sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Fatores de Sucessos

Nada acontece por acaso e os casos de quem não merecia e fez sucesso, são meramente as exceções para confirmar a regra. Contam como elemento confirmatório, o fato de na maioria das vezes não durarem muito. Tão efêmeros quanto o pequeno tempo dispendido para conquistá-lo. Excluídos estes sucessos acidentais, o que envolve méritos e merecimentos vem precedido sempre de muitos dos fatores que abordaremos a seguir, de forma objetiva e prática, para que cada um, na medida de suas potencialidades, os desenvolva como forma de melhor preparar-se para conquistar o sucesso.

CONHECIMENTO
Aqui não há lugar para enganação. Ela até pode acontecer, mas em pouco tempo será desmascarada, como um produto ruim, cuja melhor forma de matar é vendê-lo bastante. Identifique no que você é bom ou no que poderá vir a sê-lo e invista em si mesmo aprofundando seus conhecimentos acima da média dos que militam na sua área.

FORMAÇÃO
Básica e indispensável. Cada vez mais exigida dos que adentram ao mercado, com pretenções a ficar. O que era médio, agora é fundamental. Terceiro grau não é mais seguro de empregabilidade. Ao menos para os que postulam o sucesso. MBA's, pós-graduações, mestrados e doutorados são, cada vez mais, os diferenciais entre os que conseguem e os que só pretendiam.

ATUALIZAÇÃO
Conquistados o conhecimento e a formação, há que se manter bem informado e atualizado, de forma que visitas à internet, cursos, simpósios, encontros, congressos e outras atividades neste sentido, sejam constantes como forma de mantê-lo em dia com o que é exigível para alguém de prestígio. Aproveite-os também para afirmar e informar seu sucesso. 

MODERNIDADE
Na vida pessoal e profissional procure saber tudo que está se usando e qual tem sido percebido como identificador do sucesso. Na medida do possível os vá adotando progressivamente, de forma que os que o acompanham se inteirem de sua evolução interior, que nem sempre é vista ou entendida pelos que não sabem de seus propósitos. 

OBJETIVOS
Não permitem erros. Eventualmente correções de percurso. Há que se defini-los bem, considerando onde pretendemos chegar. Lembre que se alguns dos atingidos não o levarem ao sucesso, estes serão considerados fracassos, de forma que se deve avaliá-los, defininindo-os com clareza, cautelosa e exaustivamente antes da adoção. 

DETERMINAÇÃO
Funciona como o motor de um automóvel, a turbina de um avião ou como o propulsor de um foguete. A partir do momento em que você se definiu por um caminho para levá-lo ao sucesso, suas energias e forças devem ser acionadas ao máximo de suas potencialidades. Todo o tempo precisa ser aproveitado e todos os recursos, apoios e meios devem ser utilizados. 

OPORTUNIDADE
Algumas vezes aparece junto com a identificação dos objetivos, sendo em alguns casos seu substituto. Assim como os objetivos, que devem ser em número de um, dois ou três, as oportunidades dificilmente ultrapassam estas mesmas quantidades. Por isso temos que estar concentrados, de forma a identificá-las e não perdê-las. 

PERSEVERANÇA
Nos move e sustenta no rumo certo, mesmo com as adversidades que sempre se apresentam no caminho dos candidatos ao sucesso. Para conquistá-la acredite primeiro em você, segundo que você vai conseguir e terceiro que nada o tirará do rumo traçado para sua conquista maior. 

AMIZADES
De início poucos saberão de suas propostas para uma vida com mais sentido e resultados. Para algumas avaliações e apoios, é importante ter um grupo seleto de amigos próximos, com quem você possa comentar e avaliar suas proposições. Funcionam como uma torcida organizada, que muitas vezes participa na manutenção de sua máxima motivação.

RELACIONAMENTOS
Todo o sucesso é traduzido por reconhecimentos. Não temos como fazê-lo sozinhos. Por isso é fundamental desde o princípio de nossa carreira, irmos montando uma rede de relacionamentos, que quando chegada a hora certa, será primordial para evidenciar, difundir e sustentar seu sucesso.

COADJUVANTES
Algumas coisas hoje são importantes sem parecer, tais como: domínio e uso constante da informática, fluência no espanhol ou inglês para facilitar acessos e possibilitar vôos mais altos e um engajamento em termos de responsabilidade social, como um diferencial entre os que buscam o sucesso apenas por conseguir vantagens e os que fazem dele um meio de compartilhamento das conquistas. 

APRESENTAÇÃO
Ainda que para alguns não seja prioritária, é sem dúvida um bom coadjuvante. Se usada em excesso, motivará deboches de alguns que não querem ou não aceitam o seu sucesso. Em dose certa, ajudará muitos a identificarem melhor seu sucesso. Importante atentar aos detalhes.

HUMOR
Do bom já que o mau é característica dos que não o conseguiram ou não o merecem. Procure afastar-se de coisas e pessoas ruins. Evite jornais e revistas que se pautam por abusar da desgraça alheia. Identifique os bons, que certamente estarão de bom humor. Conviva com eles, assimilando seus fluídos positivos. 

HABILIDADES
Serão fundamentais na condução de sua carreira ao sucesso. Identifique os seus pontos fortes e procure potencializá-los. Não tenha receios de conhecer seus pontos fracos, para minimizá-los. Por elas você será sempre um bom negociador de suas propostas e gestor exímio de sua trajetória.

HONESTIDADE
Não sucumba às tentações dos caminhos curtos, tortuosos ou dos atalhos. O árduo e espinhoso é a certeza do duradouro. Paute suas atitudes por princípios claros e que o caracterizem. Seja defensor da moral, da ética e dos valores máximos de seu povo. Estimule a ordem e o progresso, sempre.

HUMILDADE
Conquistado o sucesso você certamente quererá mantê-lo. Para assegurar-se disto, não o deixe subir em sua cabeça. Continue humilde e evite ostentações, pois nestas está o falso sucesso. O verdadeiro tem uma grandeza maior na medida em que o guardamos bem, deixando para os outros a função de anunciá-lo.

Por Antonio Ribeiro
Doutorando em Marketing pela ULR / Espanha, MBA em Marketing pelo ISAE / FGV, Especialista em Marketing pela PUC / PR, Pós-graduado em Marketing pela ADVB / SP, Administrador pela Universidade Mackenzie / SP, Autor de 23 livros, além de 220 artigos e colunas, Ministrador de 176 cursos e palestras.www.antonioribeiro.com.br 
ribeiro@odontex.com.br

Charles Chaplin

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.


Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.

Hoje sei que isso é...Autenticidade.


Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de... Amadurecimento.


Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é... Respeito.


Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama... Amor-próprio.


Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é... Simplicidade.


Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.

Hoje descobri a... Humildade.


Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.


Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.


Tudo isso é... Saber viver!!!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

DISCURSO DE NIZAN GUANAES

(Como paraninfo na formatura de uma turma na Faap)

Dizem que conselho só se dá a quem pede.
E, se vocês me convidaram para paraninfo, estou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns.
Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida nem sua carreira pelo dinheiro.
Ame seu ofício com todo o coração.
Persiga fazer o melhor.
Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência.

Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha.
Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro.
Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro.

Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro.
E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar.
E tudo que fica pronto na vida foi antes construído na alma.

A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano.
O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: "Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo".
E ela responde: "Eu também não, filho".

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário.
Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu país.
Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homem. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassu.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: "Seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito".
É exatamente isso que está escrito na carta de Laudicéia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É preferível o erro à omissão; o fracasso, ao tédio; o escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso.

Colabore com seu biógrafo: faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.

Tenho consciência que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma evolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, caminhando sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra.

Não use Rider: não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: "Eu não disse? Eu sabia!"

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida que, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que faria, se fizesse alguma coisa.

Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta à noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. Das 8 às 12, das 12 às 8, e mais, se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.

O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta, enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas; mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama "sucesso".

Nizan Guanaes é Publicitário, ex-diretor do site IG e ex-dono da agência DM9

Fonte:  
http://gigiowood.blogspot.com/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O perfil profissional segundo o modelo de Jack Welch

Por Ricardo Campos

Em recente matéria para o site InfoMoney, Carlos Cruz, coach e conferencista em Desenvolvimento Humano e diretor da UP Treinamentos e Consultoria, explicou que o executivo americano Jack Welch, que, enquanto CEO da General Eletric, inovou com seu estilo inusitado de liderar, tornando-se admirado por todo o mundo, classificava seus funcionários de acordo com três perfis profissionais.

“Dentro de uma equipe, existem diferenças e os profissionais podem representar águias, macacos ou ratos, independentemente do nível hierárquico”, afirma Cruz.

O entendimento destes perfis demonstra que o líder deve ter habilidade para identificar o perfil de seus comandados e buscar junto a cada um as suas habilidades e o seu potencial, ajudando-os a se transformarem em águias, que são os profissionais focados em resultados.

Os três perfis

Confira as características dos três perfis, de acordo com o coach:

Águia: representa 20% do quadro de funcionários. É o profissional com alta performance, independente e visionário, cuja atuação no dia-a-dia se dá de forma estratégica, mesmo quando não ocupa um cargo de chefia. Ele gosta de desafios e, ao enfrentá-los, costuma dar tiros certeiros. Também tem iniciativa e é adaptável. Como apresenta bons resultados, faz a diferença na empresa. A esse tipo de profissional, o líder deve fazer elogios e dar atenção às suas idéias, procurando estimulá-lo. É importante também dar a ele diversas opções, envolvendo-o na tomada de decisões, se quiser retê-lo;

Rato: geralmente, é o perfil de 10% das pessoas da empresa. É conhecido como puxa-saco, sendo também especialista em causar intrigas e falar do trabalho alheio. E o pior: na frente dos colegas agem de uma forma, mas, por trás, se transformam em outra pessoa. Apresenta resultados medíocres ou ruins. Pode ser considerado uma laranja podre, porque tumultua a equipe;

Macaco: trata-se da massa crítica de todas as empresas, representando 70% dos funcionários. Assim como esse animal é na natureza, ele é um ótimo imitador. O problema é que ele pode imitar tanto a águia quanto o rato, pois costuma ter um modelo a seguir, que pode ser o chefe ou um colega. Estamos falando do profissional que até tem potencial para ser águia, mas que ainda não é, porque precisa de orientação o tempo todo. A ele, o líder sempre deve explicar o que precisa ser feito e qual caminho seguir.

Estamos sempre mudando

É importante frisar: as pessoas não são águias ou macacos, permanentemente. Elas se transformam ao longo de suas carreiras e dependendo do lugar onde trabalham, de acordo com Cruz.

“Às vezes, o rato é um profissional com perfil águia, mas que está na empresa errada, por exemplo, em uma organização que estimula a competitividade entre os funcionários. Muitas pessoas se sentem frustradas e incomodadas com determinadas posições da empresa, mas, no lugar de tomar a atitude de mudar de emprego, passam a falar mal do chefe ou dos colegas”, explica ele.

Outra observação: nem todos os profissionais em cargos de liderança são águias. Existem muitos chefes macacos, com o perfil mais operacional e voltado à execução de tarefas, e até mesmo ratos, que atuam de forma destrutiva, jogando um funcionário contra o outro, fazendo joguinhos e manipulando as pessoas.

Graças ao chefe rato, a equipe tem pouca motivação, o que ocasiona uma alta rotatividade de funcionários e, conseqüentemente, a perda de tempo e dinheiro por parte da empresa. Os chefes águias, por sua vez, são os verdadeiros líderes, pois sabem estimular a equipe.

Como líder pode identificar os perfis

De acordo com o coach, é possível, para o líder, identificar os diferentes perfis profissionais por meio de um sistema de gestão de desempenho objetivo e claro, com metas definidas. O que não pode, segundo ele, é ser parcial na hora de julgar o trabalho dos funcionários e os resultados obtidos por eles, misturando a opinião pessoal com a profissional. Para que a avaliação seja útil, deve ser justa e isenta.

Ele lembra que toda empresa precisa de funcionários macacos para funcionar, no dia-a-dia, mas são as águias que fazem a empresa crescer, porque são pessoas que gostam de mudanças e focadas em resultados. “É importante que cada um reflita sobre que tipo de profissional deseja ser para sua empresa. Se quer fazer a diferença, ser um estrategista, ou um imitador. Quem tem o perfil rato, por sua vez, deve tomar a iniciativa para mudar”, finaliza o coach

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Muito tempo longe do mercado? Acelere a busca pelo emprego

Ficar muito tempo fora do mercado de trabalho pode prejudicar a busca por uma nova oportunidade. Confira dicas para amenizar essa desvantagem.

O mercado brasileiro para emprego está aquecido, mas por diversos motivos, como afastamento temporário da área de tecnologia, empreendimento pessoal que deu errado ou seguidas ofertas de trabalho desvantajosas sob diversos pontos de vista, um profissional pode ficar um longo prazo longe das empresas.
Especialistas em recolocação profissional concordam que quanto mais tempo longe do mercado, mais difícil fica conseguir um novo emprego. De acordo com Stu Coleman, gerente-geral da empresa de recrutamento Winter, Wyman & Co., entre dois candidatos com a mesma habilidade e experiência, a preferência vai ser sempre por aquele que estava desempregado há menos tempo. Isso porque os empregadores querem funcionários que se adaptem ao ambiente mais rápido e que não estejam "enferrujados".
O sócio da empresa de RH Essex Partners, Howard Seidel, afirma que no nível executivo a dificuldade pode ser ainda maior, já que é mais comum executivos ficarem impedidos de assumirem outros cargos por conta de contratos com a empresa anterior.
A reportagem falou ainda com o blogueiro Mark Cummuta, que conseguiu o emprego dos sonhos como CIO após quase três meses, com Arun Manasigh, CIO que ficou afastado 17 meses do mercado de trabalho e com Henry Hirschel, que terminou um período de 11 meses sem emprego até assumir uma posição de gerência.
Confira as 10 dias para ser competitivo e reconquistar o espaço compiladas das conversas com esses profisionais.

Estude sua própria situ
ação e desempenho
Seidel aconselha que os profissionais desempregados avaliem suas buscas por emprego em intervalos regulares, com uma auto avaliação completa. Dentre as perguntas para chegar à resposta do que pode estar impedindo de obter entrevistas e ofertas, as sugestões são:
1 - O que está indo bem na minha busca por trabalho?
2 - O que precisa mudar?
3 - Estou recebendo respostas ao meu currículo?
4 - Estou conseguindo apenas as primeiras entrevistas, sem chegar a uma segunda etapa?
5 - Estou chegando até o final das seleções, mas sem ofertas de trabalhos?

Tente atingir a perfeição no currículo e na carta de apresentação
Não agrave a competitividade prejudicada por um longo tempo fora do mercado com um currículo genérico e uma carta de apresentação idem. Os dois documentos devem ser personalizados para cada vaga. O conselho pode parecer básico, mas os recrutadores continuam jogando fora muitos currículos sem direcionamento. Se o candidato apresentar documentos perfeitos e o rival empregado ou há menos tempo desempregado não fizer o mesmo, a vantagem dele sobre você pode ser anulada.

Facilite a vida do recrutador
Outra dica que pode parecer muito básica, mas aumenta suas chances é a forma como você nomeia seu currículo. Um nome genérico pode prejudicar suas chances, enquanto um documento salvo com seu nome e sobrenome facilitará ao recrutador encontrá-lo quando precisar.
O endereço de e-mail é tão importante quanto. Nada de endereços piadistas, como headbangerdapesada@yahoo.com. Tenha um endereço com seu nome e sobrenome, que pareça profissional. Isso também facilita para o recrutador na hora que ele vai organizar a caixa de correio e separar currículos.
Não fique completamente parado
Se em 6 meses você ainda não conseguiu o emprego dos sonhos, aceite algo temporário ou até mesmo voluntário para não perder a mão. Assim, você tem uma história para contar e não passará a impressão de que pode ter perdido noção do senso de urgência que a vida corporativa requer. A experiência deve ser mencionada no currículo. "Algumas pessoas podem pensar que não é profissional acrescentar trabalho voluntário no currículo, mas o recrutador precisa saber disso de alguma forma", diz Seidel.

Mostre aos recrutadores que há demanda para seu perfil
Se você já foi seriamente considerado para empregos e recebeu ofertas que, por uma razão ou outra, não deram certo, deixem que os prospectos saibam disso. "Empregadores gostam quando o candidato é bem procurado˜, diz Seidel.
O momento apropriado de mostrar isso é durante a entrevista de emprego, quando o recrutador perguntar o que você esteve fazendo ou se você tem algo em seu radar. Você pode aproveitar a oportunidade para comentar de todas as ofertas de emprego que teve de recusar, mas com justificativas coerentes. Dentre elas, você pode dizer que a geografia não ajudou ou que simplesmente não achava que a vaga era para seu perfil.

Não dê sensação de desespero
Quando o recrutador telefonar e lhe pedir um horário na semana, não diga que pode ser a qualquer hora e qualquer dia. Demonstre que você tem atividades a serem feitas e sugira datas e horários. No entanto, mantenha-se flexível.

A primeira impressão é por telefone
Muitos recrutadores realizam uma pré-entrevista por telefone, razão pela qual ao atender um deles, procure um ambiente silencioso. Cachorros latindo, crianças gritando, tudo isso causa uma má impressão inicial. Do contrário, pode dar a entender que dá pouca importância para o contato.

Prepare-se para perguntas difíceis
Quando o candidato está há muito tempo longe do mercado, ele vai querer investigar as circunstâncias em torno desse afastamento. Essa é a oportunidade para mitigar as preocupações do entrevistador.
Se a pergunta for porque deixou o emprego anterior, você pode dizer que um novo CEO reformulou o time de gerenciamento, que uma fusão ou aquisição eliminou a vaga ou que havia diferencias filosóficas entre você e o seu gerente. Claro, diga coisas assim se for verdade. Evite responder que não sabe o que aconteceu ou criticar o trabalho das pessoas que conviviam com você.

Reconsidere as opções
De tempos em tempos, reconsidere suas opções de trabalho. Se não o fizer, você pode correr o risco de descartar oportunidades que estão dentro do seu perfil e que poderiam alavancar sua carreira. Isso pode significar estudar ofertas que o façam mudar de estado e ficar distante da família por um tempo.

Não idealize o emprego perfeito
Esse tipo de situação pode prolongar a situação de desemprego e apenas piorará suas chances de colocação. O emprego perfeito pode até existir, mas ficar longe do mercado de trabalho só vai reduzir as chances de um dia conquistá-lo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Você é Hands On? - Max Gehringer

Vi um anúncio de emprego. A vaga era de Gestor de Atendimento Interno, nome que agora se dá à Seção de Serviços Gerais. E a empresa exigia que os interessados possuíssem - sem contar a formação superior - liderança, criatividade, energia, ambição, conhecimentos de informática, fluência em inglês e não bastasse tudo isso, ainda fossem HANDS ON. Para o felizardo que conseguisse convencer o entrevistador de que possuía essa variada gama de habilidades, o salário era um assombro: 800 reais. Ou seja, um pitico.  


Não que esse fosse algum exemplo fora da realidade. Ao contrário, é quase o paradigma dos anúncios de emprego. A abundância de candidatos permite que as empresas levantem cada vez mais a altura da barra que o postulante terá de saltar para ser admitido. 
E muitos, de fato, saltam. E se empolgam. E aí vêm as agruras da super-qualificação, que é uma espécie do lado avesso do efeito pitico… 

Vamos supor que, após uma duríssima competição com outros candidatos tão bem preparados quanto ela, a Fabiana conseguisse ser admitida como gestora de atendimento interno.. E um de seus primeiros clientes fosse o seu Borges, Gerente da Contabilidade. 

Seu Borges: — Fabiana, eu quero três cópias deste relatório.
Fabiana: — In a hurry!
Seu Borges: — Saúde.
Fabiana: — Não, Seu Borges, isso quer dizer “bem rapidinho”. É que eu tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas por que a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português? 
Seu Borges: — E eu sei lá? Dá para você tirar logo as cópias?
Fabiana: — O senhor não prefere que eu digitalize o relatório? Porque eu tenho profundos conhecimentos de informática.
Seu Borges: — Não, não.. Cópias normais mesmo.
Fabiana: — Certo. Mas eu não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Eu já comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos. 
Seu Borges: — Fabiana, desse jeito não vai Dar!
Fabiana: — E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.
Seu Borges: — Como assim?
Fabiana: — É que eu sou líder, e não tenho ninguém para liderar. E considero isso um desperdício do meu potencial energético.
Seu Borges: — Olha, neste momento, eu só preciso das três cópias.
Fabiana: — Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro…
Seu Borges: — Futuro? Que futuro?
Fabiana: — É que eu sou ambiciosa. Já faz dois dias que eu estou aqui e ainda não aconteceu nada.
Seu Borges: — Fabiana, eu estou aqui há 18 anos e também não me aconteceu nada!
Fabiana: — Sei. Mas o senhor é hands on?  
Seu Borges: — Hã?
Fabiana: — Hands on….Mão na massa.  
Seu Borges: — Claro que sou!
Fabiana: — Então o senhor mesmo tira as cópias. E agora com licença que eu vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Foi o que me prometeram quando eu fui contratada.

Então, o mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções:

1 - Uma, cada vez maior, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações requeridas. 

2 - E o outro grupo, pequeno, mas crescente, é o dos que são admitidos porque possuem todas as competências exigidas nos anúncios, mas não poderão usar nem metade delas, porque, no fundo, a função não precisava delas. 

Alguém ponderará - com justa razão - que a empresa está de olho no longo prazo: sendo portador de tantos talentos, o funcionário poderá ir sendo preparado para assumir responsabilidades cada vez maiores.   

Em uma empresa em que trabalhei, nós caímos nessa armadilha. Admitimos um montão de gente superqualificada. E as conversas ficaram de tão alto nível que um visitante desavisado confundiria nossa salinha do café com a Fundação Alfred Nobel. 

Pessoas superqualificadas não resolvem simples problemas!

Um dia um grupo de marketing e finanças foi visitar uma de nossas fábricas e no meio da estrada, a van da empresa pifou. Como isso foi antes do advento do milagre do celular, o jeito era confiar no especialista, o Cleto, motorista da van. E aí todos descobriram que o Cleto falava inglês, tinha informática e energia e criatividade e estava fazendo pós-graduação….. só que não sabia nem abrir o capô. Duas horas depois, quando o pessoal ainda estava tentando destrinchar o manual do proprietário, passou um sujeito de bicicleta. Para horror de todos, ele falava “nóis vai” e coisas do gênero. Mas, em 2 minutos, para espanto geral, botou a van para funcionar. Deram-lhe uns trocados, e ele foi embora feliz da vida. 

Aquele ciclista anônimo era o protótipo do funcionário para quem as empresas modernas torcem o nariz: O QUE É CAPAZ DE RESOLVER, MAS NÃO DE IMPRESSIONAR.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Max Gehringer - Faça seu Marketing Pessoal

Vídeo interessante no link:


Você sabe como crescer E aparecer dentro da empresa? Conheça os mandamentos do chamado marketing pessoal.

Por que ótimos funcionários muitas vezes não conseguem ser promovidos? Porque eles estão fazendo tudo certo, mas esquecem de algo muito importante: o marketing pessoal.

Num escritório de consultoria fazendo uma pesquisa sobre marketing pessoal -- qualidades que fazem com que alguns consigam se destacar dos demais. Nós pedimos que cada um dos entrevistados pegue um papel e escreva o nome de duas pessoas que, na opinião de cada um, mais se enquadram em todos esses itens que vamos discutir. Por que duas pessoas? Porque cada pessoa tem o direito de votar em si mesmo.

Ao final da votação, não vamos escolher o melhor ou a melhor. Se a gente simplesmente pegar um que foi o mais votado, nós vamos criar mais problema do qualquer outra coisa para a pessoa. Vamos selecionar três ou quatro pessoas.

Marketing é o conjunto de ferramentas que uma empresa usa para fazer com que seus produtos sejam conhecidos, apreciados e comprados. Marketing pessoal é um profissional fazer exatamente a mesma coisa, só que em benefício da própria carreira.

Nós começamos a aplicar isso às nossas carreiras a partir do momento em que o nível dos candidatos no mercado de trabalho começou a ficar muito igual. É a habilidade que um funcionário tem de aparecer sem ser chato e de conseguir a simpatia da chefia sem ser puxa-saco.

Eu sempre digo que a melhor avaliação que a gente faz é de garçom. "Eu fico atento no movimento do cliente", diz o garçom Edson da Silva. Se a gente, inadvertidamente, olha para o garçom e não precisa de nada, ele nunca está olhando para a gente. "A gente fica no nosso canto para não atrapalhar o cliente, mas sempre de olho na mesa", comenta Edson. Quando a gente precisa de alguma coisa, o garçom está olhando para a gente. Se a gente só conseguir fazer o que o garçom faz, nós nunca vamos ser chatos na vida.

Veja, a seguir, os dez mandamentos do marketing pessoal.

1º - Liderança
Algumas pessoas têm uma habilidade muito maior de influenciar as outras. "O Clayton está sempre preocupado se a gente precisa de alguma coisa", comenta a caixa Laísa dos Santos. "Ele socorre a gente", diz a caixa Ester Alves. O Clayton é um formador de opinião, e a empresa percebe isso rapidamente.

2º - Confiança
Quando eu pergunto "Quanto foi o jogo?", eu imediatamente olho para uma pessoa. Eu não falo assim: "quanto foi?", olhando ao redor. Essa é a pessoa em que nós confiamos.

3º - Visão
É alguém entender o que está fazendo e por que está fazendo, e sugerir pequenas mudanças para melhorar o próprio trabalho ou o trabalho dos colegas. Do que nós estamos falando? Pequenas idéias, uma por dia, de R$ 3. Muita gente fica esperando muito para ter uma grande idéia na vida de R$ 200 milhões e perde a oportunidade de ter a pequena idéia de todo dia.

4º - Espírito de equipe
É oferecer ajuda aos colegas, mesmo sem ser solicitado. De coração aberto, quantas pessoas realmente fazem isso?

5º - Maturidade
É saber solucionar conflitos sem provocar mais conflitos. "Ele prefere conversar e não resolver em discussão", diz o repositor de loja William Matias. "Um ajudando o outro é que a gente vai ser uma equipe melhor", acredita o repositor de loja Antônio Raimundo Nascimento.

6º - Integridade
É fazer o seu trabalho sem prejudicar ninguém. Não ser excessivamente ambicioso e atropelar quem aparece pela frente. Pesquisa instantânea de opinião: quem nunca foi prejudicado na carreira? Quem tem vontade de prejudicar alguém? Qual das duas perguntas que eu fiz mostra falta de integridade? A segunda? Se eu tiver o desejo, assim, de me vingar, isso mostra a minha falta de integridade? Não. O desejo não mostra. É por isso que nós temos sentimentos, nós temos emoções e, muitas vezes, no trabalho, nós temos que guardar isso para a gente mesmo. Eu, sinceramente, tenho vontade atropelar um monte de gente, mas eu não vou fazer isso.

7º - Visibilidade
Ser o primeiro a levantar a mão quando o chefe precisa de um voluntário para uma tarefa. O que eu me lembro nos últimos 25 anos da minha vida corporativa, todo mundo que levantou a mão quando eu pedi um voluntário, hoje, ou é gerente, ou é diretor, ou é presidente de empresa. Impressionante.

8º - Empatia
É saber elogiar o trabalho de um colega e reconhecer o mérito dos outros. "Foi o Emerson. Isso foi ontem ainda. Ele montou lá na frente da loja uma exposição de brinquedos que foi muito lindo mesmo. Elogiei, elogiei na hora", disse o fiscal de loja Enedino dos Santos.

9º - Otimismo
Não é um otimismo burro, mas um otimismo com causa. A pressão do trabalho nos leva a imaginar que as coisas são piores do que realmente são.

10º - Paciência
Isso é o que mais acontece com jovens recém-formados no mercado de trabalho. Normalmente, uma pessoa com excelente formação acadêmica entra em uma empresa e, seis horas depois, já está começando a pensar por que ela não foi promovida. De todas as qualidades que nós podemos ter, a paciência é, talvez, a que se a gente não tiver, vai nos prejudicar mais.

Evidentemente, não adianta ter tudo isso se o funcionário não consegue fazer aquilo que ele é pago para fazer, dar bons resultados de curto prazo.
No grupo, foram três escolhidos. O primeiro é o Fabian, o segundo é o Júlio, e o terceiro é o Rodrigo.

"Eu busco, no meu dia-a-dia, estar sempre ajudando as pessoas. Eu tenho o espírito de equipe", explicou o assistente de vendas Rodrigo Zazzera. "Se eu estou ajudando o companheiro, eu sei que, futuramente, ele vai me ajudar também", ressaltou o analista de sistemas Fabian Schimdt. "Fiquei surpreso porque eu não vejo um destaque da minha parte", disse o analista de sistemas Júlio César Arão.

A lição que vocês três estão dando é que basta vocês fazerem o que aprenderam em casa: ter respeito pelo próximo. São lições que têm milhares de anos, mas é isso que constrói uma imagem.

Em uma empresa séria, quem tem marketing pessoal recebe atenção da chefia e apoio dos colegas. Em uma empresa medíocre, a mesma pessoa pode ser vista como uma ameaça. Em num caso assim, não adianta querer mudar a empresa. É mais sábio mudar de empresa