressões. Quando as usamos sem empatia e como meio para levar as pessoas a fazer algo para nós, comprar os nossos serviços, ou qualquer outra ação de nosso exclusivo interesse, as possibilidades dos resultados serem desastrosos serão enormes.

Porém, quando recorremos a elas para ajudar as pessoas a serem felizes, obter sucesso e a realizar sonhos, os resultados serão concretos, mágicos, exuberantes... daí conseguiremos tudo o que mais desejamos na vida, e isso é o que mais importa.

A conclusão é que quando gravamos as nossas palavras no coração das pessoas, somos capazes de intervir e mudar o mundo em que vivemos. Então, se sabemos disso podemos nos esforçar para interagirmos melhor com os nossos familiares, amigos, companheiros, colegas de trabalho, clientes e fornecedores, remodelando assim o ambiente onde estamos inseridos e contribuindo para que os resultados das nossas ações sejam capitalizados para alcançarmos as conquistas que tanto almejamos.

Afinal de contas, é como nos ensina o tradicional dito popular: "As nossas palavras se transformam em ações. As nossas ações se transformam em hábitos. Os hábitos moldam o nosso caráter, que por sua vez determina o ruma de nossa vida."

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Tripalium x Póiesis

O que torna as coisas especiais na vida é a maneira como as fazemos.

O significado especial que concedemos ao trabalho é a maior fonte de motivação para realizá-lo bem. Por isso, a importância de vivermos apaixonadamente, com entusiasmo e alegria.

Acontece que no dia a dia 
somos submetidos a uma série de estímulos contraproducentes ao bom desempenho das nossas funções. Estes estímulos vêm do comportamento de outras pessoas, das nossas crenças e ilusões e de fatores culturais tão arraigados que os incorporamos, reproduzimos e nem nos damos conta.

A palavra 
trabalho, por exemplo, deriva do latim, da palavra tripalium, originariamente um instrumento de tortura do exército romano composto por três paus. Enviar alguém ao tripalium era sinônimo de obrigar ao sofrimento, dor e exaustão - ideias ainda hoje muito associadas ao trabalho profissional...

Como muitas pessoas se sentiam, ao longo da vida, “obrigadas” a trabalhar para sobreviver, ocorreu a generalização do termo e do sentido intrínseco de trabalho como algo penoso. Daí a melancolia do domingo à noite, afinal amanhã é segunda-feira, dia de voltar ao sofrimento, aotripalium...

Os gregos, hedonistas, por sua vez, utilizavam a palavra 
póiesis (com o significado inicial de criação, ação, confecção, fabricação e, posteriormente, arte da poesia e faculdade poética), que em português deu origem a palavra poesia, resgatando o sentido helênico de atividade que revela a beleza do espírito, envolvendo, portanto, prazer e satisfação!

Em O Banquete de Platão, encontramos o termo póiesis como a maneira pela qual o Homem atinge a imortalidade. Neste texto são apresentados três caminhos para póiesis:

1)    A póiesis natural, associada a ter filhos;
2)    A póiesis social, associada ao heroísmo;
3)    A póiesis da alma, associada ao cultivo de uma vida virtuosa e voltada ao conhecimento.

Assim, 
poesia (em lato sensu) é percebida como um fruto da alma, uma maneira de transcender o momento presente e eternizar nossa participação no mundo, deixar um legado, enquanto o trabalho é enxergado como um castigo ao qual somos submetidos. 

Quem você imagina que é mais feliz? Aquele que identifica trabalho com 
tripalium ou com póiesis?

A maneira como fazemos as coisas e a qualidade dos resultados que obtemos depende das razões que nos levam a fazê-las, do nosso grau de entusiasmo e paixão ao realizá-las. Imprimimos nosso estado de espírito em tudo o que fazemos.

O significado, o senso de missão, a construção no novo, do belo e do melhor permeiam as melhores realizações da humanidade em todas as áreas.

Encontre o significado especial do seu trabalho em relação à sua vida e à vida das pessoas que você ama e considera. Como você se sente em relação ao seu trabalho?  Por quê?

Na busca pelas razões nobres que o motivam a realizar seu trabalho, pergunte-se:

1 - Por que eu faço isso?  E você encontra suas causas, as razões que o levam a fazer as coisas.
2 - Para que eu faço isso? E você encontrará o significado, a finalidade pela qual você faz o que faz.

Procure encontrar os melhores “porquês” e “para quês”. Preencha sua vida de póiesis e elimine o tripalium. Afinal, o fato de que possa haver dor e sofrimento em vários momentos da vida, não pode e não deve transformá-la em uma tortura.

A vida é feita de escolhas. O que vivemos e como vivemos é sempre uma consequência natural, um desdobramento de nós mesmos. Vamos nos dedicar a fazer escolhas melhores, não somos prisioneiros do destino, somos poetas da criação, co-autores da história do mundo!

Paz e Alegria!

Por 
Carlos Hilsdorf

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Jovens de muitas idades

por Regina Wielenska

A cada século registra-se um avanço da expectativa de vida de homens e mulheres. Isto se deve aos progressos da medicina, da informação disponível sobre saúde e prevenção de doenças, e muito outros fatores se somam a estes.

Como viver os efeitos da passagem do tempo sobre nós? A pele, articulações, artérias, tudo pode se modificar, inclusive o cérebro, a estrutura que faz o meio de campo entre nossa identidade e mundo que nos rodeia. Nem sempre preservamos a saúde, física ou mental, à medida que mergulhamos na segunda metade da nossa vida.

Interessante é notar que algumas pessoas, independente de suas idades, parecem particularmente interessadas na vida. Mesmo que essa forma de estar no mundo não assegure plena saúde e longevidade a todos que ajam assim. Com certeza essas pessoas possuem uma forma de pensar e de agir que atrai bem-estar, cultivando amizades, afastando a solidão e o amargor.

Quais padrões de comportamento parecem ajudar? Ter uma atitude de eterno estudante perante o mundo. Nunca será tarde para aprender algo, para viver o amor renovado, um novo ofício, conhecer novas gentes, lugares, livros, canções, sabores, paisagens. Maravilhar-se com as coisas grandes e pequenas da existência. Ser capaz de dar a volta por cima quando a vida te derrubar, nos momentos de aridez e aspereza.

Para ilustrar essa perspectiva me inspirei em algumas de muitas histórias que conheço para ilustrar meu ponto.

- Abraham Kasinsky foi um europeu nascido em 1917, tornou-se proprietário de uma empresa de autopeças bastante conhecida no Brasil e, com oitenta anos de idade, vendeu sua empresa e fundou uma montadora de motocicletas, tornando-se garoto propaganda de seu novo produto. Na hora em que muitos já pararam, ele recomeçava.

- Alberta Hunter (1895-1984), uma das damas do jazz americano, viveu em meio ao marginal e turbulento mundo da música até a década de cinquenta, quando se tornou auxiliar de enfermagem por bom tempo. Em 1977 retoma a carreira musical, e dela apenas se despediu quando sua vida foi ceifada em 1984.

- Oscar Ribeiro de Almeida de Niemeyer Soares Filho, nosso renomado arquiteto nascido em 1907, resolveu casar-se novamente com 98 anos de idade e continua trabalhando, coordenando projetos de seu escritório, recebendo repórteres, escrevendo.

- Faz muito tempo que Robert Redford deixou de ser galã, permaneceu ativo no mundo das artes e o bem-sucedido festival de cinema independente de Sundance deve sua existência ao poder criativo e administrativo desse homem.

- Alguém duvida que a apresentadora de TV Hebe Camargo é uma especialista em se agarrar ao mundo com disposição, encantamento e bom humor? Tratou de lidar vigorosamente com um tumor que a acometeu, e logo retornou ao trabalho e ao mundo das festas e viagens assim que o tratamento permitiu.

Seria fácil passar horas discorrendo sobre histórias como as que eu brevemente citei aqui. O essencial em cada uma delas, é que essas pessoas de diferentes idades são muito jovens, apresentam uma flexibilidade de ajuste às adversidades, cultivam um ou mais tipos de prazeres, são ativas, cercam-se de pessoas, exercitam as funções cognitivas com estimulação apropriada, e quando ficam sós é por opção, nunca por falta de.

Precisamos plantar sementes favoráveis hoje e sempre se queremos envelhecer jovens. Nenhuma cirurgia plástica ou substância antioxidante resolve quando se trata de bem aproveitar os dias, meses, anos ou décadas que se tem para viver com uma cabeça cheia de energia, cercada de amor, tirando partido de um entendimento profundo sobre a vida