segunda-feira, 31 de março de 2014

ATITUDES VENCEDORAS

A vida é feita de escolhas. Não podemos escolher o que a vida vai colocar à nossa frente, mas podemos escolher como reagimos ao que ela nos apresenta.

Se a situação atual é boa ou ruim, isso se deve à qualidade das escolhas que fizemos; portanto, se desejamos construir a melhor versão do futuro, precisamos melhorar a qualidade das nossas escolhas.

Para fazer isso é necessário entender que decisões são escolhas teóricas e atitudes são escolhas colocadas em prática.

Não são nossas decisões que mudam o mundo e nosso futuro, são nossas atitudes!

Há dois tipos de atitudes: as limitadoras e as vencedoras.

Atitudes limitadoras são as que restringem nossas possibilidades de sucesso e felicidade. Elas estão ligadas aos nossos medos e mecanismos de defesa. Como o ser humano não quer sofrer ele se protege, e ingenuamente, não percebe que o excesso de proteção é mais perigoso que o que ele temia.

Quem se protege demais não ousa, não inova... não vive!

Abrir mão dos nossos mecanismos de defesa consiste em compreender que corajoso não é quem não sente medo, mas quem segue em frente mesmo sentido medo. A coragem é um medo que não paralisa!

Enquanto nos defendemos, não crescemos, apenas fugimos das responsabilidades arrumando desculpas nobres para atitudes pobres. Toda atitude limitadora transforma uma dificuldade em um problema.

Precisamos eliminar nossas atitudes limitadoras, substituindo-as por atitudes vencedoras.

Atitudes Vencedoras são as que estão alinhadas com a nossa autorrealização. É através delas que nos tornamos quem nascemos para ser. São escolhas que contribuem com nosso crescimento pessoal, com a expansão de nossas possibilidades, com a plena utilização das nossas potencialidades e do nosso talento. São atitudes que nos trazem benefícios na esfera da integração do ser, tornando-o pleno, completo, realizado. Elas nos conduzem ao sucesso e resultam em especial fonte de prazer e satisfação. Atitudes vencedoras transformam dificuldades em oportunidades.

A qualidade da nossa vida pessoal e profissional depende da qualidade das nossas atitudes. O poder de transformar o mundo interior e exterior, escrevendo uma nova versão da nossa história se resume à nossa capacidade de fazer escolhas melhores, escolhas vencedoras que nos engrandecem e fortalecem.

O filósofo Aristóteles dizia: “Nós nos tornamos aquilo que repetidamente fazemos!”. Sócrates propunha: “O exercício contínuo da virtude, torna virtuoso o coração!”. Arquimedes proclamava: “Me dê um ponto fixo e uma alavanca e eu moverei o mundo!”.

A alavanca capaz de mover nosso mundo pessoal e nos colocar em sincronismo com nossas forças é exatamente a alavanca das atitudes vencedoras. Este tema é tão encantador que o estudei por mais de uma década, todos os dias, para escrever os livros “Atitudes Vencedoras” e “51 Atitudes Essenciais para vencer na Vida e na Carreira”. Nestes livros, vamos a fundo estudando cada uma das 51 atitudes essenciais e a melhor maneira de orientar nossa vida através da filosofia das atitudes vencedoras.

Seja qual for o seu momento atual, uma coisa é certa: ele é fruto das suas escolhas (atitudes) conscientes e inconscientes.

E o mais importante: o próximo momento pode ser profundamente melhor se você aprender a fazer escolhas melhores.

Nenhum ser humano deve passar pela vida sem acontecer. O autoconhecimento é a chave para podermos reorientar nossas vidas para o sucesso, a prosperidade e a felicidade.

Lembre-se sempre: sonho sem atitude é delírio!

Vença seus mecanismos de defesa conscientes e inconscientes. Viva uma vida em grande estilo, repleta de realizações memoráveis. Você possui o potencial de fazer as coisas acontecerem. Transforme este potencial em realidade, dedique-se a desenvolver Atitudes Vencedoras.


sexta-feira, 28 de março de 2014

O que o mercado espera do profissional

Vivemos um momento muito especial no nosso mundo corporativo. Inicialmente nos damos conta de que o ritmo das coisas mudou drasticamente e, de repente, tudo que conhecíamos caiu por terra e novos conceitos estão pipocando.

Não, não estou querendo fazer terrorismo profissional, mas gostaria de compartilhar com vocês a minha visão do momento que vivemos.

Saímos do cenário de águas calmas, com um mercado com pouca ou nenhuma concorrência para um cenário de águas agitadas, com concorrências múltiplas, com funções que não existiam há um ou dois anos, avaliações que nos surpreendem e conceitos que ainda não absorvemos completamente.

Entramos em uma era de agregação do valor, onde não basta apenas ser bom no que faz, tem que ser melhor do que qualquer outro. Estive em uma palestra esta semana em que o palestrante fez um comentário interessante – quando se pergunta a um brasileiro se ele pode fazer algo ele responde “vou ver se dá”... Quando a mesma coisa é perguntada para um americano ele diz – “I’ll Will do my Best” ou, trocando em miúdos, farei o meu melhor.

Dá para sentir a diferença?!!!

E esta diferença não  está só na maneira de falar, está na forma de encarar o trabalho, a profissão, o seu projeto de vida.

Num momento em que nosso cliente é cada vez mais exigente, a concorrência aumenta drasticamente, fazer o que pode, definitivamente não é suficiente. Temos que incrementar nosso profissionalismo, incorporar o projeto da nossa carreira ao da nossa vida na busca da perfeição, da melhoria contínua, do encantamento do nosso cliente e, principalmente, incrementar a nossa capacidade de gerar resultados palpáveis.

Hoje não competimos necessariamente com quem faz a mesma coisa que nós, mas com profissionais e empresas que apresentam trabalhos absolutamente diferentes e que geram resultados que nos encantam e servem de referencial como padrão de excelência e diferenciação na sensação que provocam em nosso cliente.

Para mostrar competência e ser eficiente naquilo que faz, o profissional, além de mostrar resultados, precisa ser excelente em comunicação, possuir inteligência emocional, saber gerenciar sua imagem e, principalmente, ter a clareza da estratégia que pretende implementar no seu desenvolvimento pessoal.

Não existem garantias de sucessos por resultados passados. Temos que renovar nossos esforços e, a cada momento, mostrar o nosso talento, comprovar a nossa empregabilidade e estar capacitado a fazer as escolhas.

A carreira de um profissional hoje não tem fronteiras. Cada um tem que estar e ser capacitado para fazer a própria auto-gestão da carreira profissional, em outras palavras, estar capacitado a escolher.

Na nossa realidade, o mercado tem foco nos melhores dos melhores, um profissional saudável física e mentalmente, proprietário do seu conhecimento e habilidades. Alguém que sabe influenciar positivamente, que faz diferença nos relacionamentos, tem a capacidade de transformar a realidade e que se sinta responsável pelo seu próprio desenvolvimento.  

Isto é o mínimo que o mercado espera do profissional. Pelo visto, temos muito trabalho pela frente...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Inicie uma mudança de carreira

Por Ian Christie
 
A possibilidade de mudar de carreira é divertida e perigosa. Se você souber exatamente o que quer seguir, não se deixe intimidar pelos enormes desafios apresentados no processo de mudança de carreira. Aplique estas estratégias poderosas para transformar essa mudança de carreira em uma realidade.

Determine os pontos que podem ser aproveitados

Faça uma lista com as habilidades e experiências que você pode aproveitar em sua mudança de carreira. Veja alguns exemplos:

·         Tipo de empresa: aproveite seu conhecimento sobre os tipos de empresa em que já trabalhou. Organizações sem fins lucrativos têm alguns pontos em comum. Isso também é válido em empresas familiares ou empresas administradas pelo proprietário e, até certo ponto, em empresas públicas.

·         Habilidades que podem ser transferidas: na maioria dos casos, as habilidades que você desenvolveu em uma carreira serão relevantes na próxima. Gerenciamento de projetos, liderança de equipes, vendas, atendimento ao cliente, recursos de análise, solução de problemas, contratação, treinamento e várias outras capacidades são habilidades comuns que podem ser transferidas.

·         Experiência: use todas as experiências de início, encerramento, fusão, lançamento de produtos ou crises corporativas pelas quais já passou como lição ao trabalhar com empresas que estão enfrentando situações parecidas.

·         Ambiente de trabalho: se você já trabalhou em um ambiente que parece uma panela de pressão, não estranhará um ambiente semelhante em outro setor. A mesma coisa acontecerá se você já lidou com sindicatos, trabalhou para empreendedores ou trabalhou sem supervisão.

·         Redes de contato: aproveite seus relacionamentos atuais para encontrar pontos de entrada em seu novo campo. Você só precisa de um tipo diferente de conversa para começar. Pergunte aos contatos o que eles fazem e quem conhecem com relação ao campo em que você deseja entrar. Siga as dicas deles e você fará progresso rapidamente. 

Embase seu caso com eficiência 

Verifique se você tem motivos válidos e fortes para mudar de carreira. Se você souber por que deseja fazer essa mudança e o que espera ganhar com isso, aumentará significativamente suas probabilidades de êxito. Além disso, você pode articular esses motivos para possíveis empregadores e explicar o que isso significa para eles. Os empregadores não gostam de sentir que você está fugindo de alguma coisa. 

Encontre o ponto de entrada lógico 

Geralmente, uma determinada função ou empresa servirá como uma transição natural em seu novo campo. Aumente suas chances de ser contratado usando seu conhecimento para identificar onde você pode se enquadrar melhor. 

Não faça análises em excesso 

Ter um sólido conhecimento de você mesmo é fundamental para administrar sua mudança de carreira, mas evite fazer análises em excesso. Você não pode só pensar em mudar de carreira; às vezes, é necessário agir. 

Contate pessoas que fazem parte do campo em que pretende entrar 

Quando você está mudando de carreira, seu currículo não é tão útil quanto uma ferramenta de marketing. Devido a isso, criar uma rede de relacionamentos é muito mais importante. Entre em contato com pessoas que fazem parte do campo em que você pretende entrar para confirmar seu interesse e saber mais sobre as oportunidades. 

Marque sua presença 

Nas entrevistas, seja um candidato marcante, falando sobre as ações que realizou e que comprovam seu comprometimento com o campo. Mostre seu conhecimento sobre o setor e mencione eventos do setor em que já participou ou associações do setor em que trabalha como voluntário. Se você tiver um blog relacionado ao setor, mencione-o também. Você pode inclusive mostrar um white paper sobre um ponto do setor que pesquisou ou um plano de negócios que demonstra o valor que você pode agregar para a organização. 

Sua meta é fazer com que os possíveis empregadores o vejam como alguém que já está no setor e que deve permanecer, independentemente da contratação. Não deixe a impressão de que, se não for contratado, você fará outra coisa. 

Trabalho extra 

Uma maneira tangível de começar a mudar de carreira é conseguir um trabalho freelance ou de meio período. Esse tipo de trabalho incrementa seu currículo e permite que você tenha um primeiro contato com seu novo campo. 

Etapas concretas como estas criam marcos no processo de mudança de carreira, demonstram seu comprometimento com os possíveis empregadores e validam seus planos. 


terça-feira, 25 de março de 2014

Como enfrentar um entrevistador sem medo:

o     Sentir ansiedade antes de uma entrevista é normal e compreensível;

o        Seja educado e cordial com todas as pessoas, do porteiro ao entrevistador. Lembre-se de que você estará sendo avaliado desde o primeiro momento em que pisar na escola; o    

Manter uma boa apresentação é aumentar as chances de contratação; 
o   
Evite trapalhadas: como derrubar objetos sobre a mesa do entrevistador ou cumprimentá-lo com as mãos ainda molhadas, após a saída do toalete;

o      Reveja em casa (retrospectiva) todas as atividades já desenvolvidas na carreira,preparando-se para dar bons argumentos ao entrevistador; 
o     Chegue ao local da entrevista com 15 minutos de antecedência. Isto será ideal para aliviar as tensões. Chegar com muita antecedência pode demonstrar ansiedade;    

Não esqueça dos detalhes com a aparência: 
cabelos cortados e bem penteados, roupa discreta e adequada ao ambiente, barba feita, no caso dos homens, e retoque na maquiagem, no caso das mulheres. Peça para usar o banheiro e verifique sua aparência. Às vezes, uma simples arrumada no cabelo pode ser fundamental; 
o       Cumprimente o entrevistador de pé, com mãos firmes; 
o       Todas as atitudes causam impressões: sente-se calmamente e responda o necessário; 
o   
Em caso de atraso ou impossibilidade de comparecer, sempre telefone avisando. Imprevistos podem acontecer com qualquer um e geralmente são compreendidos pelos entrevistadores.

Durante a Entrevista: 

Ao entrar na sala do entrevistador, espere que ele faça o primeiro gesto para cumprimentá-lo e que indique o lugar onde você deve sentar-se; 

Respeite todas as fases da entrevista. Uma psicóloga pode não ter autoridade para efetuar a sua contratação, mas pode vetar a sua permanência no processo seletivo;
Encare o entrevistador como um aliado. Se você tem um problema para resolver, ele também tem;
o   
Sente-se de maneira confortável; mas não se "esparrame" na cadeira. Educação e boas maneiras valem muitos pontos na avaliação; 
o   
Responda às perguntas de maneira clara e objetiva;
 

o       Caso seja questionado sobre algo que desconhece, diga a verdade. Inventar uma opinião pode arruinar sua entrevista; Antes de aceitar água ou café, investigue se o entrevistador também vai aceitar. É gentil acompanhar a outra pessoa.
Caso ele não queira beber nada, tente fazer o mesmo; 
o        Se você estiver nervoso, com as mãos suadas, respiração ofegante e gaguejando, seja franco com o entrevistador. Diga que você fica um pouco nervosos em ocasiões assim. Isso não afetará a sua avaliação; 
o   
Seja você mesmo. Os entrevistadores experientes detectam, em atitudes simples, que você está tentando representar o candidato ideal.
o     
o        Dicas de Comportamento
o        Vista roupas que sejam adequadas ao estilo da escola (na dúvida, dê preferência ao traje social); 
o       Cabelos cortados e penteados e unhas bem aparadas dão boa impressão; 
o       Caso tenha passado antes ao toalete, seque bem as mãos para não cumprimentar o entrevistador com as mãos molhadas; 
o       Não fique curvado, mantenha uma postura ereta na cadeira; 
o      Procure falar olhando nos olhos do entrevistador e aguarde que ele conclua a pergunta para dar uma resposta; 
o      Jamais fume durante a entrevista; 
o      Mantenha a entonação da voz coerente com a resposta.
o     

A vaquinha

Um mestre de sabedoria passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita ...

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar, sem calçamento, casa de madeira, os moradores, um casal de três filhos, vestidos com roupas rasgadas e sujas... então se aproximou do senhor aparentemente o pai daquela família e perguntou: Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho, então como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?

E o senhor calmamente respondeu:

“Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e a outra parte nós produzimos queijo, coalhada, etc... para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.”

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por uns momentos, depois se despediu e foi embora. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e empurre-a, jogue-a lá em baixo”.

O jovem arregalou os olhos espantado e questionou o mestre sobre o fato da vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família, mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem.
Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. Assim fez, e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com arvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela humilde família tivera que vender o sítio para sobreviver, “apertou” o passo e chegando lá, logo foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos e o caseiro respondeu:

Continuam morando aqui.

Espantado ele entrou correndo na casa, e viu que era mesmo a família que visitara antes com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao senhor (o dono da vaquinha): Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida???

E o senhor entusiasmado respondeu:

Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu, daí em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos, assim alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora...

Ponto de reflexão:
Todos nós temos uma vaquinha que nos dá alguma coisa básica para sobrevivência e uma convivência com a rotina. Descubra qual, a sua...
Aproveite para empurrar sua “vaquinha” morro abaixo. Quem sabe você não descobrirá dons que jamais imaginou tê-los ou teve coragem de buscá-los.

Força para todos.


Autor desconhecido

sexta-feira, 21 de março de 2014

TORNE UMA CRÍTICA EM FEEDBACKS CONSTRUTIVOS

O ato de criticar é um ótimo teste para suas habilidades de comunicação. Usando a técnica adequada, você consegue transformar um comentário    aparentemente negativo em uma mensagem motivadora para todos os envolvidos. O tom de voz e a escolha das palavras são fundamentais para ter sucesso na empreitada. Se você demonstrar  irritação prepare-se para enfrentar problemas – as pessoas perceberão seu nervosismo e se encolherão de medo. E se, para piorar, você for demasiadamente rude, sua crítica pode se tornar uma questão pessoal.

Veja como tornar uma critica num feedback construtivo:

Seja direto: Quando a situação é desconfortável, nossa tendência é demorar a entrar no assunto, mas o resultado é que isso só aumenta a agonia. Tente apresentar seu feedback de modo objetivo, sem subterfúgios ou explicações desnecessárias.

Verifique suas suposições: Deixe bem claro que você acredita na capacidade do funcionário de melhorar. Faça seus feedbacks, mas deixe nas entrelinhas uma mensagem positiva. “Você pode fazer melhor” é sem dúvida mais animadora do que “Você é uma causa perdida”.

Preserve a autoestima do colaborador: Tranqüilize-o dizendo “Talvez você não esteja sabendo...” ou “Tenho uma sugestão e gostaria de ouvir sua opinião”.

Fale de maneira sincera e positiva. Se seu feedback for bem intencionado, não há motivo para se mostrar hesitante, frio ou insensível. O nível de entusiasmo da sua voz vai definir o tom da resposta do colaborador.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Mudança de Carreira

Quantas vezes nos questionamos se estamos felizes no trabalho e se fazemos aquilo que realmente gostamos. Muitas vezes até sonhamos com outra ocupação. Mas o que fazer? Largar tudo e tentar algo melhor?

No tempo dos nossos pais ou avós era muito comum que os profissionais permanecessem a vida toda em uma única empresa na mesma área e muitos anos realizando a mesma atividade. Como o importante era ter emprego e salário para sustentar a família, bastava fazer o seu trabalho direito e obedecer à empresa, que tudo estava resolvido. Os valores eram outros, um bom emprego era aquele que lhe dava estabilidade e salário.

Em tempos de instabilidade econômica e incertezas em relação ao emprego, uma mudança de carreira tem diferentes implicações. Ela pode ser motivada, por exemplo, por questões financeiras. A insatisfação com a remuneração e a falta de perspectivas de melhoria deste aspecto pode levar o profissional a buscar uma alternativa que lhe proporcione maior retorno financeiro.

O dinamismo do contexto econômico atual faz com que profissões novas surjam a cada dia assim como outras caem na obsolescência. Neste último caso, o profissional se vê obrigado a fazer uma mudança de carreira para garantir sua manutenção no mercado. O mesmo ocorre com áreas de trabalho que estão saturadas de profissionais. Como tem gente sobrando, falta espaço e a tendência é que as remunerações também caiam.

Por outro lado, as novas profissões atraem não só jovens profissionais, como os mais experientes, que vêem como alternativa se inovarem profissionalmente ou conseguir um nicho de mercado ainda não explorado.

Outro motivo para uma mudança de carreira e que está cada vez mais comum é a descoberta de que a carreira escolhida não o faz feliz. Claro que nesse caso, é importante analisar se o problema é momentâneo. Uma insatisfação com a função atual pode ser resolvida com uma mudança de função. Assim como se o problema for com a empresa, a busca de uma nova colocação pode solucionar a questão. Por isso uma autoanálise profunda é crucial nestas situações.

É comum também a mudança de carreira na busca de mudança de estilo de vida. Por exemplo, profissionais que em uma rotina densa de trabalho que incluem viagens, horas-extras freqüentes, trabalho aos finais de semana e buscam uma opção mais “light”.

Para resolver este problema, primeiro, identifique sua área de interesse: que outra profissão você gostaria de seguir e que você acredita que lhe fará mais feliz? Feito isso, vamos conhecer a realidade desta profissão. Para isso, pesquise, busque informações sobre ela, obtenha dados sobre o mercado desta área. Antes de iniciar qualquer ação, é importante se certificar se a mudança valerá à pena.

Além disso, faça uma autoavaliação. Identifique seus pontos fortes e fracos, as oportunidades e ameaças que você vislumbra no mercado. Faça um planejamento de como será a mudança, sempre tendo em mente que esta não será simples, nem tampouco, rápida.

Aí se pode partir para a ação. É uma mudança gradativa, pois vai requerer uma formação, que pode ser uma graduação, um curso técnico ou uma especialização. A falta de experiência na nova área deverá ser suprida por muito estudo e atualização. Você pode aproveitar suas férias, finais de semana para desenvolver projetos, mesmo que voluntários nesta nova área a fim de adquirir alguma experiência.

Deve-se dar atenção especial à questão financeira. O objetivo é ser mais bem remunerado com ela, mas no começo isso dificilmente acontecerá. Você pode estudar uma redução, mesmo que temporário. Um planejamento financeiro adequado poderá minimizar o impacto no seu padrão de vida. Por isso, considero que o melhor momento para fazer uma mudança como esta sempre é quando se tem uma boa reserva financeira.

Por último mas não menos importante, será necessária uma alta dose de motivação e dedicação de sua parte. Uma mudança de carreira exige muito esforço e comprometimento, pois será muito fácil desistir no primeiro obstáculo que surgir. E tenha certeza que dificuldades irão surgir, por isso, grande parte do seu sucesso dependerá exclusivamente de você.


quarta-feira, 19 de março de 2014

PORQUE TUDO ISSO...

Meio que adormecido no sofá da sala, após um dia desgastante, minha mente é invadida por cenas de um filme já vivenciado por muitos.

Abre-se uma porta e ouve-se: “... Meu bem... mais duas entrevistas hoje... estou confiante! ”.

A cena prossegue, com flashes de um final de ano de alguém desempregado, sem esperança, sem confraternização, sem 13º. salário; lá se vão os bônus, a esperada troca do carro (mais uma vez!), a viagem de férias cancelada, entre outros mimos.

Um cortante close mostra como é difícil encontrar palavras para contar aos filhos que no próximo ano estudarão em colégio público, dentre outras reduções drásticas nos gastos.

Num piscar o que parecia ficção é agora pura realidade.

Outra tomada e, passa-se à diuturna gestão financeira de uma companheira que diante da escassa colheita e como se tocada fosse pela sabedoria Divina, prioriza suas ações, tudo anota e tudo controla, procurando esticar no que pode seu justo e sagrado salário.

A cena é dúbia, ora um sonho, ora um pesadelo, mas a companheira reúne forças e com palavras de incentivo afaga e mantém o eixo da família tentando administrar cada um na sua necessidade. Uma perfeita gestora de pessoal em pleno lar.

Nos bastidores projeta-se uma cena onde se ouve soluços somados a incontáveis lágrimas. É a companheira nos seus solitários questionamentos do “por que tudo isso meu Deus?”, e na sua temperança e bondade nos gestos, silencia fechando-se em copas.

De repente acordo assustado. Olho ao redor e me dou conta de que não foi apenas um pesadelo, mas flashes de um passado não muito distante.

Sentado, enxugo o suor do rosto; reflito, pondero e concluo que não podemos negligenciar nossos valores pessoais, familiares e tão pouco abandonar nossas crenças.

Amanhã será um novo dia e uma certeza paira no ar; a de que não será o fim de nossos sonhos, pois sempre teremos uma nova chance.

Tudo depende de nossa atitude, comportamento e comprometimento.


terça-feira, 18 de março de 2014

Qual era sua real necessidade

Acredito que uma das maiores qualidades de um profissional, quando exerce o papel de fornecedor, é entender se seu cliente realmente precisa daquele produto/serviço, para, enfim, vendê-lo. O erro de muitos profissionais que trabalham na área comercial é querer empurrar para as pessoas aquilo que elas não precisam, mas ainda não se deram conta disso. Certa vez, um cliente me chamou para solicitar um serviço de outplacement, onde assessoramos o profissional após o seu desligamento da empresa, com o objetivo de desenvolvê-lo e melhor prepará-lo para uma possível recolocação. 

O profissional desligado era Mariano, um profissional da área de TIC que, sozinho, comandava tudo relacionado à tecnologia da informação e comunicação. Bruno, Gerente de RH de um cliente nosso, alegava que há algum tempo Mariano vinha apresentando uma queda drástica na qualidade de seu trabalho, além de não conseguir entregar seus projetos nos prazos estipulados. Por conta disso, Bruno nos pediu o Outplacement, além de solicitar que buscássemos um substituto para Mariano. Ao mapear o perfil do profissional que deveria ocupar seu lugar, Bruno desatou a enumerar uma série de tarefas e grandes projetos que o novo profissional iria assumir. Achei o volume de responsabilidades desproporcional ao cargo e o interrompi com algumas perguntas. 

Foi então que entendi o que havia acontecido com Mariano. Quando contratado, o profissional fora designado a desenvolver um tipo de tarefas e um determinado número de projetos. Com o tempo, foram surgindo novas tarefas e grandes projetos, na minha opinião demasiados, para que ele pudesse executar sem a ajuda de ninguém, já que não possuía uma equipe.

O resultado disso foi muito óbvio, uma diminuição na qualidade de seu trabalho. Quando Bruno relatou a necessidade de demitir o profissional, não citou os motivos disso. Mas, ao detalhar o que havia acontecido com Mariano, ficou claro para mim que demiti-lo não seria a melhor opção. 

Perguntei, então, se havia algum outro motivo que o fazia optar pela demissão e Bruno respondeu que, na verdade, gostava muito do profissional. Achava-o responsável, com ótimo relacionamento com as demais pessoas da empresa e, ainda por cima, com capacidades dificilmente encontradas em outros profissionais. Disse, ainda, que optar por demiti-lo foi uma decisão difícil, porém, necessária. 

Interpelei o Gerente de RH, antes que ele falasse mais besteiras. Demitir não pode ser a melhor opção. Nenhum gestor gosta de demitir, ainda mais quando o profissional apresenta tantas qualidades. Expliquei a ele o que, para mim, parecia muito óbvio. Mariano precisava, na verdade, de uma equipe. Pessoas de qualidade que pudessem auxiliá-lo na execução das tarefas mais operacionais e, principalmente, na criação de soluções para os grandes projetos que a empresa demandava. 

Bruno não entendeu o porquê de eu ter sugerido tal ação, já que isso implicaria em gastar menos comigo. Realmente, para mim seria mais vantajoso vender dois produtos, ao invés de um, e, com isso, ganhar mais. Porém, meu compromisso com Bruno era maior do que isso. Preferia, mil vezes, atender a real necessidade dele do que apenas faturar por faturar. 

O Gerente seguiu meu conselho e confiou à minha empresa a responsabilidade de encontrar um profissional tão bom quanto Bruno para que, assim, eles pudessem montar uma forte área de TIC. Pouco mais de seis meses após a contratação de Isabela, Bruno me convidou para conhecer a nova estrutura de tecnologia da empresa. Impressionante como houve sintonia entre Mariano e Isabela. Os dois, juntos, implantaram, em menos de um semestre, uma série de projetos dignos de causar inveja a qualquer grande empresa. 

Fico feliz e aliviado em saber que pude atender a um cliente, não só com o fornecimento de um bom serviço, mas também com a conscientização do que realmente era necessário para ele naquele momento. 


segunda-feira, 17 de março de 2014

Que seja eterno enquanto dure...

Quem nunca teve a satisfação de receber um comunicado assim: Você está contratado !, ou A vaga é sua !, ou ainda, Você fará parte de nossa equipe, seja bem-vindo !.

Não há dúvidas de que notícias assim, nos enchem de alegria, é contagiante, sentimo-nos valorizados; tudo podemos e tudo queremos fazer; enfim, faz um bem danado.

Valeu em muito participar de um processo demorado, cansativo e desgastante. Lá se foram alguns lentos meses de intensa busca.

Conseguir passar por uma rigorosa seleção, várias entrevistas, testes e mais testes, para afinal ser o escolhido, o preferido, o sangue novo da empresa. Como valeu!

A partir de agora, as contas em atraso serão zeradas; os sonhos serão novamente sonhados; e certamente chegar-se-á meia hora mais cedo logo no primeiro dia de trabalho.

Por que de repente este profissional escolhido começa a olhar o mercado visando uma nova recolocação?

É ingênuo supor que em um ambiente de trabalho não haja disputa por cargos, não haja grupos privilegiados ou até profissionais “potencialmente demissíveis”, além dos jogos políticos.

Não existe empresa ideal, um verdadeiro Shangri-Lá onde o tempo parece deter-se em felicidade, abundância e saúde eterna, com a convivência harmoniosa entre pessoas das mais diversas procedências e visões diferenciadas de mundo.

Quero destacar que não se pode imaginar a existência de um lugar PERFEITO para trabalhar, livre de todos os vícios inerentes ao ser humano somados ao dinamismo e armadilhas do mercado.

É preciso, portanto, ser forte o bastante para superar estes desafios recorrentes do dia-a-dia em qualquer empresa.

E acima de tudo, ter a capacidade de superar, confiar e trabalhar de forma determinada, persistindo nas coisas de bem buscando e compartilhando tudo o que for virtuoso, amável, de boa fama e louvável.

A regra de ouro é esta: preciso ser forte o bastante para entrar por esta porta estreita, pois nas empresas, assim como na natureza, somente os fortes sobrevivem.

Logo, a permanência em um emprego é tanto ou mais difícil do que ser aprovado no processo de seleção.

Dessa maneira, sempre que posso, coloco aos profissionais e/ou executivos: “... quando for trabalhar, deixe seu coração com a família. No trabalho, use sua cabeça, sua inteligência, seu discernimento e seu bom senso...”.

E você já deixou de querer consertar o mundo ??!!

Postado por Mauro Bianco 

sexta-feira, 14 de março de 2014

O QUE É... INGREDIENTE

É o que os bem-sucedidos usam na seqüência e na proporção certas
Existe uma receita certa para o sucesso? 

Sim, existe. E, melhor ainda, cada um de nós possui os ingredientes básicos para cozinhar um sucesso de dar água na boca dos outros. Uns mais, alguns menos, mas não há ninguém que, algum dia, não tenha parado para observar o próximo e se admirar: "Como é que ele conseguiu tanto com tão pouco?" Porque, basta observar, os bem-sucedidos não parecem possuir nenhum ingrediente mágico ou sobrenatural. E a resposta é mais simples do que parece: o segredo do sucesso não está na lista de ingredientes, mas no modo de preparo. É nesse contexto que uma pergunta tão banal e tão repetida -- "Você está preparado?" -- assume sua real importância: "Você sabe mesmo como misturar os ingredientes que tem?"

Então, vamos à despensa (com "e"): ali estão, bem arrumadinhos, a ousadia, a perseverança, a liderança, a criatividade, a ética, o espírito de equipe, e mais uma batelada de outros ingredientes que entram na fórmula do sucesso, segundo os especialistas em culinária executiva. Mas quem um dia já preparou um bolo sabe que não adianta jogar tudo isso dentro de uma panela, em doses iguais e ao mesmo tempo. Há sempre uma seqüência e uma proporção, e os quituteiros de mão-cheia são os que aprenderam que existe uma receita apropriada para cada ocasião. Se a dosagem for errada, o resultado fica intragável.

Pausa para um aperitivo. Tudo começa por sabermos onde estamos pisando. Por quê? Porque a palavra ingrediente veio daí mesmo, de "passo". Em latim, passo era gradus e dessa palavrinha derivaram várias outras, só que a gente nem percebe mais o passo escondido dentro delas, como "gradual" (passo a passo), "degrau" (um passo acima), "retrógrado" (queanda para trás), "congresso" (marchar junto), e até o "dégradé" (cor que vai mudando a cada passo). Dessa salada surgiria o verbo latino ingredi, "caminhar para dentro" e seu derivado, ingrediente, "o que entra". Mas se trata do que entra no passo certo. Eu trabalhei com muita gente agressiva (termo que, casualmente, quer dizer "um passo contra") e notei que esse ingrediente era absolutamente necessário em algumas situações, enquanto em outras era totalmente dispensável. Na hora da avaliação de desempenho, alguns funcionários eram elogiados por sua agressividade, enquanto outros, tão agressivos quanto, eram criticados. E o segundo grupo ficava sem entender bulhufas, achando que estava sendo perseguido pela chefia. Na verdade, o que as empresas avaliam nunca é o ingrediente em si -- no caso, a agressividade --, mas sim o produto final -- o resultado. A mesma coisa acontece quando comemos um bolo: se um ingrediente sobressai, é porque ele foi mal calculado. E aí passa a comprometer o todo.

Entender essa simples regrinha talvez seja a coisa mais complicada na auto-administração de uma carreira. O mais comum é o profissional usar sempre o mesmo ingrediente, na mesma proporção, não importa a ocasião. Ou então, quando as coisas estão meio paradas, é sempre mais fácil imaginar que "está me faltando alguma coisa" -- ou seja, mais ingredientes. Não é a quantidade que faz uma receita de sucesso. É o discernimento. Sucesso é, por exemplo, ter um vasto estoque de criatividade e de ambição, mas saber que há momentos em que o mais recomendável é fazer um simples arroz com feijão.


quinta-feira, 13 de março de 2014

As duas moscas

Parte 1:

Contam que certa vez duas moscas caíram num copo de leite.
A primeira era forte e valente, assim logo ao cair nadou até a borda do copo, mas como a superfície era muito lisa e ela tinha suas asas molhadas, não conseguiu sair.
Acreditando que não havia saída, a mosca desanimou, parou de nadar e se debater e afundou.

Sua companheira de infortúnio, apesar de não ser tão forte, era tenaz. Continuou a se debater e a se debater por tanto tempo que, aos poucos, o leite ao seu redor, com toda aquela agitação foi se transformando e formou um pequeno nódulo de manteiga, onde a mosca conseguiu com muito esforço, subir e dali levantar voo para algum lugar seguro.

Parte 2:

Tempos depois a mosca, por descuido ou acidente, novamente caiu no copo. Como já havia aprendido em sua experiência anterior, começou a se debater, na esperança de que, no devido tempo, se salvaria. Outra mosca, passando por ali e vendo a aflição da companheira de espécie, pousou na beira do copo e gritou:

“Tem um canudo ali, nade até lá e suba pelo canudo”.

A mosca tenaz não lhe deu ouvidos, baseando-se na sua experiência anterior de sucesso, continuou a se debater, até que, exausta, afundou no copo cheio ... de água.


Autor desconhecido

quarta-feira, 12 de março de 2014

Marketing: o poder do posicionamento

Assim como a filosofia é a busca sistematizada pela verdade através da razão, podemos entender o marketing como uma busca pela geração de negócios através do posicionamento. 

Muitos profissionais de marketing se esquecem desta questão essencial e ficam perdidos nas “periferias” do marketing.

Para utilizar um reducionismo didático, podemos dizer: posicionamento é tudo!

Se o desafio do marketing é vencer a batalha das percepções, fica evidente o papel central do posicionamento. Vamos defini-lo de maneira objetiva: Posicionamento é o “local” que você ocupa na percepção dos clientes em função de seus esforços de marketing.

Um produto será premium ou “de combate” em função do posicionamento definido. As ações de comunicação também serão eleitas em função do posicionamento, assim como todas as outras ações de marketing.

Como enuncia Jack Trout: “O sucesso ou fracasso se relaciona a todos os problemas e oportunidades percebidos no mercado. E trata-se de entender que as percepções na mente do cliente são o território o­nde você ganha ou perde.”

É fato que a competição intensa em um mundo de tantos entrantes e novos nichos todos os dias tem confundido alguns profissionais de marketing, que ficam perdidos com tanto ruído e se esquecem da essência da mensagem. As especulações em torno do tal “novo consumidor” geram artigos e mais artigos, teorias e mais teorias; surgem conceitos como brandscendence, branding emocional, buzz, brandjam, etc.

Porém, muitos autores destas teorias não se dão conta que a essência do consumidor não mudou tanto assim. O cenário mudou. O consumidor hoje tem mais acesso a informação. Sua vida e necessidades se sofisticaram, e ele ficou mais exigente. Apenas isso. A essência do consumidor continua a mesma!

Enquanto muitas empresas míopes se perdem em projetos mirabolantes que envolvam todos estes novos conceitos, empresas e profissionais conscientes fazem coisas simples com enorme impacto para os negócios, pois estão focados na essência do posicionamento.

O essencial e o óbvio são evidentes quando olhados de trás para frente, mas o desafio dos profissionais do marketing é acioná-los na ordem inversa...

Observe que o posicionamento permite que você, ao invés de tentar a inglória batalha contra marcas já estabelecidas na mente dos clientes, estabeleça a sua marca com base nas fraquezas de seus concorrentes. Vale lembrar que os consumidores estabelecem rankings de preferência em suas mentes.

É evidente que a maneira mais fácil de alcançar o “top of mind” dos clientes é ser o primeiro a conquistá-lo, mas isto nem sempre é possível. Diante desta impossibilidade você terá que desenhar novas estratégias, criar novas categorias que permitam à sua marca ser percebida como diferente e, preferencialmente, como “única” (incrivelmente diferente e especial, à parte da competição).

Marcas vencedoras passam a vida toda reforçando, sofisticando e intensificando o seu posicionamento na mente de seus clientes, adaptando este posicionamento à novas realidades.

Mais uma vez, citando Jack Trout: “Para ter sucesso hoje é preciso estar em sintonia com a realidade; e a única realidade que realmente conta é a que já está na mente dos prospects.”

A história demonstra que a marca número um na mente dos clientes, possui em média, o dobro do market share da marca que ocupa a posição número dois. Diante disto, o toque de genialidade é a criação de uma nova categoria, o­nde os clientes criem um “novo ranking”, e possamos ser reconhecidos como número um. Todos os esforços de inovação dos tempos atuais estão, em verdade, na busca desta conquista.

Quando entendermos que devemos ter o posicionamento como ponto de partida e que ele não está apenas ligado a comunicação e promoção, estaremos realizando um marketing muito mais efetivo, menos caótico e incrivelmente mais acessível.

Profissionais de marketing que queiram se diferenciar no mercado precisam parar de ser iludidos por tanto ruído, voltar às origens e tornarem-se “gênios” em posicionamento.

Quando os modismos afetam os criadores da moda, ninguém mais sabe quais são as tendências. É isso que precisamos evitar no marketing, estamos aqui para encontrar soluções e não intensificar os problemas.

A temática do marketing se resume a entender seres humanos, o restante é cenário! Lembre-se disso.

Carlos Hilsdorf
Economista, pós-graduado em marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero. Referência nacional em desenvolvimento humano.

terça-feira, 11 de março de 2014

Você é um estrategista?

  Impactar na profissão é ter, para cada batalha uma estratégia apropriada.

    "Para escalar a montanha da vida, onde no ápice está o sucesso, dê o primeiro passo na base, firme e decisivo. Mas, atenção. Leve na mochila boa estratégia, coragem e muita fé em Deus!"

  Na antiguidade, estratégia significava “a arte de guerrear”. Primeiro os campos de batalha, depois as guerras em cidades... Contudo, hoje a “guerra” é a estratégia, um termo vinculado ao mundo dos negócios, às corporações, ao empreendedorismo.

     Ser estrategista é enxergar, no presente, um futuro possível. É ver longe, com profundidade, largueza, ousadia. E não só isso. Para obter bom resultado nas estratégias é preciso ter inspiração e intuição. E sobretudo inovar.

     Inovar velhos hábitos, ideias, costumes, conceitos. É preciso abdicar do arcaico, do moroso, improdutivo ou obsoleto, que muitas vezes fica enraizado nas ações e no comportamento como uma tatuagem sem valor que se insiste preservar.

     Estrategista é aquele que revoluciona, que tem olhar visionário, que sonha e se estrutura para implementar seus sonhos. É ainda aquele que realiza, que transforma a ideia em coisa, e a coisa em algo útil e funcional. Negócios nas mãos desse profissional são tratados cuidadosamente com a mesma presteza de um bisturi nas mãos do cirurgião.

     Estratégia é a arte de conceber planos, de centrar o foco num alvo e só desviá-lo quando finalmente atingido. Portanto, se você quer ser um inovador, um empreendedor de sucesso, seja o estrategista do seu futuro – e da sua vida.

     Estratégia competitiva

     A guerra moderna tem por objetivo o lucro, a vitória pessoal, a autorrealização - e como palco a competitividade. Hoje montam-se estratégias:

     -para vender mais;
     -para enfrentar a concorrência;
     -para vencer um campeonato esportivo;
     -para tornar-se o gerente da empresa.

     Bons resultados. Numa competição de qualquer nível, executar estratégias (bem estudadas, delineadas e planejadas), tem grandes chances de sucesso. Competir sem estudar os adversários, a situação, as probabilidades, o campo de ação, é despender recursos e energia sob o risco do insucesso. E aí o prejuízo é inevitável.

     O sucesso, entenda-se conquistas e lucros, surge de processos decisórios tomados “mapeando” a situação onde se vai competir. É vital a estratégia porque você tem várias opções de escolha. E aí a possibilidade de erro é grande. Logo, você escolhe a opção mais rentável, rápida e menos custosa.

     Como exemplo de boa estratégia competitiva, imagine entrar em campo para fazer gols no adversário e não tomar nenhum. Na teoria é fácil... Antes, há que se conhecer bem o adversário – virtudes, defeitos, forças, fraquezas. Munido desses conhecimentos a chance de golear será plausível, com menos esforço e pouco desgaste do time.

     Essa analogia futebolística vale para o mundo corporativo, para a vida pessoal. Competir por um melhor posto de trabalho, uma melhor promoção, para tornar seu time campeão, etc, é imprescindível, antes, traçar estratégias. Se possível em minúcias, porque já que vai competir, por que não subir ao primeiro lugar do pódio?

  do livro (c) "Como se tornar um profissional de Alto Impacto"


Forjando a Armadura

Gostaria de compartilhar com todos vocês um excelente poema do filósofo, educador e esoterista Rudolf Steiner. Profundo conhecedor da obra de Goethe, escreveu inúmeras obras dedicadas à este filósofo.

Vale muito a pena a reflexão!

Forjando a Armadura

Nego-me a me submeter ao medo
que me tira a alegria de minha liberdade,
que não me deixa arriscar nada,
que me torna pequeno e mesquinho,
que me amarra,
que não me deixa ser direto e franco,
que me persegue e ocupa negativamente minha imaginação,
que sempre pinta visões sombrias…

No entanto não quero levantar barricadas por medo do medo.

Eu quero viver, e não quero encerrar-me
Não quero ser amigável por ter medo de ser sincero
Quero pisar firme porque estou seguro e não para encobrir meu medo.

E, quando me calo, quero fazê-lo por amor
e não por temer as conseqüências de minhas palavras.

Não quero acreditar em algo só pelo medo de não acreditar.

Não quero filosofar por medo que algo possa atingir-me de perto.

Não quero dobrar-me só porque tenho medo de não ser amável.

Não quero impor algo aos outros pelo medo de que possam impor algo a mim.

Por medo de errar, não quero tomar-me inativo.

Não quero fugir de volta para o velho, o inaceitável, por medo de não me sentir seguro no novo.

Não quero fazer-me de importante porque tenho medo de que senão poderia ser ignorado.

Por convicção e amor, quero fazer o que faço e deixar de fazer o que deixo de fazer.

Do medo quero arrancar o domínio e dá-lo ao amor.

E quero crer no reino que existe em mim.

Um carinhoso abraço a todos.